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Bike Azores

A experimentar o verdadeiro sentido da palavra liberdade!

12.09.22

Regressos a casa!


Rui Pereira

Dar um salto.
Um salto por cima da fase de apatia, da ausência de escrita.
Dá para saltar para trás?
Para a altura em que escrever não era um problema?
Se calhar, para trás, não é boa ideia!

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E estou aqui, porque…

- Sim, eu conheço esta bicicleta. Nas minhas pesquisas encontrei um blogue de cá… Bike qualquer coisa.
- Bike Azores? - perguntei.
- Acho que é isso.
- Este blogue é meu!

Não sei se devia ter ficado animado com isso, mas a verdade é que fiquei. Afinal alguém o vê, ainda serve para alguma coisa.
A bicicleta em causa era a GT La Bomba, a minha bicicleta mais utilizada do momento. O local, a mesma pista de sempre.

E por falar em regressos, revisitei o álbum “Night Songs” (1986) dos Cinderella. Um dos grandes responsáveis pela definição do meu gosto musical até hoje.

E por falar em regressos, estou de regresso a casa!



27.05.22

[Kiss] “While Your Lips Are Still Red”

Nightwish


Rui Pereira

Estou sem posição. Incomodado. Mazelas, maleitas…
São da idade. E das asneiras.
A idade não perdoa - dizem.

Uma bicicleta vermelha... Vermelho-vivo!
A idade também passa por ela e também tem mazelas.
Mas são diferentes. Recuperáveis.

As minhas são como os beijos que ficaram por dar...



19.05.22

Tanto e tão pouco em comum…

Música


Rui Pereira

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O preconceito existe sempre…

Metal não está propriamente na moda, mas também não é de modas que se trata. Estou a falar de música. De música mais extrema. De um género que engloba uma enormidade de subgéneros que, com base na ignorância e no preconceito, são tidos como um só e, invariavelmente, adjetivados de “barulho”.
Ninguém é obrigado a gostar, eu próprio eclético, também não gosto de tudo o que ouço. Mas gosto mesmo de muita coisa e encaro tudo com a devida naturalidade.

Lana Del Rey
Ainda não tinha “explodido” como artista e já lhe reconhecia mérito. A melancolia e o encanto do seu som, muito apontado como cinematográfico e, a remeter-nos para outra época, imagem e estética incríveis. A atitude. A beleza. A carga dramática. A melodia com a dose certa de romantismo, fatalidade e decadência. Cativante. As letras. A sua voz. As palavras embaladas, carregadas, às vezes, arrastadas.

Lana Del Rey e Metal podem ter tanto e tão pouco em comum…


"Dark Paradise" não será o tema mais conhecido da sua discografia, mas é sem dúvida um dos melhores!


*Provavelmente a publicação mais desconcertante que se poderá encontrar por aqui.

10.05.22

Trilho sombrio


Rui Pereira

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Sigo de cabeça baixa sem destino. Sinto o peso da inclinação nas pernas. Pesado é também o pensamento. Nem sempre a pedalada desanuvia logo o nublado que existe aqui em cima e, ao invés, torna-o ainda mais carregado. Por vezes é preciso ir até ao fundo para começar a subir.
Para começar de novo.
As pedaladas são catárticas. Onde se desbravam os piores cenários. Através das quais saímos da sombra, nos livramos da bruma.
Da escuridão para o esclarecimento.
Levanto a cabeça e é como se a neblina tivesse ficado para trás. Olho o céu e as árvores. A atenção divide-se agora entre o desafio a que submeto o corpo e a natureza que me rodeia.
Tanto verde. Ergo o corpo e carrego os pedais com mais afinco. Doem-me as pernas…
Olho novamente o céu. Suspiro.

 

11.02.22

"On The Dark Waters"

Amorphis


Rui Pereira

Perante a descrição de um qualquer cenário idílico, a minha tendência é para musicar o mesmo. Não no verdadeiro sentido da palavra, o que implicaria a composição de um trecho musical, mas na criação imaginária de uma banda sonora tendo por base uma música poderosa que conheça. Da mesma maneira, a ouvir uma destas músicas, a minha tendência é para imaginar cenários como forma de ilustração.


Conheci os Amorphis com o álbum Tuonela (1999). Este coletivo da Finlândia tem um som que tem tanto de poderoso como de melódico. Progressive/Folk/Death Metal. Vozes limpas e guturais. Instrumental consistente. Forte presença de guitarras.
O mais recente single da banda, "On The Dark Waters" é uma canção fabulosa. Carregada de ambiências, ritmo e melodia. Na dose certa. E com o peso certo!

Na busca imaginativa de um cenário que faz dela banda sonora, invariavelmente estou presente, mas as imagens da minha Terra e as minhas bicicletas têm sempre presença obrigatória.

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