Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Parque Urbano PDL

Em tempos foi anunciada a execução de um circuito permanente para BTT no Parque Urbano em Ponta Delgada. Achei uma excelente ideia, claro, por todas as razões e mais alguma…

FSRxc_PU1.jpg

 

Até hoje, nada!

FSRxc_PU3.jpg

 

Não há circuito, mas há quem, à margem disso, no topo deste parque, continue a arregaçar mangas criando novas linhas e obstáculos para percorrer e ultrapassar de bicicleta!

FSRxc_PU2.jpg


Domingo fui lá experimentar alguns destes trabalhos.

Companheira de BTT

A Specialized FSRxc Pro de 2009 é a companheira de duas rodas a pedais que tenho há mais tempo. Depois de ter regressado às bicicletas com uma BTT, mais ou menos de entrada de gama, dou o salto um ano depois. Com esta suspensão total entusiasmei-me, arrefeci, arrependi-me, voltei a entusiasmar-me…
Hoje, e com a concorrência da Estrada, olho para ela com um misto de sentimentos. Negativos, essencialmente por não a usar condignamente e em consequência ter despesas escusadas. Positivos, apesar das suas limitações e inerente desatualização perante as BTT atuais, por saber que muito dificilmente terei condições para ter uma bicicleta equivalente e por reconhecer a sua capacidade de me deixar com um sorriso na cara de cada vez que saio aos seus comandos. Já são alguns anos, muitos quilómetros e outras tantas aventuras... Juntos!

szd_fsrxc.jpg

Já passou por diferentes configurações e “calçado”, de acordo com as minhas manias e estado de espírito, mas a sua sólida e bem concebida base está sempre lá presente. É uma Trail com alguma vocação para os trilhos mais acessíveis, disponibilizando 120mm de curso nas suspensões. Não se destaca especialmente em nenhum departamento, mas permite dar a cara em vários sem grandes constrangimentos, já que é dona de uma grande polivalência.
Mais limitado sou eu, já que se mantem firme e (quase) sempre pronta para (todas) as curvas. Ainda um dia destes me perguntaram: «É nova?»
Em tempos, com duas rodas não necessariamente a pedais, fiz trocas que antes tivesse batido com a cabeça na parede! Aprendi. Portanto, teorias, circunstâncias, desejos e funcionalidades à parte, o certo é que não fui, não sou, nem sei se alguma vez serei capaz de me desfazer desta minha companheira!

A escrita, as voltas e o método da escolha das bicicletas

Depois de um texto que me deu muito prazer escrever e que me valeu um destaque no SapoBlogs , já lá vão 11 dias, tive várias vezes de mãos sobre o teclado, a olhar para uma folha em branco e não consegui escrever nada! Aliás, neste momento que estou a tentar escrever alguma coisa esforço-me por alinhar ideias e dar um rumo a esta publicação.
O facto é que não tem acontecido nada de muito relevante, ou seja, tem andado tudo dentro da normalidade. E isso não é necessariamente mau, já que evito dar demasiada importância a situações negativas e assim estas também não seriam destacadas aqui. Faltariam os motivos à mesma com a agravante do mal-estar consequente.
Atenção, escrever é um gosto e não uma obrigação, mas às vezes é preciso forçar um bocadinho. Se me começo a abster da escrita entro numa espiral e vou por aí a fora… quanto menos escrevo, menos vontade tenho de escrever. E, já agora, quanto menos ando de bicicleta, menos vontade tenho de andar de bicicleta!

