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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

13.07.16

Roubaram-lhe a bicicleta!


Rui Pereira

Sábado, o sol mostra-se lá fora, pequeno-almoço relaxado, algumas tarefas domésticas e a tão desejada ida à praia. Bicicleta fora da garagem, mochila às costas e capacete apertado, e lá vai ela descontraidamente entre o fresco da brisa matinal e o calor dos primeiros raios de sol.
É uma rotina nem sempre rotineira, mas depois de vários anos em que não usufruiu nem da bicicleta nem dos caminhos que circundam o local onde vive, é agora um prazer fazer-se à estrada montada no seu cavalo de ferro - a sua bicicleta! Pacifica, calma, despretensiosa.
A toada calma motivada pela falta de pressa e pelo apreciar do ambiente à sua volta levam-lhe ao seu destino, mas que por si só, já vale apenas pelo percorrer do caminho. É que se há meio de transporte que permite isso mesmo, é a bicicleta!
Os constrangimentos surgem na chegada, já que o local de estacionamento para as bicicletas para além de mal localizado, longe da vista e remetido a um canto, é totalmente inapropriado a quem preserva minimamente a sua bicicleta, daqueles “empena rodas”, em vez de simples U’s invertidos…
Desta vez, estes constrangimentos estavam ampliados, pela memória de neste mesmo local e umas semanas antes, lhe terem roubado da bicicleta o selim e demais acessórios associados! Assim, fez por deixar a sua querida bicicleta presa, o melhor possível, mesmo que o dispositivo para o efeito não fosse o mais robusto que havia.
Tentou não pensar mais nisso e desceu ao areal, ávida de um banho naquele límpido mar salgado, seguido de um confortante repouso embalado pelo calor que o sol emanava…
Nisso, recebe uma chamada:


- Onde estás?
- Na praia.
- Onde está a tua bicicleta?
- No parque de estacionamento.
- Não está não!
- Como não está?
- A tua bicicleta não está aqui!
- (Silêncio…)
- Já me roubaram a bicicleta!
- …


Qualquer semelhança com a realidade NÃO é pura coincidência!