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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

09.04.18

“100 pedais”


Rui Pereira

Já se passou uma década. Começou a andar de bicicleta muito cedo. O avô materno ofereceu-lhe uma no seu primeiro aniversário. Não se lembra efetivamente, mas é algo de que se orgulha. Aliás, a bicicleta ainda a tem e não há intenção de algum dia se desfazer dela!
Não é uma bicicleta qualquer, mas uma bicicleta de equilíbrio. Basicamente só tem o quadro, duas rodas, guiador e selim. Pois, não tem nem pedais, nem travões, mas é exatamente isso que faz dela a escolha certa para aprender a andar de bicicleta. Ah, tinha uma campainha, mas um dia pediu ao pai para a tirar e nunca mais apareceu…
Na verdade, o avô apenas a pagou porque quem a escolheu foi o pai, supostamente mais entendido no assunto. Mesmo assim, na altura, houve alguma hesitação já que era uma novidade, tanto que foi a primeira do género a ser vendida.
Ainda nem sabia andar (a pé) e já andava de bicicleta. Com o pai ou a mãe a empurrar-lhe, claro. Um ano depois, já se equilibrava sozinho e andava com ela por todo o lado.
Mais tarde, o pai explicou-lhe que, ao contrário do que muitas pessoas pensavam, a bicicleta de equilíbrio, sem pedais, era a melhor forma de aprender a andar de bicicleta, por ser a mais rápida, natural, intuitiva e independente.
Gosta muito da sua bicicleta sem pedais. Às vezes ainda dá umas voltinhas nela, mesmo já sendo tão pequena para ele.
Tem e já teve outras, de diferentes tamanhos, com pedais e restantes acessórios. Já andou mais ou pelo menos com outra frequência, já que existem novas solicitações, mas não o remetem para o sofá e para os ecrãs, pelo contrário, sendo igualmente benéficas.
Uma década depois, a ausência deu lugar à inclusão. Dos pedais, mas não só. A partir de agora o percurso poderá ser feito a dois... Ou não! Certo é que para além do gosto pelas bicicletas, partilha com o pai o gosto pela escrita, demonstrado com o texto “A minha vida de bicicleta”, com o qual se estreia neste espaço e que se pode ler abaixo.

14.02.17

Equilíbrio sobre duas rodas


Rui Pereira

hotwalk.jpg

 

Sou um admirador confesso das bicicletas de equilíbrio, já que são a melhor forma de aprender a andar de bicicleta. Já falei várias vezes sobre elas, sendo que a minha referência dá pelo nome de Specialized Hotwalk, embora existam inúmeras marcas que apresentam propostas do conceito. Esta bicicleta, que permitiu ao meu filho uma aprendizagem rápida, natural e autónoma, anda lá por casa há cerca de 10 anos. E veio para ficar, já que não queremos desfazer-nos dela. O rapaz tem crescido e já tem outra adequada ao seu tamanho, mas o certo é que ainda anda com a pequena Hotwalk. É como se fosse uma espécie de transporte dentro de portas e veículo para manobras radicais. Ainda hoje reparei nela. Lá estava junto às maiores. É pequenina, mas tem uma grande presença!

 

2 anos de idade!

15.03.10

As bikes do “Sem Pedais” - Specialized Hotwalk & Hotrock 16


Rui Pereira

A Specialized Hotwalk já lhe acompanha desde 1 ano de idade e é capaz de lhe acompanhar por mais algum tempo, mas não tarda que comece a ser limitada. Depois de lhe ter proporcionado uma progressão rápida e segura ao longo do tempo e uma real noção de equilíbrio, velocidade, direcção, obstáculos e travagem, ele está perfeitamente à vontade na maioria das situações que surgem aos comandos de um veículo desta natureza, incluindo as quedas, e preparado para a evolução natural, apesar da sua tenra idade.
Como reflectem as minhas palavras, sou adepto incondicional deste conceito de bicicletas de iniciação e para além de recomendar a todos os pais, acho mesmo que são indispensáveis para quem começa a andar de bicicleta. É com algum orgulho que refiro que a primeira Hotwalk vendida cá foi a do meu filho e que algumas das que foram vendidas posteriormente, foi porque lhe viram andar e procuraram saber mais da mesma junto a mim ou da mãe.
Não é propriamente barata (129€), mas estamos a falar de um produto de grande qualidade e estudado a vários níveis para ser a companheira ideal de uma criança. É de tal forma acessível e intuitiva que impressiona a facilidade que com os miúdos se adaptam e evoluem em cima delas.
Sou totalmente contra a opção de escolher um produto medíocre, para não dizer mau, ou desajustado à idade, com o pretexto de que as crianças crescem e em breve a bicicleta deixará de servir. Exactamente por serem crianças e por estarem a crescer merecem toda a nossa atenção e o melhor que lhes podemos dar, para que este crescimento seja consistente e harmonioso.
Se há coisa que me custa ver, é um pai montado numa boa bicicleta e o filho ao lado arrastando-se num trambolho de concepção e ergonomia totalmente erradas para si!
Bom, a evolução natural que referi mais acima, passa por uma bicicleta com pedais, travões e rodas maiores (16 polegadas). Por não ter razões de queixa da marca eleita, esta será uma óbvia Specialized Hotrock 16.