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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Porta de entrada!

fsrxc_porta.jpg

 

Não sou de estar a registar locais ou momentos. Sou mais de usufruir deles na altura sem estar preocupado com a sua captação. Sem estar a filtrar a minha visão com ecrãs.
Isso acontece no decurso dos meus passeios de bicicleta. Só de pensar na “trabalheira” e na quebra de ritmo de parar para tirar uma fotografia, desisto.
Um domingo destes, ia de BTT a subir um caminho quando me deparo com uma peculiar entrada e com o que restava da sua porta. Achei curiosa e pensei em tirar uma fotografia…
«… Não vou parar agora. Fica para depois.»
Segui caminho e não pensei mais nisso.
Já de regresso, lembrei-me. Faço um desvio pouco habitual e desço o caminho que há um par de horas tinha subido, para agora fazer o tal registo. Às vezes acontece...
Mais do que a lembrança, as imagens captadas servem de ilustração para o blogue. Aliás, são algumas vezes a base dos meus textos e publicações. São uma porta de entrada. Não é raro ir rascunhando mentalmente um texto enquanto pedalo depois da captura.
Esta publicação é um exemplo disso mesmo. Mas, o texto que imaginei inicialmente e o que pensei depois de ter subtraído a cor da imagem, nada têm em comum com o atual. Já se passaram algumas semanas e com o tempo mudam a visão e as circunstâncias. Ou simplesmente fui traído pela minha memória...

Um ciclista e duas belas bicicletas – O registo!

Há muito que queria tirar uma fotografia com as minhas duas bicicletas preferidas. A clássica-moderna de um lado (preferencialmente do direito já que é mais pesada!) e a carreto-fixo do outro. Tinha idealizado (mais ou menos) o que se consegue ver na fotografia. Podia ser outra posição qualquer, mas não, era assim... Um ciclista durão a erguer as suas bikes! - Ah-ah!

allez_roll1.jpg


Depois de uma produção cuidada, que é como quem diz, vestir a t-shirt da RodaGira e meter um boné de ciclista à moda antiga com a pala virada para cima, foi pegar nas bicicletas, passar-lhes um paninho microfibras (paninho?!) e ir para a rua com elas. Pelo pouco que se consegue vislumbrar do céu percebe-se que a luz era ótima e se a sessão tivesse durado mais um minuto teria sido brindada com chuva e tudo. O cenário escolhido é o já conhecido muro amarelo do meu vizinho, um clássico, e o fotografo achou que a GoPro seria melhor do que o telemóvel para captar o momento. Já agora, o fotografo era o meu filho.
A cara estranha, um misto entre o acabado de acordar, o apreensivo, o sofrido e o impaciente (a seriedade já é habitual), teve a ver com a tentativa de disfarçar o esforço implícito. É aquela cara de quem tem os ombros prestes a explodir, porque tê-las erguidas dessa maneira, principalmente quando a GoPro decide reiniciar, e manter uma aparência descontraída, não é fácil. E isso é bastante notório! Adicionando também umas proporções meias esquisitas talvez motivadas pela grande angular da câmara...
O resultado final ficou aquém do que tinha idealizado e ponderei eliminar definitivamente as três imagens obtidas. Mas, depois de tanto planeamento e preparação, aqui fica…

Modelos

orbita_classic.jpg


O cenário não é o ideal, é o possível. A fotografia de telemóvel, despretensiosa, não quis mais do que registar o momento da saída para mais uma relaxante volta de bicicleta. Mais um momento de prazer, paz e liberdade. Mais um momento de interação direta e eficaz onde a nossa energia gera movimento. A pose revela a admiração da ciclista pela sua singela montada. Um instante que fica e prova que a relação com uma bicicleta pode ser mais do que apenas pedalar nela, mas não colocando em causa que seja esse o seu fim maior…

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