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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bicicletas – Conversas e considerações

Hoje a minha hora de almoço foi diferente. Praticamente toda ela a falar de bicicletas. Numa loja de bicicletas, à volta de uma bicicleta de enduro elétrica. Falamos de provas, de comportamentos dos ciclistas e dos automobilistas, de infelicidades, obrigações, de voltas e de bicicletas efetivamente.
A partilha de ideias, opiniões e experiências enriquece-nos e pode levar à reflexão e a encarar determinada situação de um ponto de vista que até então não era o nosso.

Resultantes destas mesmas conversas ficam algumas considerações.

- Embora muitos automobilistas ainda não considerem a presença das bicicletas na estrada, o facto é que se nota, de uma forma geral, uma alteração positiva nesse sentido;
- O facto de o quadro legal atual nos ser mais favorável, não quer dizer que tenhamos de o impor à força. Até porque, considerando a nossa posição de vulnerabilidade, trata-se de uma questão de preservação da nossa integridade física;
- Nós, ciclistas ou utilizadores das bicicletas, não devemos tratar os outros como não queremos ser tratados. É básico e a melhor forma de preservarmos a nossa imagem enquanto grupo ou comunidade, que se espera que seja maior a cada dia que passa;
- Ao contrário dos outros interlocutores continuo a ser da opinião que não faz sentido a obrigatoriedade do (tão falado) seguro para as bicicletas. A necessidade do seguro prende-se com a capacidade destrutiva do veículo e, por exemplo, um automóvel tem um potencial destrutivo muito, mas muito, superior ao de uma bicicleta. Numa eventualidade de que resultem danos a outros, dos quais somos responsáveis, teremos de os assumir como noutra situação qualquer;
- Também não concordo com a obrigatoriedade do capacete. A sua recomendação faz todo o sentido, claro, mas deve continuar a caber a cada um equacionar a sua utilização e o grau de risco a que podem estar sujeitos. Pessoalmente, não vejo necessidade de utilizar capacete nas minhas rotinas diárias com a bicicleta, ao contrário do que acontece nos meus passeios em estrada ou fora dela. Os estudos valem aquilo que valem, mas posso mencionar a propósito que se verificou uma quebra no uso da bicicleta após a implementação da obrigatoriedade do uso do capacete em determinados territórios. Outro estudo indica que os automobilistas perante ciclistas com capacete têm uma condução mais descuidada do que quando estão perante ciclistas sem este elemento de proteção;
- Encarar uma bicicleta como um veículo utilitário já tem, só por si, vários constrangimentos. Cultura, mentalidade, organização das cidades, meteorologia, vulnerabilidade, entre outros, portanto, impor-se ainda mais obstáculos à utilização da bicicleta é a receita certa para se persistir num modelo de mobilidade urbana obsoleto e insustentável, centrado no automóvel individual. Exatamente o que não se pretende;
- Eu, como os outros envolvidos na conversa, para além de ciclista (ou utilizador das bicicletas, já que às vezes acho presunçoso denominar-me de ciclista!) sou também automobilista e em qualquer um dos papéis privilegio o bom senso e condeno o chico-espertismo, tanto da minha parte como da parte dos outros. Mas também erro, não sou perfeito. Ah, como automobilista pago seguro, imposto de circulação, inspeção…, coisas que fazem sentido para os automóveis, não para as bicicletas!

Claro que também foi abordado o acontecimento trágico deste fim de semana, um acidente de viação que envolveu um veículo automóvel e uma bicicleta, tendo resultado na morte de um jovem ciclista. Muito triste e lamentável. Uma situação que deixou um clima de pesar e consternação no meio e não só, e que tendo em conta as circunstâncias e o local do sucedido, traz à consciência o pensamento de que podia ter acontecido a qualquer um de nós…

Uma questão de identificação!

