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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Destaques dos últimos dias!

Fui sacudir o pó à Allez Steel. A Roubaix tem sido a bicicleta de serviço nos últimos domingos, mas considerando o excelente tempo que se fazia sentir e a minha vontade de variar de montada, lá fui eu sobre liga de aço em vez de carbono. É diferente, mas igualmente bom. Melhor?!

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Ao tempo que não comprava uma revista de motas! Depois de andar uns dias atrás da revista REV Motorcycle Culture, a persistência deu frutos e, no local mais improvável, acabei por encontrar a edição de março/abril, curiosamente a #50. É sem dúvida nenhuma o meu tipo de revista, ou não fosse o “fora da bolha” uma das suas máximas. Esta chegou a ter uma irmã dedicada às bicicletas, a revista B Cultura da Bicicleta, que infelizmente não teve “rodas” para andar. Guardo religiosamente todos os seus números.

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Por falar em coisas que já não fazia há muito tempo: Ouvir Machine Head… Uma vez do Rock e do Metal, para sempre do Rock e do Metal!

 

Mas a música que mais tem andado presente nos últimos dias é a “Sou de Uma Ilha”, de Bia Noronha. Para além da melodia, a letra… O ser ilhéu, o ser açoriano. Adoro!
“Quanto mais saio da Ilha, mais eu fico nela.
Quanto mais fico na Ilha, mais eu saio dela.”

 

A tia é uma tia fixe. E tias fixes têm ideias fixes. E criam blogues fixes!
As histórias da tia, protagonizadas pela sobrinha, são uma delícia!
Tia! Tia! Tia!

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Ah, a Electra Hawaii continua cá por casa…

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Mais um domingo...

O que é que vou fazer? Qual é a que vou levar? Para onde é que vou?
São algumas das questões que me surgem quando penso nas manhãs de domingo. Manda a minha vontade, ajudada pelo sentido prático e pelo estado do tempo. Ontem tudo apontava para o BTT, até porque era esta bicicleta que estava mais à mão. Assim foi.
E como costumamos dizer por cá: Fui sozinhe mais Nôsse Senhô!

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Para cima é que é caminho!

BTT a dois

Mais uma excelente manhã de domingo. Mais uma volta de bicicleta. Desta vez tive companhia. O meu companheiro de sempre, não necessariamente nas bicicletas, já que pedalar não é uma das suas prioridades no momento. Contudo, saiu animado e por vontade própria. Saímos.

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Não fomos muito longe, mas também o que é que isso interessa? Deu para usufruir do sol, das canadas, das bicicletas. Nas calmas… Deu para fazer alguns vídeos, já que ele anda muito entusiasmado com a sua câmara nova. E ainda deu para recuperar a habilidade sobre a bicicleta que a falta de prática faz sobressair a cada regresso. E deu para fazer trabalhar as suspensões…

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O BTT é sempre consensual. Espetacular, cativante e divertido. E um excelente pretexto para passarmos bons momentos juntos.

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A minha bicicleta de culto - Specialized Allez Steel

A minha Specialized Allez Steel está a fazer 8 anos. Durante o seu tempo de vida tem recebido sempre alguma atenção da minha parte, mas chegou a hora de levar as coisas um pouco mais além e atribuir-lhe outro estatuto. Houve uma altura, quando era a única bicicleta de estrada que tinha, que foi bastante solicitada. Com a entrada de outra opção passou a ser encarada como a bicicleta do rolo que apenas saía pontualmente. A partir de hoje as coisas mudaram. Nova abordagem. Novo posicionamento. Ela já merecia. Digamos que alcançou o estatuto de bicicleta de culto. É aquela bicicleta para apreciar, seja estaticamente, seja para dar uns passeios descontraídos, sempre que quiser e o tempo permitir.

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Não lhe fiz grandes alterações nem intervenções, apenas coisas básicas (limpeza, lubrificação e afinação) para lhe manter o bom aspeto e a “saúde” geral. Mas houve um assumido regresso às origens. Desde logo o guiador voltou a estar coberto por fitas brancas, umas clássicas em pele sintética perfurada, e o selim e a cassete 12-26 originais voltaram às suas posições. Foram trocados os parafusos que apertam o guiador e o aperto rápido dianteiro devido à corrosão. Para finalizar troquei as câmaras-de-ar e montei uns pneus novos – Vittoria Zaffiro. Recentemente tinha-lhe trocado os calços dos travões e o tubo de selim.
Não é, nem está perfeita, mas está mais perto!

