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Bike Azores

As bicicletas são uma coisa séria que me fizeram regressar à idade da brincadeira e experimentar o verdadeiro sentido da palavra liberdade!

26.03.21

Evolução & decadência


Rui Pereira

Foram decisões mais ou menos coincidentes no tempo e responsáveis por um desenvolvimento significativo, físico e psicológico. O regresso às bicicletas e aos estudos.
Um período especialmente produtivo e saudável, com objetivos bem definidos, onde a carga anormal de tarefas não beliscava minimamente a capacidade de as concretizar. Conseguir fazer tanta coisa e estar tão bem por isso mesmo.
Por inerência, surgiu a atividade singular no blogue (não este) e a leitura. Na verdade, ganhei uma nova visão do mundo à minha volta e um novo estilo de vida. Ganhei novas prioridades, novos interesses e uma grande paixão. Tornei-me mais curioso, interessado e atento. Mais ligado à Natureza e à minha Terra!
Daí para cá, e depois de alguma sustentabilidade, tem sido sempre a descer...
Todos os princípios basilares mantêm-se, mas a estrutura tem sido abalada por questões inerentes à vida, quer internas quer externas, que têm influência direta na deterioração do equilíbrio.
Profissionalmente nada mudou. Conformei-me e, sem dar bem por isso, o problema de identificação cresceu de dia para dia. Agudizou-se nos últimos tempos, onde já nem os meus escapes compensam na devida medida. É um sacrifício levantar-me todos os dias úteis de manhã!
Tanto peso que já levantei com o corpo e ter tanta dificuldade a carregar com esse que nem consigo quantificar?!
São anos de desfasamento com aquilo que são os meus gostos e referências, a minha área de formação, a minha tendência e aptidão natural, também por culpa própria!
Mas a questão é mais abrangente e ganha contornos de crise existencial quando, na prática, a minha vida diverge da forma como a penso e, cada vez mais, a vejo desprovida de sentido. Tanta coisa indefinida, por decidir, suspensa...

03.03.21

Nova abordagem!


Rui Pereira

Gerir e processar as vicissitudes destes dias não tem sido fácil. Deixei que a inércia e a indefinição assumissem os comandos, traduzindo-se numa ausência que se prolonga, muito para lá do que gostaria e que não tenho sabido contrariar.
Podia simplesmente deixar estar...
Não, não posso.
Podia criar um novo blogue, mudar de temática ou de plataforma, optar pelo anonimato, por outro formato…
Sim, talvez…
Um novo formato, uma nova abordagem... Não custa experimentar!
O resto fica igual, até porque existe uma questão muito relevante ao nível da identificação. É e será sempre difícil desprezar isso.
É deste blogue e de bicicletas que gosto. Não há volta a dar.
Uma nova abordagem que, na verdade, não é assim tão inovadora porque, apesar dos trambolhões que tenho levado no decorrer desta pedalada, o resto está tudo mais ou menos na mesma.
Já nem sei o que é que é melhor?!