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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

02.06.20

Circunstâncias


Rui Pereira

Nestes tempos de confinamento que passaram tive mais próximo das minhas bicicletas de carreto fixo do que das outras.
Pelas suas caraterísticas e limitado no espaço disponível para o efeito, estas revelaram-se a melhor opção.
As circunstâncias momentâneas ditam muita da adequação de cada uma das minhas bicicletas. E eu tenho a tendência para tomar esta adequação para o uso generalizado.
Com o desconfinamento, as suas limitações, entretanto disfarçadas, voltaram a sobressair. E tive de recorrer a outra bicicleta que melhor se adequava às novas circunstâncias.

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Existem diferenças e terei sempre as minhas preferências, mas a forma tendenciosa que me faz tirar conclusões precipitadas perante circunstâncias restritas não é a mais correta.
As minhas preferências dizem respeito à estética, à tradição, à cultura, ao conceito e aos materiais empregues. Tudo o que seja mais simples e diferente, mais tradicional e alternativo, tem prioridade. No entanto, as que apontam num sentido contrário não são necessariamente desprezadas.
Todas as minhas bicicletas têm os seus pontos fracos e fortes, e a sua função bem definida. A escolha de uma delas estará associada às circunstâncias do momento ou simplesmente ao meu estado de espírito.
São todas boas. São todas úteis. Umas mais do que outras, de acordo com as circunstâncias.

12.09.19

Do comodismo ao luxo!


Rui Pereira

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"TP15"

Mudar, e implementar um novo hábito, principalmente quando este choca substancialmente com a nossa comodidade e zona de conforto, não é fácil. Fácil é arranjar desculpas para não o fazer!
Trocar o carro pela bicicleta nas minhas deslocações urbanas foi bastante difícil. Este hábito, a que chamo de luxo agora, levou algum (muito) tempo a ser implementado. Após o seu arranque aguentei apenas uma semana e facilmente cedi à voz que me sussurrava a cada saída:
«Deixa-te disso. Pega na chave do carro e vamos embora!»
Só alguns meses depois, por força das circunstâncias mais determinado do que nunca, ciente dos erros cometidos anteriormente e da inevitabilidade dos fatores que não dependiam de mim, adaptei-me e empenhei-me nesta mudança que se tornou um hábito impensável de mudar, um luxo impossível de deixar.

11.09.19

Luxos…


Rui Pereira

Utilizar a força física para nos deslocarmos pela cidade, aos comandos de uma vulgar bicicleta, fazendo dela o nosso meio de transporte preferencial, ainda é visto como algo estranho e que facilmente se associa à falta de capacidade financeira para fazê-lo de uma forma mais cómoda e pomposa, que é o mesmo que dizer, de carro!

A minha experiência, que tem a dimensão e o valor que tem, faz-me pensar exatamente ao contrário. É um luxo poder manter o carro parado todo o dia e fazer as minhas deslocações pela cidade de bicicleta! Considero-me mesmo um privilegiado, tendo em conta a conveniência, o exercício e a poupança (financeira e ambiental) que faço, mas, acima de tudo, o prazer e a liberdade que sinto ao pedalar, por si só, e por todos os outros benefícios associados!

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05.09.19

Uma velha bicicleta repousa encostada a um poste...


Rui Pereira

Conta com alguns anos e com outras tantas marcas.
Parece já não rolar com a alegria de outros tempos, mas nem sempre tudo o que parece é.
Alguns dos seus componentes mostram-se sujos, desgastados, cansados, mas o conjunto continua a servir os seus propósitos.
Nunca foi uma velocista, portanto não irá encarnar uma agora…
Vale pela nobreza da sua utilidade e pela diferença. Pelos diversos pormenores que marcam a sua diferença.
A velha bicicleta perdeu o brilho que a caracterizava, mas ganhou uma patine que lhe dá um charme único e especial.
Para alguns, não passará de uma bicicleta velha. Para outros, é uma nobre e histórica companheira de duas rodas a pedais que mantém a beleza, a dignidade e a função.
A velha bicicleta repousa encostada a um poste, mas está à espera. À espera de levar e ser levada. Pronta para rolar, cumprir, ir, para onde tiver de ser…

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04.09.19

A exceção…

Confirma a regra!


Rui Pereira

Custa-me sempre digerir cada risco, ponto de ferrugem ou qualquer outro tipo de estrago que as minhas bicicletas ganham. Aos poucos tenho aprendido a lidar melhor com isso.
As bicicletas são feitas para andar, para nos servir, seja em que ambiente for. De outra forma não farão tanto sentido. Esta realidade, mesmo empenhando uma atitude cautelar e necessária manutenção à posteriori, implica ganhar marcas de uso, do tempo e dos elementos, e de eventuais azares.
Custa! Embora haja quem defenda que estas marcas lhes dão personalidade e compõem a sua história. Eu, apenas as digiro em esforço…
Numa das minhas bicicletas tive de empregar a exceção que confirma a regra. Perante circunstâncias tão pesadas, e paradoxalmente, o que lhe dou em troca da sua servidão diária é muito pouco - ar nos pneus e alguma oleosidade na transmissão - em prol do meu bem-estar psicológico.

