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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

13.02.19

Música e Bicicletas


Rui Pereira

Tenho uma familiar próxima que diz que nunca cresci porque continuo a ouvir música pesada (Metal), já que segundo a própria, este é um género musical que se ouve apenas na adolescência… E essa é uma conversa carregada de preconceito que simplesmente ignoro!
Ao nível musical sou muito abrangente. Eclético! Por exemplo, tanto ouço temas do Cancioneiro Açoriano, como outros do mais puro Black Metal norueguês. Tanto ouço temas acabados de apresentar, como outros que foram apresentados ainda era eu uma criança. E faço-o com o mesmo gosto e entusiasmo porque, mais do que ser deste ou daquele género e ser desta ou daquela década, adoro Música!
A música faz parte da minha vida. É a minha melhor companhia na realização de simples tarefas domésticas, num momento de solidão voluntária e relaxamento, a desempenhar qualquer atividade lúdica ou profissional, ou a fazer aquilo que mais gosto.
Não são raras as vezes que saio de bicicleta com uma música na cabeça e que me acompanha em boa parte do percurso. Aliás, ouço-a antes de sair e já vou diferente, com mais vontade.
Gosto de música. Seja leve, média ou pesada, ou dos tipos e géneros todos que existem, que isso dos rótulos não me diz muito. Música é música. Logo que me faça vibrar e sentir emoções. Que me motive. Que me entretenha. Que me faça sentir bem!
Hoje é o Dia Mundial da Rádio. A rádio e a música são indissociáveis. Portanto, ouço bastante rádio. Mas às vezes, algumas rádios, ao sabor das tendências e das modas, tocam demasiadas vezes certas músicas. Esgotam-nas!
Já pratiquei Indoor Cycling. Não fui logo cativado, mas quando aconteceu nunca mais parei. O segredo desta modalidade, que não é segredo nenhum, é exatamente pedalar ao ritmo da música, onde cada faixa representa um desafio, uma aventura. Uma espécie de banda sonora para cada cenário e realidade simulada. Pelo menos era assim que encarava.
Uma palavra final para o Metal. O Metal Açoriano. E quem fala em Metal Açoriano fala em Morbid Death. Houve uma altura que os ouvia mais do que nenhuma outra banda, seguia-os para quase todo o lado onde tocavam. Numa altura em que tocavam bastante. Neste momento o Metal não é assim tão popular como isso, mas eles têm sabido manter-se, reinventando-se e sendo iguais a si mesmos…
Ainda domingo, antes de sair de bicicleta, alimentei o corpo com proteína, gorduras boas e cafeína. E estimulei a mente com uma dose generosa de Morbid Death, e forem eles que me acompanharam em boa parte das pedaladas dadas. Yeaaahhh! \m/