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Bike Azores

As bicicletas são uma coisa séria que me fizeram regressar à idade da brincadeira e experimentar o verdadeiro sentido da palavra liberdade!

30.05.10

Passeio BTT com os “Rodas ao Domingo”


Rui Pereira

Depois de ter visto no Facebook um dos elementos (Albano Silva) do “O Rodas ao Domingo” a sugerir um trajecto do passeio de domingo para os lados das Sete Cidades, ou seja, ir até à Vista do Rei, fazer as Cumieiras para a Várzea e regressar a Ponta Delgada, decidi que iria com eles, até porque já tinha a ideia de fazer um percurso semelhante há algum tempo.
Éramos seis à partida, mas por indisposição de uma colega, perdemos as duas únicas presenças femininas (Sandra e Dina) na zona do Pico de Salomão. Lá seguimos (Albano, Pedro Pavão, Pedro Faria e eu) a bom ritmo a caminho da Vista do Rei. Algum vento e nevoeiro faziam-se sentir à maneira que subíamos, mas nada que atrapalha-se verdadeiramente.
Ainda tínhamos uma subida pela frente, mas com mais ou menos dificuldade, não tardou e já rolávamos sobre as Cumieiras a um ritmo bastante mais elevado do até agora verificado pois a inclinação era-nos favorável. Nunca tinha feito este percurso de bicicleta e já nem me lembrava das suas características, porque deve ter uns 7 ou 8 anos que o fiz de moto, mas é excelente!
Bom, descida de asfalto até à Várzea onde o vento mostrou-se ainda mais e seguimos o Albano numas canadas que nos levariam à Ferraria. Aproveitamos para ver a evolução das obras em curso naquele local e registar o momento. Foi aí que ficamos de boca aberta quando o Albano saca do seu “computador de bolso” (vulgo telemóvel) para tirar as fotos!
Agora era sair dos Ginetes e dar-lhe sempre pela Estrada Regional, onde aqui e ali, já se comentava sobre a hipotética dureza da parte final que iríamos percorrer até chegar à canada na Vigia das Feteiras que nos levaria à Relva. O Pedro Pavão que está em grande forma tomava a dianteira e imponha um ritmo bastante vivo. Saí atrás dele e vim sempre colado à sua roda, imitando qualquer movimento da sua parte, durante toda esta parte do percurso, que parecia nunca mais acabar. Não trocamos uma única palavra, nem sequer um olhar, tal era o nível de concentração (sofrimento?! lol), mas à chegada, ele estava satisfeito por ter dado o máximo e eu também, por ter conseguido acompanhar-lhe.
Depois de aguardarmos pela chegada do outro Pedro e do Albano, lá fomos pela canada de acesso ao Miradouro da Rocha da Relva, que nesta primeira secção apresenta-se bastante degradada e algo perigosa, com profundos regos e muita pedra, a requererem alguma atenção e cautela.
O Albano ficou em Sta. Clara, enquanto nós seguimos para a Marginal para tentar assistir aos momentos finais da prova de ciclismo que decorria, o que já não foi possível, porque entretanto acabara.
Depois de algumas palavras e cumprimentos no local da concentração, pus-me a caminho de casa, mas ainda em São Roque fui obrigado a parar definitivamente com um furo. A Maria veio buscar-me, poupando-me de mais uns 10 km, numa altura em que o meu ciclómetro marcava 72!
Os meus agradecimentos aos elementos do “O Rodas ao Domingo” pela companhia e pelo passeio proporcionado, que foi grande em todos os sentidos!