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Bike Azores

A experimentar o verdadeiro sentido da palavra liberdade!

27.10.20

Bikes & Skates


Rui Pereira

O surf, como modalidade desportiva, é apelativo. Mas chateia-me a dependência de vários fatores naturais para ter as condições mínimas para a sua prática. Independentemente disso, não devo fazê-lo por limitações físicas, preferindo não correr riscos sob pena de meter em causa outras práticas prioritárias para mim. Assunto arrumado.
Já o surfskate é outra conversa. Exemplo de um domingo agradável é ter a manhã ocupada a pedalar e a tarde a rolar em cima do meu skate, aqui, já na companhia do meu filho.

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A idade e uma forma própria de encarar estas coisas fazem-me agir descontraidamente e sem grandes objetivos. Na bicicleta pedalo com gosto até alcançar aquela hora razoável para o almoço. Contabilidades? Estatísticas? Deixo-as para outras áreas onde serão imprescindíveis. No skate ando para cá e para lá tentando algumas variações e mudanças de direção, dentro das minhas limitações técnicas. E sento-me, observo, troco palavras e volto a andar. As manobras, no verdadeiro sentido da palavra, deixo-as para quem realmente percebe disso.

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Comecei tarde, mas sem complexos. E não tento recuperar o tempo perdido a todo o custo. Pelo contrário, fico muito satisfeito por ter tido esta abertura e hoje conseguir usufruir de uma modalidade que um dia julguei completamente fora de questão. Falo principalmente do skate, mas se pensar bem, também já aconteceu com as bicicletas, quando um dia julguei que não seriam uma possibilidade no futuro.
O futuro é hoje. E, por incrível que pareça, as bicicletas e os skates estão mais presentes do que nunca!
São estes modestos objetos que me asseguram bem-estar, descontração e divertimento. Que me fazem aliviar o peso dos problemas e das minhas frustrações. Que me proporcionam um domingo mais significativo e agradável. E quem diz domingo diz outro dia qualquer…

10.09.20

De skate


Rui Pereira

 

Os skates iam connosco para todo o lado.
Sempre na bagageira do carro, era escusado contar com o espaço que ocupavam para outro fim.

Uma manhã mais sombria com um mar a condizer – skate!
Um passeio na sua fase final – skate!
Uma estrada tranquila e apropriada – skate!
Um dia de praia a acabar com o pôr-do-sol – skate!

Dá-me muito gozo bombear e progredir no meu surfskate. Inclinar, levar a mão à tábua, curvar, mudar subitamente de direção. As parcas manobras são muito mais sentidas do que visualmente transmitidas, ou seja, parecem-me muito mais espetaculares do que na realidade são, mas chegam perfeitamente para me sentir minimamente competente e feliz em cima de uma tábua com quatro rodas!

Para além da parte funcional aprecio cada vez mais o objeto em si. Forma, cor, detalhes, função, materiais empregues.

Eu que, depois da experiência menos positiva na juventude, durante tanto tempo, achei que skates não eram para mim…

17.07.20

Skates!


Rui Pereira

Sempre que os números de visitas do blogue sobem foi porque a equipa do SAPOBlogs destacou alguma das minhas publicações. Desta feita, o destaque aconteceu porque falei sobre uma oportunidade perdida, supostamente um tema pouco abordado. Agradecido!

Uma das oportunidades que agarrei recentemente, apesar dos receios e das reticências, diz respeito aos skates. A estes associava quedas, esfoladelas e nódoas negras. Alguma loucura e aptidão… fixe para miúdos. Algum do preconceito persiste, até porque não me vejo sobre um skate de street a fazer manobras, nem mesmo num cruiser ou longboard a alta velocidade, mas adoro o bombear de um surfskate, simulando o surfar das ondas em terra!
Desta vez não vacilei e, determinado, saí da loja com o Dstreet Navaho debaixo do braço.
Já o miúdo, é um miúdo, claro. Também não é muito dado a manobras, mas gosta de velocidade e de cruisers.
Eu divido as atenções entre as bicicletas e os skates. Ele diz, claramente, que não quer saber de bicicletas e que só gosta de skates e futebol…

23.06.20

SurfSkate!


Rui Pereira

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Uma tábua larga, arredondada e colorida. Por cima, dois pedaços de lixa, por baixo, aplicações plásticas e pinturas garridas. Rodas verdes. Assim era o último (e único) skate que tive. Das memórias também constam joelhos esfolados e nódoas negras nas canelas…
Por influência da nova geração e muitos anos depois e seguro que muito dificilmente voltaria a subir para cima de um skate, experimentei um waveboard. Não é bem um skate, mas é parecido. Aprendi, caí, lambi as feridas no corpo e no ego, e insisti.
A possibilidade de sentir em terra, mesmo que ao de leve, as sensações de surfar uma prancha nas ondas, cativou-me...
Tenho um skate, um surfskate!