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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

15.07.19

"Half people and half bicycles"


Rui Pereira

The gross and net result of it is that people who spend most of their natural lives riding iron bicycles over the rocky roadsteads of this parish get their personalities mixed up with the personalities of their bicycle as a result of the interchanging of the atoms of each of them and you would be surprised at the number of people in these parts who nearly are half people and half bicycles.” – Flann O’Brien

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19.06.19

Guiador e moldura!


Rui Pereira

Segunda foi dia de testar mais a fundo a nova geometria da fixed-gear. Desde logo, por ser um guiador sem elevação, obriga a uma posição mais radical, com o tronco deitado sobre a frente, compensando apenas com um maior controlo na condução, por ser substancialmente mais comprido. A pedalar de pé e em carga notei alguma instabilidade pontual, com a bicicleta a mostrar tendência para fazer derivas laterais, mas a subir sentado, mesmo com as mãos mais afastadas, a posição revelou-se bastante acertada. Com o novo guiador optei por instalar outros punhos e, apesar de gostar deles, acho-os sempre demasiado finos. Em jeito de conclusão, posso dizer que foi uma alteração muito positiva. Inclusive no capítulo da estética, e aqui junta-se também a opinião do meu assistente, os ganhos foram expressivos.

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A par desta alteração, aproveitei para explorar uma possibilidade que esta bicicleta oferece, mas que nunca lhe dei a devida atenção. A coluna de direção vem equipada com uma espécie de moldura que identifica a bicicleta e fomenta a personalização da mesma, permitindo adicionar uma imagem ao nosso gosto. Ou simplesmente deixá-la vazia, que foi o que fiz até agora. Assim, recortei uma fotografia antiga do meu assistente e “levei-o” a passear comigo, de capacete e tudo. Infelizmente chovei e não a tinha plastificado…

16.06.19

Em brasa!


Rui Pereira

O livro FIXED – Global fixed-gear bike culture veio baralhar-me as ideias.
Tive uma manhã inteira a fazer skids. Uma semana depois ainda tenho dores numa perna. Já tinha idade para ter juízo... Que se lixe!

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Tive à procura de um guiador novo para a fixed-gear. Encontrei um que até agora ninguém quis... Melhor para mim. Ok, não é preto, mas foi barato e dá perfeitamente para o que quero. Gostei do resultado! A posição de condução é mais agressiva, por ser consideravelmente mais baixa, mas ao mesmo tempo, a sensação de controlo é superior devido ao seu maior comprimento. E dá aquele toque personalizado mais radical.
Gosto de imaginar que estou em brasa na minha relação com a gótica. Fantasiar é fácil. Mas…

Este texto é um pretexto para enfiar aqui um videoclipe de rap, com nome a condizer e tudo. É um gosto relativamente recente. Aprendi a gostar de hip-hop e de rap pelas batidas empregues, mas acima de tudo, pela competência da escrita dos MC, jogando com as palavras em forma de rimas carregadas de sentido. E depois pela capacidade de as debitar a grande velocidade conseguindo a musicalidade certa.
Para além da mania para andar em bicicletas estranhas tenho esta tendência para ouvir músicas de puto. O que é que hei de fazer? Não consigo viver sem estas merd@s...

11.06.19

SKIDS!


Rui Pereira

«… doíam-me músculos que nem sabia que existiam!»
É uma expressão muito dita, mas que pessoalmente não utilizo, embora saiba perfeitamente o que são dores musculares incapacitantes advindas de exercícios a que o corpo não está rotinado.
Domingo acordei determinado. Omelete para o pequeno-almoço e direito à garagem para trocar os pneus à fixie. Objetivo: SKIDS!
Um skid é uma manobra que consiste em bloquear a roda traseira de uma bicicleta de carreto fixo sem recurso a travões auxiliares. Basicamente é parar os pedais e respetiva roda com a força das pernas. A técnica inicial é teoricamente simples (velocidade adequada, pedais paralelos, perna dominante empurra o pedal para baixo, a outra puxa o outro pedal para cima e alivia-se a roda traseira do peso do corpo), mas exige treino e alguma destreza. É preciso alguma força e sobretudo jeito, que se adquire com a prática.
Já tinha tentado e feito tímidos skids, essencialmente em superfícies com pouco atrito que me facilitavam o bloqueio da roda traseira. E também já me tinha capacitado que não era manobra para mim. Mas mudei de ideias.
Uma bicicleta de carreto fixo pode ser muita coisa, menos permissiva. Hesitas? Falhas? Atrapalhas-te? Ou tens sorte ou pagas por isso. Algumas tentativas foram mais ou menos falhadas, mas estava tão determinado a conseguir fazer skids que o resultado acabou por ser muito positivo. Não posso dizer que domino a técnica e acho que nunca o vou poder dizer, mas já tenho uma noção geral de como fazê-lo, seja por vontade, seja por necessidade.
Resultado: Sorriso (apreensivo) no rosto da satisfação de atingir (minimamente) o objetivo… e umas dores nas pernas, algumas, em músculos que nunca tinha sentido!