Um ciclista e duas belas bicicletas – O registo!

Há muito que queria tirar uma fotografia com as minhas duas bicicletas preferidas. A clássica-moderna de um lado (preferencialmente do direito já que é mais pesada!) e a carreto-fixo do outro. Tinha idealizado (mais ou menos) o que se consegue ver na fotografia. Podia ser outra posição qualquer, mas não, era assim... Um ciclista durão a erguer as suas bikes! - Ah-ah!

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Depois de uma produção cuidada, que é como quem diz, vestir a t-shirt da RodaGira e meter um boné de ciclista à moda antiga com a pala virada para cima, foi pegar nas bicicletas, passar-lhes um paninho microfibras (paninho?!) e ir para a rua com elas. Pelo pouco que se consegue vislumbrar do céu percebe-se que a luz era ótima e se a sessão tivesse durado mais um minuto teria sido brindada com chuva e tudo. O cenário escolhido é o já conhecido muro amarelo do meu vizinho, um clássico, e o fotografo achou que a GoPro seria melhor do que o telemóvel para captar o momento. Já agora, o fotografo era o meu filho.
A cara estranha, um misto entre o acabado de acordar, o apreensivo, o sofrido e o impaciente (a seriedade já é habitual), teve a ver com a tentativa de disfarçar o esforço implícito. É aquela cara de quem tem os ombros prestes a explodir, porque tê-las erguidas dessa maneira, principalmente quando a GoPro decide reiniciar, e manter uma aparência descontraída, não é fácil. E isso é bastante notório! Adicionando também umas proporções meias esquisitas talvez motivadas pela grande angular da câmara...
O resultado final ficou aquém do que tinha idealizado e ponderei eliminar definitivamente as três imagens obtidas. Mas, depois de tanto planeamento e preparação, aqui fica…

A Allez Steel e as lojas de bicicletas

A minha Specialized Allez Steel é de 2011. Não são os oito anos que a fazem diferente, mas as suas caraterísticas clássicas. Digamos que é uma bicicleta simples e moderna baseada em soluções e imagem de outros tempos - É uma clássica-moderna! Ao contrário da maioria, escolhi especificamente este modelo. Não é por acaso que é a única que por cá anda!
Isso é tudo muito bonito, mas substituir ou alterar algum componente nem sempre é tarefa fácil, pelo menos localmente. Percebo que as lojas têm de subsistir e serem rentáveis, portanto, posicionam-se de acordo com a procura.  Assim, estão basicamente vocacionadas para a competição e o desporto, com um enfoque muito grande para as últimas novidades dos construtores de bicicletas e para as últimas soluções tecnológicas dos componentes e acessórios, tendo a eficácia e a eficiência como principais objetivos. Refletem assim a postura da indústria que pedala ao encontro da procura e influencia esta com a constante criação de novas necessidades.
Mais uma vez digo, percebo perfeitamente este posicionamento das lojas de bicicletas locais, mas isso não me impede de ter pena por não haver mais procura e oferta de um segmento mais tradicional na construção e na estética, e mais prático e funcional na utilização, que a mim tanto me diz. Não me impede de ficar com pena por não ter a possibilidade de entrar numa loja que me encha as medidas, como acontece quando me desloco ao exterior. É pena!
A título de exemplo - há uns tempos atrás tive um problema com o tubo de selim. Não foi fácil arranjar um tubo de selim cromado semelhante e compatível. Claro que online, em teoria, facilmente resolveria o problema, mas gosto de ir aos locais, de ver presencialmente as peças, de tocar-lhes…
A minha Allez Steel vai finalmente receber os cuidados técnicos e estéticos que considero necessários. Apesar de tudo, já tenho todos os componentes que vou substituir. Comprei uns, adaptei outros e ainda recuperei alguns que lhe pertenciam e tinham sido substituídos. Nada de muito especial, só o básico, tal como ela é. As marcas da idade e das vicissitudes do seu uso lá estão, mas naquilo que for possível, quero-a novamente na sua melhor forma e cada vez mais bonita! É que ainda temos muito para rolar…

Parque Urbano PDL

Em tempos foi anunciada a execução de um circuito permanente para BTT no Parque Urbano em Ponta Delgada. Achei uma excelente ideia, claro, por todas as razões e mais alguma…

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Até hoje, nada!

