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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

27.02.19

Nunca mais parei de pedalar!


Rui Pereira

A minha primeira experiência de utilização da bicicleta como meio de transporte está a fazer sete anos, estávamos no início do mês de março do ano de 2012. Mas foi uma experiência única.
Mais tarde, no verão deste mesmo ano, comprava uma bicicleta dobrável com a intenção de por em prática, de forma mais duradoura, esta mesma experiência.
Frequentava um ginásio à hora de almoço e a ideia era fazer a deslocação de bicicleta, descartando assim o automóvel e o custo direto relativo ao pagamento do estacionamento.
Digamos que a experiência foi um pouco (muito) atribulada. Por falta de adaptação pessoal, já que tinha esta rotina demasiado ligada ao automóvel, e por alguma falta de sorte, pois os dias que escolhi para começar, foram dias de chuva!
A ida era mais pacífica e até animadora, já que não era raro chegar antes do meu colega que se deslocava de automóvel. Mas no regresso, com a temperatura corporal por normalizar e alguma ansiedade à mistura, chegava ao trabalho invariavelmente molhado, no caso, numa mistura de suor e água da chuva…
Como se não bastasse, o quadro da Órbita dobrável cedeu!
A bicicleta ficou encostada a aguardar solução ao abrigo da garantia e eu, muito convenientemente, voltei ao automóvel!
Alguns meses depois, o ginásio fecha e tive de arranjar uma nova solução. Mais simples, mais natural, mais alternativa. Desta, fazia parte a utilização da bicicleta para a deslocação, na qual empreendi os ensinamentos adquiridos anteriormente, não voltando a repetir os mesmos erros.
Esta rotina, entretanto, mudou ligeiramente. A bicicleta utilizada é outra, embora da mesma marca. A bicicleta está tão ligada a esta rotina, que fazê-la sem ela, não é a mesma coisa! Esta e outras, já que alarguei ao máximo a utilização desta minha ferramenta de uso diário.
Bom, o certo é que nunca mais parei de pedalar pela cidade!

22.02.19

Entre os pingos da chuva!


Rui Pereira

Olho pela janela e vejo os pingos de chuva grossos que caem copiosamente na diagonal empurrados pelo vento.
«Pronto, está tudo lixado!» - digo frustrado.
Já somava dois dias sem pegar na “pasteleira”. Pessimista, adivinhava o terceiro.
«Não, isso é um aguaceiro forte, mas vai passar!» - tento reagir positivamente.
A chuva não para, mas abranda. Fecho tudo, visto o casaco, pego no saco e dirijo-me à garagem. Abro o portão expetante… meto o saco na caixa e seguro a bicicleta pelos punhos, sempre atento ao céu.
Saio. Fecho o portão e ponho-me a cavalo. Subo o capuz e avanço determinado. Os pingos escasseiam e agora é a minha vez de ser empurrado. À boleia do vento, mas concentrado numa pedalada apressada.
«Agora é sempre para lá!» - digo entusiasmado e confiante.
Chego ao destino com uma aberta. O sol não é radioso, mas mostra-se. Estaciono a bicicleta e desfruto da minha pausa em boa companhia!
Já de regresso, manter-me seco não é uma preocupação. Agora tenho de vencer o vento que me trouxe…
Chego. Fui bem-sucedido, com mais ou menos esforço.
Olho pela janela e vejo os pingos de chuva grossos que caem copiosamente na diagonal empurrados pelo vento.

25.01.19

A banhos!


Rui Pereira

Começo a pedalar de pé. Dou o arranque para mais uma pausa de almoço. Debaixo de mim tenho a companheira do costume.
Contra o vento, pressiono os pedais, como se tentasse esmagá-los, para a impulsionar rápido para a frente. Ela responde como pode, não foi feita para estes stresses. A sua onda é mais sem pressas… Nas calmas…
O vento salgado de sueste fustiga-lhe o metal. A água salgada e fria enregela-me a pele. Faço movimentos rápidos e agasalho-me. Alimento o corpo com uma refeição que não está quente, infelizmente.
Arranco de regresso. Faço um desvio. Sinto uma ligeira dormência na extremidade dos membros inferiores. Ignoro e pedalo vigorosamente. O tempo escasseia e condiciona a ação.
Já me banhei nas águas deste nosso mar. Não tarda “banhar-me-ei” em tradição, em melodia, em música açoriana!

