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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Do “Fit” e do “Detox”

Sou um adepto convicto do exercício físico e de hábitos de vida saudáveis. Mas muito pouco fundamentalista. Comecei relativamente tarde, mas já fiz um pouco de (quase) tudo.
Hoje, revejo-me menos em ginásios e menos ainda em manias que se instituem de certos exercícios, da alimentação e da suplementação alimentar. Sim, gosto de aveia e de chá, mas recuso a euforia "detox". E gosto de ginásios, embora já não frequente, pois não faltam locais para exercitar o corpo muito mais acessíveis e aprazíveis. Não meço nem partilho tempos, quilometragens, calorias.
Pensar no bem-estar físico não é ir ao ginásio e comer saladas, é ter alguma parcimónia sentado à mesa (mas com direito a excessos ocasionais) e fazer trocas tão simples como ir pelas escadas em vez de ir no elevador, ou ir a pé em vez de pegar no carro para fazer uma deslocação ridiculamente curta.
Adoro bicicletas e faço por as usar, até pela sua componente prática e utilitária onde se junta o útil ao agradável, para além do lazer e do desporto. Mas lá está, nem toda a gente tem de gostar ou andar de bicicleta...
Coisas tão simples como caminhar à beira mar ou no meio da natureza são física e mentalmente revigorantes. O corpo e a mente devem ser trabalhados em equilíbrio e harmonia.
Não, não quero viver até aos cem anos e envelheço sem complexos, mas o tempo que viver que seja o melhor possível, até porque quando outros departamentos da vida falham, neste a satisfação pessoal está garantida.

O exercício físico e a bicicleta no feminino

Cá em casa vive-se a cultura do exercício físico. A atitude pouco ou nada fundamentalista e o desinteresse pela competição, não significa que este importante departamento da nossa vida seja descurado, até pelo contrário, existindo inclusive o cuidado de a passar à nova geração, estímulo que acaba por ser natural.
Não há cá esforços nem sacrifícios desmedidos e específicos, até porque achamos que um estilo de vida saudável não se compadece com isso, mas sim com uma dinâmica geral baseada na regularidade e variedade do exercício físico. Para além disso, privilegiamos as atividades ao ar livre e o contacto com a natureza. Sempre!
Seja como for, não perdemos uma oportunidade de nos mantermos em forma. Saúde, boa disposição, estética, bem-estar, escape, são algumas das razões em que assenta esta vontade. E complementamos com uma alimentação tradicional, a mais variada e saudável possível, buscando o equilíbrio entre qualidade e quantidade. Aqui também sem fundamentalismos e permitindo-nos errar ou exagerar, logo que este seja um comportamento excecional.

 

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De uns anos para cá e de uma panóplia de exercícios, a bicicleta é aquela que merece a minha maior atenção. Mais recentemente esta atenção começou a surgir vinda também de outras direções. Claro que o miúdo já me acompanhava desde tenra idade e à sua maneira, o que é normal nos miúdos, mas a minha mulher que manteve sempre a devida distância, está agora mais próxima do que nunca da bicicleta!
Depois de um acontecimento triste, o roubo da sua bicicleta, a compra de uma nova veio alterar completamente a realidade vivida até então. A bicicleta roubada foi ganha num passeio em que participei e não passava de um modelo de btt de baixa gama, obviamente muito limitado e limitativo. Tendo em conta isso e o seu uso maioritário, a opção lógica seria adquirir uma bicicleta de estrada com a polivalência e facilidade de utilização permitidos por um guiador reto. As prioridades eram a simplicidade e o baixo custo, estimulando o maior uso sem fazer o mesmo com os constrangimentos.