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Não há circuito, mas há quem, à margem disso, no topo deste parque, continue a arregaçar mangas criando novas linhas e obstáculos para percorrer e ultrapassar de bicicleta!

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Domingo fui lá experimentar alguns destes trabalhos.

Companheira de BTT

A Specialized FSRxc Pro de 2009 é a companheira de duas rodas a pedais que tenho há mais tempo. Depois de ter regressado às bicicletas com uma BTT, mais ou menos de entrada de gama, dou o salto um ano depois. Com esta suspensão total entusiasmei-me, arrefeci, arrependi-me, voltei a entusiasmar-me…
Hoje, e com a concorrência da Estrada, olho para ela com um misto de sentimentos. Negativos, essencialmente por não a usar condignamente e em consequência ter despesas escusadas. Positivos, apesar das suas limitações e inerente desatualização perante as BTT atuais, por saber que muito dificilmente terei condições para ter uma bicicleta equivalente e por reconhecer a sua capacidade de me deixar com um sorriso na cara de cada vez que saio aos seus comandos. Já são alguns anos, muitos quilómetros e outras tantas aventuras... Juntos!

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Já passou por diferentes configurações e “calçado”, de acordo com as minhas manias e estado de espírito, mas a sua sólida e bem concebida base está sempre lá presente. É uma Trail com alguma vocação para os trilhos mais acessíveis, disponibilizando 120mm de curso nas suspensões. Não se destaca especialmente em nenhum departamento, mas permite dar a cara em vários sem grandes constrangimentos, já que é dona de uma grande polivalência.
Mais limitado sou eu, já que se mantem firme e (quase) sempre pronta para (todas) as curvas. Ainda um dia destes me perguntaram: «É nova?»
Em tempos, com duas rodas não necessariamente a pedais, fiz trocas que antes tivesse batido com a cabeça na parede! Aprendi. Portanto, teorias, circunstâncias, desejos e funcionalidades à parte, o certo é que não fui, não sou, nem sei se alguma vez serei capaz de me desfazer desta minha companheira!

A escrita, as voltas e o método da escolha das bicicletas

Depois de um texto que me deu muito prazer escrever e que me valeu um destaque no SapoBlogs , já lá vão 11 dias, tive várias vezes de mãos sobre o teclado, a olhar para uma folha em branco e não consegui escrever nada! Aliás, neste momento que estou a tentar escrever alguma coisa esforço-me por alinhar ideias e dar um rumo a esta publicação.
O facto é que não tem acontecido nada de muito relevante, ou seja, tem andado tudo dentro da normalidade. E isso não é necessariamente mau, já que evito dar demasiada importância a situações negativas e assim estas também não seriam destacadas aqui. Faltariam os motivos à mesma com a agravante do mal-estar consequente.
Atenção, escrever é um gosto e não uma obrigação, mas às vezes é preciso forçar um bocadinho. Se me começo a abster da escrita entro numa espiral e vou por aí a fora… quanto menos escrevo, menos vontade tenho de escrever. E, já agora, quanto menos ando de bicicleta, menos vontade tenho de andar de bicicleta!

