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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

04.02.20

Bola, música e pancadaria!


Rui Pereira

O último fim de semana foi atípico. Desde logo não andei de bicicleta. E andei cinzento, cabisbaixo e pensativo. Com dúvidas, indefinições e desilusões. Com o tempo ventoso e chuvoso a condizer. E como se não bastasse, constipado.
Mas nem tudo foi mau. Longe das rodas e dos pedais, perto do sofá e da televisão. Aproveitei para ver o filme que queria – RAMBO: A Última Batalha – lá está, um "filme de gajo"!

Numa breve passagem pelo Youtube, dois novos e surpreendentes temas/vídeos. Completamente diferentes e de áreas opostas, mas igualmente bons e com o mesmo carimbo de origem: Açores!

Balada Brassado – "Eu Aboio Tudo"

Morbid Death – "Away"

Também gostei dos resultados desportivos. No meio da chuva, lá fomos, eu e o rapaz, ver a equipa dele (não convocado para o jogo) ganhar. E no decurso, saber que o clube [azul e branco] do seu coração não deixou margem para dúvidas.
Fim de semana sem bicicletas, mas com bola, música e pancadaria!

10.10.19

“Filmes de gajos”


Rui Pereira

E por causa disso dos filmes de ação – “filmes de gajos”, como lhes chamo - e de atores como Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Jean-Claude Van Damme, Chuck Norris…

Na escola, gostava das aulas de educação física, mas era dos últimos a ser escolhido para formar equipa; nunca tive ligado a nenhum clube ou equipa, nem tinha qualquer atividade extracurricular; não tinha grande forma física e era muito pouco ágil; o exercício físico que fazia resumia-se essencialmente a andar de bicicleta e jogar à bola com o meu irmão e amigos, que com o passar do tempo foi sendo cada vez mais raro…

Só comecei a prática regular de exercício com 19 anos, cedo para alguns, mas muito tarde para outros, inclusive para mim. Musculação, claro! Influências dos filmes? Talvez. Entretanto passei pelo Karaté e muitas outras atividades “fitness”, até hidroginástica, sempre com a musculação como base.

Era obstinado. Saía disparado do trabalho para o ginásio e, muitas vezes, só de lá saía quando fechava. Passei por várias fases, ora mais ora menos motivado. O único interregno que fiz durou cerca de 3 anos.

Voltei, mais calmo e descontraído, mas determinado. Muito pedalei. Deixei os ginásios a favor do exercício ao ar livre e em contacto com a natureza. Continuei a pedalar, e não só!

Mais recentemente, e por causa do futebol, desporto pelo qual nunca nutri grande gosto ou simpatia, voltei ao ginásio e à musculação. Não foi um esforço. É uma das minhas modalidades de eleição e é uma forma de aproveitar o tempo. O tempo do treino de futebol. O futebol que o meu puto pratica. O futebol que passei a ver com outros olhos, por razões óbvias, mas que nunca será a minha modalidade.

Filmes com atores de corpos trabalhados, tiros e pancadaria com fartura, perseguições malucas, algumas(?) mentiras à mistura… se calhar influenciaram-me de forma determinante… e sim, definitivamente e também por isso, continuo a gostar de “filmes de gajos”!

27.07.19

“TP15”


Rui Pereira

Pois é, antes era o “Sem Pedais” e agora sou o “TP15”.
Hoje vim aqui escrever um texto para o blogue do meu pai. Ele pediu-me para fazer um texto sobre bicicletas e aqui estou eu, a concretizar o pedido. Tenho de admitir que num primeiro instante não sabia o que escrever, mas pensei um bocadinho e aqui estou eu.
Devem-se estar a perguntar porquê “TP15”. O “TP” significa Tomás Pereira e o “15” é o meu número no futebol. Agora, pondo o futebol de lado, vou falar sobre bicicletas.
Primeiro, tenho de dizer que tenho um grande orgulho no blogue do meu pai. Posso até dizer que quando crio um perfil num jogo, o meu apelido é sempre “BIKE AZORES”.
Adoro quando o meu pai vai dar o seu passeio de bicicleta ao domingo, mas não sei se quando for maior vou querer seguir o exemplo. Para mim, a bicicleta serve para curtir e desfrutar e embora saiba que os passeios do meu pai tenham isso, sei que também têm uma parte de sofrimento e exaustão, e é a isso que não me quero submeter.
Por exemplo, prefiro ir de carro com a bicicleta em cima até ao Parque Urbano e andar naquelas rampas que eu adoro.
Também olho para a bicicleta como um dos melhores meios de transporte do mundo. É pena que o meu pai diz que eu não tenho rotina de andar no trânsito (o que é mentira).
E à pergunta: “Preferes ciclismo ou futebol?”- Eu respondo “Futebol”.
Eu adoro futebol mais que qualquer outro desporto, porque gosto muito de desportos de equipa e porque adoro a modalidade em si.
Bom, acho que disse tudo o que tinha em mente.
Espero que tenham gostado. Adeus!