 

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Imagem: Seg-mento Bike Team


A B’Twin Triban 500 fb é atualmente a sua companheira preferida. Vai com ela para todo o lado, mesmo os lugares menos óbvios, sem preocupações excessivas com vestuário e equipamentos, muitas vezes, apenas com a roupa normal e o capacete. Relativizar as dificuldades é a atitude. Descontração é a palavra de ordem. Com isso, tem expandido as suas pedaladas para lá do que alguma vez pensou fazer. Ainda a semana passada, com as habituais companheiras de outras andanças, mesmo sem objetivos neste sentido e com base apenas na aventura, elevou consideravelmente a fasquia!
A minha rotina de pedaladas e a relação com as minhas bicicletas não estão ameaçadas, nem é provável que isso algum dia aconteça, até pelo contrário, pois não tarda nada e tenho companhia. Hoje, e ao contrário do que ela pensa, é com satisfação que assisto à sua vontade e ao crescente gosto em pegar na bicicleta e sair por aí a pedalar…

Nova mente, novo corpo!

Quando se fala em exercício físico muita gente pensa logo em ginásios, em mensalidades com valores consideráveis, em compromissos, nos horários a conciliar com as restantes atividades da nossa vida, na necessidade de pontualidade para conseguir estacionar o carro e ter senha para as aulas, no equipamento a utilizar, em qual modalidade se inscrever…
Confesso que, até eu, que gosto de exercício físico e de ginásios, fico assim meio arrepiado só de pensar nisso! Curiosamente são as mesmas pessoas que dizem não gostar de fazer exercício, mas que têm de fazer alguma coisa por necessidade.
Perante este cenário as coisas ficam um bocado difíceis, mas não impossíveis. Claro que cada pessoa encara os factos como entende, mas podem-se por em prática algumas estratégias bastante mais simples do que se imagina. Basta querer!
Desde logo é preciso estar entusiasmado. É o entusiasmo que nos leva a agir, que nos dá aquela força que falta para avançar rumo ao objetivo. Que nos ajuda a ver as dificuldades de uma forma mais positiva. Daí a necessidade de mudar de atitude. Encarar constantemente o exercício físico como algo penoso não nos permite usufruir dele de uma forma plena, de tudo o que ele nos pode dar.
Deixar de lado o comodismo é imprescindível. É um bocado ridículo ir para o ginásio treinar e fazer tudo para deixar o carro o mais perto possível da porta para não ter de andar a pé! Mas existem muitas outras situações quotidianas onde podemos ser manifestamente mais ativos, em casa, na rua, no trabalho, e que alteram significativamente os nossos gastos calóricos diários.
Para ser minimamente ativo, numa primeira fase, não é preciso correr como se não houvesse amanhã, nem levantar pesos como numa competição do homem mais forte do mundo, nem é preciso passar 3 horas no ginásio, nem fazer várias aulas de seguida. Nada disso é preciso! Um dos segredos do exercício é saber dosear. Tal como adaptá-lo à nossa realidade física.
É escusado entrar em comparações com os outros. A não ser que seja com alguém que esteja exatamente ao nosso nível, o que é difícil acontecer, portanto o mais provável é que fiquemos sempre a perder. E o problema não é ganhar ou perder é o risco de se estar a baixar a autoestima desnecessariamente. Já criar e aceitar desafios pessoais, mesmo que pequenos, é uma forma de não estagnar, de estimular a ação e evoluir.
E que tal conjugar exercício e natureza? Por exemplo, com uma caminhada ou corrida à beira-mar seguida de um purificador banho de mar! É verdadeiramente prazeroso juntar estas duas vertentes. Para além de revigorar o corpo, dá-nos uma nova alma!
A prática de exercício físico carece de regularidade. É preferível dedicar 30 minutos três vezes por semana, do que 1 hora e meia num só dia desta mesma semana. Calma, bom senso e progressão também são bem-vindos. Cuidado com as mudanças drásticas de comportamento em busca de resultados imediatos. Passar de uma alimentação farta e desregrada para um acentuado corte na “ração” sem rigor e em simultâneo passar de sedentário a ativo num estalar de dedos, até pode trazer resultados imediatos na balança, mas não será a melhor opção em termos de saúde geral.
É fundamental dar tempo ao corpo e à mente. A implementação de um novo hábito não é fácil, requer esforço, disciplina, tempo. É preciso saber qual o nosso patamar de entrada, para irmos dando passos seguros no sentido da evolução. Ou seja, autoconhecimento e objetivos bem concretos. Depois de dominado o exercício começamos a ter retorno que se traduz em satisfação, prazer e energia.
Para conseguir ampliar ainda mais os seus benefícios há que encontrar um equilíbrio entre exercício, alimentação e descanso. São os três grandes vetores da nossa saúde física.
Já agora, não será demais lembrar que corpo e mente são duas realidades indissociáveis, intimamente ligadas, que se influenciam e beneficiam mutuamente.
A necessidade de ser exercitado não se restringe ao corpo, também temos uma mente que precisa tanto de exercício como ele.

