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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Estrada!

De repente, sou assaltado por pensamentos que me afligem, como que por uma impulsão masoquista. Apoquentado, faço por me libertar e tento concentrar-me na pedalada.
Sinto o peso da inclinação da via nas pernas e socorro-me do manípulo direito para levar a corrente para uma posição superior. Um toque. Dois toques. Dou ainda um terceiro à procura daquele conforto que tardava em chegar.
A respiração ofegante faz-me erguer a cabeça…
Assim que olho em frente, numa autocensura instantânea, solto para dentro:
Deixa-te de merdas e aproveita!
O cenário que envolve a tira de asfalto onde me desloco é único!
Árvores de folha caduca, com os seus ramos despidos a ondular ao vento, marcam o fim da estrada, mas também o princípio de verdes pastagens de erva viçosa. Lá mais ao fundo, o verde ganha outra tonalidade. As volumosas árvores, ao contrário das primeiras, mantêm toda a sua integridade. Num último patamar, as imponentes montanhas deixam-se vislumbrar por entre a neblina. Tudo isso envolto num sereno ambiente sonoro, entre o canto dos pássaros e o peculiar som da vegetação, ao ritmo da ligeira e fresca brisa que se faz sentir.
Pedalar numa estrada onde nos é permitido usufruir desta ambiência é um privilégio. E nem sempre valorizamos isso. Seja pelo hábito e por a darmos por algo adquirido, seja por levarmos demasiada bagagem na mente. Ou simplesmente porque temos o foco no destino e esta estrada, e respetivo cenário circundante, não serem mais do que um meio para atingir o fim.
Deixo as aflições que me assombravam a mente. Esqueço as dores associadas ao esforço físico. Às vezes, basta tão pouco para nos sentirmos bem. Uma bicicleta, uma estrada… e toda a sua envolvência!

estrada.jpg

Pedalando...

É aos seus comandos que estou bem. Com os sentidos despertos, mas tranquilo. A usufruir da estrada e do ambiente que a envolve. Sou o seu passageiro, mas também o seu motor. É a minha força física e o movimento contínuo da pedalada que a impulsiona para a frente. Ouço as árvores agitadas pelo vento, os pássaros, o caraterístico roçar da borracha sobre o asfalto. Somos só nós os dois. Eu e ela. Mas ao mesmo tempo, sou só eu. A pedalar. Só, apenas com os meus pensamentos.

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Sem cronómetros, nem dorsais!

Domingo saí de BTT. Foi dia de tempo ranhoso, mas também de prova. Começou a Taça de XCO da Ilha de São Miguel. Para estreia da Taça de 2019 estreou-se um novo percurso marcado na zona do Pico do Fogo.
Faço bastante eco da minha “alergia” à competição, mas isso não me impediu de passar no local da prova para ver o ambiente.
Sinceramente, ao ver aquele tempo a puxar para o mau, a pouca afluência de público e as caras do costume marcadas pelo esforço e sofrimento, só me vinham à cabeça três palavras: Nunca na vida!
Esta é a perspetiva de um não adepto da competição, que assistiu à prova, durante míseros minutos, de fora… Visão legítima, mas obviamente limitada.
Eu também estava de bicicleta sob condições atmosféricas duvidosas, mas livre de pressões, compromissos, constrangimentos e esforços escusados, e é aí reside o essencial da questão, para mim!
Esta é a minha perspetiva, a minha visão, a minha verdade, e elas não são mais do que aquilo que são - Minhas!
Se me diverti aos comandos da minha BTT este domingo? Claro que me diverti. À minha maneira! E aquela gente que andou ali a dar tudo o que tinha e o que não tinha? Acredito que também se tenham divertido. À sua maneira!
Eu propus-me passear e fazer umas canadas, eles propuseram-se correr atrás de resultados contra adversários.  Para isso, não precisei de grandes preparações, eles precisaram de treinar. Apreensões e pressões à parte, também senti as minhas embora a um nível muito diferente, cada um de nós esteve a fazer aquilo que supostamente queria e que gosta de fazer.
Se estar em prova seria algo muito improvável, não vou mentir, que com o pouco que vi do percurso, considerando caraterísticas e estado, não me tenha dado uma certa vontade de também poder estar ali às voltas… sem cronómetros, nem dorsais!