allez_estrada.jpg


A minha última volta de bicicleta foi muito proveitosa ao nível do pensamento (tanto que parece ter-me esgotado as ideias!) e serviu para reconhecer o bem que me fazem estas mesmas voltas e para definir a atitude que devo continuar a seguir, exatamente por ser aquela com que mais me identifico e que me é benéfica.
Ultimamente a bicicleta escolhida tem sido a Specialized Allez, com um desempenho que não desilude, mas está na altura de lhe dar algum “descanso”. Não sem antes ter de passar por uma rotina de limpeza e lubrificação, para então ser devidamente estacionada. Ah, tinha em mente uma intervenção maior ao nível estético nesta bicicleta, como que um regresso às origens, mas irá ficar para mais tarde.
Depois de um interregno voluntário, onde só a apreciava ocasionalmente e de forma estática, agora vou tirar o pó à Specialized Roubaix e levar-lhe para a estrada. Confesso que já tenho saudades de um outro nível de eficiência, performance e conforto. Que é como quem diz, tenho saudades do seu tato, do seu rolar e da sua suavidade.
Já que tenho por onde variar, vario. Gosto de todas, claro, mas a minha tendência metodológica leva-me a que não haja cá confusões e a andar por períodos rotativos com uma de cada vez. Vamos lá ver se a mudança de companheira também motiva alguma mudança de ambiente!
E pronto, é isso. Custou, mas saiu. Foi o que me saiu…

Diferentes

Tenho bicicletas de origem americana e portuguesa. São marcas bastante diferentes entre si, com uma oferta e um posicionamento de mercado completamente distintos. Mas gosto de todas!
A americana Specialized é uma marca de topo com a qual já tenho uma relação de longa data. Por isso mesmo, é a que recorro normalmente seja para a aquisição de bicicletas, acessórios e equipamentos. E depois existem as exceções que confirmam a regra.
Nem sempre compramos exatamente aquilo que queremos, por uma série de circunstâncias e limitações que não conseguimos controlar, mas sim aquilo que podemos e nos proporcionam comprar. Há sempre uma questão de conveniência que nos pode aproximar ou afastar do pretendido.
Confesso que, desde o tempo das motas, tenho uma preferência pelas produções de origem europeia, em particular pelas italianas. Nas bicicletas acontece o mesmo. Gosto muito da Specialized, foi, é e será sempre uma opção segura, mas o meu coração, lá no fundo, palpita por uma… COLNAGO!

colnago_master.jpg

Imagem: Colnago

 

Se calhar as coisas têm de ser mesmo assim. É que o encanto e o deslumbramento derivados da imagem, do prestígio e da história, também são acentuados pela menor acessibilidade.
E quem fala em Colnago (uma das minhas marcas preferidas de sempre), fala em muitas outras marcas italianas e europeias que têm uma oferta diferente, mais carismáticas, menos de massas…
E a questão é exatamente essa, não é serem melhores, é serem simplesmente diferentes!

Andando por aí…

allez_7cidades.jpg

 

Queria fazer uma volta diferente. Ultimamente, ou fazia a volta ao concelho de PDL ou ia às Furnas. Desta vez não. Até a bicicleta seria outra.
A Roubaix deu lugar à Allez, que já a algum tempo se tem mantido intocada no rolo. Ainda pensei que se calhar a deveria deixar lá por mais uma semana, mas não…
Tinha uma ideia geral do que queria fazer, mas o percurso foi evoluindo à maneira que progredia no terreno.
Comecei então como quem vai dar a volta ao concelho, no sentido dos ponteiros do relógio, mas chegando à Várzea virei no sentido das Sete Cidades. Subir para descer e voltar a subir.
Na ponte cruzei-me com um ciclista “das descidas” que depois passou por mim na caixa de uma carrinha, enquanto eu ia naquele ritmo, ora lento, ora muito lento, no cimento. Alguns turistas a pé a dar-me apoio, o que é sempre curioso e motivador.
No topo virei no sentido do Pico do Carvão e depois de subir mais um bocadinho lá veio a descida, não necessariamente ansiada, até porque estava uma “porcaria”, com gravilha em quase toda a sua extensão!
Arribanas e porque ainda era cedo, Capelas. E depois foi rolar até casa, já a imaginar o que iria ingerir como recuperador. O costume…
A Roubaix teria sido melhor opção nesta volta, admito. Mas a Allez é aquela companheira que, apesar das contrariedades, nunca desilude. E é sempre com grande gosto e vontade que vou aos seus comandos.

Então são as meias, e… o boné!