Cabeça, corpo e alma

Como já ficou bem patente em inúmeros textos sou a favor de um desenvolvimento completo e integral do ser humano. O desenvolvimento deverá ser equilibrado e incidir sobre a componente mental, a física e a espiritual. Sim, nós não somos só cabeça, também temos um corpo e uma alma!
Deixemos as componentes menos palpáveis de lado por agora e foquemos a atenção no corpo, ou não fosse ele a nossa primeira casa, a nossa primeira imagem, o nosso primeiro reflexo. Com a falência desta componente humana, por voluntária falta de cuidados, é quase certo que estamos a comprometer igualmente as restantes.
O que é preciso fazer, já quase todos sabem, até porque não é nada demasiado complicado. Aliás, um dos segredos passa por manter as coisas simples e não inventar nem complicar. Basicamente é necessário equilibrar três dimensões: exercício físico, alimentação e descanso. Cada um o fará à sua maneira, com as mais diversas estratégias, ajudas e apoios, e no tempo que achar mais conveniente. O importante é dar o primeiro passo e manter alguma continuidade, o resto virá de forma gradual. Ação gera ação. Eu acredito mesmo nisso!
Quanto à importância de uma boa condição física, aqui fica um exemplo:
Tenho um amigo que compete numa modalidade desportiva a um nível elevado. Estamos a falar de uma modalidade em que os praticantes não são exatamente atletas e onde se destaca predominantemente a aptidão. Para além disso os resultados estão dependentes de muitos fatores.
Ele é uma pessoa focada e dedicada. Aposta numa preparação cuidada a todos os níveis e rodeia-se de pessoas competentes que o apoiam. A componente física nunca é esquecida e ele dedica-lhe atenção com treinos específicos e eficazes. Então em conversa falou-me de um determinado período da sua vida em que sentia estar na sua melhor forma física de sempre e como isso refletiu-se na sua força mental e nos seus resultados desportivos. Assegurou-me que a sua confiança e autoestima eram inabaláveis. A consciência que tinha das suas capacidades estava agora ampliada, tal como a sua segurança. Sentia-se capaz de tudo, as coisas fluíam, e claro, os resultados apareciam naturalmente.
Numa dimensão muito diferente é exatamente o mesmo que sinto.

