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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

25.07.19

Roupa com bicicletas dentro!


Rui Pereira

Já disse inúmeras vezes que adoro bicicletas e, que por isso mesmo, estas estão muito presentes em várias áreas da minha vida.
Como (bom) homem que sou ligo pouco à roupa. Coisas básicas e pouca quantidade. E não tenho paciência para lojas de roupa e provadores…
Acabo por comprar mais por oportunidade do que propriamente por intenção.
A única coisa a que não resisto, logo que os preços não sejam proibitivos, é à roupa com bicicletas dentro!

polo_bikes.jpg

11.07.19

Não sei que título lhe dou...


Rui Pereira

São 23H32. Nos auscultadores ouço “The River” de Aurora. Sem saber o que escrever.

Tenho o Sapo e o blogue abertos. Nunca escrevo lá diretamente. Tenho umas manias tolas. Dir-me-ão que existem ferramentas de correção ortográfica, para limpar formatação, etc. Eu sei. Mas escrevo no Word, copio o texto para o Bloco de notas e de lá para o Sapo. E justifico. E sempre no computador. São hábitos que ganhei e ficaram.

O vídeo entretanto acabou e o Youtube encarrega-se de rodar o próximo da lista. Retrocedo. A “The River" é tão bonita e inspiradora!

Levanto-me para desligar a televisão. A casa já dorme. Sou o único acordado. A claridade do monitor, de vez em quando, fere-me os olhos. Fecho-os de forma apertada.

Aurora canta o refrão…

“You can cry
Drinking your eyes
Do you miss the sadness when it's gone? (gone)
And you let the river run wild (gone)
And you let the river run wild”

A melodia é deliciosa. O texto prossegue sem sentido...

Salto para o Ambiente de trabalho. Existem apenas dois ícones, sendo que um deles é a Reciclagem. É assim que gosto dele, limpo. O fundo mostra, para mim, uma das bicicletas mais espetaculares de sempre – Roda Gira Arrogante CMYK!

Volto a retroceder para a música certa no Youtube. Aumento o volume.

Mas que fascínio é esse? Como é que uma estrutura de tubos interligados, com umas rodas e mais uns outros apêndices me fascinam tanto? Não há música que ouça que não a sinta como a banda sonora de um filme por mim protagonizado aos comandos de uma das minhas bicicletas!

Mais um momento para reiniciar a música.

Uma estrada de montanha deserta. Céu cinzento. GoPro’s instaladas na bicicleta. Drone uns metros acima a acompanhar a nossa progressão. Grande plano do sapato a encaixar no pedal e do apertar firme dos dedos no guiador. Uma descida a grande velocidade. Curvas. Travagens. Posição aerodinâmica. Segmentos sem música, apenas com o som do rolar da bicicleta. Momentos em câmara-lenta…

“(…)
You can cry
(You can cry, you can cry, you can cry)
Drinking your eyes
(To where the ocean is bigger)
I don't miss the sadness when it's gone (gone)
And the feeling of it makes me smile (gone)
As I let the river run wild”

Aurora continua a (en)cantar...

São 00H31. Vou publicar o texto seguindo os mesmos rituais de sempre.
00H48. Publicado.

04.07.19

É linda!


Rui Pereira

A mania das bicicletas está disseminada.
Estivemos os dois à sua volta. Olhares de um e outro ângulo, captura de algumas imagens, toques e carícias no seu quadro e componentes. Repetidas declarações – É linda!
Uma fixie/singlespeed com um quadro único, personalizado, pintado à mão!
Comecei a processar números, a duplicação do conceito, a logística para a trazer, o espaço para a manter. Conclusão: Não, é um disparate!
Ela continuava a segurá-la como se tivesse um íman. E olhava. E repetia – É linda! Esta bicicleta é linda!
Continuei a processar… Podia questionar a possibilidade de poder levar só o quadro... Não, é um disparate!
- Olha que é uma fixie, vais conseguir andar nisso?
- Pois, não vou… Mas se não fosse levávamos!
- …
- Eh pá, aquela bicicleta é linda!

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A fotografia não faz jus à sua beleza!

04.07.19

O seu “motor” somos nós!


Rui Pereira

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Gostava muito de motas. Gosto de motas, mas…
Tive de definir prioridades. As motas deixaram de o ser. Deixaram de fazer sentido como meio de transporte devido ao crescimento da família e no lazer foram substituídas pelas bicicletas.
As bicicletas esvaziaram-lhes de sentido. São igualmente apaixonantes e incríveis fontes de prazer, com tudo a acontecer a menos velocidade e com menores custos e constrangimentos.
Há silêncio, liberdade, bem-estar, simplicidade, gasto de calorias. Não há emissões poluentes.
Há o casamento perfeito entre divertimento e atividade física.
A cereja no topo do bolo das bicicletas está na sua essência…
O seu funcionamento é soberbo!
O seu “motor” somos nós!

