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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

10.01.18

Passeio Solidário de Reis - Decathlon Ponta Delgada


Rui Pereira

Para começar posso dizer que fui enganado. Depois de ter questionado, em local devido, se o percurso do passeio incluía pisos de terra ou se seria unicamente em estrada, responderam-me “Estrada”. Fomos os três. Avançou a Globe (fixed gear), a Triban 500 e por pouco a Órbita dobrável também não foi parar ao suporte em cima do carro, acabando por ser trocada pela BTT de roda 24, em boa hora…
Afinal existiam segmentos de terra no percurso. Se soubesse levaria a minha BTT e muito provavelmente iríamos só dois. Mas há enganos que vêm por bem. Fomos todos e gostamos. Mesmo quem tem uma certa aversão ao fora de estrada, que, com uma bicicleta pouco adaptada fez praticamente todas as incursões propostas neste ambiente, para ela, inóspito.
Quem mais recorreu às alternativas fui eu, já que a “fixie”, de “slicks/23”, só com travão dianteiro, revela-se (ainda) mais desafiadora nestas vias mais agressivas. Primeiro não me estava a apetecer ter um furo, depois não queria estragar a bicicleta, e muito menos ter, de repente, um contacto forçado com o chão. Alguns segmentos não pude evitar, mas correram bem, mesmo tendo aproveitado a menor aderência dos mais direitinhos para fazer uns “skids”, manobra que no asfalto exige uma destreza (e joelhos) que não tenho. Medo!
A manhã de sábado estava fresca e algo ventosa, o que se calhar contribuiu para que alguns possíveis participantes tivessem ficado no quentinho da cama, mas este passeio prometia uma manhã diferente entre as bicicletas e cumpriu, aliando a prática de exercício físico e o convívio à componente solidária. O percurso, delineado pelos arredores de Ponta Delgada, foi acessível e variado.
Acho que a existência destes eventos mais generalistas e abrangentes é importante, por isso faço questão de marcar presença sempre que me é possível. Aliás, fazemos!

 

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Imagem: Decathlon Ponta Delgada

28.02.17

Carnaval a pedais


Rui Pereira

Não gosto do Carnaval, mas dá-me jeito a tolerância que é normal ter nesse dia. Aproveitei para fazer o mesmo de sempre, pedalar. Variei na bicicleta. Levei a BTwin Triban 500 à Gorreana, para um teste mais prolongado. Bastou montar os pedais de encaixe e subir o selim, e lá fomos. Tudo o que já disse sobre ela confirma-se. Não é fácil ter tanto por tão pouco!

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Duas horas depois ainda estava com as mãos nela, e não só. Desta feita, sem luvas e com as mãos inevitavelmente mais sujas. Não, não houve nenhuma avaria, apenas limpeza e manutenção que tenho vindo a descurar ultimamente em algumas das bicicletas cá de casa. Às vezes falta-me aquela vontade, mas depois de começar fico sem dar pelo tempo passar. É algo que me agrada e satisfaz.

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É o meu Carnaval…

16.08.16

A BTwin Triban 500 fb e as expetativas


Rui Pereira

Não é fácil gerir expetativas. O melhor mesmo é não as ter, principalmente aquelas tendencialmente altas, para não haver deceções.
Por outro lado, a inexistência de expetativas pode funcionar de certa forma contra nós mesmos, por nos afastar de coisas que não são bem aquilo que parecem. Ou seja, são efetivamente melhores.
Toda esta teoria para falar de uma bicicleta, que mais do que as suas caraterísticas, tem o defeito de gerar pouca expetativas, o que pode levar a que nunca se olhe para ela com olhos de ver. O que é pena.
A bicicleta roubada já tem uma substituta. Três opções foram ponderadas e a eleita foi a BTwin Triban 500 fb. Uma bicicleta de estrada com um guiador reto, que na minha opinião é a mais indicada para o propósito.
O facto é que uma bicicleta de uma grande superfície comercial, produzida em Portugal e com um preço de 289.99€ poderá não ser geradora de grandes expetativas e entusiasmo, mas pusemos os preconceitos de lado e avançamos, com alguma apreensão, confesso.
Quando a vi e me sentei nela pela primeira vez, engoli definitivamente o preconceito que esporadicamente vinha à tona e rendi-me a esta Triban de guiador reto, já que apresenta uma relação preço/qualidade muito relevante. É uma bicicleta bonita, simples, eficaz, confortável, acessível e polivalente.
Mesmo não sendo o seu principal utilizador, uma boa parte da responsabilidade da opção é minha e estou agradavelmente surpreendido. E gostaria de referir também que o atendimento na loja foi muito bom, diria mesmo incansável, o que é sempre importante.
Não, não é perfeita, mas para o valor pedido tem qualidades que talvez não fossem esperadas. Mais afinação menos afinação, a Triban é honesta e funciona muito bem. Para tornar-lhe ainda mais polivalente, os pneus de estrada, completamente lisos, na medida 23 deram lugar a uns “touring” na medida 28.
Até posso estar a inflacionar elogios por confundir a bicicleta em si com o conceito híbrido que apresenta, do qual fiquei adepto, já que me assenta que nem uma luva. E arrisco mesmo dizer que assentará igualmente a vários/as utilizadores/as de bicicletas que por aí andam. Aqueles/as que continuam a queimar borracha cardada no asfalto (borracha que nunca viu a cor da terra), e aqueles/as que não querendo saber assim tanto da performance por si só, privilegiam o equilíbrio entre rapidez, conforto e segurança.
Certo é que de futuro, as minhas expetativas no que toca a certas coisas (bicicletas) terão outra dimensão, e assim já corro menos o risco de poder estar a ser injusto e de desperdiçar possibilidades que são boas oportunidades.