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A minha última volta de bicicleta foi muito proveitosa ao nível do pensamento (tanto que parece ter-me esgotado as ideias!) e serviu para reconhecer o bem que me fazem estas mesmas voltas e para definir a atitude que devo continuar a seguir, exatamente por ser aquela com que mais me identifico e que me é benéfica.
Ultimamente a bicicleta escolhida tem sido a Specialized Allez, com um desempenho que não desilude, mas está na altura de lhe dar algum “descanso”. Não sem antes ter de passar por uma rotina de limpeza e lubrificação, para então ser devidamente estacionada. Ah, tinha em mente uma intervenção maior ao nível estético nesta bicicleta, como que um regresso às origens, mas irá ficar para mais tarde.
Depois de um interregno voluntário, onde só a apreciava ocasionalmente e de forma estática, agora vou tirar o pó à Specialized Roubaix e levar-lhe para a estrada. Confesso que já tenho saudades de um outro nível de eficiência, performance e conforto. Que é como quem diz, tenho saudades do seu tato, do seu rolar e da sua suavidade.
Já que tenho por onde variar, vario. Gosto de todas, claro, mas a minha tendência metodológica leva-me a que não haja cá confusões e a andar por períodos rotativos com uma de cada vez. Vamos lá ver se a mudança de companheira também motiva alguma mudança de ambiente!
E pronto, é isso. Custou, mas saiu. Foi o que me saiu…

Diferentes

Tenho bicicletas de origem americana e portuguesa. São marcas bastante diferentes entre si, com uma oferta e um posicionamento de mercado completamente distintos. Mas gosto de todas!
A americana Specialized é uma marca de topo com a qual já tenho uma relação de longa data. Por isso mesmo, é a que recorro normalmente seja para a aquisição de bicicletas, acessórios e equipamentos. E depois existem as exceções que confirmam a regra.
Nem sempre compramos exatamente aquilo que queremos, por uma série de circunstâncias e limitações que não conseguimos controlar, mas sim aquilo que podemos e nos proporcionam comprar. Há sempre uma questão de conveniência que nos pode aproximar ou afastar do pretendido.
Confesso que, desde o tempo das motas, tenho uma preferência pelas produções de origem europeia, em particular pelas italianas. Nas bicicletas acontece o mesmo. Gosto muito da Specialized, foi, é e será sempre uma opção segura, mas o meu coração, lá no fundo, palpita por uma… COLNAGO!

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Imagem: Colnago

 

Se calhar as coisas têm de ser mesmo assim. É que o encanto e o deslumbramento derivados da imagem, do prestígio e da história, também são acentuados pela menor acessibilidade.
E quem fala em Colnago (uma das minhas marcas preferidas de sempre), fala em muitas outras marcas italianas e europeias que têm uma oferta diferente, mais carismáticas, menos de massas…
E a questão é exatamente essa, não é serem melhores, é serem simplesmente diferentes!

Andando por aí…

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Queria fazer uma volta diferente. Ultimamente, ou fazia a volta ao concelho de PDL ou ia às Furnas. Desta vez não. Até a bicicleta seria outra.
A Roubaix deu lugar à Allez, que já a algum tempo se tem mantido intocada no rolo. Ainda pensei que se calhar a deveria deixar lá por mais uma semana, mas não…
Tinha uma ideia geral do que queria fazer, mas o percurso foi evoluindo à maneira que progredia no terreno.
Comecei então como quem vai dar a volta ao concelho, no sentido dos ponteiros do relógio, mas chegando à Várzea virei no sentido das Sete Cidades. Subir para descer e voltar a subir.
Na ponte cruzei-me com um ciclista “das descidas” que depois passou por mim na caixa de uma carrinha, enquanto eu ia naquele ritmo, ora lento, ora muito lento, no cimento. Alguns turistas a pé a dar-me apoio, o que é sempre curioso e motivador.
No topo virei no sentido do Pico do Carvão e depois de subir mais um bocadinho lá veio a descida, não necessariamente ansiada, até porque estava uma “porcaria”, com gravilha em quase toda a sua extensão!
Arribanas e porque ainda era cedo, Capelas. E depois foi rolar até casa, já a imaginar o que iria ingerir como recuperador. O costume…
A Roubaix teria sido melhor opção nesta volta, admito. Mas a Allez é aquela companheira que, apesar das contrariedades, nunca desilude. E é sempre com grande gosto e vontade que vou aos seus comandos.

Então são as meias, e… o boné!