“Olha que belas meias! Estou a precisar de umas vermelhas a condizer com o capacete e as luvas…”

Embora perfeitamente consciente de que a aquisição de bens materiais não deve ser encarada como uma alavanca para momentos de felicidade, exatamente por ser algo ilusório e efémero, ainda para mais considerando a nossa natureza insaciável, não posso deixar de admitir que nos pode trazer alguma satisfação, logo que haja razoabilidade e algum equilíbrio entre gosto, desejo e necessidade.
Tal como em muitos outros, no mundo das bicicletas existe uma poderosa industria de marketing que cria desejos e “fabrica” necessidades associada ao constante lançamento de novos e inovadores produtos, com que os consumidores se identifiquem, capazes inclusive de ampliar a sua imagem e respetivos traços distintivos. “Este produto é a minha cara!”
A inovação não se centra unicamente em produtos modernos e futuristas, até porque a tendência “vintage” é uma realidade, tal como a aposta em produtos recentes com uma imagem clássica de outros tempos. E também daqueles que são simplesmente intemporais. É a estes que tenho mais dificuldade em resistir, tanto aos apelos exteriores, como aos impulsos internos, mesmo sabendo que alguns deles não terão aquele uso que seria desejável.

“Já agora levo também o boné!”

 

meias_bone_specialized.jpg

Passeio de Natal 2017 - Visita ao Presépio das Furnas - CC Specialized

A certa altura, a passar por mim, alguém diz mais ou menos isso: “Já tens assunto para o blogue.” Respondi apenas com um sorriso e não consegui acompanhar o seu comboio, mas dediquei uns instantes de atenção à sua afirmação.
A primeira questão que me veio à cabeça foi, qual assunto? É certo que rolava de regresso da ida às Furnas no âmbito do já tradicional Passeio de Natal da CC–Specialized, o que só por si já poderia ser um motivo, até porque só acontece uma vez por ano, mas ao contrário do que costuma acontecer, não ia a delinear mentalmente um possível relato dos factos. E por acaso na altura até rolava sozinho. Da breve e momentânea retrospetiva não me parecia ter acontecido algo de muito relevante.
Levantei-me cedo, despachei-me, saí e rolei com calma até ao ponto de encontro – Portas da Cidade. Pelo caminho fui alcançado por dois colegas que vinham da cidade a norte, acabando mesmo por seguir com eles. Mas cheguei sozinho e cedo, tanto que ainda só lá estava o promotor e poucos mais ciclistas. Aos poucos chegaram mais e mais, mesmo muitos para o caráter particular do evento. Foto da praxe e lá fomos a caminho das Furnas. Desta feita via sul para variar. Ritmo tranquilo, grupo unido, que, entretanto, se esticou e dividiu com o passar dos quilómetros e com o surgimento das dificuldades. A partir de certa altura e até ao destino – Bolos Lêvedos Glória Moniz, sigo na companhia de uma dedicada companheira ciclista e da sua super bicicleta! Bolo lêvedo misto, Coca-cola e um queque, mais a foto da praxe nas Caldeiras das Furnas, e bem-vindo às Pedras do Galego. Oportunamente alguém entoou parte do refrão de uma canção brasileira “Agora aguenta coração…”! Não sei quem, mas foi de rir. Acabo por ficar sozinho, depois acompanhado, depois andei na roda, depois fiquei sozinho novamente e durou. Depois acabei acompanhado e mesmo no fim, outra vez sozinho, a perguntar-me porque raio é que fui atrás de uns colegas pelo caminho mais longo em vez de ter escolhido o mais curto? Centro de Ponta Delgada, cheguei.
Será que era a isso que o meu companheiro se referia quando mencionou que eu já tinha assunto para o blogue? Seja como for, aqui fica. Tal como fica também um bem-haja a quem, de ano para ano, promove e assegura a manutenção do evento.

