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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

29.05.20

O tão badalado regresso à normalidade!


Rui Pereira

Implica:

- Montar e pedalar as minhas bicicletas na rua.
- Pedalar para ir ao mar.
- Ter pedalada para retomar em pleno o exercício físico.
- Ganhar pedalada para ler e escrever.
- Encher os pneus ao blogue e pôr-lhe a andar.

A minha suposta disciplina, baseada em hábitos e rotinas, esvaziou-se com a quebra destas...

Uma boa melodia, mesmo que pesada e obscura, para mim, é sempre inspiradora!

22.04.20

Ferrugem!


Rui Pereira

orbita_ferrugem.jpg

Esta bicicleta está ferrugenta,
Desabilitada,
Bolorenta,
Desalinhada,
Inoperacional,
Desadequada,
Incapaz.

É suposto as engrenagens estarem lubrificadas.
É suposto rolar sem atrito,
Com o mínimo de fluidez,
Com alegria!

Ela arrasta-se penosamente.
Rola desengonçada.
Sem rumo,
Nem nexo…
Com estrilho.

Fez parte dos meus sonhos.
Agora não!
Não é um pesadelo, mas revela-se um sonho frágil.

Se calhar, é melhor deixar-lhe...

20.04.20

45 metros quadrados...


Rui Pereira

Não tenho tido vontade de escrever. Não tenho tido motivos para escrever. E com isso, nem vontade para vir aqui tenho tido.
A justificação típica da falta de tempo não se aplica. Nestes tempos que correm, tempo é coisa que não me falta.
Falta-me é vontade. A força necessária para dar a volta.
Eu que até sou um privilegiado. Que apenas me vi privado de liberdade, de fazer várias coisas essenciais ao meu equilíbrio.
Há quem esteja pior, muito pior…
No meio da inércia, os pensamentos advindos dos momentos de lucidez nem sempre são fáceis de por em prática.
Refugio-me atrás de ecrãs. Da televisão, do telemóvel, do computador…
Por momentos está tudo bem. Tudo dentro da normalidade. Não está!
Refugio-me numa das minhas bicicletas de carreto fixo. Nunca estivemos tão próximos… Pego nelas à vez, monto-lhes e ando às voltas sem parar…
Em 45 metros quadrados úteis, no quintal!

19.02.20

“Dead Inside”


Rui Pereira

A cada novo tema apresentado uma agradável surpresa. Os açorianos Morbid Death estão imparáveis!
Peso, qualidade e inovação. Regularidade, rigor e equilíbrio, no lançamento dos temas.
Claro que sou um fã assumido e convicto desta banda de Metal (suspeito?), mas a idade é outra, tal como nível de exigência, e prefiro partir sempre com baixas expetativas.
Mesmo se as tivesse altas não teria ficado dececionado. Nem sequer apenas agradado.
- Ah, não é mau, mas o primeiro era melhor!
Não!
Pelo contrário. Já vamos no terceiro single e tenho sido constantemente surpreendido…
Quase que diria cada um é melhor do que o anterior!


"I feel Dead Inside
My scars want to hide
With shame, anger and despair
How would I survive?"


O Metal Açoriano está vivo!
O Metal Açoriano é poderoso!

Dos Açores para o Mundo com Morbid Death! \m/