O verão, o exercício e a natureza

O verão normalmente é sinónimo de dias grandes (e noites, para alguns), de férias, de programas lúdicos e culturais, de quebra de rotinas, de descanso, de calor…
Quem tem a sua atividade física rotinada durante o resto do ano aproveita esta altura para abrandar ou mesmo parar temporariamente. É o chamado carregar de baterias para enfrentar uma nova época que tradicionalmente começa em setembro ou outubro.
Não censuro nenhuma das posições, mas é raro parar completamente mais do que uma semana, em vez de parar aproveito para variar quer nos exercícios, quer na intensidade. É aqui que acho que o verão pode ser uma oportunidade. A quebra de rotina não implica necessariamente deixar a prática, mas sim diversificá-la. É nesta altura do ano que o ambiente e a natureza se apresentam mais favoráveis para a interação, o que aliado à maior amplitude de horas de sol e da nossa maior disponibilidade, reúnem-se as condições perfeitas para exercitar-nos disfrutando da natureza.
Praias, piscinas, jardins, trilhos, parques florestais, as hipóteses são várias e para todos os gostos. Neste aspeto, não será novidade a nossa condição privilegiada de ilhéus.
Atividades de alguma complexidade a carecer de espaços próprios, meios específicos e pessoal especializado, também as há e muitas serão uma opção segura, mas como em tudo e cada vez mais, a minha aposta é na simplicidade. E não apenas na época aqui referida, mas sempre!
Temos um defeito crónico de complicar demasiado a nossa vida. No departamento do exercício físico também acontece. A nossa preocupação centra-se muito na especialização, na necessidade de demasiados e complexos meios, o que muitas vezes se traduz num constante adiar da prática efetiva enquanto não se reúne todo o aparato. E quando finalmente se consegue, é amontoá-lo a um canto, porque entretanto a nossa atenção foi desviada para outra coisa/atividade qualquer, voluntária ou involuntariamente.
Invertemos o que seria a nossa atitude natural. Ou seja, voltamos as costas à natureza e abrimos os braços às coisas!
Basicamente só é preciso o nosso corpo e o meio que nos rodeia. E vá lá, um ou dois artefactos se realmente nos facilitam a vida. De resto, basta alguma vontade e envolvência, não com as coisas, mas sim com a natureza. Simples!

Determinação e força de vontade vs. Prazer e compensação

De vez em quando certas pessoas elogiam-me pela minha determinação, força de vontade e disciplina no que toca aos cuidados físicos. Deste logo este é um indício destas pessoas serem boas pessoas. Não por me elogiarem, mas simplesmente pela capacidade de elogiarem alguém. Infelizmente não me acho merecedor destes elogios, exatamente por não achar que tenha estas qualidades em doses dignas de registo.
Na verdade, as minhas ações são essencialmente motivadas pelo prazer e pelas compensações que obtenho delas! Pelo prazer de comer coisas saudáveis, pelo prazer que sinto quando estou a puxar “ferro” ou a pedalar numa bicicleta. É apenas mais uma estratégia como outra qualquer. O esforço e o empenho estão sempre presentes. Mas sacrifício? Isso não! De uma forma geral diria que existem três premissas essenciais: gosto/prazer, empenho e desafio.
Se faço o que faço é porque posso, quero e gosto, porque tenho um retorno positivo, tanto ao nível físico como psicológico. Quem merece elogios por ser determinado é quem faz algo sem ter prazer e pelo simples facto de lhe fazer bem à saúde!
Mas como obter prazer de uma coisa que não gosto de fazer?!
É possível com uma mudança de atitude e perspetiva. Algo que pode ser tão simples e complicado ao mesmo tempo. Nós estamos habituados a encarar a maioria das situações da nossa vida, principalmente as que nos obrigam a sair da nossa zona de conforto, de uma perspetiva negativa. Aliás, não é raro associar-se o positivismo a algo irreal, o que é de todo descabido, quando está provado que a maior parte das nossas preocupações não se concretizam, ou seja, não têm razão de ser!
Vamos a um exemplo concreto: Quando digo que costumo correr, o que obtenho como resposta é invariavelmente a combinação de cinco palavras – "Eu não gosto de correr!"
Eu também não disse que gostava de correr, nem que correr não custa, mas que apenas costumo correr.
Comparemos. Correr ou estar sentado no sofá com o comando da televisão na mão? Gostar, gostar, gosto muito mais do sofá! Comparemos agora o retorno destas duas ações. O sofá e a televisão poderão dar alguns momentos de distração momentânea e fomentar a preguiça, a par de alguma má postura… E salvo raras exceções ficaremos por aí. Já quando corro estou a desenvolver a minha musculatura e a minha capacidade cardiovascular, estou a quebrar limites e a desopilar a cabeça, tudo isso ao som da minha música preferida. A médio prazo estes benefícios serão responsáveis pela minha melhor disposição e aparência física, para além dos ganhos ao nível da saúde. E quem diz correr diz outra atividade física qualquer. E o mesmo se aplica à alimentação.
É fácil? Não, não é fácil. Falha-se? Todos os dias. É possível? Claro que é possível. É tudo uma questão de perspetiva. De romper com os preconceitos. De ter em conta a relação entre o prazer, o retorno e a compensação de determinada ação. Depois de assegurada a regularidade necessária esta tornar-se-á num hábito, num bom hábito!

