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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

09.07.20

Ilustrações trocadas


Rui Pereira

globe_ruinas.jpg

Indeciso quanto à escolha da imagem para ilustrar o meu texto anterior, acabei por escolher aquela que achei fazer mais sentido. A realidade é que a bicicleta em causa é esta que aparece agora, a Globe Roll 01.

Eh Rui, acho que esta é a bicicleta mais bonita que tu tens!

Esta foi uma afirmação mais recente, feita por um amigo, perante uma das minhas bicicletas de carreto fixo, que passou a fazer parte da minha rotina diária, a mesma que apareceu na publicação de ontem, a Gloria Magenta.

Publicações certas com ilustrações trocadas, mas que fazem sentido. Um pretexto para publicar mais umas fotografias destas peculiares bicicletas. O mesmo retorno.

Conclusão: eu sou chato (por estar sempre a carregar na mesma tecla) e estas bicicletas são especiais!

08.07.20

Outro mundo!


Rui Pereira

Esta bicicleta é tão clean, tão simples… É muito bonita!
Às vezes temos a mania… e esta é assim, e…

Foi mais ou menos isso que ouvi quando me cruzei com um casal amigo numa volta de domingo aos comandos de uma das minhas bicicletas de carreto fixo. E se calhar não foi por acaso que surgiu da parte do elemento feminino. O masculino estava mais preocupado em saber se era aquela a bicicleta com que costumava andar… Sensibilidade?
Devo ser um bocadinho suspeito para concordar com estas afirmações, mas estão perfeitamente alinhadas com o que venho defendendo há muito tempo.
Uma bicicleta básica não passa muito de uma estrutura de tubos metálicos soldados, um par de rodas, uma corrente, umas rodas dentadas, um guiador, um selim e umas alavancas com pedais…
É simples, não é?
E esta simplicidade não lhe belisca em nada a beleza ou a função, muito pelo contrário.
Enquanto que o mundo à minha volta continua sedento de inovação, eficácia e tecnologia, numa busca inglória de algo único, como se da última bolacha do pacote se tratasse, com um prazo de validade cada vez mais curto, eu pedalo num mundo paralelo muito mais básico, puro, natural, duradouro, descomplicado e… estiloso!

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07.07.20

Fixies, skids, joelhos, presente, futuro!


Rui Pereira

Os meus joelhos ressentem-se dos skids
Mas é mais forte do que eu, agora que finalmente domino a manobra com mais à vontade e não resisto fazê-la. E não posso exatamente usar o argumento - necessidade, uma vez que para contrariar o movimento excessivo dos pedais à força de pernas conto com o auxílio do travão dianteiro.
Os meus joelhos também se ressentem desta mesma rotação elevada e da minha oposição…
Passa-me tanta coisa pela cabeça…
Não ter nem 20 nem 30 anos, que é o mesmo que dizer que devia ter-me dedicado mais cedo e que já tenho idade para ter juízo; ter de gerir as minhas mazelas e respetivas consequências; estar a desgastar pneu escusadamente.
Ou a memória é curta ou a atração é tão grande que nada é motivo para, domingo após domingo, não levar a fixed-gear para a estrada.
Quem anda de bicicleta sabe que a luta com a respetiva é uma constante. No caso de uma bicicleta tão peculiar a luta é ainda mais intensa, crua e visceral.
Será que o meu joelho esquerdo vai aguentar mais uma ou duas décadas disso? Não sei. Tenho consciência que é preciso alguma moderação e preservação, mas não vou deixar aquilo que tanto gozo me dá fazer em nome do incerto.
Assim, o certo é que (muito provavelmente) vou-me queixar do(s) joelho(s)...
Não é uma coisa boa, mas acho que existem piores. Como por exemplo, daqui a uns anos, estar sentado num sofá em frente à televisão, com os joelhos lixados na mesma, já sem poder andar de bicicleta, a pensar no quanto devia ter aproveitado hoje…

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27.03.20

"As minhas gatas”