“Olha que belas meias! Estou a precisar de umas vermelhas a condizer com o capacete e as luvas…”

Embora perfeitamente consciente de que a aquisição de bens materiais não deve ser encarada como uma alavanca para momentos de felicidade, exatamente por ser algo ilusório e efémero, ainda para mais considerando a nossa natureza insaciável, não posso deixar de admitir que nos pode trazer alguma satisfação, logo que haja razoabilidade e algum equilíbrio entre gosto, desejo e necessidade.
Tal como em muitos outros, no mundo das bicicletas existe uma poderosa industria de marketing que cria desejos e “fabrica” necessidades associada ao constante lançamento de novos e inovadores produtos, com que os consumidores se identifiquem, capazes inclusive de ampliar a sua imagem e respetivos traços distintivos. “Este produto é a minha cara!”
A inovação não se centra unicamente em produtos modernos e futuristas, até porque a tendência “vintage” é uma realidade, tal como a aposta em produtos recentes com uma imagem clássica de outros tempos. E também daqueles que são simplesmente intemporais. É a estes que tenho mais dificuldade em resistir, tanto aos apelos exteriores, como aos impulsos internos, mesmo sabendo que alguns deles não terão aquele uso que seria desejável.

“Já agora levo também o boné!”

 

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Passeio de Natal 2017 - Visita ao Presépio das Furnas - CC Specialized

A certa altura, a passar por mim, alguém diz mais ou menos isso: “Já tens assunto para o blogue.” Respondi apenas com um sorriso e não consegui acompanhar o seu comboio, mas dediquei uns instantes de atenção à sua afirmação.
A primeira questão que me veio à cabeça foi, qual assunto? É certo que rolava de regresso da ida às Furnas no âmbito do já tradicional Passeio de Natal da CC–Specialized, o que só por si já poderia ser um motivo, até porque só acontece uma vez por ano, mas ao contrário do que costuma acontecer, não ia a delinear mentalmente um possível relato dos factos. E por acaso na altura até rolava sozinho. Da breve e momentânea retrospetiva não me parecia ter acontecido algo de muito relevante.
Levantei-me cedo, despachei-me, saí e rolei com calma até ao ponto de encontro – Portas da Cidade. Pelo caminho fui alcançado por dois colegas que vinham da cidade a norte, acabando mesmo por seguir com eles. Mas cheguei sozinho e cedo, tanto que ainda só lá estava o promotor e poucos mais ciclistas. Aos poucos chegaram mais e mais, mesmo muitos para o caráter particular do evento. Foto da praxe e lá fomos a caminho das Furnas. Desta feita via sul para variar. Ritmo tranquilo, grupo unido, que, entretanto, se esticou e dividiu com o passar dos quilómetros e com o surgimento das dificuldades. A partir de certa altura e até ao destino – Bolos Lêvedos Glória Moniz, sigo na companhia de uma dedicada companheira ciclista e da sua super bicicleta! Bolo lêvedo misto, Coca-cola e um queque, mais a foto da praxe nas Caldeiras das Furnas, e bem-vindo às Pedras do Galego. Oportunamente alguém entoou parte do refrão de uma canção brasileira “Agora aguenta coração…”! Não sei quem, mas foi de rir. Acabo por ficar sozinho, depois acompanhado, depois andei na roda, depois fiquei sozinho novamente e durou. Depois acabei acompanhado e mesmo no fim, outra vez sozinho, a perguntar-me porque raio é que fui atrás de uns colegas pelo caminho mais longo em vez de ter escolhido o mais curto? Centro de Ponta Delgada, cheguei.
Será que era a isso que o meu companheiro se referia quando mencionou que eu já tinha assunto para o blogue? Seja como for, aqui fica. Tal como fica também um bem-haja a quem, de ano para ano, promove e assegura a manutenção do evento.

 

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Imagem: Francisco Carreiro / CC-Specialized

