Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

22.11.19

Kettlebell


Rui Pereira

Tive vários anos a treinar com o que havia disponível no local onde o fazia. Como forma de compensar as limitações sentidas, adicionei uns pesos, dois halteres e dois discos. A certa altura fui obrigado a descartá-los.
Agora, e descartada voluntariamente a opção ginásio, continuo a contar com o que o local de sempre me proporciona, mas complementei com um “novo companheiro de treino” – um kettlebell.

kettlebell.jpg

 

Claro que não tenho as possibilidades e a diversidade dos locais específicos, mas tenho outras coisas que não têm preço – o mar e a amizade!
Questionam-me, com admiração, se ando com o kettlebell para cá e para lá. A resposta é sempre a mesma…
Vai e vem na caixa da bicicleta. Só tenho de ter algum cuidado, porque o peso vai muito concentrado e numa posição elevada, influenciando a condução e mesmo o manuseamento da bicicleta parada. De resto, e no pior dos cenários, é mais exercício que faço.  

05.11.19

Definição tranquila!


Rui Pereira

Regressei ao ginásio em setembro. Desta feita e mais uma vez, o meu objetivo era ganhar peso, ou seja, massa muscular. Não é a primeira vez que acontece, mas espero que seja a última, uma vez que os resultados acabam por ser pouco satisfatórios. Talvez não seja mesmo o que realmente quero.
Sei que até consigo aumentar a massa muscular, mas que vem acompanhada por alguma massa gorda que considero desnecessária. Depois as práticas requeridas não estão de acordo com aquilo que acho ser razoável nos respetivos parâmetros. Acabo por comer demais e arriscar nos treinos.
Para além de descartar a "brincadeira" Ficar Grande! vou também deixar o ginásio. Sim, apenas o frequentava por uma questão de oportunidade, mas estava a forçar demasiado uma coisa que há muito deixou de fazer sentido. Sempre gostei de musculação e de ginásios, e existem coisas positivas nos mesmos, como por exemplo, o convívio. Mas depois há todo um outro lado pouco natural, que deixei de compreender e apreciar quando iniciei a prática de exercício físico ao ar livre.
Praticar ao ar livre, na praia, na natureza é tão mais satisfatório. Igualmente eficaz para os meus reais objetivos, modestos e moderados, daí não precisar de grandes equipamentos ou exercícios mais específicos. Chegam-me alguns básicos de força, umas braçadas, umas caminhadas, e claro, pedalar as minhas bicicletas!
E fico bem com menos comida. Três a quatro refeições diárias, nas devidas proporções e com a qualidade necessária. A minha água. As minhas bebidas quentes, entre chá, café e infusões. O meu chocolate com elevada percentagem de cacau... A prática de jejum intermitente. Cuidados básicos, mas sempre com permissão para exceções. Sinto-me melhor fisicamente e fico de consciência tranquila.
De falta de energia também não padeço, por tudo o que disse acima e porque faço por respeitar os meus tempos de descanso.
Objetivo: Saúde e definição tranquila!

rui_praia.jpg
Fotografia: Luís Fraga (2017)

16.10.19

Ficar Grande!


Rui Pereira


Motivação com... Calum Von Moger! - Grande é favor!

É uma afirmação muitas vezes feita lá no ginásio. Essencialmente em tom de brincadeira, sendo que dessa, uns fazem mais uso do que outros. Na verdade, acho que todos queriam… Gajos! Seja como for, rimos bastante à custa disso. Não é só treinar, também é preciso descomprimir um bocadinho.

Objetivo verão 2020: Ficar Grande!

É. Mais ou menos. De facto, e pessoalmente, quero ganhar mais algum peso nos próximos meses. A última vez que me pesei, no final da primavera, se não me falha a memória, estava entre os 72/73kg. Entretanto, já ganhei 4kg – já estou a Ficar Grande!. Não, ainda não... Ainda!
Tenho alguma facilidade em ganhar e perder peso, mas só até um certo ponto, já que quando se trata de ganhar tamanho – Ficar Grande! – lá está, as coisas mudam de figura.

Ficar gordo é uma coisa, Ficar Grande! é outra!

A ideia é o aumento de massa muscular. Claro que tenho treinado mais, e quero acreditar que melhor também, e tenho comido bastante. Mais proteína. O descanso é que ainda tem de ser ajustado, incrementando mais uma hora de sono, por exemplo.

Quero Ficar Grande! Porque sim.