04.09.19

Ferrugem


Rui Pereira

A ferrugem toma-lhe conta das rodas e de outros componentes. Aos poucos, desgasta, consome, tira-lhe o brilho. Consequência de uma atitude negligente e indiferente. Uma abordagem centrada na utilização e na funcionalidade, hoje. Por incrível que pareça, o gosto mantem-se e parece cada vez maior! A sua integridade, por enquanto, também. Amanhã, logo se verá…

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27.02.19

Nunca mais parei de pedalar!


Rui Pereira

A minha primeira experiência de utilização da bicicleta como meio de transporte está a fazer sete anos, estávamos no início do mês de março do ano de 2012. Mas foi uma experiência única.
Mais tarde, no verão deste mesmo ano, comprava uma bicicleta dobrável com a intenção de por em prática, de forma mais duradoura, esta mesma experiência.
Frequentava um ginásio à hora de almoço e a ideia era fazer a deslocação de bicicleta, descartando assim o automóvel e o custo direto relativo ao pagamento do estacionamento.
Digamos que a experiência foi um pouco (muito) atribulada. Por falta de adaptação pessoal, já que tinha esta rotina demasiado ligada ao automóvel, e por alguma falta de sorte, pois os dias que escolhi para começar, foram dias de chuva!
A ida era mais pacífica e até animadora, já que não era raro chegar antes do meu colega que se deslocava de automóvel. Mas no regresso, com a temperatura corporal por normalizar e alguma ansiedade à mistura, chegava ao trabalho invariavelmente molhado, no caso, numa mistura de suor e água da chuva…
Como se não bastasse, o quadro da Órbita dobrável cedeu!
A bicicleta ficou encostada a aguardar solução ao abrigo da garantia e eu, muito convenientemente, voltei ao automóvel!
Alguns meses depois, o ginásio fecha e tive de arranjar uma nova solução. Mais simples, mais natural, mais alternativa. Desta, fazia parte a utilização da bicicleta para a deslocação, na qual empreendi os ensinamentos adquiridos anteriormente, não voltando a repetir os mesmos erros.
Esta rotina, entretanto, mudou ligeiramente. A bicicleta utilizada é outra, embora da mesma marca. A bicicleta está tão ligada a esta rotina, que fazê-la sem ela, não é a mesma coisa! Esta e outras, já que alarguei ao máximo a utilização desta minha ferramenta de uso diário.
Bom, o certo é que nunca mais parei de pedalar pela cidade!

31.01.19

Mais uma bicicleta, menos um carro!


Rui Pereira

Nas minhas incursões de bicicleta pela cidade raramente encontro pessoas a fazer o mesmo que eu. Mais facilmente me cruzo com alguém de licra e bicicleta a condizer, treinando ou simplesmente dando uma volta, do que alguém com uma bicicleta banal, com roupa “normal”, vindo ou indo para o emprego ou outro qualquer local associado à sua rotina diária.
Claro que não sou o único, mas de facto somos poucos, muito poucos…
Hoje, a minha Órbita Classic teve companhia no sítio do costume.
Mais uma bicicleta, mais uma Órbita. E mais saúde, exercício e boa disposição.
Menos um carro na estrada. E menos poluição, espaço ocupado e comodismo!

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04.01.19

VeloTóze


Rui Pereira

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Cada vez mais acho que um presente tem uma importância relativa. Normalmente até está associado a certos constrangimentos, tanto da parte de quem oferece, pela obrigatoriedade do ato e pela dificuldade de uma escolha acertada, como pela parte de quem recebe, pela simples falta de identificação com o objeto em causa.
Mas há presentes e presentes, e embora os ache dispensáveis, até porque não são o mais importante, quando se conhece alguém minimamente e se aposta em algo de acordo com os seus gostos, necessidades e preferências, isso pode ser muito positivo.
Tanta conversa para dizer que gostei muito das capas de sapatos impermeáveis que o meu primo me ofereceu pelo meu aniversário. Por acaso ou não, até porque ele é também um entusiasta das bicicletas, acertou pela adequação, utilidade e agradabilidade do artigo em questão.
Estas capas da VeloTóze têm muito bom aspeto e mostram alguma singularidade na sua conceção e utilização. Ainda não as experimentei (conto fazê-lo já no meu próximo passeio), mas tudo indica que, pelas suas capacidades impermeáveis e térmicas, serão excelentes para os passeios de bicicleta nesta altura do ano.

Obrigado André!