Aleatoriedade dos treinos

A prática de exercício físico é uma das atividades mais satisfatórias e prazerosas da minha vida. Os meus treinos são dos momentos mais altos dos meus dias. As minhas idas ao ginásio são caraterizadas por alguma pressão ao nível do tempo, mas é com grande gosto que as faço. Sou metódico, mas muitas vezes o meu método no que toca ao exercício é tão simplesmente o conhecido provérbio – “não deixes para amanhã o que podes fazer hoje”. Mais do que uma necessidade ou imposição, a prática de exercício físico é um modo de vida!
Sou defensor de treinos simples com exercícios básicos e funcionais. Não gosto muito de máquinas e aparelhos demasiado hi-tech. Privilegio os halteres, os discos e as barras, e o meu próprio peso em vários exercícios. Querem algo mais simples e eficaz do que flexões, elevações, agachamentos ou fundos em paralelas?! Tirando as aulas de grupo estabelecidas adapto os treinos ao tempo que tenho disponível, ao que me apetece fazer, às circunstâncias do momento, interiores e exteriores. Em caso de dúvida ou hesitação, treino!
Outra característica dos meus treinos é a sua falta de especialização. Ou seja, não me dedico especialmente a uma modalidade. Pedalo, corro, levanto peso, faço treino localizado. Como é óbvio, não me destaco em nada, mas consigo uma preparação combinada, que julgo ser razoável e que me possibilita mover com algum à vontade numa série de áreas desportivas. E muito importante, permite-me ter o corpo mais ou menos dentro dos (meus) requisitos mínimos.
A força de vontade, o entusiasmo e a motivação não surgem do nada como por magia! Ando constantemente à procura de estímulos que me mantenham os níveis elevados. As recompensas são decisivas. Chamem-me convencido, mas é fundamental olhar muito para o espelho! Uma das melhores formas para obter estímulo e verificar resultados. Mesmo que sejam ilusórios naqueles momentos pós treino em que o sangue se concentra nos músculos solicitados.
É fundamental ganhar gosto pelo exercício, prazer com a sua prática, mesmo que isso nos pareça num primeiro momento um comportamento masoquista! E isso não é inato, habituamo-nos, aprendemos. Independentemente das idades. Cada um com os seus métodos, truques ou estratégias. Cada um com as suas necessidades, exigências, preferências ou limitações. De facto, a prática de exercício físico, em si, pode ser cansativa, custosa e até dolorosa, mas depois temos a entrada em ação das célebres endorfinas e a magia da recuperação, quando o nosso corpo responde de forma positiva aos estímulos físicos e se transforma!

Espelho meu, espelho meu...

