Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Tudo por causa de uma câmara-de-ar!

Há quem não seja muito prevenido e ache que os furos só acontecem aos outros, portanto, ter na sua posse material necessário para fazer face a esta situação não é uma preocupação (às vezes faço parte deste grupo). E há quem não seja prevenido porque mesmo que tivesse o respetivo material não saberia como proceder.
Na generalidade, estamos a falar apenas de câmara-de-ar (adequada), desmonta-pneus, botija de CO2 e adaptador ou bomba de enchimento.
Há quem pare a bicicleta simplesmente porque tem um pneu furado! E isso faz-me uma certa impressão, já que é algo bastante simples de solucionar. Mas lá está, quem nunca assistiu ou procedeu a esta operação não tem esta opinião.
Ainda um dia destes soube de alguém que teve a bicicleta encostada por várias semanas porque tinha o pneu da frente furado!
Para além do passeio estragado e da longa abstinência forçada, soma-se ainda o transtorno de transportar a bicicleta no automóvel e a espera entre levar e trazer da oficina… tudo por causa de uma simples câmara-de-ar!
Quando já me estava a disponibilizar para oferta e troca da câmara...
Ops! Só tenho câmaras para rodas 26, não 27,5…

Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Fiquê a pé cum pnê fúrade!
Passou um rapazim de bcecléte e perguntê a ele:
- Ouh brassad, tens aí uma cambrandal?
O atlêmad nim olhou pra mim e dê-lhe sempre prá lá!
Naiam!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Pedaladas? Em dia. Manutenção? Não!

As últimas semanas, depois de mais um domingo que em optei por me resguardar, têm servido para meter as pedaladas em dia. Sozinho, mas também em duo, o que não deixa de ser uma novidade na minha habitual rotina.
Infelizmente as coisas nem sempre correm de acordo com as nossas expetativas neste último formato, mesmo não sendo estas especialmente elevadas, mas há que aceitar isso…
Por outro lado, não deixa de ser positivo rolar mais do que é normal, o que se traduz num melhor aproveitamento do tempo de lazer e demais benefícios que daí advêm.
A companheira eleita tem sido a minha bicicleta de estrada mais moderna (Specialized Roubaix), que é das poucas que não tem reclamado atenção ao nível da manutenção ultimamente... – “É o que faz teres muitas bicicletas!” – diz o meu colega. E com razão!

Bicicletas e expetativas!

Nos últimos tempos a relação com as minhas bicicletas tem sido um pouco atribulada. Isso porque três delas resolveram presentear-me com avarias chatas de forma consecutiva. Curiosamente, as mais chatas e dispendiosas aconteceram nas minhas melhores bicicletas, pelo menos em teoria, já que estou a falar das mais bem equipadas no que aos materiais e equipamentos diz respeito. As mais caras, portanto.
Na prática não posso considerar estas as minhas melhores bicicletas, porque todas elas são muito diferentes entre si e por isso mesmo incomparáveis. O facto é que gosto de todas, da mais humilde e barata, à mais cara e sofisticada (se é que se pode considerar sofisticada alguma das minhas bicicletas), sem ordem de preferência, já que um dos critérios que privilegio é a funcionalidade e aquela que mais me é útil é exatamente a mais básica.
Todas elas têm o seu fim, tal como virtudes e defeitos. E as avarias também fazem parte da equação, quer se goste, quer não. São máquinas simples, mas são máquinas. O resto é uma questão de expetativas.
Ainda ontem falávamos no ranger (barulho irritante) do selim da minha Roubaix. E fui questionado em jeito de brincadeira: “O selim desta também faz barulho?” (estava com a minha ferramenta do dia-a-dia, a Órbita Classic), ao que respondi: “esta não faz barulhos, nem chateia!” Na verdade, ela não está a fazer nenhum barulho em especial, mas também não está isenta de falhas e problemas (só por acaso, o selim já nem é o de origem por ter apresentado um desgaste prematuro da sua forra)! O facto, é que os seus problemas não merecem a mesma importância, nem me chateiam tanto como acontece por exemplo com a Roubaix, e neste caso específico, com o ranger do seu selim. Também como poderia, já que só este elemento custava quase metade do que me custou a Órbita na totalidade!
Considerando tecnologias, sofisticações e custos tão díspares, é óbvio que o que se espera de cada uma delas e dos seus elementos seja também diferente, tal como as reações perante os factos, mesmo consciente de que os infalíveis não existem.
O que interessa é que, com mais ou menos custo (de preferência com menos), tudo se resolva e as nossas bicicletas fiquem aptas (não confundir com perfeitas) para desempenhar a sua função.

Pneu furado!

