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Bike Azores

A experimentar o verdadeiro sentido da palavra liberdade!

30.05.22

Em "Outra De Coisa Nenhuma"


Rui Pereira

E dos pretextos para escrever, hoje tenho um bom.
A autora do blogue Outra de Coisa Nenhuma, que em tempos pedia que não lhe dessem ouvidos, escreveu sobre algo que é muito especial para mim – Música!
Sinal de que não levo muito a sério os nomes dos seus blogues.
Ao contrário dela, a música é o meu maior refúgio. Acho que sempre foi. O meu principal recurso para o bem e para o mal. No bem e no mal.
Se não me emociono assim tantas vezes, arrepio-me regularmente a ouvi-la e é uma sensação muito boa. Normalmente associada a músicas que me trazem boas recordações, só por si, não tendo de estar necessariamente associadas a momentos ou circunstâncias especiais.
Não tenho devoções absolutas, nem de estilos nem de bandas, mas sou um apreciador confesso de Metal, embora todos os estilos sejam de considerar, nem que se resumam apenas a uma música.
Também gosto dos Depeche Mode, embora os ouça pouco. Curioso: Ouço mais os seus temas como “covers” de bandas Metal do que os próprios a tocar.
E também não danço em público. Digo que não gosto de dançar. Mas é mentira. Embora seja verdade que não saiba fazê-lo...

 

27.05.22

[Kiss] “While Your Lips Are Still Red”

Nightwish


Rui Pereira

Estou sem posição. Incomodado. Mazelas, maleitas…
São da idade. E das asneiras.
A idade não perdoa - dizem.

Uma bicicleta vermelha... Vermelho-vivo!
A idade também passa por ela e também tem mazelas.
Mas são diferentes. Recuperáveis.

As minhas são como os beijos que ficaram por dar...



19.05.22

Acasos


Rui Pereira

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Acredito nos acasos. Em vidas que se cruzam. Em estar no lugar certo, à hora certa. Mesmo aqueles tão improváveis, mais raros, acontecem. Às vezes acontecem e achamos que não, porque não estávamos atentos, não permitimos que se concretizassem. Gosto de acasos. De estar sentado numa estação à espera, de pernas esticadas, uma sobre a outra e, de auscultadores nos ouvidos a selecionar a próxima canção, levantar a cabeça… Não! Gosto da surpresa do acaso. Do nervoso miudinho, do acelerar do ritmo cardíaco. Mesmos dos acasos que não chegam a sê-los, porque um dos intervenientes estava distraído... Eu vi. Foi o meu acaso de qualquer maneira e gostei dele. Passou. Foi um acaso sem consequências. Volto a esticar as pernas e coloco uma sobre a outra. Baixo a cabeça e escolho a canção…

 

 

19.05.22

Tanto e tão pouco em comum…

Música


Rui Pereira

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O preconceito existe sempre…

Metal não está propriamente na moda, mas também não é de modas que se trata. Estou a falar de música. De música mais extrema. De um género que engloba uma enormidade de subgéneros que, com base na ignorância e no preconceito, são tidos como um só e, invariavelmente, adjetivados de “barulho”.
Ninguém é obrigado a gostar, eu próprio eclético, também não gosto de tudo o que ouço. Mas gosto mesmo de muita coisa e encaro tudo com a devida naturalidade.

Lana Del Rey
Ainda não tinha “explodido” como artista e já lhe reconhecia mérito. A melancolia e o encanto do seu som, muito apontado como cinematográfico e, a remeter-nos para outra época, imagem e estética incríveis. A atitude. A beleza. A carga dramática. A melodia com a dose certa de romantismo, fatalidade e decadência. Cativante. As letras. A sua voz. As palavras embaladas, carregadas, às vezes, arrastadas.

Lana Del Rey e Metal podem ter tanto e tão pouco em comum…


"Dark Paradise" não será o tema mais conhecido da sua discografia, mas é sem dúvida um dos melhores!


*Provavelmente a publicação mais desconcertante que se poderá encontrar por aqui.

10.05.22

Trilho sombrio


Rui Pereira

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Sigo de cabeça baixa sem destino. Sinto o peso da inclinação nas pernas. Pesado é também o pensamento. Nem sempre a pedalada desanuvia logo o nublado que existe aqui em cima e, ao invés, torna-o ainda mais carregado. Por vezes é preciso ir até ao fundo para começar a subir.
Para começar de novo.
As pedaladas são catárticas. Onde se desbravam os piores cenários. Através das quais saímos da sombra, nos livramos da bruma.
Da escuridão para o esclarecimento.
Levanto a cabeça e é como se a neblina tivesse ficado para trás. Olho o céu e as árvores. A atenção divide-se agora entre o desafio a que submeto o corpo e a natureza que me rodeia.
Tanto verde. Ergo o corpo e carrego os pedais com mais afinco. Doem-me as pernas…
Olho novamente o céu. Suspiro.

 

04.05.22

De comboio


Rui Pereira

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Podia muito bem fazer várias metáforas entre a minha vida e um comboio…

Tenho um certo fascínio por comboios. E nem sei bem porquê?
Talvez porque não os temos. Porque gostava de brincar com eles quando era pequeno...
Marcam a paisagem. Eles e as suas linhas.
São bonitos, característicos e tão úteis…
Motivam o pensamento e a contemplação!
São românticos. Dignos de cena de filme.

Existem vários comboios e alguns não são bem assim, mas os que circulam no meu imaginário são.

 

11.02.22

"On The Dark Waters"

Amorphis


Rui Pereira

Perante a descrição de um qualquer cenário idílico, a minha tendência é para musicar o mesmo. Não no verdadeiro sentido da palavra, o que implicaria a composição de um trecho musical, mas na criação imaginária de uma banda sonora tendo por base uma música poderosa que conheça. Da mesma maneira, a ouvir uma destas músicas, a minha tendência é para imaginar cenários como forma de ilustração.


Conheci os Amorphis com o álbum Tuonela (1999). Este coletivo da Finlândia tem um som que tem tanto de poderoso como de melódico. Progressive/Folk/Death Metal. Vozes limpas e guturais. Instrumental consistente. Forte presença de guitarras.
O mais recente single da banda, "On The Dark Waters" é uma canção fabulosa. Carregada de ambiências, ritmo e melodia. Na dose certa. E com o peso certo!

Na busca imaginativa de um cenário que faz dela banda sonora, invariavelmente estou presente, mas as imagens da minha Terra e as minhas bicicletas têm sempre presença obrigatória.

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