Rui Pereira

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Há 10 anos atrás, se me dissessem que hoje estas seriam as minhas bicicletas preferidas, não acreditaria.
Com o passar dos anos podia estar a ficar mais burguês e conservador, mas não!
As minhas bicicletas de carreto fixo reúnem, como nenhumas, aquilo que mais privilegio atualmente numa bicicleta.
São encantadoramente radicais!
Tenho bicicletas muito melhores, tecnologicamente falando, mais sofisticadas, eficazes e caras, mas falta-lhes carisma e caráter, e aquela imagem simples, limpa e minimalista que tanto aprecio.
Para além disso, não permitem uma interação tão peculiar e próxima, elevada ao nível da personificação, como acontece com as fixed-gear.

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A gata que surgiu na fotografia é dos meus vizinhos do lado de baixo.
Os do lado de cima também têm uma.
Fazem questão de aparecer quando estamos lá fora.
Não são nossas, acho que gostam de nós.
Nós também gostamos delas, quase tanto como se fossem…

13.02.20

Rotina de carreto fixo!


Rui Pereira

Um dia destes perguntaram-me se já estava rotinado a andar com a minha fixed-gear.
Tendo várias bicicletas é normal que vá variando entre elas. O facto é que não ando tantas vezes como isso, principalmente agora que os dias são mais curtos. Por um lado, é menos o mais do mesmo, por outro, nunca ganho aquele à vontade que teria se andasse quase sempre com uma ou duas delas.
Tratando-se de uma bicicleta de carreto fixo, que também não é nenhum bicho de sete cabeças, a exigência e o período de adaptação são ainda maiores. O uso continuado e a proximidade fazem toda a diferença. Por exemplo, e por força do hábito, não era raro esquecer-me de que não é possível parar de pedalar a meio da pedalada, nem é possível ajustar o pedaleiro para fazer aquela curva mais apertada a exigir alguma inclinação da bicicleta.
Os pedais não param! Não é possível desmultiplicar a transmissão! É preciso abrandar com as pernas! – São mensagens que convém assimilar.
Hoje, tenho duas fixies e já estou muito mais rotinado com elas e com as suas diferenças. A mudança da “ficha” acontece naturalmente assim que as monto e os esquecimentos, sempre lembrados da pior maneira, praticamente já não acontecem.
Mas já atirei a toalha ao chão e tive a minha primeira fixie na configuração singlespeed durante algum tempo…
Agora conheço bem as suas caraterísticas, manhas e manias, e automaticamente sou um ciclista diferente. Já não vou tão tenso e apreensivo, nem focado nas dificuldades. Elas são assim, exigentes e limitadas, mas também únicas, desafiantes e espetaculares. Aprendi a desfrutar disso!
Não escondo o orgulho e a satisfação que tenho de andar de fixed-gear. De ser diferente. De não ter reprimido o gosto e a vontade que tive de ter uma bicicleta deste segmento, apesar de todos os indicadores apontarem não ser boa ideia fazê-lo.

12.02.20

Intemporal


Rui Pereira

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A música é moderna, mas a sua melodia recua aos anos 80. A bicicleta de carreto fixo é uma nova moda, mas recua aos seus antepassados. A ciclista já ultrapassou a fasquia das quatro décadas, mas posa como uma miúda de metade da idade...

A música e a bicicleta assentam-lhe tão bem!

06.01.20

O teste!

Gloria Magenta


Rui Pereira

Baixas expetativas e a normal apreensão inicial. Foi assim que levei a Gloria Magenta à estrada pela primeira vez. E ainda bem que assim foi, porque acabei surpreendido positivamente.

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Ok, é uma bicicleta pesada, não prima pela nobreza dos componentes nem dos acabamentos, mas revelou um rolar fluido e suave. Pelo menos na ausência de inclinações mais acentuadas, quer ascendentes, quer descendentes. Não há milagres!
Considerando os valores despendidos por cada uma das minhas “fixies”, o da Globe Roll dava para comprar três Glorias. A Roll é indiscutivelmente melhor, mas na prática, a andar, é preciso ter algum conhecimento específico para justificar a diferença.
Acima de tudo, e tal como esperava que fosse, é honesta. E depois é bonita, simples, minimalista e desafiante, como a maioria das “fixed gear” são. No caso, com umas rodas de perfil alto num laranja vibrante e uma corrente vermelha a darem suficientemente nas vistas.

