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Bike Azores

A experimentar o verdadeiro sentido da palavra liberdade!

11.11.22

Dirt Jump(s)

GT La Bomba e NS Bikes Zircus


Rui Pereira

Esta fotografia ficou boa. Tenho de a meter no blogue.
Mas o que é que vou escrever para justificar a sua publicação?
Hummm…

dirt_jumps.jpg
Credo, tão brilhantes! A minha (GT) é mais bonita!


Ah, já sei… Uma daquelas frases típicas de fim de semana.
(Meia metida a martelo)

Ora cá vai:
Fim de semana é sinónimo de dirt jump e pump track.

Siga!

08.11.22

SMG FIXED - “Despe-te que Suas”

Volta à Ilha de São Miguel em Bicicleta de Carreto Fixo


Rui Pereira

Progredia no percurso. Os desníveis não permitiam fazê-lo de forma tão calma como pretendia. Nas subidas mais ingremes tinha de erguer-me do selim e pedalar com convicção. Nas descidas tinha de agarrar o guiador, dosear o travão dianteiro e usar as pernas como se fossem o travão traseiro para conter a rotação dos pedais. Estava mais ou menos a meio do segundo dia e os quilómetros acumulados faziam-se sentir.
Em certa zona da costa norte da ilha, com as suas freguesias, o trajeto parece estar sempre a repetir-se. Numa das habituais descidas, que terminam em pontes seguidas de subidas, percebi que era especialmente longa e acentuada. Olhei para a minha direita para tentar vislumbrar o que me esperava. Sim, era uma subida… equivalente à descida, claro.
Mais palavrão menos palavrão, calquei os pedais a ritmo lento, erguido, com os olhos no chão. Senti o peso nas pernas, a pulsação a disparar e a respiração ofegante cada vez mais audível. Veio-me à cabeça um sábio conselho que tinha recebido uns dias antes:
”… e saber que, se for preciso ir a pé com a bike pela mão, também é válido. O importante é curtir a viagem!”
Se calhar é o melhor que tenho a fazer – pensei.
Progredi mais uns metros e já via umas curvas lá no topo que com certeza fechavam esta sinuosa subida. Parei. Atravessado na faixa fiquei de frente para uma espécie de vale fundo com frondosa vegetação. Uma zona de clareira que permitia ver a descida do outro lado. E o muro baixo que me separava daquele cenário fez-me tomar consciência das consequências de um possível descuido. Até agarrei o guiador com mais força. Posicionado entre este e o selim, com o sapato direito encaixado no pedal e o esquerdo no chão, aproveitei para “acalmar” um pouco e ponderar o que fazer.
Continuar ou desmontar?
Olhei para cima e depois para baixo... deixei a bicicleta deslizar, montei o selim e encaixei o sapato. Ganhei balanço e virei para cima decidido.
Sabia que estava no Nordeste, mas não exatamente onde, até que vi uma placa indicativa de um miradouro… “Despe-te que Suas”.

despe-te_que_suas.jpg
Captura da história que fiz para o instagram no momento, ainda a tentar que o coração não me saísse pela boca!

 

01.11.22

Bicicleta “non grata”

Specialized Roubaix Comp


Rui Pereira

roubaix_gorreana.jpg
Eu com a injustiçada Roubaix - Plantações de Chá Gorreana, Ribeira Grande.


Esta é a minha melhor bicicleta, mas também é aquela que mais gera sentimentos contraditórios e indefinição. Pode ser a melhor na teoria e na prática, e gosto dela, mas não é a minha preferida. Aliás, é aquela bicicleta com que nunca me identifiquei totalmente e, por isso mesmo, é a mais descartável sempre que coloco esta possibilidade em cima da mesa. Ainda bem que nunca aconteceu. Marcado por um episódio infeliz na altura em que a minha prioridade eram as motas, tenho muita dificuldade em desfazer-me de qualquer uma das minhas bicicletas, certo que só reconhecerei o seu real valor tarde demais.

Quero aumentar a regularidade das minhas pedaladas. Cedo facilmente à logística implicada na saída. No equipar-me, na escolha da bicicleta. Também argumento (para mim) com a falta de tempo, com as condições meteorológicas e com a importância do descanso. É possível minimizar os efeitos da meteorologia e, na verdade, não costumo estar assim tão cansado, já preguiçoso… Equipar-me adequadamente, tendo em conta as condições, e escolher a bicicleta entre várias é chato, mas nada disso justifica a decisão de não sair. E claro que tenho tempo, por mais condicionado que esteja. A verdade é que não ter objetivos de treino por não fazer competição, nem ter grandes necessidades físicas por exercitar o corpo de outras formas não ajudam.

Acho que esta minha bicicleta "non grata” dava uma boa companheira de saídas ao fim do dia. Ficava sempre de prevenção, com umas luzes montadas. Sendo que é mais leve, compacta e acessível seria mais fácil de pegar e levar...

