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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

23.09.19

Pode sempre ficar pior!


Rui Pereira

Saí tarde e a más horas. O orvalho caía ao sabor do vento. Comecei a subir para aquecer mais rapidamente. Apanhei vento de frente que me arrefeceu ainda mais. As rodas levavam a água ao seu moinho. Pedalava molhado, mas determinado. Media o pulso ao joelho. Como eu, o orvalho ora acelerava ora abrandava. Atirei a toalha ao chão. De regresso a casa. Subi. Passei o cruzamento e segui em frente. Estiquei o percurso. Voltei na rotunda. Voltei a esticar. Desci. Estiquei um pouco mais…

Já descalço posicionei a bicicleta suja no suporte. O vento fazia-se sentir. Ajustei a pressão da água. Mesmo assim, esta fez disparar a pistola da mangueira. Tinha agora uma cobra doida a cuspir água. Tentei correr pela garagem, descalço, numa sessão de equilibrismo sobre o mosaico encharcado. Fechei a torneira. Virei costas. Tremi... vi, impotente, a bicicleta… tombar! Caiu com estrondo...