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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

18.07.17

Margem de manobra


Rui Pereira

Mesmo sendo um adepto convicto de uma conceção mais simples e clássica, tenho que admitir que a modernidade e a tecnologia mais avançada podem trazer inegáveis vantagens.
Comprei recentemente uma bicicleta de estrada relativamente atual. Não é o último grito, até porque já tem alguns anos, mas apresenta uma conceção moderna, tanto pela base estrutural em carbono, como pelos componentes que a equipam.
Ainda não tenho uma grande experiência aos seus comandos, até porque tenho andado mais afastado dos pedais do que é normal, mas a forma de encarar as minhas voltas mudou substancialmente.
Agora as maiores distâncias são uma realidade, possíveis pelos superiores níveis de eficácia e comodidade. Expandiram-se os limites. Uma volta que noutra altura era uma extravagância atualmente é a normalidade. Não tenho dados para afirmar que sou mais rápido, mas é certo que a fluidez, o conforto e a segurança são outros, o que faz com que chegue a casa menos maçado e ansioso.
Também seria expetável que assim fosse, já que estamos a falar de bicicletas concetualmente bastantes diferentes. Podia era querer iludir-me nem que fosse para não cair em contradição ou simplesmente não dar o braço a torcer.
Sempre admiti o outro lado (mais negro) das minhas opções mais conservadoras. Assim era e é mais fácil conviver com ele. Continuo a defender estas minhas opções como adequadas, considerando os meus gostos e objetivos, mas não posso negar que estou muito satisfeito com esta mais recente opção, que me permitiu ajustar (e relaxar) a minha atitude, já que agora tenho à disposição uma bicicleta que me dá margem para isso.

 

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11.06.17

Rendi-me ao carbono!


Rui Pereira

Rendi-me ao carbono. Rendi-me à estética. Rendi-me ao conceito. Rendi-me ao seu estado irrepreensível. Rendi-me porque tinha sido conquistado no dia em que a vi, embora não quisesse ver…
Refleti. Fiz contas. Procurei alternativas. Comparei. Ponderei. Afastei a ideia. Aproximei. Aconteceu. Porque tinha de acontecer. Houve vontade. Houve convergência. Houve oportunidade. Reuniram-se condições...
Depois de ter voltado a assentar os pés na terra, num misto de alegria e apreensão, sentei-me nela e uns míseros quilómetros, mesmo debaixo de uma chuvinha irritante, serviram para validar a opção - era isso! A satisfação aumentou e a apreensão esbateu-se…
Conheci-a há cerca de 2 meses atrás. Não foi amor à primeira vista, mas chamou-me a atenção. A Specialized Roubaix Comp que vi na minha primeira visita à Bicimelo [obrigado Melinho], e que ocasionalmente me vinha à memória como referência, agora é minha!

 

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