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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

21.06.10

Passeio às Furnas com os Rodas ao Domingo


Rui Pereira

Mais um domingo, mais um passeio de bicicleta, desta feita, com uma mais cuidada organização, acompanhamento fotográfico e televisivo (Tudo Sobre Rodas) e com um maior número de participantes, entre membros e amigos, num passeio que já é uma tradição anual do Rodas.
O programa era simples: Saída de Ponta Delgada por volta das 09H00 em direcção às Furnas pelo lado norte da Ilha, com paragem para reagrupamento no Miradouro de Santa Iria. Chegados às Furnas o grupo rumaria ao Parque Terra Nostra, para um reparador banho quente de água férrea, ao que se seguia o almoço de cozido nas caldeiras, no restaurante Tony’s.
O programa foi cumprido, houve grande convívio e correu tudo muito bem, havendo ainda lugar ao sorteio de uns brindes no final do almoço, cortesia das empresas Carreiro & Comp. Lda e Contil – Toshiba. Mais uma vez, a Angela Furtado mostrou a sua dedicação na realização dos eventos, num passeio que marcou a estreia do equipamento oficial do grupo, muito bem conseguido, diga-se de passagem.
Em relação à minha estreia neste trajecto, rolei bastante tempo sozinho, situação que já se tinha verificado na Lagoa do Fogo. Não é culpa de ninguém, é apenas uma questão pessoal. Se não tenho bicicleta, nem ritmo, nem vontade (?!) para acompanhar o grupo da frente, também ando demasiado abaixo daquilo que consigo se for com os elementos mais atrasados. Mesmo assim, acabei por rolar alguns km e chegar às Furnas juntamente com o Miguel Oliveira.
Levamos cerca de 2H30, com algumas variações de ritmo, mas onde imperou o ritmo característico de um passeio, sendo que o ciclómetro roçou os 70 km/h na descida das Pedras do Galego. No meu caso, que faço sempre o “aquecimento” entre R. Peixe e PDL, totalizei 57 “bem-dispostos” km.
O regresso fez-se de carro com a bicicleta no suporte, até porque imaginar-me montado na bicicleta a subir as Pedras do Galego com 57 km nas pernas, um banho na piscina do Terra Nostra e com o estômago atestado de queijo, pão, cozido, ananás e uma Kima, não é dos cenários mais bonitos!

11.06.10

Os "Rodas à Quinta"


Rui Pereira

Exactamente, os Rodas ao Domingo saíram ontem, quinta-feira, e voltei a acompanhar-lhes.
Desta feita, o objectivo era fazer um trajecto nos arredores de Ponta Delgada, para ser possível assistir à Meta Volante, integrada na Volta à Ilha em Bicicleta, que iria acontecer na Estrada Regional da Relva.
O grupo era grande, sem ser enorme, composto por elementos de ambos os sexos e montados em bicicletas de diferentes segmentos, sendo que estiveram presentes duas de estrada, uma “híbrida” e as restantes de BTT. Convenientemente, o percurso ficaria marcado pelo asfalto, à excepção de uma secção de terra mais para o final, mas já lá vamos.
Saímos de São Gonçalo em direcção às novas Rotundas que nos levariam ao final da Fajã de Cima e daí seguimos via estrada das antenas para a via rápida no sentido Capelas – P. Delgada. Depois de descer um pouco esta via, seguimos pelas Arribanas e cruzamos a Covoada até à Vigia das Feteiras. Uns metros mais abaixo, seria a tal Meta Volante, termo que sinceramente, desconhecia o seu significado!
Depois de situados, tanto relativamente ao local exacto, como ao seu significado, lá estacionamos as bicicletas e esperamos pelo grupo de ciclistas que participavam na prova.
Muita conversa, asneiras e risos depois, o pelotão cruza a linha em grande velocidade, onde o “nosso” David Morais impõe-se mais uma vez sobre os continentais presentes. Depois do grupo mais forte ter passado, todos os restantes ciclistas foram aplaudidos com a mesma intensidade pela comitiva dos Rodas que se juntou naquele local, sendo que o Branquinho recebeu indiscutivelmente a maior ovação!
Lá continuamos a nossa marcha, sendo que alguns betetistas seguiram pelo trilho do Miradouro da Rocha da Relva e os restantes pela estrada. Num percurso que gosto muito, tomei a dianteira mais o colega Batista, que fazia uma excelente leitura do terreno, mas numa zona mais complicada engatei-me numa vala, onde a roda virou 90 graus e a ponta do guiador acerta-me numa zona sensível (?!), que me obrigou a uma pequena paragem forçada.
Depois de recomposto, lá segui até ao ponto de encontro com o pessoal que tinha ido pela estrada. Entretanto soubemos que o Paul tinha furado, o que aumentou o tempo de espera, já que a sua Stumpjumper não deixou lhe tirassem a roda assim à primeira.
(Foi aqui que o Pedro Pavão encavou-me este relato!!! lol - Estará também online em "O Rodas ao Domingo")
Bom, restava passarmos pela Relva em direcção à Marginal, onde alguns seguiram em direcção ao local de partida, por diversos motivos, e outros, com mais algum tempo disponível, ainda foram até à praia das Milícias.
Já sozinho, ainda confrontei-me com a subida à Duarte Borges, uma vez que o meu destino era a Vila piscatória de Rabo de Peixe.
Mais uma vez, foi possível constatar o companheirismo e a alegria que se vive no seio deste grupo, mas que no entanto não deixa os seus créditos por mãos alheias, na altura de andar mais a sério, mostrando todos os seus elementos no geral, grande aptidão para fazer quilómetros de bicicleta.

