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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Tudo por causa de uma câmara-de-ar!

Há quem não seja muito prevenido e ache que os furos só acontecem aos outros, portanto, ter na sua posse material necessário para fazer face a esta situação não é uma preocupação (às vezes faço parte deste grupo). E há quem não seja prevenido porque mesmo que tivesse o respetivo material não saberia como proceder.
Na generalidade, estamos a falar apenas de câmara-de-ar (adequada), desmonta-pneus, botija de CO2 e adaptador ou bomba de enchimento.
Há quem pare a bicicleta simplesmente porque tem um pneu furado! E isso faz-me uma certa impressão, já que é algo bastante simples de solucionar. Mas lá está, quem nunca assistiu ou procedeu a esta operação não tem esta opinião.
Ainda um dia destes soube de alguém que teve a bicicleta encostada por várias semanas porque tinha o pneu da frente furado!
Para além do passeio estragado e da longa abstinência forçada, soma-se ainda o transtorno de transportar a bicicleta no automóvel e a espera entre levar e trazer da oficina… tudo por causa de uma simples câmara-de-ar!
Quando já me estava a disponibilizar para oferta e troca da câmara...
Ops! Só tenho câmaras para rodas 26, não 27,5…

Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Fiquê a pé cum pnê fúrade!
Passou um rapazim de bcecléte e perguntê a ele:
- Ouh brassad, tens aí uma cambrandal?
O atlêmad nim olhou pra mim e dê-lhe sempre prá lá!
Naiam!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Pneu furado!

Hoje em dia tenho pneus e câmaras-de-ar sobresselentes em casa (nem sempre os que preciso, mas ok!) e é algo que monto e desmonto com alguma ligeireza e facilidade. Às vezes saem algumas asneiras, sendo que, não posicionar a corrente no carreto/prato mais pequenos (que dificulta sobremaneira a instalação da roda traseira) e montar o pneu no sentido inverso ao do rolamento, são as mais frequentes. Para além da falta de prática (não mudo assim tantas vezes de pneus), isso da bicicleta de rodas para o ar às vezes faz confusão! Mas também já aconteceu dar uma cavadela (fatal) na câmara-de-ar com o “desmonta” ou voltar a montar o pneu sem verificar se o objeto perfurante/cortante ainda lá estava… E estava!
Não deixam de ser situações pontuais, já que por norma as coisas até correm bem. Mas isso faz-me recuar uns anos atrás e lembrar-me do tempo em que era miúdo, quando um pneu furado era sinónimo de bicicleta encostada! Era uma realidade que associava o conhecimento empírico (limitado), as experiências (algumas desastrosas, mas que levavam a este conhecimento), as ferramentas desadequadas e de má qualidade, a dificuldade de acesso a peças sobresselentes e um pai que não estava para aí virado. Fazia-se o que se podia e o que se podia era pouco, mas o importante era manter a bicicleta a rolar o mais possível, mesmo que isso implicasse andar com ela cada vez mais escafiada!
Pior é pensar que ainda hoje isso acontece com algumas pessoas (adultas!), mesmo com tanta facilidade, acesso a serviços e informação disponível. Claro que nem todos gostam de bricolage e manutenção ou de andar a sujar as mãos de graxa na bicicleta, nem têm de ter jeito para o efeito, mas não faltam locais e gente experiente disponível para fazê-lo por nós, logo que estejamos dispostos a pagar por isso, e até há quem venha recolher a bicicleta avariada, evitando assim transtornos com a deslocação da mesma.
Voltando aos tempos de miúdo, outros havia, que para além de terem quem lhes mantivesse a bicicleta num brinco, ainda reciclavam as peças estragadas entretanto substituídas. No caso dos pneus, por exemplo, podiam dar uma brincadeira que consistia em conduzi-los. Uma variante do jogo do pneu com pneu de bicicleta. Um pneu usado, mais um pau ou dois, igual a algumas horas de entretenimento.
Hoje em dia, e bem, os pneus usados são reciclados e destinados a diversos fins que não este. Enquanto funcionais são-lhes exigido um nível de eficácia também diferente, até porque o seu rendimento e custo são outros, tal como os cuidados dos seus utilizadores. Ou pelo menos de alguns…

pneus.jpg

 

