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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

11.07.19

Não sei que título lhe dou...


Rui Pereira

São 23H32. Nos auscultadores ouço “The River” de Aurora. Sem saber o que escrever.

Tenho o Sapo e o blogue abertos. Nunca escrevo lá diretamente. Tenho umas manias tolas. Dir-me-ão que existem ferramentas de correção ortográfica, para limpar formatação, etc. Eu sei. Mas escrevo no Word, copio o texto para o Bloco de notas e de lá para o Sapo. E justifico. E sempre no computador. São hábitos que ganhei e ficaram.

O vídeo entretanto acabou e o Youtube encarrega-se de rodar o próximo da lista. Retrocedo. A “The River" é tão bonita e inspiradora!

Levanto-me para desligar a televisão. A casa já dorme. Sou o único acordado. A claridade do monitor, de vez em quando, fere-me os olhos. Fecho-os de forma apertada.

Aurora canta o refrão…

“You can cry
Drinking your eyes
Do you miss the sadness when it's gone? (gone)
And you let the river run wild (gone)
And you let the river run wild”

A melodia é deliciosa. O texto prossegue sem sentido...

Salto para o Ambiente de trabalho. Existem apenas dois ícones, sendo que um deles é a Reciclagem. É assim que gosto dele, limpo. O fundo mostra, para mim, uma das bicicletas mais espetaculares de sempre – Roda Gira Arrogante CMYK!

Volto a retroceder para a música certa no Youtube. Aumento o volume.

Mas que fascínio é esse? Como é que uma estrutura de tubos interligados, com umas rodas e mais uns outros apêndices me fascinam tanto? Não há música que ouça que não a sinta como a banda sonora de um filme por mim protagonizado aos comandos de uma das minhas bicicletas!

Mais um momento para reiniciar a música.

Uma estrada de montanha deserta. Céu cinzento. GoPro’s instaladas na bicicleta. Drone uns metros acima a acompanhar a nossa progressão. Grande plano do sapato a encaixar no pedal e do apertar firme dos dedos no guiador. Uma descida a grande velocidade. Curvas. Travagens. Posição aerodinâmica. Segmentos sem música, apenas com o som do rolar da bicicleta. Momentos em câmara-lenta…

“(…)
You can cry
(You can cry, you can cry, you can cry)
Drinking your eyes
(To where the ocean is bigger)
I don't miss the sadness when it's gone (gone)
And the feeling of it makes me smile (gone)
As I let the river run wild”

Aurora continua a (en)cantar...

São 00H31. Vou publicar o texto seguindo os mesmos rituais de sempre.
00H48. Publicado.

21.02.17

Roda Gira Arrogante


Rui Pereira

Não tenho grandes sonhos ou ambições no que toca às bicicletas, mas desde que despertei para o mundo “singlespeed” e "fixed gear" que a Roda Gira passou a ser uma das minhas principais referências. Há várias bicicletas que gosto especialmente. Para além das minhas, claro. Uma delas é a Roda Gira Arrogante.
Para quem não sabe, a Roda Gira é uma marca portuguesa gerida por um dedicado entusiasta do carreto fixo, que a partir de um pequeno espaço, bem na baixa de Lisboa, leva a sua marca além-fronteiras, onde as suas bicicletas já são conhecidas e apreciadas um pouco por todo o mundo.
A Arrogante é um dos modelos disponíveis. Na realidade é um quadro, que depois de montado com os componentes escolhidos pelo proprietário formam a bicicleta. Os tubos de alumínio que o compõem são da Columbus e a forqueta da mesma proveniência é de carbono. Desde logo fiquei fã deste quadro/bicicleta, tanto pelo seu desenho como pela exuberância da sua pintura. Tem sido alvo de alguns refinamentos e surgiram novas combinações cromáticas, algumas muito bem conseguidas. Para mim, a Arrogante é em amarelo, rosa e azul, tal como a primeira. Mas a mais recente e espetacular "all black" veio baralhar um pouco as coisas. 
Os componentes escolhidos na montagem de apresentação (imagem) formam um conjunto que prima pelo equilíbrio estético e dinâmico. A toda esta harmonia não será alheia uma criteriosa escolha, tendo em conta a imagem e a qualidade destes mesmos componentes.
Considerando a minha realidade física e o local onde vivo seriam necessárias algumas alterações nesta Arrogante. Desde logo a instalação de um travão na dianteira. Depois, o ideal seria o carreto fixo dar o seu lugar a uma roda livre com travão de contrapedal. Os mais puristas diriam que estas alterações desvirtuariam totalmente esta bicicleta. E eu como não purista diria a mesma coisa, já que não podia estar mais de acordo.
Mesmo sabendo que esta não é uma bicicleta para mim, não quer dizer que não a aprecie e não possa figurar lá no topo do meu lote de bicicletas preferidas. O facto é que gosto de ver e pensar esta Arrogante tal e igual como foi idealizada. Assim!

 

rg_arrogante.jpg

Roda Gira

Roda Gira Loja