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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

06.11.19

3 Horas BTT – Specialized FSRxc Pro


Rui Pereira

A última vez que fiz uma resistência em BTT, a minha FSRxc estava impossibilitada de andar com um problema no amortecedor. Na empresa onde estava a ser assistida, a mesma que patrocinava o evento, disponibilizaram-me uma bicicleta semelhante para poder participar.
Embora da mesma marca [Specialized] e segmento [Trail], tratava-se de uma Camber Comp 29, um modelo moderno, com algumas inovações, apresentando como grande diferença a superior dimensão das rodas. Mesmo assim a adaptação foi imediata.
Desta vez tinha a minha bicicleta apta. Deixei-a ainda mais apta no dia que antecedeu a prova. Aquela limpeza da praxe e a lubrificação da transmissão e de outros pontos de acionamento e fricção.

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Adivinhando um terreno húmido com a chuva que se fez sentir, troquei os pneus, o traseiro por um igual, mas com melhor piso, o dianteiro por um de desenho mais agressivo. O local em causa não é de fazer muita lama nem nada disso, mas em algumas zonas o piso é solto, noutras, escorregadio. Não sei se fez muita diferença, mas psicologicamente saber que tinha um pneu com mais agarre na frente deixou-me com certeza mais descansado. Até porque já lá vai o tempo em que me sentia muito confiante sobre uma BTT.
A minha companheira, apesar das suas naturais limitações, esteve sempre impecável. Nem uma queixa, nem um barulhinho, nada. Claro que gosto de ter outras experiências, de poder testar uma bicicleta diferente, apesar de ter algumas reservas quando se tratam de coisas que não são minhas, mas para me sentir bem e totalmente à vontade, dentro das minhas naturais limitações, é aos comandos da minha "velhinha" Specialized FSRxc Pro!

31.10.19

No Pinhal da Paz em 2010 e 2019

Provas de Resistência em BTT


Rui Pereira

28.10.19

3 Horas BTT CC-Bike Rental – Pinhal da Paz


Rui Pereira

Assim que soube que a segunda prova de resistência em BTT deste ano seria no Pinhal da Paz, fiquei com vontade de participar. A primeira e única resistência realizada neste espetacular local aconteceu em 2010, onde participei na altura, ainda com 4 horas de duração.
Uma bela manhã de domingo, com algum sol a marcar presença, mas com um piso húmido advindo da chuva que caiu nos dias anteriores - tal como gosto. O percurso traçado neste parque florestal era simplesmente fantástico! Sinuoso, variado e divertido, a exigir pernas, alguma condução e trabalho com a transmissão. Gostei dos ganchos a subir, das passagens lado a lado, das duas descidas finais separadas por uma pequena lomba...

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Fotografia: DJ Sousa


O traçado era perfeito para alguém que, como eu, não liga à competição, não tem preparação, tem uma bicicleta da velha guarda, gosta muito de BTT e não tem disponibilidade para ser confrontado com demasiadas dificuldades, mas também não é adepto da monotonia associada à total ausência das mesmas.
Por mais que tenha rodado de forma descontraída, que tenha tentado hidratar-me e alimentar-me a cada hora que passava, com pausas incluídas, e que acima de tudo me estivesse a divertir bastante, existe sempre algum esforço e sofrimento inerentes, pouco habituado que estou a desafios do género. Não vou negar que o regresso a casa me custou um pouco, uma vez que fui e vim da prova pelos meus próprios meios.

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Fotografia: Francisco Carreiro


Deu para recordar o tempo em que saía todos os domingos de BTT e em grupo. Voltas que eram cuidadosamente delineadas mentalmente durante a semana. Onde entusiasmo e boa disposição eram as palavras de ordem. Levar a bicicleta sobre terra, pedras e lama era sinónimo de prazer e divertimento garantidos.
Confesso que estive indecisivo até à última para me inscrever nesta prova. Num impulso final, fi-lo. Decisão certa!