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E pronto, lá está mais uma… Às vezes chateia-me não conseguir dar-lhes o devido uso. E quantas mais são menos uso lhes dou, mas o facto é que é sempre um prazer ter mais uma bicicleta!

16.12.19

"Projeto" concluído!

Gloria Magenta


Rui Pereira

A Gloria Magenta está pronta. Não foi uma grande preparação/personalização, mas estou muito satisfeito com o resultado.
Tal como pretendido, os únicos componentes que tive de comprar foram duas câmaras-de-ar, e foi porque inutilizei uma na montagem, de resto, aproveitei tudo o que tinha em casa.

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Lista de componentes: Punhos; terminais de punhos; campainha “I love my bike”; manete de travão; espiral de cabo; parafusos; pedais plataforma com gaiolas; selim.
A primeira coisa que fiz, depois de uma limpeza geral, foi corrigir a colagem do logotipo da marca na coluna de direção e dar alguns retoques na pintura. Ficaram por dar uns nas rodas, que farei assim que arranjar a cor em causa.

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Abdiquei do sistema de travão traseiro, uma vez que ficou definida na configuração carreto fixo. Encurtei o guiador original em seis centímetros.
O quadro da Gloria é grande (e pesado) – 57 e ainda não tive a oportunidade de a experimentar sem ser estaticamente, mas não me parece que isso venha a ser um problema, até porque terá um uso mais específico.

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Estava com disponibilidade para encarar calmamente este processo de preparação da Gloria Magenta, mas nem uma semana passou e ficou despachada. Foi uma questão de aproveitar o fim de semana de mau tempo. Não andei de bicicleta, mas tive agarrado a elas!

13.12.19

Rodas e pneus!

Gloria Magenta


Rui Pereira

As rodas Gipiemme da Gloria são os seus componentes mais apelativos. O perfil elevado e a cor viva são o seu cartão de visita.
Ontem, antes da limpeza, resolvi tirar os pneus das rodas, até porque as válvulas das câmaras-de-ar estavam a parecer-me demasiado curtas. Mesmo assim, arrisquei montar tudo novamente.
Os Deestone são os pneus mais duros e difíceis com que já tive de lidar!
Resultado: Cavadela com o desmonta numa das câmaras-de-ar quando já só faltava meter aquele último pedaço de pneu…
Arrumar tudo. E rodas por montar... Ainda não foi desta!
Já que vou ter de comprar uma nova câmara-de-ar, vou montar de vez as duas, com válvulas de maior dimensão, para facilitar o seu enchimento.
Lá vamos nós para o segundo assalto, eu e os pneus Deestone!

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12.12.19

Nome: Gloria Magenta


Rui Pereira

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Specialized, Órbita, Globe e Gloria são as marcas das minhas bicicletas. Não são nomes. Aliás, nenhuma tem nome, porque não gosto de dar nomes às bicicletas. A marca – Gloria, da minha mais recente aquisição, pode sugerir que fui eu que a batizei. Não o faria, até porque nem acho este nome especialmente bonito, embora sugira, lá está, grande feito ou virtude. Confesso que mal a conheço, ainda nem sequer andei nela, mas não me parece que tenha grandes virtudes. Chega-me que seja tão honesta como é modesta. Um dia dei um nome a uma mota que tinha. Uma espécie de diminutivo fofinho da marca – Suzuki. Hoje lembro-me disso e acho ridículo, daí nunca mais ter dado nomes ao que quer que seja que tenha rodas. E mesmo que não tenha. Têm marca, têm modelo, e chega. Gloria Magenta… Já de si é meio esquisito, não é?