27.10.22

Volta à ilha no SAPO Viagens

SMG FIXED - Volta à Ilha de São Miguel em Bicicleta de Carreto Fixo


Rui Pereira

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É com muito gosto que vejo publicado um bilhete-postal no  SAPO VIAGENS .
Um “trabalho” colaborativo que sempre encarei como reconhecimento.
O retrato de um evento muito significativo, que ganhou ainda mais relevância com este destaque.
Não serei a melhor pessoa para dizê-lo, mas acho que o resultado final é muito bom.
Obrigado.

sapo_viagens.jpg
(Clicar nas imagens para aceder)

24.10.22

Gosto de todas, apenas umas mais do que outras!

GT La Bomba - Dirt Jump


Rui Pereira

gt_labomba.jpg


Ganhei mais uma rotina semanal. Gostaria que a frequência fosse maior, mas considerando as circunstâncias (falta de iluminação na pump track) resta-me a manhã de sábado para utilizar a dirt jump.
Este é um novo mundo para mim, por acaso muito apelativo, que me trouxe uma série de coisas boas com base no reforço da minha ligação com as bicicletas. Como se já não fosse suficiente.
A manhã de domingo continua reservada para pedalar (na pump track não se pedala, daí o nome), o que não quer dizer que o entusiasmo inicial não tenha levado a substituir a primeira pela segunda ou a fundir ambas ocasionalmente. A verdade é que são práticas complementares e tão satisfatórias.
A parte menos boa foi o investimento consideravelmente mais elevado do que pretendia. O valor em causa muito provavelmente seria para o arranque de um projeto de montagem de uma fixed-gear e que mais uma vez terá de ser adiado.
Não estou arrependido. Sim, apaixono-me com facilidade e muito raramente tenho a frieza e o distanciamento necessários nestas questões, e adoro a minha GT La Bomba. É um gosto vê-la lá parada ao lado das outras, é um prazer evoluir na pista aos seus comandos.
A bicicleta é linda de se ver e fantástica de se andar. Tanto que, num tão curto espaço de tempo, ganhou um estatuto elevado no que diz respeito às minhas preferências de entre todas elas.
Como digo sempre, gosto de todas, apenas umas mais do que outras!

14.10.22

Exemplo


Rui Pereira

A lei permite circular a par com outro utilizador da bicicleta?
Sim, permite.
A lei obriga a circular a par com outro utilizador da bicicleta?
Não, não obriga.
A lei é incompatível com o bom senso?
Não, não é.
A lei impede de facilitar a vida aos automobilistas se for possível?
Não, não impede.
A lei impede de ser cordial e empático na estrada?
Não, não impede.

Não imponhamos os nossos direitos à força.
Marquemos a nossa presença.
Façamo-nos respeitar. Respeitemos.
Sejamos nós, os utilizadores das bicicletas, os primeiros a dar o exemplo.

11.10.22

Parei os pedais…


Rui Pereira

Um dos problemas que costumava ter aos comandos das minhas bicicletas de carreto fixo era esquecer-me que não estava numa bicicleta convencional. Querer ajeitar-me no selim ou esticar as pernas, ou simplesmente parar de pedalar. A reação era instantânea e brusca quanto baste. Tantas vezes que verbalizei para mim próprio – não podes parar de pedalar!
Este domingo fui fazer uns reconhecimentos para os lados do Nordeste e levei a bicicleta de estrada para o efeito. Claro que estes tiveram por base a volta à ilha em bicicleta de carreto fixo, portanto, é normal que estivesse sempre a pensar em carreto fixo. Pela primeira vez dou por mim, numa zona essencialmente plana, mas ligeiramente a descer, sem deixar de pedalar por estar certo que não o podia fazer. Neste caso, verbalizei para mim próprio – nesta podes parar de pedalar! – Parei os pedais e sorri.

roubaix_ponte.jpg

 

06.10.22

A bicicleta – Globe Roll 01

SMG FIXED ’22 - Volta à Ilha de São Miguel em Bicicleta de Carreto Fixo


Rui Pereira

Foi a minha primeira bicicleta de carreto fixo e é a escolhida para os maiores desafios que implicam tão peculiar transmisão. Bonita, elegante, monocromática e minimalista, será mais uma vez posta à prova.

globe_roll01_1.jpg


É a melhor e a mais leve das três, apresentando uma relação de transmissão intermédia, que acaba por ser a mais amigável nas subidas, mas um tanto ou quanto curta no plano e principalmente nas descidas. São 48 dentes no prato e 17 no carreto que, a par do seu peso e geometria, fazem dela a melhor opção para eventos de maior dimensão.
É uma bicicleta de catálogo, com equipamento generalista, mas que funciona muito bem. Podem acusar-me de não ter um termo de comparação à altura, o que é verdade, mas, talvez por ter sido a minha primeira fixed-gear, tenho um carinho especial por ela e sinto-me muito bem aos seus comandos.

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Esta companheira, que nem sempre foi sentida como tal, já me levou às Furnas, ao topo da Serra da Barrosa (Lagoa do Fogo) e às Sete Cidades. E o sentimento de superação foi incrível. Inspirado pelos/as meus/minhas camaradas do carreto fixo – Azores Fixed, tenho feito coisas que nunca imaginei fazer.
De todas as aventuras a maior será esta de que agora falo - Volta à Ilha de São Miguel em Bicicleta de Carreto Fixo. Ainda não foi concretizada, mas estou convicto que, aos comandos da minha Globe Roll 01, será.