 

passeio_furnas_cc.jpg

Imagem: Francisco Carreiro / CC-Specialized

3 Horas BTT – Specialized Camber Comp 29

Uma vez que a minha bicicleta de btt estava parada devido a um problema no amortecedor e perante a minha vontade em participar nesta prova, a loja Carreiro & Comp. Lda. prontificou-se a ceder-me uma bicicleta para o efeito. Quando esperava uma bicicleta mais básica fui surpreendido pelo cuidado da escolha e pela atenção ao informar-me da mesma, já que me facultaram uma bicicleta do segmento da minha, mas de gama superior, obviamente mais evoluída e adaptada às atuais exigências. Os meus agradecimentos a toda a equipa!
A Specialized Camber Comp 29, como a própria designação indica, é uma Trail com rodas de 29 polegadas, quadro em alumínio e suspensões com 110mm de curso. Pelas suas caraterísticas é bastante capaz, polivalente e confortável, apresentando uma ampla margem de adaptação a diversos tipos de cenários e utilizadores.
Nunca tinha andado numa Camber, ou melhor, acho que dei uma voltinha numa certa vez, mas logo senti-me perfeitamente à vontade aos seus comandos. Para além dos meus pedais que foram previamente instalados, a única afinação feita, no momento, foi a altura do selim. De resto foi pegar e andar. Parecia que era a minha bicicleta de sempre. Mais para a frente, talvez tenha estranhado um pouco a ausência dos punhos com apoio que uso. Têm um aspeto muito utilitário e muito pouco competitivo, mas dão um conforto às mãos que me agrada particularmente.
De um modo geral, gostei muito do comportamento desta bicicleta, eficaz, suave e homogéneo. Habituado a uma bicicleta menos dotada ao nível técnico e com rodas pequenas, senti bastantes diferenças, tal como seria de esperar. Esta Camber, apesar de não ser uma XC, rola muito bem e apresenta um bom funcionamento ao nível do amortecimento, com um amortecedor com AUTOSAG, que funciona quando é preciso, não sendo intrusivo quando não é.
Esta Specialized Camber Comp 29 foi uma excelente companheira, que se portou sempre à altura dos acontecimentos, tendo marcado ainda mais a minha participação nesta prova, tanto pela diferença, como pela positiva.

 

camber_comp.jpg

3 Horas BTT / CC-Bike Rental - Sete Cidades

Este fim de semana houve prova de resistência em BTT. Já não fazia uma prova destas há alguns anos, aliás, até agora fiz apenas duas na promoção, como individual.
São provas mais descontraídas, amigáveis e até familiares, onde as atenções não se centram unicamente na competição, mas que se assim se quiser também podem ser encaradas como tal. É esta flexibilidade que continua a fazer deste um formato de sucesso e importante para a dinamização da modalidade, já que podem estar lado a lado à partida, o atleta batido que vai lutar para a vitória e o curioso que começou agora a andar de bicicleta e faz a sua estreia absoluta num evento do género, pelo convívio, pelo ambiente, ou só para ver como corre.
Normalmente têm como cenários de fundo as Lagoas (Furnas e Sete Cidades), mas as que fiz, foram exatamente quando não decorreram nestes locais. E não foi por acaso. A primeira foi no Pinhal da Paz e a segunda no Parque Urbano. Confesso que gostei especialmente da primeira, pelo local, pelo circuito. Mais desafiante é certo, mas indiscutivelmente mais interessante. A minha terceira participação foi este domingo nas 3 Horas BTT / CC-Bike Rental, no previsível local das Sete Cidades, que tal como alguém disse, deveria ser o único sítio da ilha onde fazia mau tempo ontem de manhã!
Prefiro de longe o traçado das Sete Cidades ao das Furnas, mais variado e menos monótono, e ontem ele estava especialmente pesado devido ao tempo chuvoso. Apesar das dificuldades e dos constrangimentos que isso acarreta, deu-lhe um toque extra de desafio que faz parte da modalidade.
Esta minha participação apresentava à partida algumas particularidades que prometia fazer desta uma prova especial e diferente. Diferente pela espetacular montada que me foi gentilmente cedida pela loja Carreiro & Comp. Lda., e especial por fazer equipa com o meu filho!
O entusiasmo, a apreensão e as expetativas motivadas por estas mesmas particularidades, a par do mau tempo e de todas as outras nuances próprias destes eventos serão obviamente alvo de escrutínio neste mesmo local.

