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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

21.06.19

Um anda sobre travessas. O outro sobre pitões.


Rui Pereira

São as travessas que me unem aos pedais da bicicleta. É esta união que me permite ser mais eficiente na pedalada e o garante da necessária segurança. É o típico “clank” que assegura o encaixe perfeito, que me diz “estamos prontos, podemos ir”. Eu e a bicicleta, neste momento, somos um só. Eu comando, ela obedece. Às vezes reclama, reage mal, a traiçoeira. Não, não é. Há sempre uma razão para uma reação inesperada e, na maior parte das vezes, está isenta de culpas. Já eu! Mas somos uma unidade eficaz. Do movimento que lhe concedo aos pedais ela retribui, honestamente, com deslocação e velocidade. Lança-nos para a frente! Eu aconchego as mãos sobre o seu guiador e emprego ainda mais força e rapidez no movimento. Aí vamos nós, somos um só!

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Sai um passe em profundidade e a bola surge com velocidade à sua frente. Ele arranca forte para não a perder para a linha de fundo. Finca os pitões das chuteiras no relvado sintético, assume uma posição mais aerodinâmica, que lhe permite baixar o centro de gravidade e dá início a um sprint embalado pelo rápido movimento dos braços. Domina a bola, finta o jogador adversário com a missão de o marcar e, no limite das forças e do espaço, alcança a bola e cruza-a em altura para a grande área. O seu colega estica-se no ar, mas o guarda-redes interceta-a! Parado, inclina-se para a frente e apoia as mãos nos joelhos abanando a cabeça. Tenta recuperar o fôlego. Ergue-se, levanta o polegar ao colega e recupera a sua posição. O jogo continua!

29.01.19

Uns sapatos de BTT e as tartarugas "ninja"!


Rui Pereira

Deve ser porreiro ter o nosso animal de estimação a acompanhar-nos naquilo que mais gostamos de fazer. É com uma certa inveja (positiva) que visualizo vídeos de ciclistas a fazer grandes descidas com as suas bicicletas e com os seus cães atrás... ou à frente.
Não temos cães, mas temos duas tartarugas!
Não estou a vê-las correrem atrás (muito menos à frente) das nossas bicicletas, até porque não são os animais mais rápidos e interativos…
Estão lá na sua vida e têm o seu ritmo próprio, e nós gostamos delas assim…
Mas, atenção, trepam e andam sobre os meus sapatos de BTT.

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27.05.17

Pedais vs. Vento. Sapatos vs. Chuva.


Rui Pereira

A minha pontaria para escolher os dias certos para fazer coisas é tanta que até chateia!
Experimentar os sapatos e os pedais novos? Debaixo de chuva, pois claro.
E como se não bastasse, tinha acabado de passar uma mangueirada na bicicleta quando o c@brão do vento atira-me com ela ao chão, pois claro.
Bom, na verdade não existem dias certos para fazer estas coisas. Tinha vontade e disponibilidade, fui. Calhou estar de chuva, paciência.
O pedal direito já se diferencia esteticamente do esquerdo? É lixado, logo no primeiro dia, mas que se lixe!
Quanto aos sapatos? Não são impermeáveis, é só o que tenho a dizer…

 

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