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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

04.12.19

Preguiça, paradoxos e motivação


Rui Pereira

Ando preguiçoso. Tenho pelo menos uma bicicleta a precisar de atenção e nunca mais chega ao dia. Não são cuidados especiais, mas apenas limpeza e lubrificação básicas, que têm sido continuamente adiadas. Já lá vão semanas…
Não gosto de andar com uma bicicleta que não esteja minimamente em condições. O mesmo acontece com o carro ou a mota. Tenho um certo gosto em fazê-lo como deve ser. Até porque quando não acontece a tendência é para ir abandalhando cada vez mais. Não é para mim. Mas é o que tenho feito…
Desculpo-me com, “são muitas bicicletas!”, mas ando sempre a pensar em ter mais uma… Paradoxos da vida!
Ando preguiçoso. Ou tenho andado pouco inspirado, ou com falta de temas para abordar. Este blogue merecia mais atenção. Às vezes, dou por mim com pensamentos negativos a seu respeito. E decido afastar-me. Não por muito tempo, porque…
Vocês, que me acompanham nesta jornada virtual, não me facilitam a vida!
Seja com uma reação, um comentário, uma ligação, uma dedicatória, uma nomeação, um destaque, que me faz rever a minha postura e inverter a minha decisão.
Se tivesse quem me motivasse desta maneira para a limpeza e manutenção da(s) bicicleta(s), já a(s) tinha em condições há muito tempo!

01.03.17

Bicicletas no seu melhor


Rui Pereira

Então ontem foi dia de pedalar, mas também lavar, limpar e lubrificar. Sim, porque existe uma diferença entre só andar de bicicleta e gostar delas. Gostar é mais do que simplesmente andar de bicicleta. E eu gosto de andar ali a mimá-las. Curiosamente não gosto especialmente desta expressão, muito fofinha, não é?
Bom, até podem mostrar marcas e o desgaste natural do uso ou de algum momento menos bafejado pela sorte, mas gosto de andar com uma bicicleta bem aparentada, minimamente limpa e lubrificada. Ter só por ter não me diz muito, outra conversa muito diferente é fazer por tê-las no seu melhor.


Lagariça
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
A besuga tava toda cagada de lamêre. É o que faz andá à douda por aí a fora!
Que lagariça naquele quintar. Pió ainda quande o espiche da manguêra saí, parecia uma árredouça, crêde!
Fiquê tode lavade e a besuga também. O reste há de secá...
Bêjes e abraces.


A estremecê de limpe!
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Um dia desses fou dia de vazá o telhêre!
Tudo pra foura, pa limpá e inderêtá aquile tude.
Ficou bim requim!
Ma nã querim crê, que no dia a segui,  o chã debâxe da besuga já tava tode pingade de óleo?!
Aquela às vezes tamam nã tem consciência nenhuma e um home teve um trabaie desgraçade...
Même de veras! Tude a estremecê de limpe e ela prega-me essa!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

28.02.17

Carnaval a pedais


Rui Pereira

Não gosto do Carnaval, mas dá-me jeito a tolerância que é normal ter nesse dia. Aproveitei para fazer o mesmo de sempre, pedalar. Variei na bicicleta. Levei a BTwin Triban 500 à Gorreana, para um teste mais prolongado. Bastou montar os pedais de encaixe e subir o selim, e lá fomos. Tudo o que já disse sobre ela confirma-se. Não é fácil ter tanto por tão pouco!

triban_gorreana.jpg

 

Duas horas depois ainda estava com as mãos nela, e não só. Desta feita, sem luvas e com as mãos inevitavelmente mais sujas. Não, não houve nenhuma avaria, apenas limpeza e manutenção que tenho vindo a descurar ultimamente em algumas das bicicletas cá de casa. Às vezes falta-me aquela vontade, mas depois de começar fico sem dar pelo tempo passar. É algo que me agrada e satisfaz.

allez_garagem.jpg

 

É o meu Carnaval…