Na companhia da velha guarda!

Normalmente só relato as minhas voltas de bicicleta mais relevantes, ou que pelo menos tenham alguma caraterística diferenciadora. A volta deste domingo estava para ser apenas mais uma ida às Furnas…
Com a Roubaix a “descansar” de sábado passado peguei na Allez Steel e fiz-me à estrada. Só depois de ter ultrapassado o obstáculo que tenho mesmo à porta de casa é que reparei que a garrafa tinha ficado atrás! Começo a ficar preocupado, já que é a segunda vez consecutiva que acontece e depois de quase ter acontecido uma outra! Seja como for avancei e havia de beber algures lá em cima, que água é o que não falta.
A caminho de Santa Iria começo a avistar dois ciclistas lá à frente e aos poucos fui-me aproximando, até que os alcancei. Eram dois ciclistas da velha guarda, pessoal do tempo dos pioneiros “Cicloturistas de São Miguel”. Respeito! Se um deles só conheci mais recentemente, o outro é-me bastante familiar, tanto que ainda era eu um miúdo e já ouvia falar das suas aventuras de bicicleta lá em casa! Só que na altura estas tinham um peso relativo, talvez por serem tão fora do comum.
Hoje, numa altura em que quem não está nas redes sociais e não partilha os seus feitos é como se não existisse ou não os fizesse, dou mérito a estas pessoas, que de uma forma bem-disposta e entusiasmada, mas simultaneamente discreta e serena, há décadas que percorrem de bicicleta as estradas e os trilhos da nossa ilha. Gabo-lhes a vontade, a atitude e a união descomprometida, que neste dia por exemplo, tinha dividido o grupo em quem foi de btt e quem foi de estrada.
Não é preciso dizer que mudei de planos, tendo a ida às Furnas ficado fora de questão, já que seguia deliciado na sua companhia, com a conversa, a boa-disposição e a cumplicidade existente, tudo envolto numa toada fluída. Da minha parte, inclusive, ainda deu para conhecer novos caminhos.
O meu regresso (definitivo) às bicicletas está a fazer agora nove anos, mas espero seguir o exemplo destes companheiros de pedal, que acumulam consideráveis números de anos, quilómetros, histórias e peripécias aos comandos das suas bicicletas, tudo da forma mais normal e genuína possível.

BTT + BTT = BTT

Há muito tempo que a BTT foi relegada para segundo plano. De facto, a sua utilização tem sido residual e espaçada no tempo. Os motivos, advindos das sequelas de uma lesão e da falta de companhia, são óbvios, o que me levou à prática regular do ciclismo de estrada. Não obstante, o BTT (XC) é uma vertente do ciclismo entusiasmante de que gosto bastante.
Ocasionalmente surgem oportunidades para tirar a FSRxc do suporte e levar-lhe a cumprir a função para a qual foi concebida. Dentro das possibilidades vou aproveitando, e recentemente aconteceu isso mesmo. Traduziu-se numa jornada dupla de BTT. Nada de transcendente, mas deu para voltar a sentir aquelas sensações boas que só uma bicicleta na terra transmite, mesmo com alguma apreensão à mistura na presença das dificuldades, devido à falta de prática.
Claro que podia ter aproveitado duas grandes oportunidades em dois fins de semana seguidos para ser uma verdadeira barrigada de BTT, primeiro com o Azores Challenge MTB e depois com a Azores MTB Marathon, mas não. O compromisso e demais exigências naturais dos eventos competitivos organizados e a minha indisponibilidade perante os mesmos deixaram-me mais uma vez de fora, com tudo o que isso implica (se calhar tenho de ponderar esta atitude?!). Todas as outras limitações pessoais e materiais que existem, caso houvesse real vontade, não constituíam um obstáculo decisivo só por si.
Seja como for, a bicicleta foi para a terra (e para a estrada) em duas circunstâncias distintas, mas igualmente satisfatórias. Uma na companhia de quem começa agora a aventurar-se a um superior nível de pedaladas, outra na companhia de quem já anda nas lides desportivas há muito tempo, não necessariamente BTT.
Diverti-me antes, durante e depois. Antes, porque estive a mudar uns componentes na bicicleta, entre pneus e selim. Durante, por voltar a sentir o desafio e o prazer associados ao controlo da bicicleta perante os obstáculos. Depois, com a lavagem e a manutenção necessárias, que normalmente é parte obrigatória do pacote de quem faz BTT (sim, eu gosto disso!). E continua, já que faltaram as etapas finais da manutenção, para que ela possa repousar em condições até à próxima solicitação, que idealmente se espera que esteja para breve.

