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Bike Azores

As bicicletas são uma coisa séria que me fizeram regressar à idade da brincadeira e experimentar o verdadeiro sentido da palavra liberdade!

12.09.17

Havia necessidade?


Rui Pereira

Tenho por princípio não dar muita importância a certas atitudes menos corretas por parte dos condutores de automóveis que presencio ocasionalmente. Todos cometemos erros e temos atitudes irrefletidas, por isso prefiro aliviar a carga de negatividade e pensar que embora existam claras situações de falta de bom senso, civismo e sensibilidade, notam-se melhorias gerais no comportamento dos condutores em relação às bicicletas e aos ciclistas. Por outro lado, a estupidez de certas pessoas por vezes é tão flagrante que é impossível ficar indiferente.
No último passeio, de uma boa parte dos automobilistas que passaram por nós não temos razões de queixa, minimamente corretos, pacientes e considerando a nossa presença na estrada. Mas outros houveram, felizmente a minoria, que borraram claramente a pintura, já que fomos brindados com rasantes simples, com uma rasante em velocidade e de buzina colada, e ainda, com uma ultrapassagem em que se fez questão de impor superioridade com uma forte aceleradela à passagem. Muito desagradável.
De notar que estamos a falar de situações ocorridas numa calma manhã de domingo, em estradas pouco movimentadas, onde nem sequer rolávamos lado a lado e que sempre que nos apercebíamos da presença de um carro facilitávamos a sua passagem. Mas o que dá para depreender é que para estes intolerantes condutores, independentemente do que pudéssemos fazer, o mal estava feito. E o nosso mal era simplesmente estar ali.
Rasantes e furiosas buzinadelas e aceleradelas…
Havia mesmo necessidade?

16.06.17

Armado em ciclista? Toma!


Rui Pereira

A constatar as potencialidades da bicicleta nova, ia a rolar com alguma rapidez na minha segunda saída com ela. Sigo muito próximo do centro da minha faixa, pois a sua zona mais à direita apresenta-se cheia de irregularidades e suja, acabando limitada por muros de pedra.
De repente, recebo uma reclamadora buzinadela que surge de um automóvel velho que me ultrapassa. Audível era também o som do seu escape e a velocidade da manobra algo elevada. Mas o pior estava para vir…
O passageiro aproveita o facto de ter o vidro aberto até lá baixo, estica o braço para fora e eleva o dedo do meio da mão direita, logo seguido do já meu conhecido gesto do chega-te para lá!
A estrada em causa tinha pouco trânsito e nada constrangia uma normal manobra de ultrapassagem, tal como aconteceu. Mas o condutor e o passageiro daquela sonora viatura fizeram questão de deixar bem patente a sua indiscutível superioridade na estrada e legítima indignação, porque um gajo de bicicleta (de bicicleta, veja-se!), no mínimo parvo, mesmo não incomodando ninguém e dentro da legalidade, ousa aproximar-se do centro de uma faixa de rodagem, por forma a garantir a sua segurança!