Jogue do pnerim
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Eh pá, bele jogue.
Consolava jogá ao pnerim.
Pegavas num pnerim de bcecléte, num pázim e vira...
Era dáie semp pra lá!
Péra aí, ê acho que nunca joguê ao jogue do pnerim?!
Nã interessa, ma consolava na mêma.
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

Roubaix – Melhorar; renovar; personalizar.

Uma bicicleta nova, ainda por cima usada (faz sentido?), “obriga” sempre a algumas alterações e consequente investimento. Pois bem, a Roubaix não foi exceção, tal como temia.

A saga de abertura dos cordões à bolsa começou pelos pneus. Por baixo, portanto. Contrastando com o valor despendido, que os pneus de estrada são finos, mas caros que se fartam. Há duas semanas notei uma deformação considerável no pneu dianteiro da bicicleta. Ainda pensei numa solução de recurso, considerando o seu estado aparente e o meu reduzido stock de pneus, mas numa bicicleta de estrada os pneus devem receber um respeito especial… Venham de lá dois Specialized Turbo Pro e câmaras-de-ar novas.

turbo_pro.jpg

 

Nunca gostei das fitas do guiador da Roubaix. Ou melhor, as fitas eram boas, mas a forma como estavam enroladas não. Demasiado curtas na zona superior do guiador e com uns “enchimentos” desnecessários num guiador já de si bastante grosso para o meu gosto. Parecia que tinha umas bolas debaixo das mãos… Que se tire os “enchimentos” superiores e venham de lá umas fitas da Pro devidamente enroladas.

fita_pro.jpg

 

Um colega deu-me dois suportes de garrafa quando comprei a bicicleta. Tinha-os em casa sem uso, mal sabendo que pouco tempo depois e por minha influência estaria também ele a comprar uma Roubaix! Ainda perguntei se queria que lhe devolvesse os ditos, ao que prontamente negou. Mas aconteceu. Devolvi-lhe porque não eram bem aquilo que queria... Venham de lá dois Cascade Cage II da marca, tecnicamente inferiores, mas com a forma e a cor certas. Sem dúvida que os suportes dele ficam muito melhor na sua bicicleta do que na minha. Mas obrigado na mesma.

cascade_cage.jpg

Ligação à Terra

Fui questionado por um colega, sobre a duração dos pneus das nossas motas. Ele por acaso tem uma mota muito semelhante à minha, faz percursos parecidos, utiliza as mesmas medidas e marca de pneus e tem uma condução teoricamente mais tranquila, mas os pneus dele para a quilometragem que possuem, em comparação, apresentam um maior desgaste do que os meus!
Não foi difícil chegar à conclusão que o problema era a simples falta de manutenção. A nossa grande diferença é que eu verifico o estado e a pressão dos pneus frequentemente e ele só se lembra deles nas revisões periódicas, em caso de furo, ou quando já estão a pedir substitutos.
Mesmo com a grande quantidade de informação existente e consequente despertar de mentalidades, a importância dos pneus, no caso das motas, ainda continua a ser subestimada por muitos, pois não é raro ver atestar a sua condição, com a subtileza de um aperto de polegar, ou com o tradicional biqueiro!
Não valerá a pena estar aqui a dissecar as propriedades/características/funções dos pneus, até porque são cada vez mais vastas as suas gamas e as diversidades existentes, mas convém ter presente um princípio básico, mas revelador da sua importância:
São estes círculos de borracha sulcada, com escassos centímetros de piso, calibrados com ar, que nos ligam ao solo!

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