As duas Roubaix juntas na estrada

roubaix_comp_expert.jpg


Era hoje, era amanhã, era depois, e, nunca calhou. Foi ontem. A minha Comp e a irmã Expert do meu colega juntaram-se para uma volta ao concelho de PDL. Da volta em si, zero novidade, da companhia, aí sim.
Comprei a minha Roubaix e isso motivou o meu colega a voltar a ter uma bicicleta de estrada. Eu tentei ajudar, e por sorte e acaso, depois de um telefonema, cheguei ao pé dele e disse – Já tenho a bicicleta certa para ti! E assim foi.
Bom, quanto à volta, sem grande história para contar, lá fomos. Encontro ainda antes da hora combinada, ritmo calmo e tranquilo, até porque o meu colega acusou alguma falta de ritmo devido ao défice de pedaladas que regista desde que deixou de ter bicicleta de estrada. Por isso mesmo, separamo-nos antes do previsto. Enquanto fui a pedalar para casa, ele arranjou um transporte alternativo.
Mas não faltou tempo para colocar alguma conversa em dia, fazer comparações entre as bicicletas e respetivos componentes, e trocar impressões relativas às nossas sensações sobre os selins das mesmas.

roubaix_comp_expert_1.jpg

Roubaix – Melhorar; renovar; personalizar.

Uma bicicleta nova, ainda por cima usada (faz sentido?), “obriga” sempre a algumas alterações e consequente investimento. Pois bem, a Roubaix não foi exceção, tal como temia.

A saga de abertura dos cordões à bolsa começou pelos pneus. Por baixo, portanto. Contrastando com o valor despendido, que os pneus de estrada são finos, mas caros que se fartam. Há duas semanas notei uma deformação considerável no pneu dianteiro da bicicleta. Ainda pensei numa solução de recurso, considerando o seu estado aparente e o meu reduzido stock de pneus, mas numa bicicleta de estrada os pneus devem receber um respeito especial… Venham de lá dois Specialized Turbo Pro e câmaras-de-ar novas.

turbo_pro.jpg

 

Nunca gostei das fitas do guiador da Roubaix. Ou melhor, as fitas eram boas, mas a forma como estavam enroladas não. Demasiado curtas na zona superior do guiador e com uns “enchimentos” desnecessários num guiador já de si bastante grosso para o meu gosto. Parecia que tinha umas bolas debaixo das mãos… Que se tire os “enchimentos” superiores e venham de lá umas fitas da Pro devidamente enroladas.

fita_pro.jpg

 

Um colega deu-me dois suportes de garrafa quando comprei a bicicleta. Tinha-os em casa sem uso, mal sabendo que pouco tempo depois e por minha influência estaria também ele a comprar uma Roubaix! Ainda perguntei se queria que lhe devolvesse os ditos, ao que prontamente negou. Mas aconteceu. Devolvi-lhe porque não eram bem aquilo que queria... Venham de lá dois Cascade Cage II da marca, tecnicamente inferiores, mas com a forma e a cor certas. Sem dúvida que os suportes dele ficam muito melhor na sua bicicleta do que na minha. Mas obrigado na mesma.

cascade_cage.jpg

Pedais vs. Vento. Sapatos vs. Chuva.

