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Bike Azores

As bicicletas são uma coisa séria que me fizeram regressar à idade da brincadeira e experimentar o verdadeiro sentido da palavra liberdade!

16.07.19

As palavras que não são escritas perdem-se...


Rui Pereira

Considerando a natureza do tema que abordo e a dimensão do meio onde me insiro, às vezes, penso que a curto prazo ficarei sem ter sobre o que escrever…
E fico ainda mais certo disso quando, recorrentemente, tenho de me socorrer de imagens, vídeos e músicas para compensar a ausência das palavras.
Mais do que comunicar, preciso de escrever!
Se calhar, prefiro acreditar na limitação da temática, quando na verdade tenho é medo de ficar sem vontade de escrever!
Já aconteceu. Por diversas razões. E é dececionante perceber como perdemos momentaneamente toda a capacidade de fazê-lo.
Às vezes tenho de forçar um pouco…
Mesmo que esteja longos minutos com os dedos imóveis sobre o teclado, a olhar para a folha em branco do processador de texto. Mesmo que o texto que consigo finalmente escrever não seja nada de especial.
E tudo serve de desculpa. Falta de inspiração, de vontade, de tempo... O sono.
As palavras que não são escritas perdem-se. E se as deixo de escrever fico um pouco perdido também.

11.01.17

Vou ou não vou pedalar?


Rui Pereira

Considerando que me cruzei hoje com alguém que fazia o seu treino matinal de bicicleta.

Gabo quem tem objetivos concretos, exequíveis e bem definidos;
Gabo quem demonstra força e determinação para concretizar estes objetivos;
Gabo quem contorna as resistências e dificuldades e mete em prática o seu plano de ação;
Gabo quem avança em vez de procrastinar;
Gabo quem não se deixa levar pela preguiça, pelo apelo da cama ou do sofá;
Gabo quem se auto motiva;
Gabo quem prefere agir em vez de arranjar desculpas para não o fazer.

Por mais que se goste de andar de bicicleta, o que só por si atenua e relativiza muitas dificuldades e consequente esforço, é preciso empreender uma atitude positiva e decidida, que nos faça pegar na bicicleta e sair de casa. Ou mesmo não saindo, saltar para cima dela, estática, para mais um treino no rolo, por mais entediante que seja.
Por outro lado, lamento que falhe, tantas vezes, em todas estas questões que gabo, tanto nas bicicletas, como em outras áreas da minha vida!
Digo que gostava de pedalar noutros dias e não apenas aos domingos, que queria sair mais vezes, mesmo que para voltas mais curtas. Mas depois penso que:

Não tenho necessidade por já ter treinado! (desculpa);
Não tenho objetivos de fundo para o fazer! (desculpa);
Que estou cansado! (desculpa);
Mesmo que tivesse objetivos, a minha bicicleta tem muitas limitações! (desculpa);
E que não tenho tempo! (o típico e velho argumento da falta de tempo – DESCULPA, com letra maiúscula).

Digo que queria, digo que gostava, mas isso não é verdade. Ou não é totalmente verdade, porque se assim fosse, fazia-o!
Posso não ter objetivos competitivos, posso não ter a melhor bicicleta, posso estar cansado e aborrecido, posso ter limitações pessoais, temporais, logísticas e familiares. Mas, quem não as tem?
É mais fácil deixar-nos levar pela apatia, pela preguiça e pelo comodismo!
E isso serve para tudo, para quem quer sair para treinar, para simplesmente dar um passeio relaxado ou até deslocar-se de bicicleta para a escola ou local de trabalho.

Prioridades!
Quem realmente quer pedalar, pedala.
Quem não quer pedalar, arranja desculpas!