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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

06.06.19

«Eh pá, tu também pegas de cabeça com bicicletas!»


Rui Pereira

Não pego necessariamente de cabeça, mas sim, gosto muito e estão muito presentes na minha vida. Por princípio, conveniência, liberdade, exercício físico e prazer.
No entanto, sou o primeiro a afirmar que nem toda a gente tem de andar de bicicleta. De facto, existem muitas vantagens na sua utilização, mas tendo em conta as necessidades e as circunstâncias individuais, isso não tem de ser exatamente assim.
Há quem tenha limitações físicas, quem tenha outras alternativas e preferências relativamente ao exercício físico e ao lazer, quem não tenha necessidade ou possibilidade de utilizar uma nas suas rotinas diárias. E há quem não goste de bicicletas nem de pedalar, e prefira simplesmente andar a pé.
As bicicletas estão na moda. Mas mais do que estar na moda, estão a ser encaradas, e bem, como uma ferramenta muito útil para a mobilidade, para a saúde e para a qualidade de vida das pessoas. De brinquedo para crianças ou de veículo no fundo da hierarquia dos meios de locomoção, para excelente aliada no exercício físico e competente alternativa ao automóvel em meio urbano.
Também se pegar de cabeça com bicicletas, não me faltam motivos para isso!

06.05.19

Bora!


Rui Pereira

- Bora c*****o!
- Bora!
- Bora!

Foi assim que fui brindado ontem no decorrer do meu habitual passeio de bicicleta!
Ia então já a caminho de casa, em carga e a um ritmo muito lento, devido à inclinação da via, quando sinto a aproximação de um automóvel. Normalmente penso – lá vem rasante! Não foi o caso. Lado a lado comigo, os seus dois ocupantes, mas principalmente o passageiro (braço fora da janela e mão a bater na porta), gritam-me, exuberantemente, as referidas palavras!
Não conheço os rapazes, mas agradeço o entusiasmo e a força. Tornaram mais leve e divertida o que faltava da subida!

25.01.19

A banhos!


Rui Pereira

Começo a pedalar de pé. Dou o arranque para mais uma pausa de almoço. Debaixo de mim tenho a companheira do costume.
Contra o vento, pressiono os pedais, como se tentasse esmagá-los, para a impulsionar rápido para a frente. Ela responde como pode, não foi feita para estes stresses. A sua onda é mais sem pressas… Nas calmas…
O vento salgado de sueste fustiga-lhe o metal. A água salgada e fria enregela-me a pele. Faço movimentos rápidos e agasalho-me. Alimento o corpo com uma refeição que não está quente, infelizmente.
Arranco de regresso. Faço um desvio. Sinto uma ligeira dormência na extremidade dos membros inferiores. Ignoro e pedalo vigorosamente. O tempo escasseia e condiciona a ação.
Já me banhei nas águas deste nosso mar. Não tarda “banhar-me-ei” em tradição, em melodia, em música açoriana!

orbita_teatro_micaelense.jpg

03.12.18

Regras para utilizar a bicicleta como meio de transporte!


Rui Pereira

1 – Determinação. E nem é preciso muita, basta não estar sempre a pensar nos inconvenientes e nas desvantagens, porque desta forma, todo e qualquer argumento, mesmo os mais insignificantes, vão servir de desculpa para não começar a pedalar. É começar já!

2 – Bicicleta. Qualquer bicicleta serve, mas claro que as citadinas e utilitárias serão mais adequadas. Acessórios como guarda-lamas e suportes de carga serão muito bem-vindos. Numa fase inicial não se justifica estar a fazer um grande investimento, pois poderá vir a revelar-se desadequado ou desnecessário mais tarde.

3 – Vestuário. Não são necessárias roupas específicas para ciclismo, basta algum critério na seleção das mesmas de acordo com a estação do ano e com as condições atmosféricas. Roupas frescas e respiráveis no verão, e casacos e calçado com caraterísticas impermeáveis no inverno serão sempre uma mais valia.

4 – Percurso. Depois de identificado o trajeto a percorrer é importante verificar as opções de percurso disponíveis para o fazer. Devem ser ponderados fatores como a inclinação e o tipo de piso das vias, entre outras caraterísticas. O trânsito. A existência de vias próprias para bicicletas. Um percurso mais longo, mas com caraterísticas mais amigáveis para a utilização da bicicleta, será sempre melhor opção.

5 – Adaptação. Aqui está uma palavra-chave! A involuntária por parte do nosso corpo, que com certeza vai reagir positivamente ao exercício motivado pela pedalada, ficando natural e progressivamente mais capaz. A voluntária, quando tratamos de toda a logística por forma a simplificar e facilitar a nossa vida sobre a bicicleta.

6 – Bom-senso. Andar no meio do tráfego automóvel com uma bicicleta pode ser algo intimidatório para muita gente. Não acho que seja excecionalmente perigoso, mas não deixa de ter alguns riscos. Não podemos controlar os comportamentos dos outros, mas podemos estar atentos e tentar prevê-los. Quanto aos nossos, calma, cuidado, bom-senso e assertividade!

7 – Motivação. Essencial mantê-la, principalmente no início, quando ainda estamos desconfortáveis com a mudança. Publicitar a nova prática perante amigos, familiares e colegas de trabalho e focar os pontos positivos da mesma, ajuda. Então “recrutar” alguém que partilhe este estilo de vida connosco! A partir do momento em que o novo hábito se estabelece e começamos a sentir todos os benefícios do mesmo, muito dificilmente voltaremos ao nosso anterior hábito correspondente à mobilidade.

 8 – Dificuldades. Vão existir sempre e é preciso estar preparado para as encarar da melhor forma possível. Algumas poderão vir a ser contornadas com o acumular dos quilómetros e da experiência, outras… bem, melhores dias virão!

19.01.17

As bicicletas e a escrita


Rui Pereira

Pronto, domingo passado não fui andar de bicicleta, por um bom motivo é certo, mas certo é também o facto de isso ter-me influenciado negativamente ao nível da regularidade da escrita. Está tudo interligado, não é novidade. Estou farto de saber que quanto menos leio, escrevo e ando de bicicleta, menos escrevo! Bom, na verdade, se a temática abordada não for a bicicleta, se calhar não tem assim tanta influência, mas se é, até posso andar porque se forem voltas pouco relevantes e repetitivas, as palavras podem ficar pelo caminho. Isso revela a importância que as bicicletas têm na minha vida. Ou não fossem sobejamente conhecidas as suas qualidades terapêuticas. Reflexão, ânimo, motivação, boa disposição e inspiração, que vão fazer fluir a prática específica, tal como outras vertentes. A escrita é uma delas!