A minha pontaria para escolher os dias certos para fazer coisas é tanta que até chateia!
Experimentar os sapatos e os pedais novos? Debaixo de chuva, pois claro.
E como se não bastasse, tinha acabado de passar uma mangueirada na bicicleta quando o c@brão do vento atira-me com ela ao chão, pois claro.
Bom, na verdade não existem dias certos para fazer estas coisas. Tinha vontade e disponibilidade, fui. Calhou estar de chuva, paciência.
O pedal direito já se diferencia esteticamente do esquerdo? É lixado, logo no primeiro dia, mas que se lixe!
Quanto aos sapatos? Não são impermeáveis, é só o que tenho a dizer…

 

sport_road.jpg

De bicicleta, claro!

Fez recentemente cinco anos que tive a minha primeira experiência com a bicicleta como meio de transporte na cidade. Sem licras, sem encaixes, sem luvas e capacete. Simplesmente a roupa do dia-a-dia, eu e a bicicleta.
Tinha a minha Allez Steel há menos de um ano, quando aproveitei o facto do carro ir à revisão, para a integrar na minha rotina deste dia. E que belo dia fez, lembro-me perfeitamente.
Tal como me lembro das minhas primeiras pedaladas, onde o único peso que sentia era o da pasta que levava ao tiracolo. De facto, satisfação, leveza e até algum orgulho foi o que senti na altura!
Apesar dos sentimentos positivos, com as rotinas muito marcadas, a normal resistência à mudança e o comodismo, não passou de uma experiência única.
Alguns meses depois volto à carga e compro uma bicicleta dobrável para substituir o carro nas deslocações ridículas que fazia do trabalho para o ginásio e vice-versa, no intervalo para almoço. Entre outras. Não foi fácil. O estado do tempo pouco colaborativo e os processos por mecanizar faziam-me perder algum tempo e stressar um bocado, o que juntando à temperatura corporal por normalizar advinda do exercício (Cycling) fazia com que chegasse ao trabalho invariavelmente transpirado. Mas muito transpirado, mesmo. Outras vezes, cheguei molhado também por causa da chuva. Para rematar, com uma semana de utilização, a bicicleta acusa um problema técnico no quadro que comprometia a continuação do seu uso.
Entretanto o problema da bicicleta foi resolvido ao abrigo da garantia. Mas… desisti!
Passado mais de um ano e considerando uma situação que me era alheia - fecho do ginásio, tive de adaptar-me a uma nova realidade. Bem diz a sabedoria popular – “Há males que vêm por bem”. E assim foi. A minha Órbita dobrável sai do vão da escada para a mala do carro, onde passou a ser presença assídua. Não voltei a cometer os erros do passado, já que desta feita, preparei-me melhor para o efeito. Constrangimentos existem sempre e há que saber minimizá-los. Hábito implementado!
O carro continuava a fazer parte da rotina diária, por inerência das circunstâncias, mas deixei-me de deslocações ridículas com ele e a bicicleta marcava agora e definitivamente a sua presença.
Cerca de dois anos depois, a Órbita dobrável cede o seu lugar ao modelo Classic da mesma marca, mais adaptada que estava às necessidades. Mais espaço de carga, melhor ergonomia, maior capacidade de rolamento.
Ainda hoje preciso do carro, até porque vivo fora da cidade onde trabalho e para além de mim desloca mais duas pessoas diariamente, mas no geral a sua utilização fica-se por aí. As vantagens práticas de utilizar a bicicleta no dia-a-dia são largamente superiores aos constrangimentos. E acima de tudo, os níveis de prazer, liberdade e satisfação não têm qualquer comparação.

 

Pró-Specialized?

- Tu também parece que nasceste com um S gravado na barriga! – disseram-me um dia.

Não é verdade. Nisso sou tão previsível como outra pessoa qualquer e na barriga tenho apenas um umbigo. E nem sou de estar a olhar muito para ele!
De facto, existe uma relação próxima com a referida marca. Existe com a marca depois de existir com a casa que a representa e com as pessoas que são o seu rosto, e isso já há uns bons anos, ainda estava longe de pensar que as bicicletas teriam uma dimensão tão relevante na minha vida, exatamente quando os motores assumiam o papel principal.
Quanto às pessoas em causa, sempre me identifiquei com a sua forma de estar e trabalhar e isso faz toda a diferença. Depois a marca é boa, é indiscutível.
Há uma relação de amizade, também assente numa relação comercial de longa data, mas acima de tudo baseada na identificação, no respeito e na cordialidade de ambas as partes. Essencial. Contudo não assinei contratos de exclusividade com ninguém e quando não se proporcionam as condições que considero desejáveis, procuro alternativas. Já aconteceu. É normal.