16.11.17

3 Horas BTT – Paradoxos!


Rui Pereira

Há cerca de um mês e meio atrás, num texto dedicado ao btt, dizia que se calhar tinha de ponderar a minha atitude no que toca à minha (não) participação em eventos organizados de ciclismo. Daí para cá, já participei em dois distintos (neste último houve uma forte motivação exterior).
Esta atitude de mudança e cedência pessoal, não inibe, no entanto, que a minha participação nesta prova de resistência encerre em si alguns paradoxos.
Desde logo, não me deixou de chatear o compromisso implícito do evento, mas ainda nem o despertador tinha tocado e já estava de pé. Simultaneamente entusiasmado e apreensivo.
Se é verdade que sempre gostei muito de btt (e gosto), também é certo que ando cada vez mais afastado da modalidade (pode ser que mude a partir de agora, nem que seja parcialmente). As provas de resistência pelo seu caráter promocional apresentam um baixo nível de dificuldade técnica, mas considerando o estado do tempo, em algumas zonas do percurso convinha ter algum à vontade neste departamento. Pessoalmente, senti uma certa falta de confiança geral, que não era normal noutros tempos, advinda com certeza da falta de prática e da minha limitação física. O facto de estar com uma bicicleta emprestada, não obstante o seu lado positivo, certamente também contribuiu para isso.

 

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Imagem: Seg-mento Bike Team


Entrar em equipa não é a forma mais condizente nem com a minha preferência, nem a que me assenta melhor. Prefiro um esforço mais equilibrado e contínuo, sem grandes picos. Sou do tipo que demora muito a aquecer e que tem alguma dificuldade em encontrar um ritmo adequado, portanto, cada nova volta era quase como começar de novo, algo inerente às quebras existentes. Se a isso associar as condições adversas e o facto de estar molhado, pior.
Por outro lado, foi muito satisfatório poder desfrutar do convívio e contar com um “atleta de luxo” como parceiro de equipa. Se não fosse por ele, provavelmente nem teria participado!
Mais, em equipa a interação e o convívio são muito superiores e dá-nos uma outra noção do evento e daquilo que o rodeia. Nos toldos onde estávamos sediados (e abrigados) reinava a animação, o convívio e a boa disposição. Excelente ambiente! Individualmente, para além do maior dispêndio de esforço e atenção com a sua gestão, passamos o tempo todo connosco próprios, como é óbvio.
Mas a nossa vida é assim mesmo. Repleta de paradoxos, antagonismos, incongruências e contradições. Resta-nos decidir, aceitar as consequências das nossas decisões, desfrutar do seu lado positivo e lidar o melhor possível com o negativo. Normalmente, são mais as vezes que nos arrependemos de não ter feito do que o contrário…

15.11.17

3 Horas BTT – Ponto alto!


Rui Pereira

Inverto a ordem cronológica dos factos deliberadamente, e que me perdoem os restantes participantes, mas para mim, o ponto alto da prova deu-se no seio da nossa equipa!
Faltavam alguns minutos para as três horas quando chegava da minha sétima volta, certo que ao nível das percentagens (nenhum dos elementos da equipa pode ter menos de um terço do total de voltas) estávamos a cumprir o regulamento. O meu parceiro já tinha dado a entender que a sua terceira volta tinha sido a última. Assim e ao contrário do que pensava (sempre fui fraco a matemática!), tanto pela questão do número de voltas, como pela necessidade de passar a linha de meta após o término das três horas de prova, o meu parceiro tinha mesmo de fazer mais uma volta sob pena de sermos desclassificados. E uma coisa é ficar em último lugar, o que se veio a verificar, outra muito diferente é ser desclassificado!
Todos os companheiros à nossa volta juntaram-se animadamente para lhe explicar a situação, incentivando, motivando, insistindo… só faltou sentarem-lhe na bicicleta! Mas ele estava irredutível, não queria fazer mais nenhuma volta, alegando, legitimamente, cansaço e o estado degradado do piso. Deixei-o à vontade e aceitaria a sua decisão, fosse ela qual fosse. Ele decidiu não fazer.
Entretanto, os companheiros dispersaram e nós mantivemo-nos junto à sua bicicleta. Ele estava calado e pensativo. Já faltavam poucos minutos para o fim da prova quando me pergunta se queria que ele fizesse mais uma volta. Respondi-lhe que não queria nada, que ele é que tinha de querer…

Até já! – Foi o que recebi como resposta enquanto se sentava na bicicleta e arrancava para a volta final!

«Barras Duras» era a nossa denominação como equipa e pelos vistos não foi por acaso. Muito mais do que eu, o meu “parceiro”, pela prova que fez e pela atitude e resiliência que teve, foi o verdadeiro «barra dura»!

Aliás, ele e todos os participantes mais novos presentes nesta prova, que cada um à sua maneira e aos comandos das suas pequenas bicicletas, o que acentuava sobremaneira os obstáculos e as adversidades existentes, ultrapassaram-lhes, fazendo o que tinham a fazer!

