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Bike Azores

A experimentar o verdadeiro sentido da palavra liberdade!

12.05.21

Fazer o que faz bem!


Rui Pereira

A dificuldade que tem em erguer a cabeça é notória. Salva-se o momento em que, apressadamente, monta a bicicleta e segue na direção do que lhe faz bem e de quem lhe quer bem. Compreensível a pressa.
O céu e o mar são azuis, mesmo que não sejam, e os sorrisos aliviam o semblante carregado de quem acarta o mundo às costas. O corpo não revela as quatro décadas e meia de vida, mas a gota de suor que lhe escapa da testa é um sinal da fuga ao nocivo.
A experiência deixou a nu aquilo que já sabia que ia acontecer, mas não queria ver. De forma crua e arrebatada. Tanto fugiu. Não ia durar a vida toda. Sente-se sozinho no meio de uma encruzilhada sem saber que caminho seguir. Sem saber qual é o seu…
No mar e na natureza está tranquilo. Quando monta a bicicleta, confortável. Mesmo que ocasionalmente assombrado por pensamentos nefastos. Precisa de equilíbrio. Sabe que tem de tomar decisões. Tem de traçar um percurso. O seu...
Ainda não sabe bem como, mas, certamente, fazendo o que lhe faz bem lhe ilumine o sentido.

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26.03.21

Evolução & decadência


Rui Pereira

Foram decisões mais ou menos coincidentes no tempo e responsáveis por um desenvolvimento significativo, físico e psicológico. O regresso às bicicletas e aos estudos.
Um período especialmente produtivo e saudável, com objetivos bem definidos, onde a carga anormal de tarefas não beliscava minimamente a capacidade de as concretizar. Conseguir fazer tanta coisa e estar tão bem por isso mesmo.
Por inerência, surgiu a atividade singular no blogue (não este) e a leitura. Na verdade, ganhei uma nova visão do mundo à minha volta e um novo estilo de vida. Ganhei novas prioridades, novos interesses e uma grande paixão. Tornei-me mais curioso, interessado e atento. Mais ligado à Natureza e à minha Terra!
Daí para cá, e depois de alguma sustentabilidade, tem sido sempre a descer...
Todos os princípios basilares mantêm-se, mas a estrutura tem sido abalada por questões inerentes à vida, quer internas quer externas, que têm influência direta na deterioração do equilíbrio.
Profissionalmente nada mudou. Conformei-me e, sem dar bem por isso, o problema de identificação cresceu de dia para dia. Agudizou-se nos últimos tempos, onde já nem os meus escapes compensam na devida medida. É um sacrifício levantar-me todos os dias úteis de manhã!
Tanto peso que já levantei com o corpo e ter tanta dificuldade a carregar com esse que nem consigo quantificar?!
São anos de desfasamento com aquilo que são os meus gostos e referências, a minha área de formação, a minha tendência e aptidão natural, também por culpa própria!
Mas a questão é mais abrangente e ganha contornos de crise existencial quando, na prática, a minha vida diverge da forma como a penso e, cada vez mais, a vejo desprovida de sentido. Tanta coisa indefinida, por decidir, suspensa...