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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

19.06.19

Guiador e moldura!


Rui Pereira

Segunda foi dia de testar mais a fundo a nova geometria da fixed-gear. Desde logo, por ser um guiador sem elevação, obriga a uma posição mais radical, com o tronco deitado sobre a frente, compensando apenas com um maior controlo na condução, por ser substancialmente mais comprido. A pedalar de pé e em carga notei alguma instabilidade pontual, com a bicicleta a mostrar tendência para fazer derivas laterais, mas a subir sentado, mesmo com as mãos mais afastadas, a posição revelou-se bastante acertada. Com o novo guiador optei por instalar outros punhos e, apesar de gostar deles, acho-os sempre demasiado finos. Em jeito de conclusão, posso dizer que foi uma alteração muito positiva. Inclusive no capítulo da estética, e aqui junta-se também a opinião do meu assistente, os ganhos foram expressivos.

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A par desta alteração, aproveitei para explorar uma possibilidade que esta bicicleta oferece, mas que nunca lhe dei a devida atenção. A coluna de direção vem equipada com uma espécie de moldura que identifica a bicicleta e fomenta a personalização da mesma, permitindo adicionar uma imagem ao nosso gosto. Ou simplesmente deixá-la vazia, que foi o que fiz até agora. Assim, recortei uma fotografia antiga do meu assistente e “levei-o” a passear comigo, de capacete e tudo. Infelizmente chovei e não a tinha plastificado…

16.06.19

Em brasa!


Rui Pereira

O livro FIXED – Global fixed-gear bike culture veio baralhar-me as ideias.
Tive uma manhã inteira a fazer skids. Uma semana depois ainda tenho dores numa perna. Já tinha idade para ter juízo... Que se lixe!

roll_feel.jpg
Tive à procura de um guiador novo para a fixed-gear. Encontrei um que até agora ninguém quis... Melhor para mim. Ok, não é preto, mas foi barato e dá perfeitamente para o que quero. Gostei do resultado! A posição de condução é mais agressiva, por ser consideravelmente mais baixa, mas ao mesmo tempo, a sensação de controlo é superior devido ao seu maior comprimento. E dá aquele toque personalizado mais radical.
Gosto de imaginar que estou em brasa na minha relação com a gótica. Fantasiar é fácil. Mas…

Este texto é um pretexto para enfiar aqui um videoclipe de rap, com nome a condizer e tudo. É um gosto relativamente recente. Aprendi a gostar de hip-hop e de rap pelas batidas empregues, mas acima de tudo, pela competência da escrita dos MC, jogando com as palavras em forma de rimas carregadas de sentido. E depois pela capacidade de as debitar a grande velocidade conseguindo a musicalidade certa.
Para além da mania para andar em bicicletas estranhas tenho esta tendência para ouvir músicas de puto. O que é que hei de fazer? Não consigo viver sem estas merd@s...

14.01.19

A Allez Steel e as lojas de bicicletas


Rui Pereira

A minha Specialized Allez Steel é de 2011. Não são os oito anos que a fazem diferente, mas as suas caraterísticas clássicas. Digamos que é uma bicicleta simples e moderna baseada em soluções e imagem de outros tempos - É uma clássica-moderna! Ao contrário da maioria, escolhi especificamente este modelo. Não é por acaso que é a única que por cá anda!
Isso é tudo muito bonito, mas substituir ou alterar algum componente nem sempre é tarefa fácil, pelo menos localmente. Percebo que as lojas têm de subsistir e serem rentáveis, portanto, posicionam-se de acordo com a procura.  Assim, estão basicamente vocacionadas para a competição e o desporto, com um enfoque muito grande para as últimas novidades dos construtores de bicicletas e para as últimas soluções tecnológicas dos componentes e acessórios, tendo a eficácia e a eficiência como principais objetivos. Refletem assim a postura da indústria que pedala ao encontro da procura e influencia esta com a constante criação de novas necessidades.
Mais uma vez digo, percebo perfeitamente este posicionamento das lojas de bicicletas locais, mas isso não me impede de ter pena por não haver mais procura e oferta de um segmento mais tradicional na construção e na estética, e mais prático e funcional na utilização, que a mim tanto me diz. Não me impede de ficar com pena por não ter a possibilidade de entrar numa loja que me encha as medidas, como acontece quando me desloco ao exterior. É pena!
A título de exemplo - há uns tempos atrás tive um problema com o tubo de selim. Não foi fácil arranjar um tubo de selim cromado semelhante e compatível. Claro que online, em teoria, facilmente resolveria o problema, mas gosto de ir aos locais, de ver presencialmente as peças, de tocar-lhes…
A minha Allez Steel vai finalmente receber os cuidados técnicos e estéticos que considero necessários. Apesar de tudo, já tenho todos os componentes que vou substituir. Comprei uns, adaptei outros e ainda recuperei alguns que lhe pertenciam e tinham sido substituídos. Nada de muito especial, só o básico, tal como ela é. As marcas da idade e das vicissitudes do seu uso lá estão, mas naquilo que for possível, quero-a novamente na sua melhor forma e cada vez mais bonita! É que ainda temos muito para rolar…

19.07.17

SRAM vs. Shimano


Rui Pereira

Que me lembre só tive uma bicicleta com alguns componentes da SRAM. De resto sempre utilizei componentes da Shimano. Inclusive em experiências pontuais. Se calhar por isso mesmo, se me perguntassem qual a marca de que gosto mais, diria que a minha preferência vai para a marca japonesa. No entanto, a minha nova bicicleta está equipada com componentes SRAM ao nível da transmissão e da travagem. E isso veio alterar um pouco esta minha ideia.
Sempre me passou ao lado, mas sei que há uma certa rivalidade e discussão sobre quais os melhores componentes e que as opiniões naturalmente se dividem. A ideia que tenho é que os argumentos dos defensores da Shimano normalmente assentam na qualidade e no seu funcionamento suave e eficaz, ou não estivéssemos a falar de produtos de origem nipónica. Os defensores da americana SRAM referem a sua eficácia sob qualquer condição, a sua robustez, assumindo um funcionamento mais rude como parte do seu encanto.

 

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No meu caso específico estranhei essencialmente os comandos. Enquanto a Shimano apresenta, na minha opinião, um mais intuitivo sistema de deslocar as manetes para subir a corrente nos pratos e nos carretos e uma patilha mais pequena para a descer, a SRAM concentra tudo numa única patilha, mantendo as manetes fixas – Double Tap. O sistema faz-se ouvir e sentir e cumpre bem a sua função, mas admito que o estranhei de início.
Entretanto habituei-me e gosto bastante do seu funcionamento. Se desde logo me rendi aos travões, posteriormente aconteceu o mesmo relativamente ao conjunto de transmissão. Curiosamente, gosto especialmente do seu caráter mais rude e mecânico, ou não fosse eu um adepto de objetos com estas caraterísticas.