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03.12.18

Regras para utilizar a bicicleta como meio de transporte!


Rui Pereira

1 – Determinação. E nem é preciso muita, basta não estar sempre a pensar nos inconvenientes e nas desvantagens, porque desta forma, todo e qualquer argumento, mesmo os mais insignificantes, vão servir de desculpa para não começar a pedalar. É começar já!

2 – Bicicleta. Qualquer bicicleta serve, mas claro que as citadinas e utilitárias serão mais adequadas. Acessórios como guarda-lamas e suportes de carga serão muito bem-vindos. Numa fase inicial não se justifica estar a fazer um grande investimento, pois poderá vir a revelar-se desadequado ou desnecessário mais tarde.

3 – Vestuário. Não são necessárias roupas específicas para ciclismo, basta algum critério na seleção das mesmas de acordo com a estação do ano e com as condições atmosféricas. Roupas frescas e respiráveis no verão, e casacos e calçado com caraterísticas impermeáveis no inverno serão sempre uma mais valia.

4 – Percurso. Depois de identificado o trajeto a percorrer é importante verificar as opções de percurso disponíveis para o fazer. Devem ser ponderados fatores como a inclinação e o tipo de piso das vias, entre outras caraterísticas. O trânsito. A existência de vias próprias para bicicletas. Um percurso mais longo, mas com caraterísticas mais amigáveis para a utilização da bicicleta, será sempre melhor opção.

5 – Adaptação. Aqui está uma palavra-chave! A involuntária por parte do nosso corpo, que com certeza vai reagir positivamente ao exercício motivado pela pedalada, ficando natural e progressivamente mais capaz. A voluntária, quando tratamos de toda a logística por forma a simplificar e facilitar a nossa vida sobre a bicicleta.

6 – Bom-senso. Andar no meio do tráfego automóvel com uma bicicleta pode ser algo intimidatório para muita gente. Não acho que seja excecionalmente perigoso, mas não deixa de ter alguns riscos. Não podemos controlar os comportamentos dos outros, mas podemos estar atentos e tentar prevê-los. Quanto aos nossos, calma, cuidado, bom-senso e assertividade!

7 – Motivação. Essencial mantê-la, principalmente no início, quando ainda estamos desconfortáveis com a mudança. Publicitar a nova prática perante amigos, familiares e colegas de trabalho e focar os pontos positivos da mesma, ajuda. Então “recrutar” alguém que partilhe este estilo de vida connosco! A partir do momento em que o novo hábito se estabelece e começamos a sentir todos os benefícios do mesmo, muito dificilmente voltaremos ao nosso anterior hábito correspondente à mobilidade.

 8 – Dificuldades. Vão existir sempre e é preciso estar preparado para as encarar da melhor forma possível. Algumas poderão vir a ser contornadas com o acumular dos quilómetros e da experiência, outras… bem, melhores dias virão!

21.12.17

Novo ano, nova época. Nova atitude?