 

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14.11.17

3 Horas BTT – Specialized Camber Comp 29


Rui Pereira

Uma vez que a minha bicicleta de btt estava parada devido a um problema no amortecedor e perante a minha vontade em participar nesta prova, a loja Carreiro & Comp. Lda. prontificou-se a ceder-me uma bicicleta para o efeito. Quando esperava uma bicicleta mais básica fui surpreendido pelo cuidado da escolha e pela atenção ao informar-me da mesma, já que me facultaram uma bicicleta do segmento da minha, mas de gama superior, obviamente mais evoluída e adaptada às atuais exigências. Os meus agradecimentos a toda a equipa!
A Specialized Camber Comp 29, como a própria designação indica, é uma Trail com rodas de 29 polegadas, quadro em alumínio e suspensões com 110mm de curso. Pelas suas caraterísticas é bastante capaz, polivalente e confortável, apresentando uma ampla margem de adaptação a diversos tipos de cenários e utilizadores.
Nunca tinha andado numa Camber, ou melhor, acho que dei uma voltinha numa certa vez, mas logo senti-me perfeitamente à vontade aos seus comandos. Para além dos meus pedais que foram previamente instalados, a única afinação feita, no momento, foi a altura do selim. De resto foi pegar e andar. Parecia que era a minha bicicleta de sempre. Mais para a frente, talvez tenha estranhado um pouco a ausência dos punhos com apoio que uso. Têm um aspeto muito utilitário e muito pouco competitivo, mas dão um conforto às mãos que me agrada particularmente.
De um modo geral, gostei muito do comportamento desta bicicleta, eficaz, suave e homogéneo. Habituado a uma bicicleta menos dotada ao nível técnico e com rodas pequenas, senti bastantes diferenças, tal como seria de esperar. Esta Camber, apesar de não ser uma XC, rola muito bem e apresenta um bom funcionamento ao nível do amortecimento, com um amortecedor com AUTOSAG, que funciona quando é preciso, não sendo intrusivo quando não é.
Esta Specialized Camber Comp 29 foi uma excelente companheira, que se portou sempre à altura dos acontecimentos, tendo marcado ainda mais a minha participação nesta prova, tanto pela diferença, como pela positiva.

 

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13.11.17

3 Horas BTT / CC-Bike Rental - Sete Cidades


Rui Pereira

Este fim de semana houve prova de resistência em BTT. Já não fazia uma prova destas há alguns anos, aliás, até agora fiz apenas duas na promoção, como individual.
São provas mais descontraídas, amigáveis e até familiares, onde as atenções não se centram unicamente na competição, mas que se assim se quiser também podem ser encaradas como tal. É esta flexibilidade que continua a fazer deste um formato de sucesso e importante para a dinamização da modalidade, já que podem estar lado a lado à partida, o atleta batido que vai lutar para a vitória e o curioso que começou agora a andar de bicicleta e faz a sua estreia absoluta num evento do género, pelo convívio, pelo ambiente, ou só para ver como corre.
Normalmente têm como cenários de fundo as Lagoas (Furnas e Sete Cidades), mas as que fiz, foram exatamente quando não decorreram nestes locais. E não foi por acaso. A primeira foi no Pinhal da Paz e a segunda no Parque Urbano. Confesso que gostei especialmente da primeira, pelo local, pelo circuito. Mais desafiante é certo, mas indiscutivelmente mais interessante. A minha terceira participação foi este domingo nas 3 Horas BTT / CC-Bike Rental, no previsível local das Sete Cidades, que tal como alguém disse, deveria ser o único sítio da ilha onde fazia mau tempo ontem de manhã!
Prefiro de longe o traçado das Sete Cidades ao das Furnas, mais variado e menos monótono, e ontem ele estava especialmente pesado devido ao tempo chuvoso. Apesar das dificuldades e dos constrangimentos que isso acarreta, deu-lhe um toque extra de desafio que faz parte da modalidade.
Esta minha participação apresentava à partida algumas particularidades que prometia fazer desta uma prova especial e diferente. Diferente pela espetacular montada que me foi gentilmente cedida pela loja Carreiro & Comp. Lda., e especial por fazer equipa com o meu filho!
O entusiasmo, a apreensão e as expetativas motivadas por estas mesmas particularidades, a par do mau tempo e de todas as outras nuances próprias destes eventos serão obviamente alvo de escrutínio neste mesmo local.