25.06.19

"Apetece mesmo dar uma volta..."


Rui Pereira

"Conheço quem goste muito de bicicletas. Mas a tua paixão é avassaladora e, talvez, única!
Apetece mesmo dar uma volta... à vida e arranjar uma bicla para pedalar pela cidade :)"
Sarin, 25/06/2019

Sim, a minha paixão pelas bicicletas é grande. E não, não é minha intenção estar a influenciar os outros para andar de bicicleta ou fazer aquilo que faço a este nível, mas se o meu exemplo servir eventualmente para alguma coisa, não deixo de ficar contente por isso.

Foi com satisfação que recebi este simpático comentário. Obrigado Sara!

10.09.18

Ia aos comandos da minha bicicleta…


Rui Pereira

allez_sta_iria.jpg

 

Ia aos comandos da minha bicicleta a pensar nas várias fases por que já passei em cima dela. Já me interessei mais pelas distâncias, já me foquei muito apenas no destino, já me preocupei com o tempo em que conseguia fazer determinado percurso.
Ia aos comandos da minha bicicleta a concluir que, neste momento, o meu foco está no meio, mas essencialmente na viagem. No percorrer do percurso que foi previamente definido ou que simplesmente vai evoluindo no momento.

“Mais importante do que o destino é a viagem.”
Gláucia Silva da Costa

Ia aos comandos da minha bicicleta a apreciar a estrada e o ambiente à minha volta. As retas e as curvas que a caraterizam. As sombras frescas criadas pela frondosa vegetação que a ladeia. Os cheiros. Os sons, ou simplesmente a ausência deles. A beleza da paisagem!
Ia aos comandos da minha bicicleta num ritmo tranquilo, tão só e ao mesmo tempo tão acompanhado, a pensar no significado de um simples passeio de bicicleta. Na sua elevada capacidade de me proporcionar satisfação e bem-estar!
Ia aos comandos da minha bicicleta a sentir-me um privilegiado. A pensar que tinha feito a aposta certa, no dia em que decidi a favor da bicicleta. Por ter conseguido ver todo o potencial de um objeto tão simples.
Ia aos comandos da minha bicicleta a querer que este momento nunca mais acabasse…

10.08.17

A minha paixão pelas bicicletas


Rui Pereira

Acho que não consigo exprimir em palavras a dimensão da minha paixão pelas bicicletas.
Segui uma hierarquia sentimental semelhante à hierarquia da mobilidade que continua a imperar – Bicicleta/Mota/Carro. Mas, a certa altura, fi-la também em sentido contrário, felizmente.
Gostava muito de carros, mas com o interesse pelas motas em crescendo passei a encará-los como simples meios de transporte.
As motas assumiram posição de destaque até que a certa altura começam a perder o seu lugar para as bicicletas. Para momentos de satisfação semelhantes acusavam um peso constrangedor em várias frentes. Daí o salto acontecer de forma natural e efetiva.
Foi o regresso às bases. A volta à simplicidade. O celebrar daquele que é o meio de locomoção mais eficiente de sempre. O fechar de um ciclo!
A minha paixão pelas bicicletas está presente em várias vertentes e todos os dias. Nos momentos de ócio e lazer, no desporto e exercício físico, na mobilidade e transporte em ambiente urbano. Nestas especificamente e em todas as suas ramificações. É para onde vai o meu principal foco de atenção.
E a tendência é para me dedicar e embrenhar cada vez mais. Não no sentido mais sério e complexo dos termos, até porque, para já, não há qualquer intenção de especialização, mas fazendo com que as bicicletas estejam naturalmente mais presentes na minha vida!
Quando se fala de paixão é muito difícil quantificar, qualificar ou explicar. Por isso mesmo não consigo fazê-lo, independentemente daquilo que diga…
Quem sente, sente. Quem não sente, dificilmente irá sentir…

 

sombra_bike.jpg

18.04.12

Eu ando de bicicleta!


Rui Pereira

As bicicletas mais do que um motivo de desporto, lazer e competição, nos tempos que correm, caracterizados por uma situação complicada ao nível económico e financeiro, a par de uma mudança de mentalidades, começam também a ser encaradas como objetos práticos, no sentido de ser um excelente meio de transporte diário, amigo da carteira, da saúde e do ambiente. Aqui ainda têm muito para dar. Não é à toa que a bicicleta é referenciada como o meio de transporte mais eficiente de sempre!
Para além disso e não menos importante, a paixão. De facto é incrível como um veículo tão básico e simples consegue gerar tanta paixão e sentimentos positivos à sua volta! Se calhar até não é nada incrível e o seu segredo resida exatamente na sua simplicidade.
A bicicleta é também democrática. Cada um vive-a à sua maneira, de acordo com as suas possibilidades, com os seus gostos e preferências, mas no que toca à paixão…