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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

04.11.19

Azores Fixed 2013


Rui Pereira

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Decorria o ano de 2013. Lá andava com as minhas bicicletas, na altura em menor número do que agora, quando soube da existência do Azores Fixed. Basicamente, era um grupo que vinha do continente com as suas bicicletas fixed gear percorrer as estradas da ilha de São Miguel, liderado por um micaelense, exatamente o cérebro desta ideia. Uma aventura, portanto!
Alguém conseguiu combinar um passeio em conjunto com os praticantes locais e eu, muito mais entusiasta do que os demais no que se refere às bicicletas de carreto fixo, não podia perder esta oportunidade.
Foi uma partilha de experiências incrível, inclusive com a possibilidade de experimentar algumas das fixie presentes. Ainda fiquei mais rendido do que já estava e com vontade de ter uma daquelas bicicletas. Espetacular!
Curiosamente, embora muito longe da realidade dos elementos que compunham o grupo, identifiquei-me mais com eles do que com os de cá. Ainda acontece!

31.10.19

No Pinhal da Paz em 2010 e 2019

Provas de Resistência em BTT


Rui Pereira

28.10.19

3 Horas BTT CC-Bike Rental – Pinhal da Paz


Rui Pereira

Assim que soube que a segunda prova de resistência em BTT deste ano seria no Pinhal da Paz, fiquei com vontade de participar. A primeira e única resistência realizada neste espetacular local aconteceu em 2010, onde participei na altura, ainda com 4 horas de duração.
Uma bela manhã de domingo, com algum sol a marcar presença, mas com um piso húmido advindo da chuva que caiu nos dias anteriores - tal como gosto. O percurso traçado neste parque florestal era simplesmente fantástico! Sinuoso, variado e divertido, a exigir pernas, alguma condução e trabalho com a transmissão. Gostei dos ganchos a subir, das passagens lado a lado, das duas descidas finais separadas por uma pequena lomba...

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Fotografia: DJ Sousa


O traçado era perfeito para alguém que, como eu, não liga à competição, não tem preparação, tem uma bicicleta da velha guarda, gosta muito de BTT e não tem disponibilidade para ser confrontado com demasiadas dificuldades, mas também não é adepto da monotonia associada à total ausência das mesmas.
Por mais que tenha rodado de forma descontraída, que tenha tentado hidratar-me e alimentar-me a cada hora que passava, com pausas incluídas, e que acima de tudo me estivesse a divertir bastante, existe sempre algum esforço e sofrimento inerentes, pouco habituado que estou a desafios do género. Não vou negar que o regresso a casa me custou um pouco, uma vez que fui e vim da prova pelos meus próprios meios.

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Fotografia: Francisco Carreiro


Deu para recordar o tempo em que saía todos os domingos de BTT e em grupo. Voltas que eram cuidadosamente delineadas mentalmente durante a semana. Onde entusiasmo e boa disposição eram as palavras de ordem. Levar a bicicleta sobre terra, pedras e lama era sinónimo de prazer e divertimento garantidos.
Confesso que estive indecisivo até à última para me inscrever nesta prova. Num impulso final, fi-lo. Decisão certa!

02.10.19

O mar de “Lorenzo”


Rui Pereira

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Mais um temporal, mais marcas que ficaram.
Por mais que estejamos habituados, custa sempre!
Contigências de viver no meio do Atlântico.
A oriente, fomos poupados, mas a natureza mostra o seu poder.
O mar fustiga a terra enraivecido, numa luta desigual.
Mais do que a atração pelo trágico, é a sua beleza que cativa.
É sempre belo!
Em contemplação, esmagado pela sua imponência.
Apanhando o vento salgado de sul…

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14.06.19

Ser ilhéu…


Rui Pereira

É sentirmo-nos apertados pela constante presença do mar, mas não conseguir viver sem ele.
É ter o território partido em nove bocados no meio do nada, mas encará-los como se fossem um só.
É sentir a inclemência da mãe natureza, mas também ser brindado com o melhor que ela tem para dar.
É lamentar-se o isolamento, mas depois viver em pleno todo o misticismo destas ilhas de bruma.
É olhar o céu em busca de um sinal do tempo e avistar o milhafre que nos patrulha.
É viver a um ritmo muito próprio. Calmo, paciente… Às vezes, inquieto.
É ser fechado, desconfiado, desconcertante e até rude no trato, mas também ser o melhor dos amigos perante quem vier por bem.
É querer sair da ilha, mas depois ter pressa de voltar.
É ser pequeno, mas ter a alma do tamanho do oceano que nos rodeia.
É pegar na bicicleta e percorrer estradas como se fossem carreiros de um grande e lindo jardim, tendo sempre o mar como companheiro...