3 Horas BTT – Specialized Camber Comp 29

Uma vez que a minha bicicleta de btt estava parada devido a um problema no amortecedor e perante a minha vontade em participar nesta prova, a loja Carreiro & Comp. Lda. prontificou-se a ceder-me uma bicicleta para o efeito. Quando esperava uma bicicleta mais básica fui surpreendido pelo cuidado da escolha e pela atenção ao informar-me da mesma, já que me facultaram uma bicicleta do segmento da minha, mas de gama superior, obviamente mais evoluída e adaptada às atuais exigências. Os meus agradecimentos a toda a equipa!
A Specialized Camber Comp 29, como a própria designação indica, é uma Trail com rodas de 29 polegadas, quadro em alumínio e suspensões com 110mm de curso. Pelas suas caraterísticas é bastante capaz, polivalente e confortável, apresentando uma ampla margem de adaptação a diversos tipos de cenários e utilizadores.
Nunca tinha andado numa Camber, ou melhor, acho que dei uma voltinha numa certa vez, mas logo senti-me perfeitamente à vontade aos seus comandos. Para além dos meus pedais que foram previamente instalados, a única afinação feita, no momento, foi a altura do selim. De resto foi pegar e andar. Parecia que era a minha bicicleta de sempre. Mais para a frente, talvez tenha estranhado um pouco a ausência dos punhos com apoio que uso. Têm um aspeto muito utilitário e muito pouco competitivo, mas dão um conforto às mãos que me agrada particularmente.
De um modo geral, gostei muito do comportamento desta bicicleta, eficaz, suave e homogéneo. Habituado a uma bicicleta menos dotada ao nível técnico e com rodas pequenas, senti bastantes diferenças, tal como seria de esperar. Esta Camber, apesar de não ser uma XC, rola muito bem e apresenta um bom funcionamento ao nível do amortecimento, com um amortecedor com AUTOSAG, que funciona quando é preciso, não sendo intrusivo quando não é.
Esta Specialized Camber Comp 29 foi uma excelente companheira, que se portou sempre à altura dos acontecimentos, tendo marcado ainda mais a minha participação nesta prova, tanto pela diferença, como pela positiva.

 

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3 Horas BTT / CC-Bike Rental - Sete Cidades

Este fim de semana houve prova de resistência em BTT. Já não fazia uma prova destas há alguns anos, aliás, até agora fiz apenas duas na promoção, como individual.
São provas mais descontraídas, amigáveis e até familiares, onde as atenções não se centram unicamente na competição, mas que se assim se quiser também podem ser encaradas como tal. É esta flexibilidade que continua a fazer deste um formato de sucesso e importante para a dinamização da modalidade, já que podem estar lado a lado à partida, o atleta batido que vai lutar para a vitória e o curioso que começou agora a andar de bicicleta e faz a sua estreia absoluta num evento do género, pelo convívio, pelo ambiente, ou só para ver como corre.
Normalmente têm como cenários de fundo as Lagoas (Furnas e Sete Cidades), mas as que fiz, foram exatamente quando não decorreram nestes locais. E não foi por acaso. A primeira foi no Pinhal da Paz e a segunda no Parque Urbano. Confesso que gostei especialmente da primeira, pelo local, pelo circuito. Mais desafiante é certo, mas indiscutivelmente mais interessante. A minha terceira participação foi este domingo nas 3 Horas BTT / CC-Bike Rental, no previsível local das Sete Cidades, que tal como alguém disse, deveria ser o único sítio da ilha onde fazia mau tempo ontem de manhã!
Prefiro de longe o traçado das Sete Cidades ao das Furnas, mais variado e menos monótono, e ontem ele estava especialmente pesado devido ao tempo chuvoso. Apesar das dificuldades e dos constrangimentos que isso acarreta, deu-lhe um toque extra de desafio que faz parte da modalidade.
Esta minha participação apresentava à partida algumas particularidades que prometia fazer desta uma prova especial e diferente. Diferente pela espetacular montada que me foi gentilmente cedida pela loja Carreiro & Comp. Lda., e especial por fazer equipa com o meu filho!
O entusiasmo, a apreensão e as expetativas motivadas por estas mesmas particularidades, a par do mau tempo e de todas as outras nuances próprias destes eventos serão obviamente alvo de escrutínio neste mesmo local.

Na companhia da velha guarda!

