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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

07.01.20

Em 2019


Rui Pereira

Não sou muito de balanços nem resoluções. O ano velho já era e o novo é apenas mais um ano. O resto é calendário.
No entanto, o ano que passou ficou marcado por dois eventos importantes, no contexto, que gostaria de destacar. O primeiro - Nova imagem! - a meio do ano, o segundo - Nova “fixie”! - no fim.
A minha amiga Gaffe deu a este blogue a imagem que sempre quis, mesmo sem saber bem que imagem queria. Às vezes ainda me pergunto como, tal o nível de acerto e precisão, mas o facto é que conseguiu. Ficará marcado para sempre!
Uma nova bicicleta é sempre um evento relevante. A nova “fixie”, segmento de bicicletas pelo qual nutro um carinho especial, trouxe outro brilho a este dezembro marcado pelo mau tempo, pelas festas, pela família, pelos exageros e pelos habituais constrangimentos inerentes.

06.01.20

O teste!

Gloria Magenta


Rui Pereira

Baixas expetativas e a normal apreensão inicial. Foi assim que levei a Gloria Magenta à estrada pela primeira vez. E ainda bem que assim foi, porque acabei surpreendido positivamente.

gloria_milicias1.jpg


Ok, é uma bicicleta pesada, não prima pela nobreza dos componentes nem dos acabamentos, mas revelou um rolar fluido e suave. Pelo menos na ausência de inclinações mais acentuadas, quer ascendentes, quer descendentes. Não há milagres!
Considerando os valores despendidos por cada uma das minhas “fixies”, o da Globe Roll dava para comprar três Glorias. A Roll é indiscutivelmente melhor, mas na prática, a andar, é preciso ter algum conhecimento específico para justificar a diferença.
Acima de tudo, e tal como esperava que fosse, é honesta. E depois é bonita, simples, minimalista e desafiante, como a maioria das “fixed gear” são. No caso, com umas rodas de perfil alto num laranja vibrante e uma corrente vermelha a darem suficientemente nas vistas.

gloria_milicias2.jpg


E pronto, lá está mais uma… Às vezes chateia-me não conseguir dar-lhes o devido uso. E quantas mais são menos uso lhes dou, mas o facto é que é sempre um prazer ter mais uma bicicleta!

16.12.19

"Projeto" concluído!

Gloria Magenta


Rui Pereira

A Gloria Magenta está pronta. Não foi uma grande preparação/personalização, mas estou muito satisfeito com o resultado.
Tal como pretendido, os únicos componentes que tive de comprar foram duas câmaras-de-ar, e foi porque inutilizei uma na montagem, de resto, aproveitei tudo o que tinha em casa.

gloria_magenta3.jpg


Lista de componentes: Punhos; terminais de punhos; campainha “I love my bike”; manete de travão; espiral de cabo; parafusos; pedais plataforma com gaiolas; selim.
A primeira coisa que fiz, depois de uma limpeza geral, foi corrigir a colagem do logotipo da marca na coluna de direção e dar alguns retoques na pintura. Ficaram por dar uns nas rodas, que farei assim que arranjar a cor em causa.

gloria_magenta2.jpg


Abdiquei do sistema de travão traseiro, uma vez que ficou definida na configuração carreto fixo. Encurtei o guiador original em seis centímetros.
O quadro da Gloria é grande (e pesado) – 57 e ainda não tive a oportunidade de a experimentar sem ser estaticamente, mas não me parece que isso venha a ser um problema, até porque terá um uso mais específico.

gloria_magenta1.jpg


Estava com disponibilidade para encarar calmamente este processo de preparação da Gloria Magenta, mas nem uma semana passou e ficou despachada. Foi uma questão de aproveitar o fim de semana de mau tempo. Não andei de bicicleta, mas tive agarrado a elas!

13.12.19

Rodas e pneus!

Gloria Magenta


Rui Pereira

As rodas Gipiemme da Gloria são os seus componentes mais apelativos. O perfil elevado e a cor viva são o seu cartão de visita.
Ontem, antes da limpeza, resolvi tirar os pneus das rodas, até porque as válvulas das câmaras-de-ar estavam a parecer-me demasiado curtas. Mesmo assim, arrisquei montar tudo novamente.
Os Deestone são os pneus mais duros e difíceis com que já tive de lidar!
Resultado: Cavadela com o desmonta numa das câmaras-de-ar quando já só faltava meter aquele último pedaço de pneu…
Arrumar tudo. E rodas por montar... Ainda não foi desta!
Já que vou ter de comprar uma nova câmara-de-ar, vou montar de vez as duas, com válvulas de maior dimensão, para facilitar o seu enchimento.
Lá vamos nós para o segundo assalto, eu e os pneus Deestone!

gloria_deestone.jpg

12.12.19

Nome: Gloria Magenta


Rui Pereira

gloria_logo.jpg

Specialized, Órbita, Globe e Gloria são as marcas das minhas bicicletas. Não são nomes. Aliás, nenhuma tem nome, porque não gosto de dar nomes às bicicletas. A marca – Gloria, da minha mais recente aquisição, pode sugerir que fui eu que a batizei. Não o faria, até porque nem acho este nome especialmente bonito, embora sugira, lá está, grande feito ou virtude. Confesso que mal a conheço, ainda nem sequer andei nela, mas não me parece que tenha grandes virtudes. Chega-me que seja tão honesta como é modesta. Um dia dei um nome a uma mota que tinha. Uma espécie de diminutivo fofinho da marca – Suzuki. Hoje lembro-me disso e acho ridículo, daí nunca mais ter dado nomes ao que quer que seja que tenha rodas. E mesmo que não tenha. Têm marca, têm modelo, e chega. Gloria Magenta… Já de si é meio esquisito, não é?