Os números podem ser referências importantes. Até podem ser um impulso motivador ou aquele pormenor para continuar em frente. No entanto, enquadrar os números em dietas é falar em balança. E aqui já não considero terem assim tanta relevância!
As pessoas gostam muito de falar em dieta, em fazer dieta. Para mim, dieta é a minha alimentação comum, a que faço todos os dias, a que tento que seja equilibrada e saudável. O que normalmente consideram dieta entendo por dieta restritiva, já que implica sempre cortar (demasiado) em alguns dos macronutrientes, essencialmente nos hidratos de carbono e nas gorduras.
Numa aposta num corpo melhor, é normal atribuir demasiada importância à balança. Quando o melhor conselheiro é sem dúvida o espelho! Os números podem servir de referência, mas a verdadeira imagem do nosso corpo é transmitida pelo espelho. De pouco serve a balança indicar valores mais baixos se o nosso corpo apresenta um nível de gordura elevado; De pouco serve termos batido um recorde na perda de peso e o espelho refletir uma imagem de um corpo flácido e pouco são; De pouco serve ficarmos afetados se a balança não responde de acordo com as nossas expetativas…
Para além de achar os números da balança subjetivos, tendo por base situações regulares, não acredito em dietas restritivas com resultados repentinos, nem nos emagrecimentos só envolvendo químicos e intervenções pouco naturais, tal como não acredito em dietas sem a componente exercício físico. Portanto, não acredito nem em milagres nem na obtenção de resultados sem esforço! E também não me revejo num processo de mudança corporal que tem unicamente por base a vertente estética, desprezando a vertente saúde!
A alimentação e o exercício físico são temáticas tão vastas como interessantes. Depois de envolvidos nas mesmas temos uma maior capacidade para tirar proveito delas em benefício próprio. Convém usar de algum discernimento e capacidade de interrogação para evitar muitos preconceitos e mitos que continuam a ser defendidos como se de verdades inquestionáveis se tratassem!
Traçados os objetivos, é altura iniciar a marcha no sentido da sua concretização, com todas as estratégias e apoios tidos como apropriados, para ver uma evolução gradual e consistente que nos motiva, que nos assegura o foco, que nos faz seguir em frente obstinados. Acima de tudo interessa sentirmo-nos bem física e psicologicamente.
A partir daqui é tirar a roupa, colocarmo-nos em frente ao espelho e ver... Até é permitido fazer alguma pose e num momento íntimo de narcisismo puro, perguntar: «Espelho meu, espelho meu, existe alguém mais em forma do que eu?»

Suplementos alimentares!

Os suplementos ainda são vistos com algum preconceito, principalmente por quem não conhece minimamente este mundo. Quando se vê alguém tomar algum tipo de suplemento a tendência é relacionar as suas conquistas físicas a este facto. É algo redutor. Menosprezando a capacidade e a vontade dos outros apazigua-se o nosso íntimo… «ah logo vi, ele consegue fazer aquilo porque toma isso…». Como se os suplementos fizessem milagres!
Não fazem milagres, mas ajudam. Ajudam essencialmente quando a intensidade e a regularidade dos treinos aumenta. Para compensar as nossas falhas alimentares, a aproveitar melhor o nosso treino físico e a acelerar a recuperação do nosso corpo. Conseguem por exemplo, fornecer macronutrientes essenciais, como é o caso da proteína, de uma forma rápida, prática e saborosa. Tal como ajudam no ganho de massa muscular, aumento de força, na queima de calorias, etc.
Um conhecido ‘bodybuilder’ nacional diz que os suplementos são a cereja no topo do bolo. Acho o mesmo. Mas para colocar a cereja é preciso ter o bolo. E o bolo é a clássica combinação: alimentação, treino e descanso. Basicamente, os suplementos têm de ser merecidos!
Suplementos como multivitaminas e sais minerais são banais e tomam-se de uma forma natural desde a infância. Quando se entra nos suplementos ligados ao rendimento físico e desportivo, com o crescimento muscular à cabeça, a coisa muda de figura. Mas esta realidade tem vindo a mudar. Desde logo esta é uma enorme e competitiva industria que vale milhões. Com o crescente interesse e preocupação ao nível físico, os suplementos têm tido muita procura. O consumo de suplementos democratizou-se, tanto são consumidos pelo mais medalhado atleta profissional, que até é patrocinado por uma marca, como pelo novato que se inscreveu há um mês no ginásio. Também aqui não há lugar a diferenças de género, e para além dos produtos gerais existem marcas que têm linhas específicas para praticantes femininas, que por sinal estão também muito atentas a esta temática.
Podem não ser imprescindíveis, mas acho que merecem alguma atenção, até porque no caso, está em causa o nosso corpo e a nossa boa forma.

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