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Bike Azores

A experimentar o verdadeiro sentido da palavra liberdade!

21.02.17

Roda Gira Arrogante


Rui Pereira

Não tenho grandes sonhos ou ambições no que toca às bicicletas, mas desde que despertei para o mundo “singlespeed” e "fixed gear" que a Roda Gira passou a ser uma das minhas principais referências. Há várias bicicletas que gosto especialmente. Para além das minhas, claro. Uma delas é a Roda Gira Arrogante.
Para quem não sabe, a Roda Gira é uma marca portuguesa gerida por um dedicado entusiasta do carreto fixo, que a partir de um pequeno espaço, bem na baixa de Lisboa, leva a sua marca além-fronteiras, onde as suas bicicletas já são conhecidas e apreciadas um pouco por todo o mundo.
A Arrogante é um dos modelos disponíveis. Na realidade é um quadro, que depois de montado com os componentes escolhidos pelo proprietário formam a bicicleta. Os tubos de alumínio que o compõem são da Columbus e a forqueta da mesma proveniência é de carbono. Desde logo fiquei fã deste quadro/bicicleta, tanto pelo seu desenho como pela exuberância da sua pintura. Tem sido alvo de alguns refinamentos e surgiram novas combinações cromáticas, algumas muito bem conseguidas. Para mim, a Arrogante é em amarelo, rosa e azul, tal como a primeira. Mas a mais recente e espetacular "all black" veio baralhar um pouco as coisas. 
Os componentes escolhidos na montagem de apresentação (imagem) formam um conjunto que prima pelo equilíbrio estético e dinâmico. A toda esta harmonia não será alheia uma criteriosa escolha, tendo em conta a imagem e a qualidade destes mesmos componentes.
Considerando a minha realidade física e o local onde vivo seriam necessárias algumas alterações nesta Arrogante. Desde logo a instalação de um travão na dianteira. Depois, o ideal seria o carreto fixo dar o seu lugar a uma roda livre com travão de contrapedal. Os mais puristas diriam que estas alterações desvirtuariam totalmente esta bicicleta. E eu como não purista diria a mesma coisa, já que não podia estar mais de acordo.
Mesmo sabendo que esta não é uma bicicleta para mim, não quer dizer que não a aprecie e não possa figurar lá no topo do meu lote de bicicletas preferidas. O facto é que gosto de ver e pensar esta Arrogante tal e igual como foi idealizada. Assim!

 

rg_arrogante.jpg

Roda Gira

Roda Gira Loja

26.05.08

Os meus devaneios de motociclista sonhador!


Rui Pereira

Como grande admirador de motos, e há quase 2 décadas como condutor, têm-me passado pelas mãos das mais diversas marcas e estilos…
Mas com o acumular de conhecimentos, experiências e um natural apuro de gosto e exigência, comecei a olhar para as produções europeias, no que toca às “duas rodas”, com outros olhos…
Mais do que ter uma moto com boa relação preço/qualidade, potência, fiabilidade e prestações, características como carisma, história, estilo e exclusividade, começaram a ganhar importância…
Partindo deste principio e tendo como sonho de sempre, abrir um stand de motos, com um olhar atento sobre o nosso peculiar mercado, não foi difícil chegar a uma marca que para além de não ter representação para os Açores, reúne de um modo geral, as características acima enunciadas, ou seja, o melhor dos dois mundos, a Triumph…
De facto, esta marca inglesa tem um historial incrível, mesmo nas situações mais delicadas por que atravessou, soube sempre dar a volta e actualmente apresenta-se num momento de forma invejável, pois ainda no ano fiscal de 2007 teve resultados brutos e vendas superiores em 10%, comparativamente ao ano anterior…
Para além destes números, há uns anos para cá a Triumph tem feito crescer a sua gama de motos, sempre com a habitual qualidade e cuidado, que são notórios nas suas produções, mas a preços competitivos. A gama divide-se em três grupos denominados de “Modern Classics”, “Urban Sports” e “Cruisers”, dos quais distingo os modelos Scrambler, Speed triple e Rocket III, de cada grupo respectivamente…
Isso para não falar no seu característico motor de três cilindros que nas suas últimas evoluções tem mostrado um elevado potencial, inclusive superior à concorrência japonesa com os tradicionais quatro em linha…
Relativamente ao negócio em si, o meu objectivo era numa fase inicial dedicar-me apenas à Triumph, fazendo todos os esforços para que o nome da marca ganha-se estatuto no meio por ser um produto diferente, num mercado algo preconceituoso e limitado em termos de dimensão, onde as marcas japonesas têm uma forte implantação…
De facto, considero a aposta na imagem e na diferença fundamentais, porque apesar das particularidades do nosso mercado, já começa a surgir, mesmo que de forma tímida, quem procure algo mais exclusivo, com maior estatuto e carisma…
O ideal em termos de espaço seria uma estrutura onde fosse possível ter todos os sectores do negócio (stand; stocks; oficina; serviços administrativos) concentrados, como forma de prestar um melhor serviço e reduzir custos, sendo um armazém num parque de negócios actual e moderno, com boa localização, o meu objectivo…
O local de venda e exposição, tal como todos os restantes espaços, teriam uma imagem simples, ampla e apelativa, onde as cores da marca dominariam a decoração, sob a adequada luminosidade…
Como forma de levar pessoas ao espaço, a ideia era criar hábito de local de encontro e proporcionar um ambiente de família aos futuros clientes, distinguindo-os com algumas lembranças (Triumph) em ocasiões especiais, como aniversários, etc., para além de se disponibilizar para a generalidade dos nossos visitantes alguns produtos como internet, revistas, “gadgets”, etc. ligados às motos, e claro, o habitual “merchandising” e linhas de vestuário e acessórios da marca. No fundo oferecer toda a distinção que um cliente Triumph merece…
Este seria essencialmente um negócio de cariz familiar e de paixão, uma vez que tem como base um dos maiores gostos da minha vida – as motos!
Claro que toda esta paixão e motivação são refreadas pela realidade dos negócios em si e o risco que comporta. Para além da indefinição do possível retorno, existem diversas dificuldades a ter em conta…

Principais dificuldades:
- Elevado investimento – O valor de aquisição da estrutura é bastante elevado, isso sem falar em toda a sua preparação e equipamentos de adequação ao negócio e todos os outros custos inerentes;
- Mercado – A pequena dimensão e os preconceitos relativos às marcas “não japonesas” no meio, caracterizam o nosso mercado;
- Mão-de-obra especializada (mecânica) – Normalmente é uma actividade praticada por pessoas com um menor grau de instrução e sem a sensibilidade necessária para lidar com máquinas cada vez mais precisas e minuciosas onde a electrónica impera. Para mais, releva-se escassa no que diz respeito às motos;
- Desconhecimento do negócio – Apesar de ligado às motos há muito tempo esta ligação sempre foi de comprador/possuidor, ou seja do outro lado.