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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

13.12.19

Rodas e pneus!

Gloria Magenta


Rui Pereira

As rodas Gipiemme da Gloria são os seus componentes mais apelativos. O perfil elevado e a cor viva são o seu cartão de visita.
Ontem, antes da limpeza, resolvi tirar os pneus das rodas, até porque as válvulas das câmaras-de-ar estavam a parecer-me demasiado curtas. Mesmo assim, arrisquei montar tudo novamente.
Os Deestone são os pneus mais duros e difíceis com que já tive de lidar!
Resultado: Cavadela com o desmonta numa das câmaras-de-ar quando já só faltava meter aquele último pedaço de pneu…
Arrumar tudo. E rodas por montar... Ainda não foi desta!
Já que vou ter de comprar uma nova câmara-de-ar, vou montar de vez as duas, com válvulas de maior dimensão, para facilitar o seu enchimento.
Lá vamos nós para o segundo assalto, eu e os pneus Deestone!

gloria_deestone.jpg

24.09.19

Rodas baixas! (1)


Rui Pereira

Antes havia um único objeto com uma função definida e nós que nos adaptássemos a ele, ou no limite, o adaptássemos a nós.
Agora leva-se a especificidade da utilização dos objetos a sério!

Para quem tem perna curta;
Para quem tem medo de alturas;
Para quem tem problemas de equilíbrio;
Para quem quer dar nas vistas;
Para quem não quer ser visto;
Para malabaristas;
Para contorcionistas;
Para animadores;
Para palhaços (profissionais, não dos outros).

Afinal não é assim tão específica, mas até bastante abrangente…
Pronto, existe esta... bicicleta!

mini-bike.jpg
Isso não é um brinquedo para crianças!

11.12.13

Diz-me a medida das rodas da tua bicicleta e eu dir-te-ei quem és!


Rui Pereira

Gostam do título? Lamento desiludir-vos tão prematuramente, mas qualquer semelhança entre este e o que irão ler a seguir (se lerem?!)... Resumindo, não vai acontecer!

 


Este texto não tem qualquer fundamento técnico nem científico, nem sequer empírico, até porque a experiência mais próxima das rodas maiores que tenho é através das rodas 28 da minha bicicleta de estrada! São mais finas, é certo, mas estão apenas a meia polegada das médias (27,5) e a uma das grandes (29). É um argumento parvo para escrever sobre dimensões de rodas de BTT? Pois, se calhar é! Adiante…

Andávamos todos descansados e satisfeitos com as nossas rodas pequenas (26) e vieram estes gajos com invenções para condicionar o nosso descanso (e as nossas carteiras), com promessas de inúmeras vantagens, como que de uma revolução se tratasse! Já estava convencionado que a BTT tinham rodas pequenas, caramba! Bom, na altura não eram pequenas, eram as normais, as certas…

A roda 26 era uma verdadeira instituição dos pisos térreos e neste momento toda a sua pequena estrutura está a ser seriamente abalada!

Ok, as teorias apresentadas até têm alguma lógica, não digo que não. Ok, as rodas grandes depois de lançadas vão permitir cadências mais elevadas, são menos sensíveis aos obstáculos. No que diz respeito à maior tração e poder de travagem pela maior superfície de roda em contacto com o solo já é mais discutível. Por outro lado, também acusam menor agilidade e rapidez de movimentos em consequência do incremento de volume e peso!

As rodas médias. Ui, o equilíbrio, a virtude de estar a meio caminho entre as pequenas e as grandes...
No entanto, para os mais fundamentalistas não são peixe nem carne. Diria que são a soja das rodas. Rápidas mas não nervosas. Estáveis mas não trôpegas. Seguras mas não pesadonas. Dizem reunir o melhor e o pior (o pior acrescentei eu…) dos dois mundos!

Depois de me debruçar sobre este assunto, na forma de um estudo exaustivo, depois de trilhar um duro e longo caminho de avanços e retrocessos na busca do diâmetro ideal, depois de desbravar um tão complexo mundo, cheguei finalmente a uma conclusão:

As melhores rodas são as da minha bicicleta!