Um passeio de bicicleta

O vento que bloqueia e empurra,
É o mesmo vento.
O sol que aquece ou se esconde,
É o mesmo sol.
As estradas que percorro,
Acabam por serem sempre as mesmas estradas.

"Nada se compara ao simples prazer de um passeio de bicicleta."
John F. Kennedy

A liberdade que me proporciona,
É única.
O bem-estar que ganho,
É grande.
O prazer que sinto a cada pedalada,
É incomparável.

Porta de entrada!

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Não sou de estar a registar locais ou momentos. Sou mais de usufruir deles na altura sem estar preocupado com a sua captação. Sem estar a filtrar a minha visão com ecrãs.
Isso acontece no decurso dos meus passeios de bicicleta. Só de pensar na “trabalheira” e na quebra de ritmo de parar para tirar uma fotografia, desisto.
Um domingo destes, ia de BTT a subir um caminho quando me deparo com uma peculiar entrada e com o que restava da sua porta. Achei curiosa e pensei em tirar uma fotografia…
«… Não vou parar agora. Fica para depois.»
Segui caminho e não pensei mais nisso.
Já de regresso, lembrei-me. Faço um desvio pouco habitual e desço o caminho que há um par de horas tinha subido, para agora fazer o tal registo. Às vezes acontece...
Mais do que a lembrança, as imagens captadas servem de ilustração para o blogue. Aliás, são algumas vezes a base dos meus textos e publicações. São uma porta de entrada. Não é raro ir rascunhando mentalmente um texto enquanto pedalo depois da captura.
Esta publicação é um exemplo disso mesmo. Mas, o texto que imaginei inicialmente e o que pensei depois de ter subtraído a cor da imagem, nada têm em comum com o atual. Já se passaram algumas semanas e com o tempo mudam a visão e as circunstâncias. Ou simplesmente fui traído pela minha memória...

Mais um domingo...

O que é que vou fazer? Qual é a que vou levar? Para onde é que vou?
São algumas das questões que me surgem quando penso nas manhãs de domingo. Manda a minha vontade, ajudada pelo sentido prático e pelo estado do tempo. Ontem tudo apontava para o BTT, até porque era esta bicicleta que estava mais à mão. Assim foi.
E como costumamos dizer por cá: Fui sozinhe mais Nôsse Senhô!

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Para cima é que é caminho!

BTT a dois

Mais uma excelente manhã de domingo. Mais uma volta de bicicleta. Desta vez tive companhia. O meu companheiro de sempre, não necessariamente nas bicicletas, já que pedalar não é uma das suas prioridades no momento. Contudo, saiu animado e por vontade própria. Saímos.

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Não fomos muito longe, mas também o que é que isso interessa? Deu para usufruir do sol, das canadas, das bicicletas. Nas calmas… Deu para fazer alguns vídeos, já que ele anda muito entusiasmado com a sua câmara nova. E ainda deu para recuperar a habilidade sobre a bicicleta que a falta de prática faz sobressair a cada regresso. E deu para fazer trabalhar as suspensões…

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O BTT é sempre consensual. Espetacular, cativante e divertido. E um excelente pretexto para passarmos bons momentos juntos.

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Um dia de verão a meio do inverno

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Domingo foi um excelente dia meteorologicamente falando. Um verdadeiro dia de verão a meio do inverno. Mesmo assim, muita resistência para sair de casa. Lembrei-me dos meus tempos de estudante, em que ficava em casa para estudar e apetecia-me fazer tudo menos isso. Assim foi, tanto que já passava das onze da manhã quando saí. Mas sinto sempre a mesma coisa. Às vezes custa-me mesmo sair, mas depois de começar a andar já não quero parar, de tão prazerosa que se revela a volta.
Por norma, começo e acabo os meus passeios em casa. E não costumo ser muito flexível neste capítulo. Desta vez cedi ao que me foi sugerido quando me encontrava à beira do areal da Praia das Milícias e em boa hora o fiz. Dei a volta por terminada. A Roubaix acabou deitada na areia, com direito a toalha e tudo, e eu usufruí daquilo que só umas horas de praia, com um sol e um mar fantásticos, conseguem proporcionar.