Tomás Pereira, 12 anos.

21.06.19

Um anda sobre travessas. O outro sobre pitões.


Rui Pereira

São as travessas que me unem aos pedais da bicicleta. É esta união que me permite ser mais eficiente na pedalada e o garante da necessária segurança. É o típico “clank” que assegura o encaixe perfeito, que me diz “estamos prontos, podemos ir”. Eu e a bicicleta, neste momento, somos um só. Eu comando, ela obedece. Às vezes reclama, reage mal, a traiçoeira. Não, não é. Há sempre uma razão para uma reação inesperada e, na maior parte das vezes, está isenta de culpas. Já eu! Mas somos uma unidade eficaz. Do movimento que lhe concedo aos pedais ela retribui, honestamente, com deslocação e velocidade. Lança-nos para a frente! Eu aconchego as mãos sobre o seu guiador e emprego ainda mais força e rapidez no movimento. Aí vamos nós, somos um só!

nike_specialized.jpg


Sai um passe em profundidade e a bola surge com velocidade à sua frente. Ele arranca forte para não a perder para a linha de fundo. Finca os pitões das chuteiras no relvado sintético, assume uma posição mais aerodinâmica, que lhe permite baixar o centro de gravidade e dá início a um sprint embalado pelo rápido movimento dos braços. Domina a bola, finta o jogador adversário com a missão de o marcar e, no limite das forças e do espaço, alcança a bola e cruza-a em altura para a grande área. O seu colega estica-se no ar, mas o guarda-redes interceta-a! Parado, inclina-se para a frente e apoia as mãos nos joelhos abanando a cabeça. Tenta recuperar o fôlego. Ergue-se, levanta o polegar ao colega e recupera a sua posição. O jogo continua!

17.12.18

2018 – Ciclismo, futebol, ginásio.


Rui Pereira

Há cerca de um ano escrevi que gostaria de ter outra atitude perante as bicicletas e o ciclismo. Mais abertura, mais participação, mais envolvimento. Foram ideias e intenções que não passaram disso mesmo. Praticamente não fiz nada daquilo que, na altura, previa vir a fazer.

Ando de bicicleta praticamente todos os dias da semana, mas são curtas deslocações, sendo que o dia mais significativo acaba por ser o domingo. E nesse dia mantenho a regularidade, mas estou cada vez menos disponível para grandes desafios. E está tudo bem assim. Ainda ontem dizia isso no decurso do tradicional Passeio de Natal da CC - Azores Bike Shop, no qual decidi participar apenas uma semana antes, quando escolhi o percurso deste para a minha habitual volta.

O elemento mais novo da família está, atualmente, muito mais ligado ao futebol do que às bicicletas, e fez questão de o dizer um dia destes.
«Pai, não fiques ofendido, mas gosto muito mais de futebol do que de bicicletas!»
Claro que não fiquei ofendido, nem sequer chateado, e o certo é que a influência se inverteu. Se ele já foi influenciado por mim para as bicicletas, atualmente sou claramente influenciado por ele para o futebol, desporto pelo qual sempre senti alguma aversão. Algo inédito aconteceu sábado, já que estivemos sentados nas bancadas do Estádio de São Miguel, num dos sectores destinados aos adeptos do Futebol Clube do Porto, a puxar pela nossa equipa - Porto! Sim, eu que sempre disse não ter equipa, assumi-me “azul”…

Não sou daqueles que diz não gostar de ginásios, mas há algum tempo que passei a encarar o exercício físico de uma forma mais simples, natural e descontraída, estando a prática muito mais associada ao ar livre e ao contacto com a natureza, do que ao estar fechado numa sala com máquinas e pesos. Mas lá está, a mudança de circunstâncias obrigou-me a fazer algumas adaptações nas minhas rotinas e lá voltei ao ginásio e à musculação, modalidade pela qual confesso nutrir um gosto especial, talvez por ter sido a primeira que comecei a praticar de forma séria e regular.

Há cerca de um ano dizia que muito provavelmente iria subir ao Pico da Barrosa no primeiro dia deste ano que agora está no seu final. Hoje, para o primeiro dia de 2019 digo que não sei. O mais certo é mesmo que não vá. Para já, não me estou a ver fazê-lo. Veremos…