Rui Pereira

Antes de mais, fica já dito que não gosto de resoluções de ano novo, tanto que acho que se deviam chamar de ilusões*.
Neste caso não são propriamente, nem resoluções, nem de ano novo, mas sim de novas ideias para encarar certa parte da época de ciclismo em 2018. Ideias baseadas numa atitude mais aberta que no fundo se resume em aumentar a utilização das minhas bicicletas assumindo uma dinâmica diferente, quer individualmente, quer em família, com saídas mais frequentes e relevantes, e uma maior participação em eventos organizados, excluindo os que representem aquela vertente da competição pura e dura. Passeios em geral e provas abertas como os “granfondo” na vertente de estrada, e as resistências e maratonas na vertente btt são aquelas que, pelas suas caraterísticas, reúnem a minha preferência.
Como o dinamismo (ou a falta dele) funciona em espiral e estende-se para outros departamentos da nossa vida, e pela forma óbvia como estão intimamente ligados, é previsível que a escrita e o blogue venham a sofrer positivamente com isso, nem que seja pela quantidade, com a maior abundância de assuntos a abordar.
Para já vou voltar a filiar-me na Federação Portuguesa de Ciclismo, na vertente “Ciclismo para Todos” - CPT, mas desta vez na opção “Família”, já que no computo familiar as pedaladas tendem a equilibrarem-se. E quero aproveitar para pedalar no decorrer destes dias de festa que se aproximam, últimos deste ano, também para compensar os excessos alimentares próprios da altura. E, já na manhã do primeiro dia do novo, conto subir ao Pico da Barrosa (a tradição é para manter) e ver lá de cima a Lagoa do Fogo (se o tempo permitir, o que raramente acontece neste dia)!
A época de 2017 já acabou, mas o ano não, portanto, é continuar a empreender cada vez mais a atitude que decidi ter nos últimos meses, no que toca à minha relação com o ciclismo e as bicicletas, com a sustentabilidade necessária para que flua naturalmente no tempo…

 

*Ilusões de ano novo!
Começa mais um ano, cumprem-se os mesmos rituais, repetem-se os mesmos comportamentos de sempre. Fazem-se balanços do ano anterior e traçam-se projetos para o novo ano. Fazem-se promessas de mudança. Há quem deixe de fumar, quem deixe de beber bebidas alcoólicas, quem passe a comer melhor, quem comece a ler um livro. A afluência aos ginásios aumenta…
Não acredito nestas mudanças repentinas e circunstanciais. As suas bases são frágeis e pouco sustentáveis. Não existe preparação nem planeamento, por mais simples que sejam. Não existe vontade genuína. E na sua esmagadora maioria, os resultados destas mudanças são nulos!
A época que precede a passagem de ano é propícia a inúmeros estímulos e exageros alimentares (e não só), o que também justifica esta tendência. O pior é que esta tendência desculpabiliza-nos e dá-nos carta-branca para exagerar à vontade, pois a nossa convicção é que daqui a dias tudo irá mudar.
Compreendo que se queira uma referência, um marco que simbolize a nossa mudança de comportamentos. Habituamo-nos a encontrar esta referência no começo de um novo ano civil. Para mim, e na necessidade de se arranjar um dia, faz mais sentido referenciar o dia do nosso aniversário, porque este sim, marca verdadeiramente o começo de um novo ano na nossa vida!
De qualquer forma, o que está em causa é que as intenções de mudança de ano novo, por impulso e de um dia para o outro, normalmente não passam disso mesmo, de intenções. E as intenções, mesmo que boas, sem serem seguidas da ação, tal como da sua continuidade, de pouco servem!
Outro comportamento, algo ingénuo e ainda menos duradouro, é achar que com a chegada do novo ano tudo irá mudar, só por isso! Até existe uma certa pressa para que o ano velho acabe, com a ilusão que é a partir daí que começam as surgir as nossas novas oportunidades. Esta sensação ilusória é capaz de se manter durante o primeiro dia do ano, talvez por ser feriado, mas depois… depois não muda nada, claro… depois vem a realidade!
Não tenho nada contra a entrada de um novo ano civil, mas não deixo de achar toda a euforia em volta disso, algo despropositada. Agora sou realmente contra a nossa tendência para atribuir responsabilidade aos acontecimentos, de coisas que sabemos perfeitamente que dependem de nós, estejamos no início, a meio ou no fim do ano!
Rui Pereira, 03 janeiro 2014