O conceito Ficar Grande! é sempre relativo. Para mim, é ultrapassar os 80kg! Sim, para alguns é ridículo, com certeza.

Ficar Grande! não é Ficar Enorme!

Até porque para Ficar Grande À Séria! ou Ficar Enorme! não basta querer, é preciso fazer por isso.

E eu não consigo quero!

(Julgo que haverão próximos capítulos...)

27.09.19

Um senhor!


Rui Pereira

Habituei-me a ser o sobrinho. Apesar de ser o mais velho dos primos, sempre fui do grupo dos rapazes e não dos adultos. Ainda sou!

Tenho 43 anos. Envelhecer não me apoquenta, nem mesmo a ideia da morte. Digo, sem modéstias, que estou numa das minhas melhores formas físicas de sempre. E não só. Já fui mais novo, claro, mas demasiado limitado e velho de espírito e mentalidade!

Hoje falava com um miúdo no ginásio. Claramente um endomorfo. Mais uns centímetros na altura e 20 quilos do que eu. Dizia-lhe que tinha uma boa base para ficar com um corpo porreiro se se dedicasse. Queria eu, ectomorfo conformado que sou... Perguntei-lhe a idade – 23 anos!

Fogo! Tenho mais 20 anos!

Lixado, porque se tivesse a atitude e o conhecimento que tenho hoje, e tivesse 23 anos… Mas orgulhoso, por ter mais 20 anos e servir de exemplo!

Só dou pela idade através da lentidão da recuperação física, seja de um exagero, asneira ou lesão. E pela rapidez com que se apanham. Por causa do sacana do meu joelho esquerdo. Lapsos de memória. E a pior de todas, quando pessoas mais jovens, não necessariamente crianças, me tratam por senhor!

Senhor?!

Eu que sempre fui dos rapazes? Eu é que chamava por senhor aos outros!


*Até a música que ouço é música de rapazes, mas rapazes do século XX...

17.12.18

2018 – Ciclismo, futebol, ginásio.


Rui Pereira

Há cerca de um ano escrevi que gostaria de ter outra atitude perante as bicicletas e o ciclismo. Mais abertura, mais participação, mais envolvimento. Foram ideias e intenções que não passaram disso mesmo. Praticamente não fiz nada daquilo que, na altura, previa vir a fazer.

Ando de bicicleta praticamente todos os dias da semana, mas são curtas deslocações, sendo que o dia mais significativo acaba por ser o domingo. E nesse dia mantenho a regularidade, mas estou cada vez menos disponível para grandes desafios. E está tudo bem assim. Ainda ontem dizia isso no decurso do tradicional Passeio de Natal da CC - Azores Bike Shop, no qual decidi participar apenas uma semana antes, quando escolhi o percurso deste para a minha habitual volta.

O elemento mais novo da família está, atualmente, muito mais ligado ao futebol do que às bicicletas, e fez questão de o dizer um dia destes.
«Pai, não fiques ofendido, mas gosto muito mais de futebol do que de bicicletas!»
Claro que não fiquei ofendido, nem sequer chateado, e o certo é que a influência se inverteu. Se ele já foi influenciado por mim para as bicicletas, atualmente sou claramente influenciado por ele para o futebol, desporto pelo qual sempre senti alguma aversão. Algo inédito aconteceu sábado, já que estivemos sentados nas bancadas do Estádio de São Miguel, num dos sectores destinados aos adeptos do Futebol Clube do Porto, a puxar pela nossa equipa - Porto! Sim, eu que sempre disse não ter equipa, assumi-me “azul”…

Não sou daqueles que diz não gostar de ginásios, mas há algum tempo que passei a encarar o exercício físico de uma forma mais simples, natural e descontraída, estando a prática muito mais associada ao ar livre e ao contacto com a natureza, do que ao estar fechado numa sala com máquinas e pesos. Mas lá está, a mudança de circunstâncias obrigou-me a fazer algumas adaptações nas minhas rotinas e lá voltei ao ginásio e à musculação, modalidade pela qual confesso nutrir um gosto especial, talvez por ter sido a primeira que comecei a praticar de forma séria e regular.

Há cerca de um ano dizia que muito provavelmente iria subir ao Pico da Barrosa no primeiro dia deste ano que agora está no seu final. Hoje, para o primeiro dia de 2019 digo que não sei. O mais certo é mesmo que não vá. Para já, não me estou a ver fazê-lo. Veremos…