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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

05.09.19

Uma velha bicicleta repousa encostada a um poste...


Rui Pereira

Conta com alguns anos e com outras tantas marcas.
Parece já não rolar com a alegria de outros tempos, mas nem sempre tudo o que parece é.
Alguns dos seus componentes mostram-se sujos, desgastados, cansados, mas o conjunto continua a servir os seus propósitos.
Nunca foi uma velocista, portanto não irá encarnar uma agora…
Vale pela nobreza da sua utilidade e pela diferença. Pelos diversos pormenores que marcam a sua diferença.
A velha bicicleta perdeu o brilho que a caracterizava, mas ganhou uma patine que lhe dá um charme único e especial.
Para alguns, não passará de uma bicicleta velha. Para outros, é uma nobre e histórica companheira de duas rodas a pedais que mantém a beleza, a dignidade e a função.
A velha bicicleta repousa encostada a um poste, mas está à espera. À espera de levar e ser levada. Pronta para rolar, cumprir, ir, para onde tiver de ser…

bike_pasteleira.jpg

04.09.19

A exceção…

Confirma a regra!


Rui Pereira

Custa-me sempre digerir cada risco, ponto de ferrugem ou qualquer outro tipo de estrago que as minhas bicicletas ganham. Aos poucos tenho aprendido a lidar melhor com isso.
As bicicletas são feitas para andar, para nos servir, seja em que ambiente for. De outra forma não farão tanto sentido. Esta realidade, mesmo empenhando uma atitude cautelar e necessária manutenção à posteriori, implica ganhar marcas de uso, do tempo e dos elementos, e de eventuais azares.
Custa! Embora haja quem defenda que estas marcas lhes dão personalidade e compõem a sua história. Eu, apenas as digiro em esforço…
Numa das minhas bicicletas tive de empregar a exceção que confirma a regra. Perante circunstâncias tão pesadas, e paradoxalmente, o que lhe dou em troca da sua servidão diária é muito pouco - ar nos pneus e alguma oleosidade na transmissão - em prol do meu bem-estar psicológico.

04.09.19

Ferrugem


Rui Pereira

A ferrugem toma-lhe conta das rodas e de outros componentes. Aos poucos, desgasta, consome, tira-lhe o brilho. Consequência de uma atitude negligente e indiferente. Uma abordagem centrada na utilização e na funcionalidade, hoje. Por incrível que pareça, o gosto mantem-se e parece cada vez maior! A sua integridade, por enquanto, também. Amanhã, logo se verá…

ferrugem_roda.jpg

03.09.19

Trio


Rui Pereira

bike_trio.jpg


Chegam descontraídos. Pés a roçar pelo cimento ajudam a detê-las. Encostam-nas com as rodas na areia. A mais pequena aterra de salto. Fica como ficou. Serve, ou melhor, servem para tudo. Mesmo que a utilização vá para além da função e do tamanho, que num dos casos “grita” o seu limite. E a roda traseira destoa, mas roda. É o que interessa. Que ande, ou melhor, que andem minimamente que o resto vai de improviso…