Normalmente só relato as minhas voltas de bicicleta mais relevantes, ou que pelo menos tenham alguma caraterística diferenciadora. A volta deste domingo estava para ser apenas mais uma ida às Furnas…
Com a Roubaix a “descansar” de sábado passado peguei na Allez Steel e fiz-me à estrada. Só depois de ter ultrapassado o obstáculo que tenho mesmo à porta de casa é que reparei que a garrafa tinha ficado atrás! Começo a ficar preocupado, já que é a segunda vez consecutiva que acontece e depois de quase ter acontecido uma outra! Seja como for avancei e havia de beber algures lá em cima, que água é o que não falta.
A caminho de Santa Iria começo a avistar dois ciclistas lá à frente e aos poucos fui-me aproximando, até que os alcancei. Eram dois ciclistas da velha guarda, pessoal do tempo dos pioneiros “Cicloturistas de São Miguel”. Respeito! Se um deles só conheci mais recentemente, o outro é-me bastante familiar, tanto que ainda era eu um miúdo e já ouvia falar das suas aventuras de bicicleta lá em casa! Só que na altura estas tinham um peso relativo, talvez por serem tão fora do comum.
Hoje, numa altura em que quem não está nas redes sociais e não partilha os seus feitos é como se não existisse ou não os fizesse, dou mérito a estas pessoas, que de uma forma bem-disposta e entusiasmada, mas simultaneamente discreta e serena, há décadas que percorrem de bicicleta as estradas e os trilhos da nossa ilha. Gabo-lhes a vontade, a atitude e a união descomprometida, que neste dia por exemplo, tinha dividido o grupo em quem foi de btt e quem foi de estrada.
Não é preciso dizer que mudei de planos, tendo a ida às Furnas ficado fora de questão, já que seguia deliciado na sua companhia, com a conversa, a boa-disposição e a cumplicidade existente, tudo envolto numa toada fluída. Da minha parte, inclusive, ainda deu para conhecer novos caminhos.
O meu regresso (definitivo) às bicicletas está a fazer agora nove anos, mas espero seguir o exemplo destes companheiros de pedal, que acumulam consideráveis números de anos, quilómetros, histórias e peripécias aos comandos das suas bicicletas, tudo da forma mais normal e genuína possível.

BTT + BTT = BTT

Há muito tempo que a BTT foi relegada para segundo plano. De facto, a sua utilização tem sido residual e espaçada no tempo. Os motivos, advindos das sequelas de uma lesão e da falta de companhia, são óbvios, o que me levou à prática regular do ciclismo de estrada. Não obstante, o BTT (XC) é uma vertente do ciclismo entusiasmante de que gosto bastante.
Ocasionalmente surgem oportunidades para tirar a FSRxc do suporte e levar-lhe a cumprir a função para a qual foi concebida. Dentro das possibilidades vou aproveitando, e recentemente aconteceu isso mesmo. Traduziu-se numa jornada dupla de BTT. Nada de transcendente, mas deu para voltar a sentir aquelas sensações boas que só uma bicicleta na terra transmite, mesmo com alguma apreensão à mistura na presença das dificuldades, devido à falta de prática.
Claro que podia ter aproveitado duas grandes oportunidades em dois fins de semana seguidos para ser uma verdadeira barrigada de BTT, primeiro com o Azores Challenge MTB e depois com a Azores MTB Marathon, mas não. O compromisso e demais exigências naturais dos eventos competitivos organizados e a minha indisponibilidade perante os mesmos deixaram-me mais uma vez de fora, com tudo o que isso implica (se calhar tenho de ponderar esta atitude?!). Todas as outras limitações pessoais e materiais que existem, caso houvesse real vontade, não constituíam um obstáculo decisivo só por si.
Seja como for, a bicicleta foi para a terra (e para a estrada) em duas circunstâncias distintas, mas igualmente satisfatórias. Uma na companhia de quem começa agora a aventurar-se a um superior nível de pedaladas, outra na companhia de quem já anda nas lides desportivas há muito tempo, não necessariamente BTT.
Diverti-me antes, durante e depois. Antes, porque estive a mudar uns componentes na bicicleta, entre pneus e selim. Durante, por voltar a sentir o desafio e o prazer associados ao controlo da bicicleta perante os obstáculos. Depois, com a lavagem e a manutenção necessárias, que normalmente é parte obrigatória do pacote de quem faz BTT (sim, eu gosto disso!). E continua, já que faltaram as etapas finais da manutenção, para que ela possa repousar em condições até à próxima solicitação, que idealmente se espera que esteja para breve.

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