Um dia destes, perante uma série de publicações em destaque, acedi unicamente aquela que tinha como título, algo com que me identifiquei de imediato. Da mesma forma, compreendo que pouca gente se identifique com as minhas publicações, exatamente por não se rever com aquilo que escrevo.
Ainda ontem, em conversa com um amigo, com o qual partilho gosto, visão e abordagem no que toca às bicicletas, dizia-lhe que, as bicicletas que mais me chamam à atenção ao entrar numa loja são absolutamente transparentes para muitas das pessoas que conheço ligadas às mesmas!
Uma vez, num passeio de BTT, estava presente um desconhecido que se apresentava com uma bicicleta peculiar. Uma XC daquelas à moda antiga, uma rígida, de guiador reto e curto, que notava-se ter uns bons anos de “vida”, embora estimada. Quando abordei a pessoa em causa, dizendo isso mesmo, ele reagiu de uma forma fria e seca, como se eu estivesse a escarnecer da sua bicicleta, quando a estava a elogiar!
De facto, apesar de me considerar relativamente flexível e abrangente, não me encaixo facilmente naquilo que é mais óbvio atualmente. Seja na abordagem, na utilização, na valorização e nas minhas opções relativas às bicicletas. Posso pontualmente seguir uma ou outra vertente, mas afasto-me claramente das atuais tendências.
A necessidade de tecnologia, da leveza levado ao extremo, de materiais e equipamentos de topo no que toca à sua manufatura, nobreza e grau de eficiência, com respetivo preço a condizer, não é exatamente aquilo que mais me diz numa bicicleta, até pelo contrário. O que não quer dizer que não seja perfeitamente capaz de os admirar.
Não sou fundamentalista, mas sou claramente conservador em muitos aspetos. Troco a tecnologia pela tradição e a eficiência pela descontração. Privilegio o clássico e o intemporal ao moderno e futurista. Prefiro o nicho às massas. E lamento que ainda não se dê a devida importância à função mais básica da bicicleta.
Este será mais um texto pouco popular e de difícil identificação. Um texto que vai contra a norma vigente, que a maior parte dos interessados segue disciplinadamente, seja por motivações pessoais, seja por pressões de marketing e de mercado. Mas sei que alguns estão comigo. Poucos é certo, mas, com certeza, bons!

A minha paixão pelas bicicletas

Acho que não consigo exprimir em palavras a dimensão da minha paixão pelas bicicletas.
Segui uma hierarquia sentimental semelhante à hierarquia da mobilidade que continua a imperar – Bicicleta/Mota/Carro. Mas, a certa altura, fi-la também em sentido contrário, felizmente.
Gostava muito de carros, mas com o interesse pelas motas em crescendo passei a encará-los como simples meios de transporte.
As motas assumiram posição de destaque até que a certa altura começam a perder o seu lugar para as bicicletas. Para momentos de satisfação semelhantes acusavam um peso constrangedor em várias frentes. Daí o salto acontecer de forma natural e efetiva.
Foi o regresso às bases. A volta à simplicidade. O celebrar daquele que é o meio de locomoção mais eficiente de sempre. O fechar de um ciclo!
A minha paixão pelas bicicletas está presente em várias vertentes e todos os dias. Nos momentos de ócio e lazer, no desporto e exercício físico, na mobilidade e transporte em ambiente urbano. Nestas especificamente e em todas as suas ramificações. É para onde vai o meu principal foco de atenção.
E a tendência é para me dedicar e embrenhar cada vez mais. Não no sentido mais sério e complexo dos termos, até porque, para já, não há qualquer intenção de especialização, mas fazendo com que as bicicletas estejam naturalmente mais presentes na minha vida!
Quando se fala de paixão é muito difícil quantificar, qualificar ou explicar. Por isso mesmo não consigo fazê-lo, independentemente daquilo que diga…
Quem sente, sente. Quem não sente, dificilmente irá sentir…

 

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Não se pode ter tudo!

Ainda o outro dia reclamava uma certa falta de identificação com a minha Specialized Roubaix.
Antes disso, destacava a maior margem de manobra que ela me proporcionou, e com isso, a nova forma de encarar as minhas voltas de bicicleta.
A questão da identificação não é mentira, mas também não é nada de grave. Grave seria não andar nela! E isso, não tem acontecido, até pelo contrário. Não aumentou a regularidade das voltas, até porque estamos no verão e o apelo do mar soa mais alto, mas a duração e o prazer das mesmas, certamente. E claro, não será preciso mencionar qual tem sido sempre a escolhida…
Não nego ainda poder estar sob o efeito da novidade e da descoberta, mas a Roubaix tem tanto de franca como de previsível, portanto, aquilo que sugere, dá!
A adaptação foi instantânea e as suas mais-valias vieram logo ao de cima. A minha não é exatamente uma bicicleta de última geração, mas para o que estava habituado é como se fosse. A diferença é substancial.
Se se destaca na prática e em comparação às (minhas) outras, pela imagem e carisma é apenas mais uma…
Lá está, não se pode ter tudo!

