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Bike Azores

A experimentar o verdadeiro sentido da palavra liberdade!

19.05.22

Tanto e tão pouco em comum…

Música


Rui Pereira

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O preconceito existe sempre…

O género musical Metal não está propriamente na moda, mas também não é de modas que se trata. Estou a falar de música. De música mais extrema. De um género que engloba uma enormidade de subgéneros que, com base na ignorância e no preconceito, são tidos como um só e, invariavelmente, adjetivados de “barulho”.
Ninguém é obrigado a gostar, eu próprio eclético, também não gosto de tudo o que ouço. Mas gosto mesmo de muita coisa e encaro tudo com a devida naturalidade.

Lana Del Rey
Ainda não tinha “explodido” como artista e já lhe reconhecia mérito. A melancolia e o encanto do seu som, muito apontado como cinematográfico e, a remeter-nos para outra época, imagem e estética incríveis. A atitude. A beleza. A melodia com a dose certa de romantismo, fatalidade e decadência. Cativante. As letras. A sua voz. As palavras embaladas, carregadas, às vezes, arrastadas.

Lana Del Rey e Metal podem ter tanto e tão pouco em comum…


"Dark Paradise" não será o tema mais conhecido da sua discografia, mas é sem dúvida um dos melhores!


*Provavelmente a publicação mais desconcertante que se poderá encontrar por aqui.

10.05.22

Trilho sombrio


Rui Pereira

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Sigo de cabeça baixa sem destino. Sinto o peso da inclinação nas pernas. Pesado é também o pensamento. Nem sempre a pedalada desanuvia logo o nublado que existe aqui em cima e, ao invés, torna-o ainda mais carregado. Por vezes é preciso ir até ao fundo para começar a subir.
Para começar de novo.
As pedaladas são catárticas. Onde se desbravam os piores cenários. Através das quais saímos da sombra, nos livramos da bruma.
Da escuridão para o esclarecimento.
Levanto a cabeça e é como se a neblina tivesse ficado para trás. Olho o céu e as árvores. A atenção divide-se agora entre o desafio a que submeto o corpo e a natureza que me rodeia.
Tanto verde. Ergo o corpo e carrego os pedais com mais afinco. Doem-me as pernas…
Olho novamente o céu. Suspiro.

 

11.02.22

"On The Dark Waters"

Amorphis


Rui Pereira

Perante a descrição de um qualquer cenário idílico, a minha tendência é para musicar o mesmo. Não no verdadeiro sentido da palavra, o que implicaria a composição de um trecho musical, mas na criação imaginária de uma banda sonora tendo por base uma música poderosa que conheça. Da mesma maneira, a ouvir uma destas músicas, a minha tendência é para imaginar cenários como forma de ilustração.


Conheci os Amorphis com o álbum Tuonela (1999). Este coletivo da Finlândia tem um som que tem tanto de poderoso como de melódico. Progressive/Folk/Death Metal. Vozes limpas e guturais. Instrumental consistente. Forte presença de guitarras.
O mais recente single da banda, "On The Dark Waters" é uma canção fabulosa. Carregada de ambiências, ritmo e melodia. Na dose certa. E com o peso certo!

Na busca imaginativa de um cenário que faz dela banda sonora, invariavelmente estou presente, mas as imagens da minha Terra e as minhas bicicletas têm sempre presença obrigatória.

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07.09.21

“Storm”


Rui Pereira

Esta melodia…
Tem qualquer coisa...
Conheço? Soa-me familiar. Não sei...
É linda!

Repetir. Incrível. Repetir. Wow!!!

Toda a componente rítmica, acompanhada por uma grande voz. À altura!
De uma beleza e atmosfera únicas!
As guitarras! Que melodia!

Ocasionalmente faço uma descoberta destas e rendo-me.

Ah no meu tempo é que era!
Nada mais errado.

Ainda se fazem grandes temas. Grandes músicas!
E dou por mim a sonhar!
Esta “Storm” é simplesmente fenomenal. Bela e incrivelmente melódica.
E vou ouvir-lhe até não poder mais…
Como sempre!

* Soube depois que este tema faz parte do projeto a solo do reconhecido guitarrista e compositor dos finlandeses “Amorphis” - Esa Holopainen. Os Amorphis são apenas uma das minhas bandas favoritas. Não admira!

29.05.20

O tão badalado regresso à normalidade!


Rui Pereira

Implica:

- Montar e pedalar as minhas bicicletas na rua.
- Pedalar para ir ao mar.
- Ter pedalada para retomar em pleno o exercício físico.
- Ganhar pedalada para ler e escrever.
- Encher os pneus ao blogue e pôr-lhe a andar.

A minha suposta disciplina, baseada em hábitos e rotinas, esvaziou-se com a quebra destas...

Uma boa melodia, mesmo que pesada e obscura, para mim, é sempre inspiradora!

19.02.20

“Dead Inside”


Rui Pereira

A cada novo tema apresentado uma agradável surpresa. Os açorianos Morbid Death estão imparáveis!
Peso, qualidade e inovação. Regularidade, rigor e equilíbrio, no lançamento dos temas.
Claro que sou um fã assumido e convicto desta banda de Metal (suspeito?), mas a idade é outra, tal como nível de exigência, e prefiro partir sempre com baixas expetativas.
Mesmo se as tivesse altas não teria ficado dececionado. Nem sequer apenas agradado.
- Ah, não é mau, mas o primeiro era melhor!
Não!
Pelo contrário. Já vamos no terceiro single e tenho sido constantemente surpreendido…
Quase que diria cada um é melhor do que o anterior!


"I feel Dead Inside
My scars want to hide
With shame, anger and despair
How would I survive?"


O Metal Açoriano está vivo!
O Metal Açoriano é poderoso!

Dos Açores para o Mundo com Morbid Death! \m/