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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

05.12.17

Gravel Bikes


Rui Pereira

As bicicletas polivalentes vocacionadas para o turismo e aventura têm ganho uma relevância considerável nos últimos tempos. Atualmente são várias as marcas que apresentam mais este segmento nos seus catálogos. As “gravel” são bicicletas de estrada adaptadas a circular também fora dela. Para melhor se identificar, diria que se posicionam entre uma bicicleta de estrada e uma “ciclocross”. Um conceito híbrido que junta características de ambos os segmentos (estrada e fora de estrada) numa só bicicleta, mas sem pretensões ao nível da performance e da competição, estando muito mais voltadas para a aventura, a liberdade e a descontração. Polivalência, equilíbrio, conforto, simplicidade e robustez são alguns dos seus principais argumentos, propondo assim aos seus utilizadores um uso diversificado quanto baste. Rotina diária, múltiplos ambientes, muitas e longas pedaladas, e inerentes momentos aprazíveis de exploração e contacto com a natureza. Claro que não será de esperar um comportamento exemplar em estrada e menos ainda fora dela, mas também para este fim já existem inúmeras bicicletas e respetiva especificidade. As “gravel” são uma excelente opção para quem não está preocupado com comportamento e performance a um nível mais elevado, mas que pelo contrário privilegia a facilidade de utilização e a diversão com apenas uma bicicleta.
Se tivesse de definir o meu perfil como utilizador de bicicleta diria que era descontraído. Não faço competição e nunca apelidei as minhas saídas domingueiras de bicicleta como treinos porque não passam de passeios. E é mesmo isso que quero que sejam. Praticamente não faço btt, mas tanto nesse ambiente como na estrada, o que mais me interessa nesse momento é a comodidade e o conforto. Portanto, se há bicicleta que me assenta bem é uma “gravel”.  Depois de um tempo em que juntei algumas bicicletas, com o lado menos bom de algumas delas terem ficado paradas ou com um uso residual, seria altura para reduzir, onde pelo menos duas daria lugar a apenas uma, garantindo um uso sustentável, mas acima de tudo, o prazer e o divertimento.
Gravel Bikes? Quem sabe um dia!

P.S. – Infelizmente não consegui fotografar a bicicleta que queria para ilustrar este texto. Tenho um amigo que tem uma Specialized Sequoia, a única que há cá, mas temos andado desencontrados. Com o seu quadro em liga de aço - Cr-Mo, pneus de 42mm, travões de disco mecânicos, apoios para guarda-lamas e porta-bagagens, fitas de punho e forro do selim em tecido - ganga, entre outras caraterísticas, a Sequoia é um bom exemplo de uma das bicicletas mais puras do segmento gravel/turismo/aventura.

Já tinha uma publicação sobre as "gravel" aqui no blogue, onde, excecionalmente, destaquei um belo vídeo!
"Azores Gravel Bike Trip 2016"