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Bike Azores

As bicicletas são uma coisa séria que me fizeram regressar à idade da brincadeira e experimentar o verdadeiro sentido da palavra liberdade!

18.09.17

Número ideal de bicicletas


Rui Pereira

Há quem tenha uma e esteja satisfeito (Será? Hum, acho que sim…). Há quem tenha duas, três, seis… e queira sempre mais uma!
Não deixa de ser uma questão pessoal e relativa. E de disponibilidade de espaço, já agora.
Mas qual é o número ideal de bicicletas para se ter?
Dizem, e eu corroboro, que é o número de bicicletas que já temos mais uma!
É certo que não vamos poder andar com elas todas ao mesmo tempo, quando muito, vamos andar com uma ou outra sempre que houver vontade, disponibilidade ou necessidade para isso…
Não tem de haver grandes justificações, mas até há quem tenha. A prática de modalidades diferentes, exigem bicicletas diferentes e a utilização da bicicleta como meio de transporte exige uma bicicleta mais simples, mas específica. Só aqui e considerando por exemplo a prática de BTT, ciclismo estrada mais as deslocações em cidade e já estamos a falar de pelo menos três bicicletas.
Há quem tenha uma, às vezes meia manhosa até, e faça tudo e mais umas botas com a mesma. Ainda no outro dia vi uma publicação que relatava a história de um japonês que, meio entediado com a lentidão do seu modo de viajar (backpacking a pé), comprou uma bicicleta (chaço!) por 10 dólares e fez-se à estrada com ela. Já são mais de vinte mil quilómetros e continua! Outros há, que podendo e querendo, dão-se ao luxo de ter várias, algumas de topo, só porque sim. Por gosto, por vício, colecionismo, pelo que for…
Pronto, para quem quer estar em conformidade já sabe, o número ideal de bicicletas é sempre mais uma para além daquelas que já temos…
Tão conveniente!


bikes_evo.jpg


Besugas nunca sã demás!

Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Fiquê mê imbêçade por outra besuga que conheci...
Ela no iníce tava c'ma meia esquisita, ma que tava fazende as partes! 
Tante que agoura já sinte que me tá a dá classias!
Ela é tã requinha!
Em que besugas é que tã a pinsá?!
Nada disse! Nada de chichonas!
Essa tem tubes más grossins mas levins, com pnerins finins rápedes, bele velante, boas mudanças e é tã fácil d'andá!
Agoura vou-lhe botá o oie, outra vez... Té logue!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

06.06.16

Quantos quilómetros?


Rui Pereira

- Fizeste quantos quilómetros?
- Não sei.
- Como não sabes?
- Não, não sei. Nem tenho conta-quilómetros!
- Não?!
- Não, não tenho.


Os números recebem uma atenção que no meu entender não merecem! Sejam os quilómetros a pedalar, sejam os quilos na balança ou nos halteres, e por aí a fora…
Neste momento é o que menos me interessa. As minhas saídas para pedalar numa das minhas bicicletas podem ter vários significados, agora referências numéricas é que não serão de certeza.
Não tenho tempo nem paciência para estar com estas coisas, no meu entender menores, quando absorvem a minha atenção, fazendo-me desviar da minha intenção basilar.
Quando ando de bicicleta busco satisfação e prazer instantâneos. É um momento de solidão e hedonismo. É um momento de reflexão e de introspeção. É um momento de desafio, superação, controlo e gestão. É um momento de descontração. É um momento só meu!
Para mim, é absolutamente irrelevante estar a obter referências futuras, para o que quer que seja, como por exemplo partilhar. Receber pancadinhas nas costas, reais ou virtuais, não faz sentido, quando a essência de tudo está no presente, no momento em que estou sobre o selim a pedalar, de forma calma a desfrutar da beleza de uma paisagem e do fresco da brisa, ou a debater-me com o meu cavalo de ferro perante aquele desafio que me propus ultrapassar.
Não quero estar a estragar algo tão significativo com intenções ou perspetivas futuras, quero vivê-lo intensamente, sem preocupações, no momento exato em que está a decorrer, sem correr o risco de tirar aquilo que tanto prezo nestes momentos, a sua espontaneidade! E que se houver alguma coisa digna de figurar no departamento das coisas para mais tarde recordar, a minha memória encarregar-se-á de fazê-lo.
Quero acabar a minha volta, onde apenas os números das horas interferiram levemente, com a sensação de prazer/dever cumprido, onde desanuviei a mente e exercitei o corpo, com uma única ideia no pensamento - Foi bom. Para a semana há mais!