II Ride dos Reis - Monbike

– Queres ver que tenho de tirar um curso para conseguir “calçar” estas VeloTóze?
Foi uma das questões que me veio à cabeça nesta desagradável manhã de domingo…
Logo depois do dilema – Vou ou volto para a cama?
E ainda mais um – Levo ou não levo impermeável?
Outro – Ligo ou não ligo ao meu primo a dizer que não vou?
Fui, já não estava a chover, mas estava um ventinho bem desagradável.
Cheguei em cima da hora. Estava frio. Foto de grupo. Partida!
Lá fomos, mais rajada menos rajada…
Sempre com o meu primo, ora com o grupo ora mais isolados.
A minha bicicleta “mandou” uns sons violentos por duas vezes! Não sei… 
O percurso foi encurtado pela organização. E por mim também.
Despedi-me do meu primo, desejei-lhe boa sorte e cortei direto para casa.
Encostei a bicicleta e não olhei mais para ela. Limpa sei que não está…

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Imagem: Monbike


Também participei no I Ride dos Reis. Aqui fica o relato.

Mais um passeio de bicicleta sem grande história…

Nunca mais tinha ido às Furnas. Foi para lá que fui ontem. E é provável que vá lá novamente para a semana.
Mais um passeio sem grande história, com um ritmo a oscilar entre o calmo e o ligeiro. Optei pelo trajeto Norte/Sul, que não é o mais conveniente para mim, mas acho que é o que gosto mais.
Algures entre a Ribeirinha e o Miradouro de Santa Iria aconteceu uma situação curiosa e engraçada. Começo a avistar ao longe um companheiro de bicicleta. Aos poucos vou-me aproximando até que o alcanço e cumprimento-o à passagem, como é habitual. Já ia uns metros adiantado quando ouço algo do género:

"Bela máquina! Foi bem estimada!"

Era o anterior proprietário da minha Roubaix, que obviamente a reconheceu e fez questão de se manifestar. Não o reconheci. Já lá vai um ano e meio e nunca tinha acontecido cruzarmo-nos. Trocamos algumas palavras e lá segui caminho.
Há voltas em que me cruzo com pouca gente e apenas desconhecidos, esta foi ao contrário. Já tinha acontecido logo antes desta situação, voltou a acontecer depois, e novamente a sair das Furnas pela sua… (escolher o adjetivo mais apropriado) calçada! E ainda na cidade de Lagoa, com repetição na última grande dificuldade.
Esta volta, para mim, tem quatro grandes dificuldades! A subida para a Mata Dr. Fraga, a calçada da Lagoa das Furnas, o Pisão e, finalmente, a Duarte Borges. As restantes sofrem-se… Mas também existem alguns pontos de interesse, Pedras do Galego e a descida Furnas/Vila Franca.
Na cidade de Lagoa, mais uma situação, desta feita não muito agradável. Numa zona a descer em que vinha a rolar bem, um rapaz com uma scooter preparava-se para arrancar, saindo de cima do passeio para a faixa de rodagem, exatamente no momento em que passava. Dou um grito, desvio-me ligeiramente para a esquerda e aperto os travões, tanto que senti a roda traseira a deslizar lateralmente, mas felizmente o rapaz ouviu-me (foi um grande grito!) e parou de imediato. Soltei um valente palavrão (ou vários) e prossegui aliviado. Foi apenas um cagaço!
Mais um domingo, mais um passeio de bicicleta sem grande história…

Sombra

A sombra revela a mesma dupla de sempre. A paragem. O descanso. A contemplação. O registo.
A sombra revela, sem cor, mais um momento de ligação. Dela com ela. Uma mulher e a sua bicicleta.
A sombra revela as rodas que lhe fazem rolar e as pernas que lhe propulsionam num movimento constante.
A sombra revela aquela peculiar cumplicidade que só quem anda de bicicleta consegue compreender…

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Pedaladas? Em dia. Manutenção? Não!