30.05.10

Passeio BTT com os “Rodas ao Domingo”


Rui Pereira

Depois de ter visto no Facebook um dos elementos (Albano Silva) do “O Rodas ao Domingo” a sugerir um trajecto do passeio de domingo para os lados das Sete Cidades, ou seja, ir até à Vista do Rei, fazer as Cumieiras para a Várzea e regressar a Ponta Delgada, decidi que iria com eles, até porque já tinha a ideia de fazer um percurso semelhante há algum tempo.
Éramos seis à partida, mas por indisposição de uma colega, perdemos as duas únicas presenças femininas (Sandra e Dina) na zona do Pico de Salomão. Lá seguimos (Albano, Pedro Pavão, Pedro Faria e eu) a bom ritmo a caminho da Vista do Rei. Algum vento e nevoeiro faziam-se sentir à maneira que subíamos, mas nada que atrapalha-se verdadeiramente.
Ainda tínhamos uma subida pela frente, mas com mais ou menos dificuldade, não tardou e já rolávamos sobre as Cumieiras a um ritmo bastante mais elevado do até agora verificado pois a inclinação era-nos favorável. Nunca tinha feito este percurso de bicicleta e já nem me lembrava das suas características, porque deve ter uns 7 ou 8 anos que o fiz de moto, mas é excelente!
Bom, descida de asfalto até à Várzea onde o vento mostrou-se ainda mais e seguimos o Albano numas canadas que nos levariam à Ferraria. Aproveitamos para ver a evolução das obras em curso naquele local e registar o momento. Foi aí que ficamos de boca aberta quando o Albano saca do seu “computador de bolso” (vulgo telemóvel) para tirar as fotos!
Agora era sair dos Ginetes e dar-lhe sempre pela Estrada Regional, onde aqui e ali, já se comentava sobre a hipotética dureza da parte final que iríamos percorrer até chegar à canada na Vigia das Feteiras que nos levaria à Relva. O Pedro Pavão que está em grande forma tomava a dianteira e imponha um ritmo bastante vivo. Saí atrás dele e vim sempre colado à sua roda, imitando qualquer movimento da sua parte, durante toda esta parte do percurso, que parecia nunca mais acabar. Não trocamos uma única palavra, nem sequer um olhar, tal era o nível de concentração (sofrimento?! lol), mas à chegada, ele estava satisfeito por ter dado o máximo e eu também, por ter conseguido acompanhar-lhe.
Depois de aguardarmos pela chegada do outro Pedro e do Albano, lá fomos pela canada de acesso ao Miradouro da Rocha da Relva, que nesta primeira secção apresenta-se bastante degradada e algo perigosa, com profundos regos e muita pedra, a requererem alguma atenção e cautela.
O Albano ficou em Sta. Clara, enquanto nós seguimos para a Marginal para tentar assistir aos momentos finais da prova de ciclismo que decorria, o que já não foi possível, porque entretanto acabara.
Depois de algumas palavras e cumprimentos no local da concentração, pus-me a caminho de casa, mas ainda em São Roque fui obrigado a parar definitivamente com um furo. A Maria veio buscar-me, poupando-me de mais uns 10 km, numa altura em que o meu ciclómetro marcava 72!
Os meus agradecimentos aos elementos do “O Rodas ao Domingo” pela companhia e pelo passeio proporcionado, que foi grande em todos os sentidos!