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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Ai se ele cai

Dizer que as bicicletas são perigosas não está certo. É injusto. Correm-se alguns riscos, mas não mais do que em outras atividades. Sendo uma atividade que envolve equilíbrio, velocidade e circulação na estrada é preciso algum cuidado, claro. Já me magoei bastante a jogar (brincar ao…) futebol… e gosto pouco de futebol. De bicicleta já ando há uns anos, já caí algumas vezes, mas nunca me magoei a sério. Azar? Sorte? Não sei, mas também não interessa, que assim continue.
As crianças normalmente correm mais riscos, à sua dimensão é certo, mas o facto é que são menos cuidadosas e conscientes. Por isso é imperativo acompanhamento parental e material adequado para uma normal evolução sem grandes sobressaltos. Já assisti a muitas quedas do meu filho, umas mais aparatosas do que outras, mas até agora sem grandes consequências. Houve uma que me fez pensar, mas para a frente é que é caminho.
Já passou por várias bicicletas e outras tantas fases. Já foi para todo o lado com ela, já a esqueceu a favor de outras coisas, já quis fazer provas. Prefere a terra ao asfalto e as descidas às subidas, e até ao plano! Está numa de, ocasionalmente, se divertir sem se sacrificar muito! Eu compreendo e acompanho. Também gosto de fazer três ou quatro passagens no mesmo local e regressar, mesmo um bocadinho chateado por ter sujado a bicicleta e o equipamento por tão pouco (quantidade não é qualidade!)…
Às vezes assusto-me com o seu excesso de confiança e à vontade, e com o que é capaz de fazer… A mãe nem se fala! Outras vezes rio-me. E alerto-lhe para rolar com cautela em locais que desconhece e nas vias públicas, para estar desperto para situações e reações imprevistas, para usar os dois travões em vez de apenas o traseiro. Percebo que a maior parte das vezes não me esteja realmente a ouvir, faz parte. Tal como faz parte aprender da pior maneira, por não me ter dado ouvidos.
Proporciono-lhe condições para andar, dentro das minhas limitações, e passo-lhe as ferramentas que podem minimizar os danos. Mas percebo que existem inevitáveis. Que faz parte desafiar, arriscar e querer ir mais além. E cair. Preocupo-me, não quero que caia, nem que se magoe. Sei que ele também não, mas, às vezes, "distrai-se"…

Cabeça, corpo e alma

Como já ficou bem patente em inúmeros textos sou a favor de um desenvolvimento completo e integral do ser humano. O desenvolvimento deverá ser equilibrado e incidir sobre a componente mental, a física e a espiritual. Sim, nós não somos só cabeça, também temos um corpo e uma alma!
Deixemos as componentes menos palpáveis de lado por agora e foquemos a atenção no corpo, ou não fosse ele a nossa primeira casa, a nossa primeira imagem, o nosso primeiro reflexo. Com a falência desta componente humana, por voluntária falta de cuidados, é quase certo que estamos a comprometer igualmente as restantes.
O que é preciso fazer, já quase todos sabem, até porque não é nada demasiado complicado. Aliás, um dos segredos passa por manter as coisas simples e não inventar nem complicar. Basicamente é necessário equilibrar três dimensões: exercício físico, alimentação e descanso. Cada um o fará à sua maneira, com as mais diversas estratégias, ajudas e apoios, e no tempo que achar mais conveniente. O importante é dar o primeiro passo e manter alguma continuidade, o resto virá de forma gradual. Ação gera ação. Eu acredito mesmo nisso!
Quanto à importância de uma boa condição física, aqui fica um exemplo:
Tenho um amigo que compete numa modalidade desportiva a um nível elevado. Estamos a falar de uma modalidade em que os praticantes não são exatamente atletas e onde se destaca predominantemente a aptidão. Para além disso os resultados estão dependentes de muitos fatores.
Ele é uma pessoa focada e dedicada. Aposta numa preparação cuidada a todos os níveis e rodeia-se de pessoas competentes que o apoiam. A componente física nunca é esquecida e ele dedica-lhe atenção com treinos específicos e eficazes. Então em conversa falou-me de um determinado período da sua vida em que sentia estar na sua melhor forma física de sempre e como isso refletiu-se na sua força mental e nos seus resultados desportivos. Assegurou-me que a sua confiança e autoestima eram inabaláveis. A consciência que tinha das suas capacidades estava agora ampliada, tal como a sua segurança. Sentia-se capaz de tudo, as coisas fluíam, e claro, os resultados apareciam naturalmente.
Numa dimensão muito diferente é exatamente o mesmo que sinto.

Aleatoriedade dos treinos

A prática de exercício físico é uma das atividades mais satisfatórias e prazerosas da minha vida. Os meus treinos são dos momentos mais altos dos meus dias. As minhas idas ao ginásio são caraterizadas por alguma pressão ao nível do tempo, mas é com grande gosto que as faço. Sou metódico, mas muitas vezes o meu método no que toca ao exercício é tão simplesmente o conhecido provérbio – “não deixes para amanhã o que podes fazer hoje”. Mais do que uma necessidade ou imposição, a prática de exercício físico é um modo de vida!
Sou defensor de treinos simples com exercícios básicos e funcionais. Não gosto muito de máquinas e aparelhos demasiado hi-tech. Privilegio os halteres, os discos e as barras, e o meu próprio peso em vários exercícios. Querem algo mais simples e eficaz do que flexões, elevações, agachamentos ou fundos em paralelas?! Tirando as aulas de grupo estabelecidas adapto os treinos ao tempo que tenho disponível, ao que me apetece fazer, às circunstâncias do momento, interiores e exteriores. Em caso de dúvida ou hesitação, treino!
Outra característica dos meus treinos é a sua falta de especialização. Ou seja, não me dedico especialmente a uma modalidade. Pedalo, corro, levanto peso, faço treino localizado. Como é óbvio, não me destaco em nada, mas consigo uma preparação combinada, que julgo ser razoável e que me possibilita mover com algum à vontade numa série de áreas desportivas. E muito importante, permite-me ter o corpo mais ou menos dentro dos (meus) requisitos mínimos.
A força de vontade, o entusiasmo e a motivação não surgem do nada como por magia! Ando constantemente à procura de estímulos que me mantenham os níveis elevados. As recompensas são decisivas. Chamem-me convencido, mas é fundamental olhar muito para o espelho! Uma das melhores formas para obter estímulo e verificar resultados. Mesmo que sejam ilusórios naqueles momentos pós treino em que o sangue se concentra nos músculos solicitados.
É fundamental ganhar gosto pelo exercício, prazer com a sua prática, mesmo que isso nos pareça num primeiro momento um comportamento masoquista! E isso não é inato, habituamo-nos, aprendemos. Independentemente das idades. Cada um com os seus métodos, truques ou estratégias. Cada um com as suas necessidades, exigências, preferências ou limitações. De facto, a prática de exercício físico, em si, pode ser cansativa, custosa e até dolorosa, mas depois temos a entrada em ação das célebres endorfinas e a magia da recuperação, quando o nosso corpo responde de forma positiva aos estímulos físicos e se transforma!

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