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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

24.06.19

Specialized Allez Steel – Sempre!


Rui Pereira

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Depois de uma pesquisa e respetiva análise, a decisão de compra desta bicicleta surge com uma pequena e infantil chantagem - “Eu só vou, se comprar esta bicicleta!” Isso foi num fim-de-semana. Segunda-feira estava na loja a encomendá-la.
A sua aquisição marcou, definitivamente, o ponto de viragem na minha forma de encarar o ciclismo e as bicicletas. Antes, estava demasiado formatado pelas influências do meio onde me inseria. Depois, tudo mudou. Comecei a valorizar o básico, o simples, o clássico, o retro. Vi que as bicicletas eram muito mais do que ferramentas de desporto e competição. Passei a seguir os nichos em vez das massas. Descobri novas culturas e estilos de vida que giram em torno de outras bicicletas. Nunca mais olhei para trás!
Durante algum tempo foi a minha única bicicleta de estrada. Os constrangimentos e até o sofrimento que senti aos seus comandos, não são nada comparados com o gozo e o prazer que tive, e tenho, sempre que saio com a Allez à rua. Aliás, mesmo sem sair, só apreciar-lhe a beleza estaticamente já é motivo de orgulho e regozijo.

27.10.08

Clássicas-Modernas


Rui Pereira

No seguimento da minha actual linha de pensamento no que toca a motas e depois de ter lido mais do que uma vez o comparativo entre quatro “clássicas-modernas” na revista Motociclismo de Setembro, a saber, Ducati GT 1000, Harley-Davidson XR1200, Moto Guzzi V7 Classic e Triumph Bonneville T100, não é difícil constatar que qualquer uma destas motas tem o perfil que há muito procuro.
Há outros, mas estes quatro modelos interpretam na perfeição a filosofia que pretendo, cheias de personalidade, trazem aos nossos dias, a imagem clássica e carismática de outros tempos, mas numa base ciclistica minimamente actual, o que aumenta consideravelmente o leque de possíveis utilizações, mesmo que o objectivo principal seja simplesmente passear.
Neste aspecto e embora comparáveis, existem diferentes abordagens ao conceito, tantas como o número de modelos em causa, umas mais “genuínas”, outras mais “adulteradas”, podendo estas, ajudar a definir com maior precisão, qual a mais adaptada, não fosse haver a paixão, que tanto neste segmento, como em tantos outros, sobrepõe-se a todas as razões facilmente.
Estão aqui dignamente representadas, quatro das minhas marcas preferidas, sem dúvida, qualquer uma delas a apelar fortemente à imagem, ao carisma e à paixão.
Qual escolher, é a questão que se impõe, sabendo desde logo que um apreciador do género, ficará bem servido com qualquer uma delas!
Por uma questão de empatia, desde logo destaco a Ducati e a Triumph, não desmerecendo as restantes. A Triumph é uma das minhas marcas preferidas e comecei a vê-la com outros olhos, não tanto pelos espectaculares e competitivos modelos de carácter actual que produz, mas sim pelas suas “clássicas”.
Já cheguei inclusive a contactar o importador nacional para saber até que ponto seria possível trazer uma destas máquinas aqui para a ilha. Mas fui, ou melhor, fomos mais longe, eu e o meu irmão, pois chegamos inclusive a explorar a hipótese de trazer a representação da marca para os Açores. Depois de alguns contactos, a concretização da ideia ficou em “stand-by”, mas ficaram as intenções.
Com a Ducati o “namoro” já é longo, simplesmente não lhes consigo resistir, sou apaixonado pela sua história, pela sua imagem, pelos seus modelos e estou-me nas tintas para os constantes elogios negativos, que saem da boca dos mais preconceituosos e fundamentalistas. E quem diz GT 1000, diz Sport 1000 e restante gama, com os genes desportivos e com a forte imagem da marca sempre presentes, seja qual for o segmento que representem.
A Harley-Davidson não precisará de grandes apresentações no universo das motas, principalmente no universo das choppers, ou não fosse a marca a criadora do conceito, mas também tem uma história desportiva por detrás das “massive and low” de “popone” único e não teve receios em produzir a rude e marcante XR 1200, inspirada neste passado de sucessos na competição.
A Moto Guzzi, não tão badalada como a anterior, também tem o seu espaço bem demarcado, dona de um característico motor bicilíndrico transversal em V e de todo o charme que nos chega de Itália, quando se fala em motas.
Mas a questão ainda está por responder, qual escolher?
Repito, um apreciador do género, ficará bem servido com qualquer uma delas, mas...
Misturando muita paixão, alguma razão e outros pormenores práticos (por exemplo a escassez de representações de marcas de motas cá), talvez… Ducati GT 1000.
Porquê?
Mesmo sendo uma das menos “genuínas” do lote, uma vez que partilha motor, quadro, suspensões e travões, com diversas outras produções actuais da marca, impõe-se no que toca às performances e permite uma condução a outro nível, muito mais competente e eficaz. Tudo isto sob uma capa encantadoramente clássica, fazendo jus ao nome que orgulhosamente ostenta, em fonte a condizer, no depósito de combustível...