- Ah, falas, falas, mas depois vais sempre lá ter! – disseram-me uma vez em tom reprovador.

Digo sempre que gosto de todas as marcas, apenas umas mais do que outras. E é verdade. Mas se normalmente compro no sítio do costume é por tudo o que acabei de referir. E pelas oportunidades que me são apresentadas.
Dou-me bem no meio e sou bem-recebido aonde quer que vá, mas o conforto de ir à loja, às pessoas e à marca que tão bem conheço, não tem preço!

- Não gosto de rebanhos, todos de igual com a mesma marca! – também já me disseram.

 No que toca às bicicletas se há alguém que se demarca pela diferença, sou eu! Tanto ao nível das opções como da atitude. É verdade que não tenho uma bicicleta de cada marca, mas existe alguma variedade. E não tenho culpa que a casa à qual normalmente recorro, agregue algumas das minhas marcas preferidas. Aliás, mais uma vez, é-me cómodo e conveniente.
Digamos que a Specialized é a minha marca de referência, mas não ignoro as concorrentes, pelo contrário, saúdo a sua existência. Se existe espaço para todas num meio tão pequeno é uma avaliação que não me compete a mim fazer, apenas posso dizer que, como ciclista especialmente interessado e consumidor, acho muito positiva a existência de diversidade sustentável.
As minhas opções ciclísticas são as minhas opções ciclísticas. E as opiniões dos outros são as opiniões dos outros. Enquanto as primeiras dizem-me respeito diretamente, as segundas serviram para “ilustrar” este texto, o que já foi bastante…

Allez - Atualização

Ficou assente no decorrer da minha volta às Sete Cidades que iria fazer algumas alterações na minha bicicleta de estrada. Aliás, durante esta volta, em vez da bolsa de selim usei pela primeira vez o “copo” para ferramentas alojado no segundo suporte de garrafa, suporte que esteve sempre guardado num armário desde que o comprei. Quanto ao “copo”, sem dúvida, muito prático!
Quanto às mais recentes alterações, até agora foram adiadas, tanto por falta de necessidade, como por princípio. – Para quê trocar peças que estão a funcionar mesmo que não sejam as mais adaptadas à minha realidade? – Era o meu pensamento.
Então a cassete de oito velocidades original (12-26) cedeu o seu lugar a uma com o mesmo número de carretos, onde o carreto mais pequeno tem 11 dentes e o maior uns expressivos 32! Já deu para perceber a diferença, embora ainda não tenha feito a subida certa.

 

k7_11-32.jpg


A outra alteração foram os pedais. Até agora usava pedais de encaixe de BTT, sendo que o modelo escolhido na altura teve em conta o facto de poder circular com esta bicicleta com sapatos do dia-a-dia, ou seja, encaixe de um lado, plataforma do outro. Por outro lado, sempre refreei a aquisição de pedais de encaixe para estrada porque me obrigava a investir noutros sapatos. Foi agora. Ainda não experimentei, aliás, nunca andei com encaixes de estrada, portanto será uma estreia absoluta. E não experimentei porque ainda não tenho os sapatos!

 

pd-r540.jpg

 
Neste momento já não faz sentido manter uma cassete com uma relação tão pouco amigável, até porque já nem tenho idade para isso (?!), tal como manter uns pedais vocacionados para BTT e uso descontraído, quando tenho outras bicicletas e respetivos pedais muito melhores para o efeito, em vez de ter uns verdadeiramente adequados para a bicicleta e para o uso que lhe dou.
São pequenas alterações, simples e óbvias, que farão da minha Allez uma bicicleta mais “amiga”, efetiva e adequada aos meus propósitos.

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2006
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D