As últimas semanas, depois de mais um domingo que em optei por me resguardar, têm servido para meter as pedaladas em dia. Sozinho, mas também em duo, o que não deixa de ser uma novidade na minha habitual rotina.
Infelizmente as coisas nem sempre correm de acordo com as nossas expetativas neste último formato, mesmo não sendo estas especialmente elevadas, mas há que aceitar isso…
Por outro lado, não deixa de ser positivo rolar mais do que é normal, o que se traduz num melhor aproveitamento do tempo de lazer e demais benefícios que daí advêm.
A companheira eleita tem sido a minha bicicleta de estrada mais moderna (Specialized Roubaix), que é das poucas que não tem reclamado atenção ao nível da manutenção ultimamente... – “É o que faz teres muitas bicicletas!” – diz o meu colega. E com razão!

Lama…

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Bom, na verdade não havia assim tanta lama, apesar da chuva que se fez sentir nos últimos e no próprio dia, mas deu para sujar a bicicleta e ficar sujo.
As previsões meteorológicas fizeram-me deixar a bicicleta de estrada parada e levar a BTT para a rua. Em boa hora o fiz, já que me divirto sempre bastante aos comandos desta bicicleta, principalmente nestas condições, as minhas preferidas para a prática da modalidade.
Pode ser um contrassenso, mas a BTT nunca é uma prioridade, por variadas razões. No entanto, se pesar as duas vertentes (BTT vs. Estrada) nos pratos de uma balança, esta penderá para o lado do BTT.
Não sou propriamente um aventureiro e, neste momento, motivado pela clara falta de prática, vou com pouco à vontade sobre a bicicleta, mas é um prazer embalar-lhe numa descida mais rápida, levar-lhe sobre pedras, galhos e gravilha, fazer uma curva rápida em apoio, ou até aquela subida de piso escorregadio. Estado de fluxo puro!
Por outro lado, os sustos estão mais ou menos presentes. Aquela escorregadela imprevista da roda da frente, uma pedra estrategicamente posicionada na linha escolhida, um rego mais pronunciado disfarçado pela vegetação, aquela vala que parece atrair a bicicleta como se de um íman se tratasse. Faz parte!
E aquela obrigatoriedade de lavar a bicicleta quando se chega, tarefa que nem sempre é agradável, mas que no fundo até nos faz sentir orgulhosos perante os detritos que conseguimos acoplar ao quadro e aos componentes da bicicleta. Até porque o nível de orgulho tem correspondência direta com a quantidade de sujidade verificada…

A escrita, as voltas e o método da escolha das bicicletas

Depois de um texto que me deu muito prazer escrever e que me valeu um destaque no SapoBlogs , já lá vão 11 dias, tive várias vezes de mãos sobre o teclado, a olhar para uma folha em branco e não consegui escrever nada! Aliás, neste momento que estou a tentar escrever alguma coisa esforço-me por alinhar ideias e dar um rumo a esta publicação.
O facto é que não tem acontecido nada de muito relevante, ou seja, tem andado tudo dentro da normalidade. E isso não é necessariamente mau, já que evito dar demasiada importância a situações negativas e assim estas também não seriam destacadas aqui. Faltariam os motivos à mesma com a agravante do mal-estar consequente.
Atenção, escrever é um gosto e não uma obrigação, mas às vezes é preciso forçar um bocadinho. Se me começo a abster da escrita entro numa espiral e vou por aí a fora… quanto menos escrevo, menos vontade tenho de escrever. E, já agora, quanto menos ando de bicicleta, menos vontade tenho de andar de bicicleta!

