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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

13.11.20

“Blogs com gente dentro.”

"Gente que gosta de bicicletas"


Rui Pereira

blogs_gente_dentro.jpg
Sinto-me bem aqui. Sinto-me apoiado, acarinhado.
Sinto-me pertença desta vasta comunidade que se sente como família.

Mais uma simpatia do Sapo que não podia deixar de realçar e agradecer. À equipa e a quem dá a cara por ela – Pedro Neves. E a todos que, de uma forma ou de outra, estão presentes nesta plataforma.

Obrigado!

28.10.20

"A mecânica das letras"


Rui Pereira

Tenho visto nas redes sociais (Instagram) várias pessoas a revisitar o seu passado em jeito de “memórias”. Não tenho passado no Instagram porque a minha presença é demasiado recente. Mas mesmo que tivesse não vejo grande utilidade e sentido em fazê-lo. Contraditoriamente, recupero agora um texto de 2013 onde refleti sobre a importância das letras/palavras/escrita na minha vida. Principalmente agora que tenho andado tendencialmente afastado e com algumas dúvidas, esta reflexão ganhou relevância...
Algumas coisas mudaram, outras estão exatamente na mesma.


A mecânica das letras

Queria ser engenheiro mecânico. Sempre tive curiosidade no sentido de perceber o funcionamento das coisas. Sempre gostei de montagens, de engrenagens, de motores, de manuais, de esquemas. De os seguir. Soube por familiares que desde tenra idade, nas minhas viagens de carro, conseguia identificar as marcas de todos os carros que se cruzavam connosco. Associava muito a mecânica ao ramo automóvel. Gostava de veículos motorizados, inicialmente foram os carros, posteriormente as motos, nas quais fiz muitos quilómetros. Neste momento encaro os carros como meros meios de transporte. De moto (scooter) ando praticamente por obrigação. O gosto persiste, mas a paixão foi direcionada para as bicicletas, donas de uma eficiência imbatível. Preparação física, simplicidade, economia, desafio e prazer, associados… Está tudo dito!
Mas não é de locomoção que pretendo falar... A engenharia ficou pelo caminho. Deparei-me com um obstáculo intransponível, a matemática! Agradeço à minha professora do ciclo, que tinha tanto de feia como de má professora. Passei os anos seguintes numa fuga constante dos números, tomando opções ora contraditórias, ora desconexas.
O meu destino seriam as letras. Depois de alguns desaires, em consequência da falta de objetivos, senti-me confortável e seguro nesta área, pelo menos no que toca à escrita. O facto é que me expressava muito melhor através da escrita, comparativamente com a oralidade. Ainda hoje acontece.
De qualquer forma, nunca senti que tivesse alguma aptidão especial para escrever. Só comecei a aperceber-me que eventualmente poderia ter algum jeito quando várias pessoas começaram a dar atenção e credibilidade aos textos que escrevia no fórum online do principal clube motard micaelense, do qual fazia parte. Foi nesta altura que percebi que articulando gosto, experiência e conhecimento, com uma escrita genuína, clara e correta conseguia exprimir ideias assertivas e bem argumentadas.
Comecei realmente a gostar de escrever, numa altura em que lia muito, mas apenas revistas de motos. Mais tarde, com o ingresso no ensino universitário, alarguei consideravelmente o leque das minhas leituras, tal como das temáticas que passei a dar atenção. Se por defeito académico a educação escolar, profissional e social ocupava um lugar de destaque, comecei também a desenvolver interesse pela psicologia e pelos comportamentos humanos.
Neste momento os livros são um dos meus maiores vícios. Psicologia, autoajuda, sociologia, filosofia e educação são as minhas áreas preferidas. Já a ficção ainda não descobri convenientemente. E continuo a gostar muito de revistas, não necessariamente de motos.
Se calhar as letras sempre foram o meu elemento (aptidão + paixão), eu é que ainda não tinha descoberto. É com as letras que me sinto bem. É escrevendo-as que melhor me sei expressar. É sobre elas que reflito. É com elas que faço a minha autoanálise.
A mecânica entre a leitura e a escrita tem funcionado. Quanto mais leio mais vontade tenho de ler e escrever e vice-versa. Talvez falte juntar aqui um terceiro fator, o dom da palavra. Inúmeras vezes assisto a palestras onde se produzem discursos altamente significativos, motivadores e cativantes, onde os palestrantes conseguem a atenção e o interesse de grandes plateias. Mesmo consciente das minhas limitações neste departamento, dou por mim a sonhar…

Rui Pereira, 2013/12/12

09.09.20

Atenção peões e ciclistas

E pessoas que leem blogues


Rui Pereira

Eu ia dizer “pessoas que leem o meu blogue” mas achei pretensioso…
Pretensiosa foi também a referência aos “peões e ciclistas”, para fazer ligação entre imagem e texto, e ser engraçado…

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Constatei que a minha ligação a este blogue é uma coisa muito forte!
Preguiçoso, desmotivado e sem saber o que escrever, por uma razão qualquer abro o blogue e sinto-me culpado e parvo por não lhe dar a devida atenção. Estúpido, ao ponto de saber o bem que me faz escrever e publicar sobre aquilo que mais gosto, e não o fazer!
Em parte, a culpa também é da Gaffe. Esta caríssima amiga que lhe deu uma imagem que nunca mais acaba! Que me obriga a manter-lhe vivo, mesmo quando a minha vontade era virar-lhe as costas. A identificação gerou um compromisso. Obrigado!
O orgulho, modéstia à parte, de reler alguns dos meus textos e continuar a acreditar plenamente nas razões que tiveram na base da sua conceção.
A felicidade por ter pessoas que continuam a deixar uma palavra, uma reação, mesmo quando as publicações que surgem primam pela falta de regularidade.
Este blogue é um bocado de mim. É o que queria ser e fazer…
Este blogue sou eu!