Uma questão de identificação

frente_a_frente.jpg

 

A partir de certa altura, depois do meu regresso às bicicletas em 2008, comecei a encarar as mesmas de uma forma muito própria. Longe de ser original, distancia-se consideravelmente daquela que manifestam as pessoas do meio onde me insiro.
Assumir uma postura tranquila perante o ciclismo, afastar-me deliberadamente da competição, empreender uma defesa da bicicleta como meio de transporte em vez de a ver apenas como objeto de desporto e lazer, são algumas das minhas bandeiras, tal como uma escolha de bicicletas próprias para lá do óbvio e do expetável, tendo em conta os desejos atuais, encapotados de necessidades, que habilidosamente se criaram.
O facto é que recentemente desviei-me do caminho que tenho vindo a trilhar, pelo menos no campo das minhas opções, concretizando a aquisição de uma bicicleta que se enquadra em parâmetros até agora negligenciados.
Esta bicicleta não tem nada de mal, até pelo contrário. Aliás, permite-me usufruir de uma série de atributos que possui, que se traduzem em mais conforto, comodidade, eficácia e tempo de alegres pedaladas.
Mas, há sempre um, mas… dois meses depois ainda não me identifiquei com ela da mesma forma com que me identifiquei com as outras, logo nos primeiros dias!
Estamos a falar de uma bicicleta mais atual e evoluída, e indiscutivelmente melhor quando comparada com as minhas outras bicicletas, mas que lhe falta algo tendo em conta aquilo que privilegio. Talvez carisma, modéstia, simplicidade ou a herança da imagem e caraterísticas de gerações antepassadas…

Esta bicicleta não tem preço!

- Queres boleia?
- Não, obrigado. Vou de bicicleta!


Seja para fazer alguma volta ou simplesmente para ir ao treino e ao banho, o momento conta a partir do fechar da porta e do montar a bicicleta.
De bicicleta a deslocação não é uma mera necessidade, um mal necessário, mas sim um momento de liberdade e descontração. Um momento para espairecer a cabeça exercitando o corpo. Um momento leve, saudável, limpo e económico.
Às vezes perguntam-me quanto custou a bicicleta que uso em ambiente urbano. Não tenho problemas em falar de números, mas o que me apetecia responder era o seguinte:
- Esta bicicleta não tem preço!
E não tem preço porque não me é possível quantificar a conveniência, a satisfação e a qualidade de vida que me proporciona. E o quanto me divirto aos seus comandos!
Habituados que estamos a atribuir importância ao complexo e ao relevante, pode parecer um paradoxo fazê-lo a algo tão simples e modesto, mas não, não poderia fazer mais sentido. Pelo menos, para mim, faz todo o sentido!
Tenho outras, mais caras e sofisticadas, e também têm o seu propósito, nem que seja alimentar os meus caprichos. Mas a minha bicicleta urbana cumpre diariamente uma função que tem tanto de básica como de digna. Desloca-me e leva carga da forma mais simples, acessível e rápida, e simultaneamente proporciona-me uma sensação de bem-estar sem igual.

 

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Compras, vendas, bicicletas e picos de felicidade!

Um dia destes um amigo contava-me que tinha um objeto que lhe trazia um custo fixo anual consideravelmente elevado. Não o usa, nem gosta especialmente dele, mas lá o tem e é um peso! Questionado sobre o porquê da sua compra não soube explicar. Mas referiu que no momento de tratar legalmente esta mesma aquisição o vendedor disse-lhe uma frase que ainda hoje lembra, não exatamente como foi proferida, mas sim o seu sentido, já lá vão alguns anos. Basicamente, o que a pessoa em causa quis dizer é que na nossa relação com certos bens materiais só existem dois momentos em que estamos realmente felizes com eles, exatamente a sua compra e a sua venda! Porque de resto é só ilusão, acrescentaria eu.
E o que é que isso tem haver com bicicletas?
Para uns tenho bicicletas a mais, para outros, por mais bicicletas que se tenha estas nunca são demais. Mas o que os outros pensam não me interessa muito, a não ser que possa eventualmente pensar como uns e outros acerca da minha própria realidade. Às vezes penso que se tivesse aquela bicicleta é que sim senhor! Ia fazer mundos e fundos, ia fazer milagres, não ia parar de andar…
Será? Talvez. Ou talvez não.
Claro que o material ajuda, não é novidade, mas também não faz os tais milagres! Mas as ilusões continuam por aí a fora e este passa a ser um meio de gerar desculpas.
A nossa atitude e a necessidade real, estas sim fazem muita diferença!
Ter uma bicicleta minimamente à altura das necessidades e a atitude certa é meio caminho andado para a relação dar certo, que é como quem diz, para ter momentos duradouros de felizes e prazerosas pedaladas, não tendo de ser necessariamente aquele topo de gama, de última geração, com todas as melhores especificações, que nos deixa a sonhar e a desejar ter. Mais reflexão, menos impulso!
Sim, porque até se pode ter a bicicleta mais completa e competitiva à disposição e não aproveitar nem metade das suas potencialidades; A bicicleta de alta precisão e sofisticação pode trazer mais constrangimentos, limitações e custos do que benefícios; A bicicleta poder ser uma máquina magnífica, supereficiente, extremamente bonita e altamente invejável, mas estar simplesmente sobredimensionada para o que se vai fazer com ela.
E não é difícil gastar o máximo que se pode, ou mais ainda, por pressões sociais e do meio, e depois olharmos para o que fizemos consumidos pelo arrependimento. Claro que também acontece pecar-se por falta, mas a tendência pende naturalmente para o excesso!
Pode este discurso ser uma forma de apaziguar alguns desejos e respetivos resquícios de insatisfação pessoal?
Sim, pode. Se calhar até é, mas o certo é que as minhas bicicletas foram racionalmente escolhidas, com o devido toque de paixão, e continuo a gostar delas, tanto ou mais, como no dia em que as comprei. Estou feliz e satisfeito com elas, que tanto me têm proporcionado. E isso ultrapassa as suas diferenças, caraterísticas, defeitos, gamas e preços!
Se fico por aqui? Talvez. Ou talvez não.
O certo, é que acredito que não faz sentido e é ingrato focar atenções em algo que não passa de uma possibilidade, até porque nem todos os desejos são bons conselheiros, ao invés de aproveitar e usufruir o que se tem. E o que não se tem, se é que me faço entender!
Confesso que um pico de felicidade momentânea associado a uma nova compra até sabe bem, mas de pouco serve se esta satisfação não for sustentável e se prolongue no tempo, até porque já não tem o mesmo sabor ter de associar outro pico de felicidade e respetiva sensação de alívio a uma possível venda!