11.12.19

Sete!


Rui Pereira

Não, não estava a precisar de mais bicicletas.
Não sou muito dado a impulsos consumistas e normalmente pondero muito bem as minhas compras, mas quando se trata de bicicletas equilibro um pouco mais a razão com o coração.
O facto é que sou muito ponderado e cinjo-me realmente ao que necessito. Trocando por miúdos e de um modo geral, não sou um grande cliente!
A compra de mais uma bicicleta (a sétima!), para muitos um exagero sem sentido, teve mais a ver com desejo e oportunidade do que com necessidade, como é óbvio. E para mim, faz sentido. No sentido em que, de vez em quando, também tenho direito a um gosto, a uma extravagância. Não foi um impulso. Ainda tive uma hesitação à última da hora, mas apoiado, decidi avançar. Julgo que haverão vícios piores…
Tratar-se de uma “fixie” também não foi mera coincidência. Pelo contrário, foi a realidade decisiva. Tal como os valores envolvidos. Até porque se trata de um dos segmentos que atualmente mais me cativam, independentemente da nobreza da sua construção e respetivos componentes. Com ela, e basicamente com o que tenho, julgo que conseguirei algo simples, agradável e, acima de tudo, à minha imagem e gosto.
Como já disse anteriormente, quero aproveitar com calma todo o processo para lá chegar, uma vez que me dá muito gozo fazê-lo, em vez de me concentrar na sua conclusão e no resultado final.
Sim, são sete. Tenho sete bicicletas!
E não gosto de números ímpares…

11.12.19

"Projeto"!

Gloria Magenta


Rui Pereira

gloria_quadro.jpg

Ao contrário do que é normal, já que fico logo em pulgas para ter a coisa concluída, não estou com pressa para terminar este “projeto”.
Para já, a Gloria está desmontada. E vai levar uma limpeza. Os seus componentes também. Depois, de entre estes e os que tenho arrumados de outras bicicletas, vou escolher aqueles que serão montados e os que terei eventualmente de comprar.
Mais do que querer uma bicicleta para começar logo a andar, queria uma base para fazer uma montagem minimamente personalizada. Não existem quaisquer condicionalismos práticos. Não terá de ser confortável ou fácil de utilizar. Será apenas aquilo que tiver de ser, até porque não me vem preencher nenhuma lacuna ou necessidade. A única premissa existente passa por aproveitar o máximo existente e comprar/gastar o menos possível.
É muito provável que seja essencialmente uma "carreto fixo" e não uma "roda livre", mas ainda não está decidido (o facto é que ambos os componentes estão montados no cubo, basta rodar a roda). Tal como ainda vou ver se lhe monto pedais de encaixe ou com “gaiola”, guiador reto ou com elevação, largo ou estreito, punhos ou fitas, travão único ou travões e respetivas manetes, etc.
Uma coisa é certa, vai perder aquele aspeto utilitário. Aquele farol, aqueles punhos castanhos enormes e aquele selim de “pasteleira” com molas e tudo…

10.12.19

Nova “fixie”!

Gloria Magenta


Rui Pereira

Um amigo disse-me que tinha visto uma “fixie”, numa loja onde raramente vou. Não liguei muito. Mais tarde, vi uma que correspondia à sua descrição, numa outra loja.
Chamou-me atenção, mas achei estranha. Uma espécie de cruzamento entre uma carreto fixo e uma pasteleira!
Pensa, não pensa. Vê, analisa. Tira fotografia. Pesquisa…
Tem alguns pormenores “engraçados”. É um investimento relativamente baixo. É uma boa base para personalizar, até porque tenho algum material sem uso que posso utilizar. É Natal...
Fui buscá-la!

gloria.jpg

21.11.19

Reflexo


Rui Pereira

roll1_saturada.jpg


Há coisas que têm de ser provocadas.
Sem saber o que escrever, abro uma imagem da minha bicicleta de carreto fixo.
Uma imagem que não é nova, pelo contrário, já acumula alguns meses, tantos que a bicicleta já nem tem esta configuração.
É indiferente. Aos olhos menos entendidos passará perfeitamente despercebido. E que não passasse.
Escolho a imagem de forma aleatória. Sem saber bem o que fazer dela.
À procura de um estímulo.
Aplico-lhe filtros e ajustes. Cumulativamente.
Gosto do resultado.
Mas é uma imagem saturada de filtros e ajustes.
É um reflexo.