Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Bike Azores

A experimentar o verdadeiro sentido da palavra liberdade!

07.06.21

Inevitabilidades


Rui Pereira

Nunca gostei da inevitabilidade associada aos motociclistas que os divide em dois grupos: os que já caíram e os que vão cair. A maior sujeição não é necessariamente uma inevitabilidade - é o que penso. O mesmo se aplica a quem anda de bicicleta.
O facto, é que já caí tanto com umas como com as outras!
Não queria que as notas negativas fossem a principal razão de cá vir, mas, mais uma vez, acontece.
Então comemorei o Dia Mundial da Bicicleta (03 de junho) deitado no chão mais ela!
De uma série de circunstâncias banais reunidas resultou uma inesperada e aparatosa queda.
Funcionalmente está tudo operacional, mas existe alguma “chapa riscada e amolgada”, quer no ciclista, quer na bicicleta.
A ansiar que o tempo atenue as consequências físicas e psicológicas, com a consciência de que podia ter sido muito pior. Fica registada a chamada de atenção e serão postos em prática respetivos ensinamentos daqui para a frente.
As coisas improváveis acontecem e nem sempre se conseguem evitar.

O meu agradecimento a todas as pessoas pelo cuidado e apoio prestado numa situação sempre desagradável. 

allez_guiador.jpg

 

27.05.21

Caldeira Velha!


Rui Pereira

Semanas a matutar…
O dia tardava em chegar.
Tirei a fixie do suporte, mesmo achando que não seria desta.
O tempo estava desagradável, com um vento pouco favorável.
Fui andando…
Espreitei lá para cima - nevoeiro!
No momento em que cruzei o acesso, decidi.
A inspiração vinha dos eventos Azores Fixed, mas agora estava por minha conta.
Prossegui a custo, mas controlando. Gerindo o esforço. Com calma.
O objetivo seria alcançar aquele que tracei como o meu primeiro patamar.
Alcançado!
Continuei, mas hesitei logo a seguir, quando pensei no nevoeiro, no vento e na descida.
A descida!
Com uma bicicleta “normal” até seria espetacular, depois do esforço.
A descida com a fixie?!
Dei meia volta, parei para a fotografia e comecei a descer.
Fiz tudo para contrariar o movimento natural dos pedais.
Agarrei o guiador, o melhor que podia, para controlar a bicicleta.
Doseei o único travão disponível.
Dores nos tríceps e nos ombros...
E uma rotação demasiado elevada das pernas que me lembrava a existência dos joelhos.
Já cá em baixo - pensei que fosse pior!
Existem outros patamares...
E mais dias!

globe_caldeiravelha.jpg

 

12.05.21

Fazer o que faz bem!


Rui Pereira

A dificuldade que tem em erguer a cabeça é notória. Salva-se o momento em que, apressadamente, monta a bicicleta e segue na direção do que lhe faz bem e de quem lhe quer bem. Compreensível a pressa.
O céu e o mar são azuis, mesmo que não sejam, e os sorrisos aliviam o semblante carregado de quem acarta o mundo às costas. O corpo não revela as quatro décadas e meia de vida, mas a gota de suor que lhe escapa da testa é um sinal da fuga ao nocivo.
A experiência deixou a nu aquilo que já sabia que ia acontecer, mas não queria ver. De forma crua e arrebatada. Tanto fugiu. Não ia durar a vida toda. Sente-se sozinho no meio de uma encruzilhada sem saber que caminho seguir. Sem saber qual é o seu…
No mar e na natureza está tranquilo. Quando monta a bicicleta, confortável. Mesmo que ocasionalmente assombrado por pensamentos nefastos. Precisa de equilíbrio. Sabe que tem de tomar decisões. Tem de traçar um percurso. O seu...
Ainda não sabe bem como, mas, certamente, fazendo o que lhe faz bem lhe ilumine o sentido.

orbita_classic_avenida.jpg