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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

18.09.19

Luz ao fundo do túnel


Rui Pereira

Antes de começar a utilizar efetivamente a bicicleta, não estava exatamente num túnel sem saída, nem necessariamente às escuras, mas era, sem dúvida, mais limitado, comodista e preconceituoso.
Assim, posso concluir que a bicicleta, para mim, ao nível da mobilidade, foi uma espécie de luz ao fundo do túnel.
Sem ela, muito provavelmente ainda andaria agarrado aos mesmos (maus) hábitos e pretextos de sempre!

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17.09.19

Destaques – Bom, mau e assim-assim!


Rui Pereira

A equipa do SAPO Blogs destacou-me mais um texto – Do comodismo ao "luxo"!
É sempre bom receber algum reconhecimento. É sinal de alguma relevância. É motivador. E dá-nos aquele conforto de pertencer a uma comunidade onde, mais ou menos presente, há sempre alguém a olhar por nós. Obrigado!

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O meu joelho esquerdo tem andado a fazer “birras”. Já devia estar habituado, mas acho que se há coisa a que nunca me vou habituar é a isto. Tento disfarçar, mas vem-me sempre ao pensamento a tenebrosa ideia de que um dia não poderei andar de bicicleta… Sim, é estúpido!

Com uma amiga…
- Sabes andar de bicicleta?
- Sei.
- Com ou sem rodas?
- …
Fez-me um gesto pouco simpático!
(Rimos)

16.09.19

“Not Falling”


Rui Pereira

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São pequenos, queremos que cresçam.
São dependentes, queremos que sejam autónomos.
Começam a ficar grandes, a pedir autonomia e a reclamar do controlo.
Arrependemo-nos do que desejamos. Queremos que o tempo volte para trás.
Não!
Que pedale. Que vá. Que siga o seu caminho!
Que se “suje”, mas não caia. Pelo menos não de muito alto.
É o que esperamos sempre, mesmo sabendo que...
Que se saiba levantar!

12.09.19

Do comodismo ao luxo!


Rui Pereira

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"TP15"

Mudar, e implementar um novo hábito, principalmente quando este choca substancialmente com a nossa comodidade e zona de conforto, não é fácil. Fácil é arranjar desculpas para não o fazer!
Trocar o carro pela bicicleta nas minhas deslocações urbanas foi bastante difícil. Este hábito, a que chamo de luxo agora, levou algum (muito) tempo a ser implementado. Após o seu arranque aguentei apenas uma semana e facilmente cedi à voz que me sussurrava a cada saída:
«Deixa-te disso. Pega na chave do carro e vamos embora!»
Só alguns meses depois, por força das circunstâncias mais determinado do que nunca, ciente dos erros cometidos anteriormente e da inevitabilidade dos fatores que não dependiam de mim, adaptei-me e empenhei-me nesta mudança que se tornou um hábito impensável de mudar, um luxo impossível de deixar.

11.09.19

Luxos…


Rui Pereira

Utilizar a força física para nos deslocarmos pela cidade, aos comandos de uma vulgar bicicleta, fazendo dela o nosso meio de transporte preferencial, ainda é visto como algo estranho e que facilmente se associa à falta de capacidade financeira para fazê-lo de uma forma mais cómoda e pomposa, que é o mesmo que dizer, de carro!

A minha experiência, que tem a dimensão e o valor que tem, faz-me pensar exatamente ao contrário. É um luxo poder manter o carro parado todo o dia e fazer as minhas deslocações pela cidade de bicicleta! Considero-me mesmo um privilegiado, tendo em conta a conveniência, o exercício e a poupança (financeira e ambiental) que faço, mas, acima de tudo, o prazer e a liberdade que sinto ao pedalar, por si só, e por todos os outros benefícios associados!

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10.09.19

Ditadura da complexidade!


Rui Pereira

Um dia entrei num stand de automóveis. (não foi de bicicletas, foi mesmo de automóveis). Aliás, entrou o meu filho e disse ao vendedor que eu gostava muito de um modelo específico (às vezes falam demais), enquanto o via da montra. Acabei por entrar e fui logo abordado pelo vendedor. Depois de uma breve troca de palavras começa-me a debitar uma lista interminável de extras que o carro tinha (não ouvi metade). A cada suposta “maravilha tecnológica” descrita atribuía mentalmente uma classificação: fonte de problemas; fonte de problemas; fonte de problemas… (Sim, já tinha descrito esta situação no texto “Choque Tecnológico!”)
A ler revistas de motas constato a frequente chamada de atenção para a mais-valia de se poder conectar o telemóvel com a eletrónica da mota em análise (comprar uma mota que não dê para conectar com o telemóvel? Nem pensar!). E para a dimensão do ecrã (a cores) que compõe o seu painel de instrumentos (mas que fascínio é esse que temos por ecrãs?)…

As bicicletas de hoje também valem muito pelas suas fichas técnicas. Pela nobreza dos seus materiais. Pelas inúmeras inovações, tecnologias e eletrónicas empregues na sua conceção e utilização. Pelo seu reduzido peso. Pela busca incessante da eficácia e eficiência extremas!
Estes “extras” acarretam preços elevados e uma sensibilidade também ela “muito extra” e a necessidade de intervenções cada vez mais especializadas e restritas apenas a alguns, e obviamente dispendiosas ("ah, isso nunca avaria" - dizem).

Um dia um amigo disse-me que tinha instalado um sistema de acionamento eletrónico de velocidades na sua bicicleta. Acrescentou que o sincronizou com o aparelho GPS e até a indicação de velocidade engrenada tinha! Concluiu que tinha agora qualquer coisa parecido com uma bicicleta, mas que não era bem uma bicicleta! (não fui eu que disse, foi ele!)

Sinceramente, as bicicletas atuais são cada vez mais objetos demasiado complexos!

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Um exemplar raro e em vias de extinção!

10.09.19

Kit Reparação Furos


Rui Pereira

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A minha mulher ofereceu-me este kit de reparação de furos há algum tempo.
É certo que raramente tenho furos nas minhas bicicletas e que no caso, opto pela substituição das câmaras-de-ar em vez da sua reparação, por ficar sempre desconfiado da fiabilidade desta operação. São essencialmente pneus de estrada, finos e lisos, que rolam com pressões bastante elevadas, por isso prefiro perder alguns euros do que arriscar.



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Seja como for, adoro objetos/lembranças que de alguma forma estejam ligados às bicicletas, ou sejam mesmo bicicletas. Desde logo vale o gesto. No caso especifico deste kit, por acaso bastante completo, quanto mais não seja, vale pela embalagem!

 

09.09.19

Ganhamos os dois


Rui Pereira

A Specialized Roubaix é a bicicleta mais moderna que tenho. Não tem as últimas especificações das atuais bicicletas de estrada, mas, desde logo, o seu quadro em carbono e alguns dos seus componentes denunciam estarmos perante uma bicicleta mais recente. De todas é a mais eficiente, veloz e confortável, mas não é necessariamente a minha preferida, até porque gosto de todas, cada uma delas de uma forma diferente e especial.

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Recentemente ponderei trocá-la. Desfazer-me dela para adquirir uma gravel/adventure de conceção clássica e tradicional, portanto, nada de muito moderno e com melhores características. A desvalorização implícita fez-me desistir da ideia.
Esta minha Roubaix um dia vai ser uma clássica. Espero conseguir conservar-lhe mais ou menos como está e ter sempre a saúde necessária para lhe dar o devido uso. Ganho eu e ganha ela. Ganhamos os dois.