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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

12.08.20

Azores Fixed


Rui Pereira

azoresfixed_bottle.jpg

 

As bicicletas de carreto fixo, pelo conceito e estética, já reinavam entre as minhas preferidas quando ainda nem sequer tinha experimentado uma. O gosto e o entusiasmo, e a intenção que deixavam transparecer de querer ter uma fixed era vista com desconfiança, encarada como uma utopia e subtil ou descaradamente desaconselhada.

A oportunidade de experimentar tão peculiar bicicleta surgiu em 2013, exatamente quando aconteceu o Azores Fixed pela primeira vez, para mim, o mais espetacular evento com bicicletas que acontece por cá!
Contraditoriamente, é modesto e está muito restrito aos seus poucos intervenientes. E tem aquela dureza própria da natureza das bicicletas utilizadas e da orografia das ilhas. É aí, e nas pessoas, que reside a sua beleza!
Eu, como adepto e apreciador, aguardo os resumos diários e as espetaculares imagens ilustrativas. Por duas vezes, tive oportunidade de pedalar lado-a-lado com estes bravos - e bravas, atenção! – e sentir o excelente ambiente e companheirismo que existe no seio do grupo.
São essencialmente continentais (menos o seu mentor que é de cá) que, durante alguns dias, sentem verdadeiramente a força e a natureza destes pequenos rochedos espalhados no meio do Atlântico. Sendo eles próprios ilhéus ligados à terra da forma mais intensa, através de duas rodas e um carreto fixo, alguns, note-se, sem travões!

A palavra visceral foi a melhor que encontrei para descrever a relação com as minhas fixed-gear. Com as subidas e as descidas. No caso do Azores Fixed as dificuldades são elevadas para outro nível, tal como a entrega. E ninguém o faz para ficar à frente de alguém, nem para bater o tempo de um cronómetro, nem para ostentar uma medalha ao pescoço…

Loucos? Talvez, um pouco! E gostam muito de bicicletas. E andam muito de bicicleta!
Sofrem bastante, correm riscos, e sofrem mais um bocadinho, ainda!
Mas acaba um Azores Fixed e no meio das saudades deste, já estão a pensar no próximo…
Vivem toda a preparação, a troca de ideias, a execução da imagem diferente em cada edição, as camisolas e os autocolantes alusivos, nesta última, até as garrafas! Vivem a emoção, o desafio e a aventura. Vivem o empacotar e o desempacotar das bicicletas. Vivem os mais pequenos pormenores!

Pelo menos é o que depreendo do que vejo…

Que desfrutam!
Que sentem as bicicletas!
Que sentem a(s) Ilha(s)!

 

04.11.19

Azores Fixed 2013


Rui Pereira

langster_fixie.JPG

Decorria o ano de 2013. Lá andava com as minhas bicicletas, na altura em menor número do que agora, quando soube da existência do Azores Fixed. Basicamente, era um grupo que vinha do continente com as suas bicicletas fixed gear percorrer as estradas da ilha de São Miguel, liderado por um micaelense, exatamente o cérebro desta ideia. Uma aventura, portanto!
Alguém conseguiu combinar um passeio em conjunto com os praticantes locais e eu, muito mais entusiasta do que os demais no que se refere às bicicletas de carreto fixo, não podia perder esta oportunidade.
Foi uma partilha de experiências incrível, inclusive com a possibilidade de experimentar algumas das fixie presentes. Ainda fiquei mais rendido do que já estava e com vontade de ter uma daquelas bicicletas. Espetacular!
Curiosamente, embora muito longe da realidade dos elementos que compunham o grupo, identifiquei-me mais com eles do que com os de cá. Ainda acontece!