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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

16.02.20

"O que não mata, engorda e também te pode transformar num ciclista"


Rui Pereira

O João Silva convidou-me para escrever um texto sobre algo que me é muito caro - ciclismo e bicicletas. Perante o interesse e a simpatia, não poderia ter feito outra coisa senão aceitar. O resultado foi hoje publicado no seu blogue - O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista.
Obrigado, João!

17.12.18

2018 – Ciclismo, futebol, ginásio.


Rui Pereira

Há cerca de um ano escrevi que gostaria de ter outra atitude perante as bicicletas e o ciclismo. Mais abertura, mais participação, mais envolvimento. Foram ideias e intenções que não passaram disso mesmo. Praticamente não fiz nada daquilo que, na altura, previa vir a fazer.

Ando de bicicleta praticamente todos os dias da semana, mas são curtas deslocações, sendo que o dia mais significativo acaba por ser o domingo. E nesse dia mantenho a regularidade, mas estou cada vez menos disponível para grandes desafios. E está tudo bem assim. Ainda ontem dizia isso no decurso do tradicional Passeio de Natal da CC - Azores Bike Shop, no qual decidi participar apenas uma semana antes, quando escolhi o percurso deste para a minha habitual volta.

O elemento mais novo da família está, atualmente, muito mais ligado ao futebol do que às bicicletas, e fez questão de o dizer um dia destes.
«Pai, não fiques ofendido, mas gosto muito mais de futebol do que de bicicletas!»
Claro que não fiquei ofendido, nem sequer chateado, e o certo é que a influência se inverteu. Se ele já foi influenciado por mim para as bicicletas, atualmente sou claramente influenciado por ele para o futebol, desporto pelo qual sempre senti alguma aversão. Algo inédito aconteceu sábado, já que estivemos sentados nas bancadas do Estádio de São Miguel, num dos sectores destinados aos adeptos do Futebol Clube do Porto, a puxar pela nossa equipa - Porto! Sim, eu que sempre disse não ter equipa, assumi-me “azul”…

Não sou daqueles que diz não gostar de ginásios, mas há algum tempo que passei a encarar o exercício físico de uma forma mais simples, natural e descontraída, estando a prática muito mais associada ao ar livre e ao contacto com a natureza, do que ao estar fechado numa sala com máquinas e pesos. Mas lá está, a mudança de circunstâncias obrigou-me a fazer algumas adaptações nas minhas rotinas e lá voltei ao ginásio e à musculação, modalidade pela qual confesso nutrir um gosto especial, talvez por ter sido a primeira que comecei a praticar de forma séria e regular.

Há cerca de um ano dizia que muito provavelmente iria subir ao Pico da Barrosa no primeiro dia deste ano que agora está no seu final. Hoje, para o primeiro dia de 2019 digo que não sei. O mais certo é mesmo que não vá. Para já, não me estou a ver fazê-lo. Veremos…

18.09.17

Seg-mento Bike Team - Mascote!


Rui Pereira

A mais dinâmica equipa de ciclismo dos Açores - Seg-mento Bike Team tem uma nova mascote. Um trabalho artesanal muito curioso que não é mais do que a reinvenção das antigas e originais "Penny-farthing".

mascote_seg-mento.jpg
Imagem: Seg-mento Bike Team

No meio de tantas bicicletas impressionantes e possíveis de apreciar ao longo da última edição do Azores Challenge MTB, destacou-se esta peculiar bicicleta. Foi alvo de atenção, curiosidade e diversas voltinhas de teste.

15.10.11

A moda das bicicletas


Rui Pereira

Há quem me garanta que isto não passa de uma moda passageira.
Na realidade, a mudança de paradigmas assentes numa base sustentável, onde o modo de vida saudável associado ao estímulo físico, ao contato com a natureza e consequentemente ao ambientalismo, permitem tal situação.
É normal que a influência recrute novos praticantes, até porque, é legítimo que cada um de nós queira estar associado a algo benéfico, seja ao nível pessoal, seja ao nível social, mas também não é de estranhar que rapidamente sejamos tomados pelo entusiasmo, já que é uma modalidade que tem tanto de positiva, como de apelativa.
Ainda que a vertente utilitária da bicicleta (praticante inexistente) esteja condicionada sobretudo devido a uma fortíssima mentalidade agarrada a um misto de preconceito e comodismo, muito difícil de combater, por outro lado, seja na sua vertente mais pura, ciclismo de lazer, ou na vertente mais elitista, ciclismo de competição, ou até na fusão de ambas, nas suas variantes BTT/Estrada/Fitness, cada um assume a posição que melhor lhe convém, cria expetativas, concretiza desafios.
Desafio. É uma palavra-chave quando se fala em ciclismo. É esta constante que mantém a motivação, que nos faz continuar e ir mais além, independentemente da amplitude dos nossos limites.
É uma moda? Pois que seja, mas tenho a certeza que esta veio para ficar, e ainda bem.

04.05.10

(Também) Tenho perfil para ciclismo de estrada!


Rui Pereira

No final do passeio do Clube Banif Açores alguém (A Biker das 10), dizia que eu não tinha perfil para o ciclismo de estrada (ter uma bicicleta de estrada).
Curiosamente, minutos depois estava de regresso a casa na companhia da Tânia Chaves, que tripulava, nada mais, nada menos, do que uma Specialized Dolce de estrada. Foi inevitável que boa parte do diálogo assentasse na temática – Montanha vs. Estrada!
Não sendo uma ideia de todo errada, também está longe de ser totalmente acertada, já que outros factores, para além do meu assumido gosto pela “terra”, têm algum peso na forma como encaro as bicicletas, onde aspectos de carácter lúdico e de lazer se conjugam com a preparação física e o desafio, em oposição aos meus receios.
A minha tendência, já derivada das motos, sempre foi a conciliação entre o “on” e o “offroad” e assim a opção natural era uma bicicleta de montanha, mas mesmo nos primórdios da ideia de vir a adquirir uma bicicleta, tive alguns diálogos com o meu amigo Alberto Botelho da Carreiro & Comp. (quem melhor?), onde modelos da Specialized como Centrum, Sirrus, Crosstrail e até Expedition! (modelos práticos de vocação estradista e de passeio) foram tidos em conta ou pelo menos foram abordados.
Mais, nos meus tempos de criança/adolescente tive uma bicicleta de estrada que o meu pai trouxe dos EUA. Não sendo uma máquina com a qualidade que nos é permitido verificar hoje, já era possível “saborear” algumas das mais-valias de uma bicicleta deste segmento.
Tendo em conta a última aquisição que fiz, o meu tempo disponível, o tecto de investimento máximo que estabeleci e a utilização que dou à bicicleta, apesar de estar muito satisfeito com a FSRxc, que representa um salto qualitativo considerável, já pensei que se calhar deveria ter ponderado a opção de ter mantido a Hardrock e ter investido o diferencial numa bicicleta de estrada?!
Para já, tenho resistido a não experimentar a Tarmac ou a Roubaix de teste disponíveis no concessionário Specialized local, porque já sei que o risco de nunca mais pensar noutra coisa é real, mas com o despoletar simultâneo de situações, pensamentos e crescente curiosidade, já vi que esta resistência tem os dias contados...