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A minha última volta de bicicleta foi muito proveitosa ao nível do pensamento (tanto que parece ter-me esgotado as ideias!) e serviu para reconhecer o bem que me fazem estas mesmas voltas e para definir a atitude que devo continuar a seguir, exatamente por ser aquela com que mais me identifico e que me é benéfica.
Ultimamente a bicicleta escolhida tem sido a Specialized Allez, com um desempenho que não desilude, mas está na altura de lhe dar algum “descanso”. Não sem antes ter de passar por uma rotina de limpeza e lubrificação, para então ser devidamente estacionada. Ah, tinha em mente uma intervenção maior ao nível estético nesta bicicleta, como que um regresso às origens, mas irá ficar para mais tarde.
Depois de um interregno voluntário, onde só a apreciava ocasionalmente e de forma estática, agora vou tirar o pó à Specialized Roubaix e levar-lhe para a estrada. Confesso que já tenho saudades de um outro nível de eficiência, performance e conforto. Que é como quem diz, tenho saudades do seu tato, do seu rolar e da sua suavidade.
Já que tenho por onde variar, vario. Gosto de todas, claro, mas a minha tendência metodológica leva-me a que não haja cá confusões e a andar por períodos rotativos com uma de cada vez. Vamos lá ver se a mudança de companheira também motiva alguma mudança de ambiente!
E pronto, é isso. Custou, mas saiu. Foi o que me saiu…

Ia aos comandos da minha bicicleta…

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Ia aos comandos da minha bicicleta a pensar nas várias fases por que já passei em cima dela. Já me interessei mais pelas distâncias, já me foquei muito apenas no destino, já me preocupei com o tempo em que conseguia fazer determinado percurso.
Ia aos comandos da minha bicicleta a concluir que, neste momento, o meu foco está no meio, mas essencialmente na viagem. No percorrer do percurso que foi previamente definido ou que simplesmente vai evoluindo no momento.

“Mais importante do que o destino é a viagem.”
Gláucia Silva da Costa

Ia aos comandos da minha bicicleta a apreciar a estrada e o ambiente à minha volta. As retas e as curvas que a caraterizam. As sombras frescas criadas pela frondosa vegetação que a ladeia. Os cheiros. Os sons, ou simplesmente a ausência deles. A beleza da paisagem!
Ia aos comandos da minha bicicleta num ritmo tranquilo, tão só e ao mesmo tempo tão acompanhado, a pensar no significado de um simples passeio de bicicleta. Na sua elevada capacidade de me proporcionar satisfação e bem-estar!
Ia aos comandos da minha bicicleta a sentir-me um privilegiado. A pensar que tinha feito a aposta certa, no dia em que decidi a favor da bicicleta. Por ter conseguido ver todo o potencial de um objeto tão simples.
Ia aos comandos da minha bicicleta a querer que este momento nunca mais acabasse…

Andando por aí…

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Queria fazer uma volta diferente. Ultimamente, ou fazia a volta ao concelho de PDL ou ia às Furnas. Desta vez não. Até a bicicleta seria outra.
A Roubaix deu lugar à Allez, que já a algum tempo se tem mantido intocada no rolo. Ainda pensei que se calhar a deveria deixar lá por mais uma semana, mas não…
Tinha uma ideia geral do que queria fazer, mas o percurso foi evoluindo à maneira que progredia no terreno.
Comecei então como quem vai dar a volta ao concelho, no sentido dos ponteiros do relógio, mas chegando à Várzea virei no sentido das Sete Cidades. Subir para descer e voltar a subir.
Na ponte cruzei-me com um ciclista “das descidas” que depois passou por mim na caixa de uma carrinha, enquanto eu ia naquele ritmo, ora lento, ora muito lento, no cimento. Alguns turistas a pé a dar-me apoio, o que é sempre curioso e motivador.
No topo virei no sentido do Pico do Carvão e depois de subir mais um bocadinho lá veio a descida, não necessariamente ansiada, até porque estava uma “porcaria”, com gravilha em quase toda a sua extensão!
Arribanas e porque ainda era cedo, Capelas. E depois foi rolar até casa, já a imaginar o que iria ingerir como recuperador. O costume…
A Roubaix teria sido melhor opção nesta volta, admito. Mas a Allez é aquela companheira que, apesar das contrariedades, nunca desilude. E é sempre com grande gosto e vontade que vou aos seus comandos.

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