15.11.17

3 Horas BTT – Ponto alto!


Rui Pereira

Inverto a ordem cronológica dos factos deliberadamente, e que me perdoem os restantes participantes, mas para mim, o ponto alto da prova deu-se no seio da nossa equipa!
Faltavam alguns minutos para as três horas quando chegava da minha sétima volta, certo que ao nível das percentagens (nenhum dos elementos da equipa pode ter menos de um terço do total de voltas) estávamos a cumprir o regulamento. O meu parceiro já tinha dado a entender que a sua terceira volta tinha sido a última. Assim e ao contrário do que pensava (sempre fui fraco a matemática!), tanto pela questão do número de voltas, como pela necessidade de passar a linha de meta após o término das três horas de prova, o meu parceiro tinha mesmo de fazer mais uma volta sob pena de sermos desclassificados. E uma coisa é ficar em último lugar, o que se veio a verificar, outra muito diferente é ser desclassificado!
Todos os companheiros à nossa volta juntaram-se animadamente para lhe explicar a situação, incentivando, motivando, insistindo… só faltou sentarem-lhe na bicicleta! Mas ele estava irredutível, não queria fazer mais nenhuma volta, alegando, legitimamente, cansaço e o estado degradado do piso. Deixei-o à vontade e aceitaria a sua decisão, fosse ela qual fosse. Ele decidiu não fazer.
Entretanto, os companheiros dispersaram e nós mantivemo-nos junto à sua bicicleta. Ele estava calado e pensativo. Já faltavam poucos minutos para o fim da prova quando me pergunta se queria que ele fizesse mais uma volta. Respondi-lhe que não queria nada, que ele é que tinha de querer…

Até já! – Foi o que recebi como resposta enquanto se sentava na bicicleta e arrancava para a volta final!

«Barras Duras» era a nossa denominação como equipa e pelos vistos não foi por acaso. Muito mais do que eu, o meu “parceiro”, pela prova que fez e pela atitude e resiliência que teve, foi o verdadeiro «barra dura»!

Aliás, ele e todos os participantes mais novos presentes nesta prova, que cada um à sua maneira e aos comandos das suas pequenas bicicletas, o que acentuava sobremaneira os obstáculos e as adversidades existentes, ultrapassaram-lhes, fazendo o que tinham a fazer!

 

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19.04.14

Determinação e força de vontade vs. Prazer e compensação


Rui Pereira

De vez em quando certas pessoas elogiam-me pela minha determinação, força de vontade e disciplina no que toca aos cuidados físicos. Deste logo este é um indício destas pessoas serem boas pessoas. Não por me elogiarem, mas simplesmente pela capacidade de elogiarem alguém. Infelizmente não me acho merecedor destes elogios, exatamente por não achar que tenha estas qualidades em doses dignas de registo.
Na verdade, as minhas ações são essencialmente motivadas pelo prazer e pelas compensações que obtenho delas! Pelo prazer de comer coisas saudáveis, pelo prazer que sinto quando estou a puxar “ferro” ou a pedalar numa bicicleta. É apenas mais uma estratégia como outra qualquer. O esforço e o empenho estão sempre presentes. Mas sacrifício? Isso não! De uma forma geral diria que existem três premissas essenciais: gosto/prazer, empenho e desafio.
Se faço o que faço é porque posso, quero e gosto, porque tenho um retorno positivo, tanto ao nível físico como psicológico. Quem merece elogios por ser determinado é quem faz algo sem ter prazer e pelo simples facto de lhe fazer bem à saúde!
Mas como obter prazer de uma coisa que não gosto de fazer?!
É possível com uma mudança de atitude e perspetiva. Algo que pode ser tão simples e complicado ao mesmo tempo. Nós estamos habituados a encarar a maioria das situações da nossa vida, principalmente as que nos obrigam a sair da nossa zona de conforto, de uma perspetiva negativa. Aliás, não é raro associar-se o positivismo a algo irreal, o que é de todo descabido, quando está provado que a maior parte das nossas preocupações não se concretizam, ou seja, não têm razão de ser!
Vamos a um exemplo concreto: Quando digo que costumo correr, o que obtenho como resposta é invariavelmente a combinação de cinco palavras – "Eu não gosto de correr!"
Eu também não disse que gostava de correr, nem que correr não custa, mas que apenas costumo correr.
Comparemos. Correr ou estar sentado no sofá com o comando da televisão na mão? Gostar, gostar, gosto muito mais do sofá! Comparemos agora o retorno destas duas ações. O sofá e a televisão poderão dar alguns momentos de distração momentânea e fomentar a preguiça, a par de alguma má postura… E salvo raras exceções ficaremos por aí. Já quando corro estou a desenvolver a minha musculatura e a minha capacidade cardiovascular, estou a quebrar limites e a desopilar a cabeça, tudo isso ao som da minha música preferida. A médio prazo estes benefícios serão responsáveis pela minha melhor disposição e aparência física, para além dos ganhos ao nível da saúde. E quem diz correr diz outra atividade física qualquer. E o mesmo se aplica à alimentação.
É fácil? Não, não é fácil. Falha-se? Todos os dias. É possível? Claro que é possível. É tudo uma questão de perspetiva. De romper com os preconceitos. De ter em conta a relação entre o prazer, o retorno e a compensação de determinada ação. Depois de assegurada a regularidade necessária esta tornar-se-á num hábito, num bom hábito!