Hoje em dia tenho pneus e câmaras-de-ar sobresselentes em casa (nem sempre os que preciso, mas ok!) e é algo que monto e desmonto com alguma ligeireza e facilidade. Às vezes saem algumas asneiras, sendo que, não posicionar a corrente no carreto/prato mais pequenos (que dificulta sobremaneira a instalação da roda traseira) e montar o pneu no sentido inverso ao do rolamento, são as mais frequentes. Para além da falta de prática (não mudo assim tantas vezes de pneus), isso da bicicleta de rodas para o ar às vezes faz confusão! Mas também já aconteceu dar uma cavadela (fatal) na câmara-de-ar com o “desmonta” ou voltar a montar o pneu sem verificar se o objeto perfurante/cortante ainda lá estava… E estava!
Não deixam de ser situações pontuais, já que por norma as coisas até correm bem. Mas isso faz-me recuar uns anos atrás e lembrar-me do tempo em que era miúdo, quando um pneu furado era sinónimo de bicicleta encostada! Era uma realidade que associava o conhecimento empírico (limitado), as experiências (algumas desastrosas, mas que levavam a este conhecimento), as ferramentas desadequadas e de má qualidade, a dificuldade de acesso a peças sobresselentes e um pai que não estava para aí virado. Fazia-se o que se podia e o que se podia era pouco, mas o importante era manter a bicicleta a rolar o mais possível, mesmo que isso implicasse andar com ela cada vez mais escafiada!
Pior é pensar que ainda hoje isso acontece com algumas pessoas (adultas!), mesmo com tanta facilidade, acesso a serviços e informação disponível. Claro que nem todos gostam de bricolage e manutenção ou de andar a sujar as mãos de graxa na bicicleta, nem têm de ter jeito para o efeito, mas não faltam locais e gente experiente disponível para fazê-lo por nós, logo que estejamos dispostos a pagar por isso, e até há quem venha recolher a bicicleta avariada, evitando assim transtornos com a deslocação da mesma.
Voltando aos tempos de miúdo, outros havia, que para além de terem quem lhes mantivesse a bicicleta num brinco, ainda reciclavam as peças estragadas entretanto substituídas. No caso dos pneus, por exemplo, podiam dar uma brincadeira que consistia em conduzi-los. Uma variante do jogo do pneu com pneu de bicicleta. Um pneu usado, mais um pau ou dois, igual a algumas horas de entretenimento.
Hoje em dia, e bem, os pneus usados são reciclados e destinados a diversos fins que não este. Enquanto funcionais são-lhes exigido um nível de eficácia também diferente, até porque o seu rendimento e custo são outros, tal como os cuidados dos seus utilizadores. Ou pelo menos de alguns…

pneus.jpg

 

Jogue do pnerim
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Eh pá, bele jogue.
Consolava jogá ao pnerim.
Pegavas num pnerim de bcecléte, num pázim e vira...
Era dáie semp pra lá!
Péra aí, ê acho que nunca joguê ao jogue do pnerim?!
Nã interessa, ma consolava na mêma.
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Bicicletas no seu melhor

Então ontem foi dia de pedalar, mas também lavar, limpar e lubrificar. Sim, porque existe uma diferença entre só andar de bicicleta e gostar delas. Gostar é mais do que simplesmente andar de bicicleta. E eu gosto de andar ali a mimá-las. Curiosamente não gosto especialmente desta expressão, muito fofinha, não é?
Bom, até podem mostrar marcas e o desgaste natural do uso ou de algum momento menos bafejado pela sorte, mas gosto de andar com uma bicicleta bem aparentada, minimamente limpa e lubrificada. Ter só por ter não me diz muito, outra conversa muito diferente é fazer por tê-las no seu melhor.


Lagariça
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
A besuga tava toda cagada de lamêre. É o que faz andá à douda por aí a fora!
Que lagariça naquele quintar. Pió ainda quande o espiche da manguêra saí, parecia uma árredouça, crêde!
Fiquê tode lavade e a besuga também. O reste há de secá...
Bêjes e abraces.


A estremecê de limpe!
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Um dia desses fou dia de vazá o telhêre!
Tudo pra foura, pa limpá e inderêtá aquile tude.
Ficou bim requim!
Ma nã querim crê, que no dia a segui,  o chã debâxe da besuga já tava tode pingade de óleo?!
Aquela às vezes tamam nã tem consciência nenhuma e um home teve um trabaie desgraçade...
Même de veras! Tude a estremecê de limpe e ela prega-me essa!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Carnaval a pedais

Não gosto do Carnaval, mas dá-me jeito a tolerância que é normal ter nesse dia. Aproveitei para fazer o mesmo de sempre, pedalar. Variei na bicicleta. Levei a BTwin Triban 500 à Gorreana, para um teste mais prolongado. Bastou montar os pedais de encaixe e subir o selim, e lá fomos. Tudo o que já disse sobre ela confirma-se. Não é fácil ter tanto por tão pouco!

triban_gorreana.jpg

 

Duas horas depois ainda estava com as mãos nela, e não só. Desta feita, sem luvas e com as mãos inevitavelmente mais sujas. Não, não houve nenhuma avaria, apenas limpeza e manutenção que tenho vindo a descurar ultimamente em algumas das bicicletas cá de casa. Às vezes falta-me aquela vontade, mas depois de começar fico sem dar pelo tempo passar. É algo que me agrada e satisfaz.

allez_garagem.jpg

 

É o meu Carnaval…

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2006
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D