22.04.20

Ferrugem!


Rui Pereira

orbita_ferrugem.jpg

Esta bicicleta está ferrugenta,
Desabilitada,
Bolorenta,
Desalinhada,
Inoperacional,
Desadequada,
Incapaz.

É suposto as engrenagens estarem lubrificadas.
É suposto rolar sem atrito,
Com o mínimo de fluidez,
Com alegria!

Ela arrasta-se penosamente.
Rola desengonçada.
Sem rumo,
Nem nexo…
Com estrilho.

Fez parte dos meus sonhos.
Agora não!
Não é um pesadelo, mas revela-se um sonho frágil.

Se calhar, é melhor deixar-lhe...

05.03.20

Instagram, blogue e destaque!


Rui Pereira

A minha relação com as tecnologias era essencialmente conservadora e resistente. Cedi e acedi a um novo paradigma de comunicação/mobilidade. Uma das consequências surgidas foi a abertura de uma conta de Instagram. Esta novidade não será alheia a algum afastamento que tem caraterizado a minha relação com o blogue nos últimos dias. Não posso negar que esta plataforma de partilha de imagens é extremamente apelativa. No entanto, a ideia é que seja complementar e não substituta do blogue, até porque nem todas as imagens valem por 1000 palavras!
Contrariando esta tendência de afastamento, ontem publiquei um texto onde revelei a minha visão de estilo de vida ativo. Foi um texto diferente no processo, já que teve duas alterações consideráveis na sua estrutura, que se arrastaram por alguns dias, até atingir a sua versão final. Foi destacado pela equipa do SAPO Blogs!

16.02.20

"O que não mata, engorda e também te pode transformar num ciclista"


Rui Pereira

O João Silva convidou-me para escrever um texto sobre algo que me é muito caro - ciclismo e bicicletas. Perante o interesse e a simpatia, não poderia ter feito outra coisa senão aceitar. O resultado foi hoje publicado no seu blogue - O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista.
Obrigado, João!

28.01.20

Com vida!


Rui Pereira

Quando estou mais afastado daqui, penso que não haveria problema em deixar o blogue deserto de novidades um par de semanas ou por tempo indeterminado. Quando estou ainda mais afastado das tecnologias, da internet e das coisas virtuais.
Depois, abro o motor de busca e digito o nome do meu blogue, como se não fosse meu e, modéstia à parte, gosto do que vejo. Fico satisfeito por ter atingido o formato e o conteúdo que sempre quis. Por ter uma imagem e uma abordagem muito própria, de acordo com aquilo que acho realmente relevante, neste mundo dos pedais e não só. É o meu blogue!
Tenho a noção que não tem a fórmula mais apelativa. Um dia abri um blogue dedicado à música e escrevi meia dúzia de textos, destacando músicos e respetivos trabalhos com que me identificava. Com poucas semanas de existência, recebi contacto de uma banda para divulgação e uma proposta de parceria de uma empresa. Com este só aconteceu recentemente e já conta com vários anos. Seja como for, não é, nem nunca foi um objetivo. Fechei o tal blogue...
Para isso teria de falar e mostrar bicicletas topo de gama, marcas, componentes nobres absurdamente leves e caros, tecnologia e eletrónica, equipamentos ultrassofisticados e supostamente imprescindíveis, números e feitos, atletas e competição. Basicamente, sobre o que todo o mundo fala. Mas assim, já não seria o que gosto que seja, não seria sobre aquilo que realmente quero. Não seria o meu blogue. Não seria eu...
À falta de conteúdo, essencialmente próprio, que me faça sentido e seja relevante, prefiro que fique deserto. Sendo que o ideal passa por ir atrás de ideias, por estar atento e, de forma minimamente natural, encontrar um motivo num qualquer pormenor. A diferença pode estar numa imagem, numa situação, numa conversa.
Gosto de o ver com vida, resumindo e concluindo. Com uma pedalada única e um som identificativo. Até porque a vida deste blogue acaba por ser um reflexo da minha própria vida. Com os seus altos e baixos!

07.01.20

Em 2019


Rui Pereira

Não sou muito de balanços nem resoluções. O ano velho já era e o novo é apenas mais um ano. O resto é calendário.
No entanto, o ano que passou ficou marcado por dois eventos importantes, no contexto, que gostaria de destacar. O primeiro - Nova imagem! - a meio do ano, o segundo - Nova “fixie”! - no fim.
A minha amiga Gaffe deu a este blogue a imagem que sempre quis, mesmo sem saber bem que imagem queria. Às vezes ainda me pergunto como, tal o nível de acerto e precisão, mas o facto é que conseguiu. Ficará marcado para sempre!
Uma nova bicicleta é sempre um evento relevante. A nova “fixie”, segmento de bicicletas pelo qual nutro um carinho especial, trouxe outro brilho a este dezembro marcado pelo mau tempo, pelas festas, pela família, pelos exageros e pelos habituais constrangimentos inerentes.

18.12.19

Destaques

Em destaque!


Rui Pereira

Confesso que é muito agradável verificar as reações e ler “destaques fez um link para o seu blog em…”
Felizmente, tem acontecido algumas vezes. Hoje voltou a acontecer.
É importante. É um reconhecimento. É aquela sensação boa de saber que há mais alguém que lê o que é escrito e achou por bem atribuir destaque
Hoje, achei estar mais uma vez em falta!
Recebo os destaques com contentamento, mas julgo só ter dado nota disso uma vez...
Aqui fica o meu sincero agradecimento!