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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

19.02.20

“Dead Inside”


Rui Pereira

A cada novo tema apresentado uma agradável surpresa. Os açorianos Morbid Death estão imparáveis!
Peso, qualidade e inovação. Regularidade, rigor e equilíbrio, no lançamento dos temas.
Claro que sou um fã assumido e convicto desta banda de Metal (suspeito?), mas a idade é outra, tal como nível de exigência, e prefiro partir sempre com baixas expetativas.
Mesmo se as tivesse altas não teria ficado dececionado. Nem sequer apenas agradado.
- Ah, não é mau, mas o primeiro era melhor!
Não!
Pelo contrário. Já vamos no terceiro single e tenho sido constantemente surpreendido…
Quase que diria cada um é melhor do que o anterior!


"I feel Dead Inside
My scars want to hide
With shame, anger and despair
How would I survive?"


O Metal Açoriano está vivo!
O Metal Açoriano é poderoso!

Dos Açores para o Mundo com Morbid Death! \m/

04.02.20

Bola, música e pancadaria!


Rui Pereira

O último fim de semana foi atípico. Desde logo não andei de bicicleta. E andei cinzento, cabisbaixo e pensativo. Com dúvidas, indefinições e desilusões. Com o tempo ventoso e chuvoso a condizer. E como se não bastasse, constipado.
Mas nem tudo foi mau. Longe das rodas e dos pedais, perto do sofá e da televisão. Aproveitei para ver o filme que queria – RAMBO: A Última Batalha – lá está, um "filme de gajo"!

Numa breve passagem pelo Youtube, dois novos e surpreendentes temas/vídeos. Completamente diferentes e de áreas opostas, mas igualmente bons e com o mesmo carimbo de origem: Açores!

Balada Brassado – "Eu Aboio Tudo"

Morbid Death – "Away"

Também gostei dos resultados desportivos. No meio da chuva, lá fomos, eu e o rapaz, ver a equipa dele (não convocado para o jogo) ganhar. E no decurso, saber que o clube [azul e branco] do seu coração não deixou margem para dúvidas.
Fim de semana sem bicicletas, mas com bola, música e pancadaria!

21.01.20

Morbid Death!

“The Perfect Lie”


Rui Pereira

São muitos anos de Metal. São muitos anos de Morbid Death.
Falar em Metal Açoriano é falar em Morbid Death. São eles os embaixadores do Metal nos Açores. O seu baluarte. O seu último reduto!
São quase trinta anos de gosto, persistência, esforço, altos e baixos, alegrias e desilusões. De diferentes formações. São quase trinta anos de música pesada!
Mas eles estão aí. Voltaram em força. Melhores do que nunca?!
O seu único membro fundador e imagem de marca da banda, Ricardo Santos [voz e baixo], continua a erguer a bandeira dos Morbid Death com orgulho, e tem motivos para isso. Em parte, deve-o a si próprio, tal a forma obstinada com que sempre se entregou a esta causa!
Sempre achei que este dia iria chegar - Luís H. Bettencourt [guitarra], o “homem-música”, incansável e dedicado a tudo o que diga respeito à mesma, independentemente da sua natureza. Com uma postura orgulhosa muito própria, mas com muito trabalhinho de casa feito, não hajam dúvidas! Faz tudo, toca tudo, canta. Acredito que muito dos novos Morbid Death terá o seu toque!
Não conheço o Rafael Bulhões [bateria], mas parece-me um excelente baterista. Um baterista à altura! Técnica, agressividade, muito pedal duplo (adoro!) que vem conferir outro peso, outra sonoridade e modernidade aos Morbid Death!
Consigo identificar algumas marcas de sempre no seu som, mas reconheço diferenças óbvias. Agressividade vs. melodia, diversidade, experimentalismo, atualidade! E ainda só ouvi a faixa de apresentação – “The Perfect Lie”, do seu novo álbum "Oxygen". Acho que vem aí algo de muito bom a caminho. Acho não, tenho a certeza!
Confesso que estava com expetativa, mas também algumas reservas, do que esperar deste novo trio, e fui completamente surpreendido! Pelo som, mas também pela aposta, confiança, postura renovada, novidade, inovação e pelo contrato com a editora [Art Gates Records].
São muitos anos de Metal. São muitos anos de Morbid Death. E isso não é nenhuma mentira!

13.02.19

Música e Bicicletas


Rui Pereira

Tenho uma familiar próxima que diz que nunca cresci porque continuo a ouvir música pesada (Metal), já que segundo a própria, este é um género musical que se ouve apenas na adolescência… E essa é uma conversa carregada de preconceito que simplesmente ignoro!
Ao nível musical sou muito abrangente. Eclético! Por exemplo, tanto ouço temas do Cancioneiro Açoriano, como outros do mais puro Black Metal norueguês. Tanto ouço temas acabados de apresentar, como outros que foram apresentados ainda era eu uma criança. E faço-o com o mesmo gosto e entusiasmo porque, mais do que ser deste ou daquele género e ser desta ou daquela década, adoro Música!
A música faz parte da minha vida. É a minha melhor companhia na realização de simples tarefas domésticas, num momento de solidão voluntária e relaxamento, a desempenhar qualquer atividade lúdica ou profissional, ou a fazer aquilo que mais gosto.
Não são raras as vezes que saio de bicicleta com uma música na cabeça e que me acompanha em boa parte do percurso. Aliás, ouço-a antes de sair e já vou diferente, com mais vontade.
Gosto de música. Seja leve, média ou pesada, ou dos tipos e géneros todos que existem, que isso dos rótulos não me diz muito. Música é música. Logo que me faça vibrar e sentir emoções. Que me motive. Que me entretenha. Que me faça sentir bem!
Hoje é o Dia Mundial da Rádio. A rádio e a música são indissociáveis. Portanto, ouço bastante rádio. Mas às vezes, algumas rádios, ao sabor das tendências e das modas, tocam demasiadas vezes certas músicas. Esgotam-nas!
Já pratiquei Indoor Cycling. Não fui logo cativado, mas quando aconteceu nunca mais parei. O segredo desta modalidade, que não é segredo nenhum, é exatamente pedalar ao ritmo da música, onde cada faixa representa um desafio, uma aventura. Uma espécie de banda sonora para cada cenário e realidade simulada. Pelo menos era assim que encarava.
Uma palavra final para o Metal. O Metal Açoriano. E quem fala em Metal Açoriano fala em Morbid Death. Houve uma altura que os ouvia mais do que nenhuma outra banda, seguia-os para quase todo o lado onde tocavam. Numa altura em que tocavam bastante. Neste momento o Metal não é assim tão popular como isso, mas eles têm sabido manter-se, reinventando-se e sendo iguais a si mesmos…
Ainda domingo, antes de sair de bicicleta, alimentei o corpo com proteína, gorduras boas e cafeína. E estimulei a mente com uma dose generosa de Morbid Death, e forem eles que me acompanharam em boa parte das pedaladas dadas. Yeaaahhh! \m/

11.02.19

Lado negro...


Rui Pereira

Mais uma vez cedo.
Quebro e não acompanho a pedalada.
Vou-me abaixo.
Não consigo reagir e desespero.
Fico ansioso.
Perco-me.
Arrasto-me sem sentido.
Duvido…

Reajo.
Endureço a postura.
Avanço.
Não olho às consequências.
Não tenho nada a perder.
Recupero os comandos.
Carrego os pedais com mais força do que nunca.
Mas nada será como antes…