Das motas às bicicletas - Fóruns, blogues e facebook

Comecei a escrever com mais frequência em fóruns online dedicados às motas, sendo a minha presença mais representativa no Fórum do Clube Motard de São Miguel. Foram muitos momentos de reflexão, argumentação e discussão, alguma acesa demais! Entretanto, com um grupo de amigos motociclistas fundamos o blogue Moto Açores, que mais tarde “internacionaliza-se” e passa a chamar-se Moto Azores. A blogosfera agradou-me sobremaneira e achei que era possível ter em simultâneo um blogue só meu. Foram vários até hoje, sempre com uma forte componente motociclista e musical, entre eles: Motas e Metal; As Minhas Motos; Motarte – Arte Sobre Rodas. Neste último, fiz a transição das motas para as bicicletas, para além de apresentar variadas situações que refletiam a minha vida na altura. As bicicletas passaram a concentrar muita da minha atenção ao contrário das motas. Foi o blogue com mais publicações e tráfego que já tive. Com a entrada no facebook e a quebra dos blogues em geral acabei por fechá-lo. Arrependi-me muitas vezes…
Depois de algum tempo sem uma plataforma fixa onde escrever criei um grupo no facebook dedicado às bicicletas – Eu Ando de Bicicleta em São Miguel, que marcou exatamente o dia em que tive a minha primeira experiência da bicicleta como meio de transporte, estávamos no primeiro trimestre de 2012. Pelo meio ainda tentei dinamizar o blogue "comunitário" Biklas com algumas publicações, entre outras avulsas aqui e acolá. Tudo isso deu-me um novo alento para escrever com regularidade, até que farto da utilização e do tempo que perdia no facebook, entrego a administração do grupo a um colega e abandono esta rede social. O problema é que tudo o que acontecia, acontecia no facebook... Voltei uns meses depois, aderi ao grupo e de pronto foi-me entregue a sua administração, que agora partilhava com outros colegas. A minha utilização desta rede social é muito pouco social, digamos assim. Dedico-me essencialmente ao grupo e acompanho as páginas relativas aos meus interesses. Pouco mais.
Bom, já com saudades da blogosfera, que passava agora por uma nova fase, e uma vez que prefiro de longe os blogues ao facebook, criei um blogue com o mesmo nome do grupo. Durou pouco. Mudei de plataforma, do Blogger para o Sapo. Criei outros, sendo que alguns nem chegaram a ver a luz do dia. Por fim, assentei num projeto com o nome Carreto Fixo. Era um blogue que espelhava as minhas várias experiências na escrita, e claro, a minha visão sobre as bicicletas. No entanto, tornou-se demasiado abrangente e com conteúdos muito divergentes. Assim surge este blogue – Bike Azores, exatamente para se dedicar essencialmente às bicicletas, já que estas continuam a representar uma das componentes mais fortes da minha vida. Desta feita, tudo o que tenho em arquivo relativo a estas será para aqui importado, inclusive diversos textos de outros tempos, dedicados às motas, recuperados de outros blogues e não só. Lá estou a alargar novamente o âmbito do blogue, mas pronto, são coisas mais antigas e acho que conseguem conviver, quando mais não seja para mostrar a transição que aconteceu, das motas para as bicicletas.
Resumindo, este blogue é uma forma de compilar praticamente tudo o que escrevi sobre a temática em causa e o que ainda tenho para escrever, assumindo assim a minha posição e partilhando-a com quem possa estar eventualmente interessado.

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