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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

18.04.16

O rapaz da bicicleta!


Rui Pereira

Já não sou o rapaz que era há umas décadas atrás, mas existem momentos que me transportam para outros tempos, momentos únicos, onde a minha bicicleta era tudo para mim e o bairro onde andava era um mundo sem fim.
Um mundo onde não havia preconceitos nem preocupações, onde apenas existia diversão e liberdade sem limitações.
Hoje, dou por mim numa das minhas bicicletas a agir como o miúdo que já fui, a sentir aquilo que já tinha sentido, a satisfazer-me como poucos e com tão pouco. Aproveito, como antes, todos os momentos como se fossem únicos… E são!
As bicicletas cresceram, as fronteiras do bairro caíram, mas o rapaz que adorava andar de bicicleta, que fluía através da brisa, que inventava, e às vezes caía, é o mesmo...
A principal diferença é que agora, às vezes, custa-me sair, na altura apenas custava-me voltar. E ainda me custa. Depois de começar já não quero parar.
Incrível a capacidade de um objeto tão simples, não é? Sim, é material, e esse tem o valor que lhe queremos atribuir, mas num misto de saudosismo e orgulho, gosto da sensação que a bicicleta me permitiu e ainda permite sentir, gosto do efeito que produziu e que ainda produz em mim!