26.03.14

Aleatoriedade dos treinos


Rui Pereira

A prática de exercício físico é uma das atividades mais satisfatórias e prazerosas da minha vida. Os meus treinos são dos momentos mais altos dos meus dias. As minhas idas ao ginásio são caraterizadas por alguma pressão ao nível do tempo, mas é com grande gosto que as faço. Sou metódico, mas muitas vezes o meu método no que toca ao exercício é tão simplesmente o conhecido provérbio – “não deixes para amanhã o que podes fazer hoje”. Mais do que uma necessidade ou imposição, a prática de exercício físico é um modo de vida!
Sou defensor de treinos simples com exercícios básicos e funcionais. Não gosto muito de máquinas e aparelhos demasiado hi-tech. Privilegio os halteres, os discos e as barras, e o meu próprio peso em vários exercícios. Querem algo mais simples e eficaz do que flexões, elevações, agachamentos ou fundos em paralelas?! Tirando as aulas de grupo estabelecidas adapto os treinos ao tempo que tenho disponível, ao que me apetece fazer, às circunstâncias do momento, interiores e exteriores. Em caso de dúvida ou hesitação, treino!
Outra característica dos meus treinos é a sua falta de especialização. Ou seja, não me dedico especialmente a uma modalidade. Pedalo, corro, levanto peso, faço treino localizado. Como é óbvio, não me destaco em nada, mas consigo uma preparação combinada, que julgo ser razoável e que me possibilita mover com algum à vontade numa série de áreas desportivas. E muito importante, permite-me ter o corpo mais ou menos dentro dos (meus) requisitos mínimos.
A força de vontade, o entusiasmo e a motivação não surgem do nada como por magia! Ando constantemente à procura de estímulos que me mantenham os níveis elevados. As recompensas são decisivas. Chamem-me convencido, mas é fundamental olhar muito para o espelho! Uma das melhores formas para obter estímulo e verificar resultados. Mesmo que sejam ilusórios naqueles momentos pós treino em que o sangue se concentra nos músculos solicitados.
É fundamental ganhar gosto pelo exercício, prazer com a sua prática, mesmo que isso nos pareça num primeiro momento um comportamento masoquista! E isso não é inato, habituamo-nos, aprendemos. Independentemente das idades. Cada um com os seus métodos, truques ou estratégias. Cada um com as suas necessidades, exigências, preferências ou limitações. De facto, a prática de exercício físico, em si, pode ser cansativa, custosa e até dolorosa, mas depois temos a entrada em ação das célebres endorfinas e a magia da recuperação, quando o nosso corpo responde de forma positiva aos estímulos físicos e se transforma!