Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

22.02.19

Entre os pingos da chuva!


Rui Pereira

Olho pela janela e vejo os pingos de chuva grossos que caem copiosamente na diagonal empurrados pelo vento.
«Pronto, está tudo lixado!» - digo frustrado.
Já somava dois dias sem pegar na “pasteleira”. Pessimista, adivinhava o terceiro.
«Não, isso é um aguaceiro forte, mas vai passar!» - tento reagir positivamente.
A chuva não para, mas abranda. Fecho tudo, visto o casaco, pego no saco e dirijo-me à garagem. Abro o portão expetante… meto o saco na caixa e seguro a bicicleta pelos punhos, sempre atento ao céu.
Saio. Fecho o portão e ponho-me a cavalo. Subo o capuz e avanço determinado. Os pingos escasseiam e agora é a minha vez de ser empurrado. À boleia do vento, mas concentrado numa pedalada apressada.
«Agora é sempre para lá!» - digo entusiasmado e confiante.
Chego ao destino com uma aberta. O sol não é radioso, mas mostra-se. Estaciono a bicicleta e desfruto da minha pausa em boa companhia!
Já de regresso, manter-me seco não é uma preocupação. Agora tenho de vencer o vento que me trouxe…
Chego. Fui bem-sucedido, com mais ou menos esforço.
Olho pela janela e vejo os pingos de chuva grossos que caem copiosamente na diagonal empurrados pelo vento.

25.01.19

A banhos!


Rui Pereira

Começo a pedalar de pé. Dou o arranque para mais uma pausa de almoço. Debaixo de mim tenho a companheira do costume.
Contra o vento, pressiono os pedais, como se tentasse esmagá-los, para a impulsionar rápido para a frente. Ela responde como pode, não foi feita para estes stresses. A sua onda é mais sem pressas… Nas calmas…
O vento salgado de sueste fustiga-lhe o metal. A água salgada e fria enregela-me a pele. Faço movimentos rápidos e agasalho-me. Alimento o corpo com uma refeição que não está quente, infelizmente.
Arranco de regresso. Faço um desvio. Sinto uma ligeira dormência na extremidade dos membros inferiores. Ignoro e pedalo vigorosamente. O tempo escasseia e condiciona a ação.
Já me banhei nas águas deste nosso mar. Não tarda “banhar-me-ei” em tradição, em melodia, em música açoriana!

orbita_teatro_micaelense.jpg

07.03.17

Qualidade de vida! #2


Rui Pereira

classic_matriz1.jpg

 

Estava como o tempo. Aborrecido. Tinha a minha rotina autolimitada. Num impulso reverti a situação. Tinha de sair. Tinha que pegar na minha bicicleta e ir. Fazer qualquer coisa. Não fazer coisa nenhuma. Mas ir. Fui tratar daquilo a que normalmente não atribuo prioridade. Tive no meio delas. Das bicicletas. Numa loja de bicicletas. A aviar um componente insignificante, mas que acusa a sua função. No caso, a falta dela. Tive no meio deles. Dos relógios. Numa relojoaria. A consertar um relógio. E que prazer ver um mestre relojoeiro trabalhar. À moda antiga. Tive no meio delas. Das revistas. Numa tabacaria. Comprei uma revista de bicicletas... O orvalho surgiu. Animou a minha pedalada. Animou o meu ritmo. Animou-me. Isso e tudo o resto. Cheguei outro!

 

classic_matriz2.jpg

03.02.17

Qualidade de vida! #1


Rui Pereira

classic_pdl.jpg

 

Um dia de contrastes. Calmo. Aquecido pelo sol, arrefecido pelo vento fresco de oeste. Um bom exemplo do que é um estacionamento para bicicletas. Flores. Esplanada. Uma Órbita Classic a aguardar pacientemente o seu dono, para completar mais uma pequena “missão” na cidade de Ponta Delgada. Qualidade de vida! 

18.11.16

Pasteleira


Rui Pereira

Ela é incansável, não reclama, não cede. Pelo menos até hoje ainda não cedeu. Leva carga, carrega-me, desloca-me. Vai para onde a levo, vai para onde quero ir. É fiel, disciplinada, sossegada. Ajuda-me. Cumpre a sua função. É indiferente às condições meteorológicas. Quando estou com ela está lá para mim, quando a deixo sozinha fica lá à minha espera. A minha pasteleira é linda!

 

orbita classic.jpg